No ano de 2022, os clubes do futebol acreano acabaram fechando acordo com o Governo do Acre, para repassar de R$1 milhão para os clubes de futebol profissional do estado, como uma forma de incentivar o esporte e melhorar os resultados nas competições nacionais.
Porém, esse repasse ficou apenas nas promessas do secretário Aberson Carvalho, da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, que falava sobre aguardar liberação da verba até o final do ano da temporada passada, o que acabou não acontecendo.
Em 2023, foi feito um novo acordo com as times acreanos acreanas e o repasse passou a ser no valor de R$2 milhões, mas novamente acabou não sendo realizado.
Em entrevista ao Jornal A Catraia, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o presidente da Associação Desportiva Senador Guiomard (Adesg), Oscar Harlen, demonstra desânimo quando perguntado sobre a possibilidade desse dinheiro chegar ao clube: “Contávamos 100% com esse convênio. Não temos retorno nem previsão, acredito que não sai mais. Com toda certeza poderíamos montar um time bem competitivo. Até tivemos um patrocínio através da Federação (Federação de Futebol do Acre). Que sem ele seria praticamente impossível continuar ativos. Mas não conseguimos montar uma equipe para disputar de igual para igual com as outras.”
Ele ainda afirma que para não prejudicar os atletas resolveu manter os pés no chão e não fazer contratações ou movimentações de grande aporte financeiro.
O dirigente do clube do interior disponibilizou o contato do zagueiro Renner Salles de Souza para entendermos o impacto que essa promessa não efetivada pelo governo teve no clube do interior.
Renner durante partida do Campeonato Acreano 2022 pela Adesg Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha
Segundo o jogador, a equipe teria mais força para disputar com os times maiores com esse dinheiro que serviria para contratar mais peças para o elenco. “O nosso presidente contava muito com esse repasse que o governo prometeu para comprar material para treino, ajustar a estrutura do clube. Com esse repasse seriam feitas algumas contratações, mas como não saiu, complicou muito e ele realizou o básico. Ele contava muito com esse repasse para pagar o nosso salário e o que combinou com a gente, mas ele cumpriu dentro do possível o fortalecimento da equipe.”, afirmou Renner.
Em uma posição totalmente diferente, o Humaitá, vice-campeão estadual de 2023, presidido por Igor Cotta, conseguiu bancar os custos da temporada com os ganhos do ano passado. Segundo o dirigente, o clube tem dinheiro para bancar os custos do ano da temporada e diz nunca ter contado com convênio.
“Investimos todo o dinheiro conquistado do ano passado nas competições nacionais e estaduais. Eu nunca contei com esse repasse. Se sair, será um bônus, bom para todos os clubes, fortalecerá. Eles deveriam olhar o nosso esporte com outros olhos. A cada ano, ao invés dos clubes estarem progredindo, estão regredindo por essa falta de apoio.”. Explica o dirigente do Humaitá.
No Brasil inteiro a situação dos pequenos clubes não é diferente, por conta disso alguns deles aderiram ao modelo de negócio conhecido como Sociedade Anônima do Futebol (SAF), instituída a partir da Lei SAF 14.193 aprovada em 2021. Visando permitir a reorganização societária dos clubes brasileiros, incentivando investimentos e viabilizando também a recuperação de grandes clubes que se encontram em difícil situação financeira e operacional.
Na Série A, do Campeonato Brasileiro, seis times aderiram ao projeto SAF, o Botafogo e o Cuiabá. Sendo o Cuiabá o primeiro a se tornar parte de uma SAF, além do Red Bull Bragantino, o Vasco, o Cruzeiro, e o último deles, o Coritiba, negociado em 90% por R$ 1,1 Bilhão, conforme aponta o site ge.globo.com.
Quando perguntado sobre o modelo de projeto da sociedade anônima, o presidente da Adesg explicou ser necessário estudar mais sobre o assunto e o que tem que ser feito, mas caso surgisse investidores com o projeto, ele aderiria. “Isso é um estudo grande que tem que ser feito. Claro que se achasse um grupo de investidores com um projeto vencedor, abriríamos conversa”, afirmou.
A verdade é que no futebol do país, os grandes salários e mega estruturas são de exclusividade dos principais clubes de liga, e quanto mais de divisão a equipe desce, menor é o aporte financeiro e retorno do clube.
Foto: Gustavo Almeida de Sousa
Com a promessa de repasse financeiro por parte do Governo do Estado do Acre, os clubes acreanos esperavam melhorar o nível do estadual e como consequência disso obter melhores resultados nas competições nacionais como Copa Verde, Série DeCopa do Brasil.
A redação do Jornal A Catraia tentou contatar o Governo do Estado por meio do responsável pela Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esportes, Aberson Carvalho, mas sem sucesso.
A Copa do Mundo FIFA de 2026 já pulsa no imaginário brasileiro. Segundo pesquisa da Ipsos, 71% dos torcedores do país pretendem assistir ao torneio. Ao mesmo tempo, o endurecimento das políticas migratórias nos Estados Unidos, um dos países-sede, levanta dúvidas entre viajantes sobre como será a entrada no país durante o evento.
Com um orçamento bilionário destinado ao reforço da fiscalização migratória nos próximos anos, o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) tem ampliado operações em diferentes regiões do país. Para especialistas, o fortalecimento dessas estruturas pode tornar o processo de entrada mais rigoroso para estrangeiros.
O médico endocrinologista e viajante acreano Gil Lucena afirma que percebeu mudanças recentes no processo de imigração em viagens aos Estados Unidos.
“Agora é necessário passar por um agente da imigração que pode fazer alguns questionamentos”, relata.
Segundo ele, na viagem mais recente a Miami e Nova York, em novembro de 2025, o tempo de espera na imigração foi maior do que em visitas anteriores. Lucena também menciona que a obtenção de visto tem se tornado mais difícil para alguns estrangeiros e que negativas podem dificultar novas tentativas.
Apesar disso, ele afirma que as políticas migratórias, por si só, não o impedem de visitar o país. “Não vejo políticas imigratórias como empecilho para viajar aos Estados Unidos. Mas as tensões internacionais podem influenciar essa decisão”, conta.
Para o médico, o período da Copa deve combinar grande mobilização de torcedores com controles mais rígidos nas cidades-sede. “Imagino um mês de muita euforia local, mas também com controles migratórios mais demorados e segurança reforçada”, afirma.
71% dos torcedores brasileiros pretendem assistir ao torneio Imagem: Maria Eduarda Ruiz
Os números ajudam a dimensionar o contraste. Ao final de 2025, mais de 70 mil pessoas estavam sob custódia do U.S. Immigration and Customs Enforcement, um dos maiores patamares já registrados. Ao mesmo tempo, a FIFA recebeu mais de 500 milhões de
solicitações de ingressos para a Copa do Mundo FIFA de 2026 na fase inicial de sorteio, evidenciando a mobilização global em torno do torneio.
“Geografia do Medo” e o Inimigo Interno
Para compreender parte das preocupações relacionadas ao tema, o professor de Direito Internacional Daniel Zen, da Universidade Federal do Acre, aponta diferenças estruturais entre os sistemas de segurança pública do Brasil e dos Estados Unidos. Segundo ele, enquanto no Brasil as polícias seguem um padrão nacional, com divisões entre policiamento preventivo e investigativo, o modelo americano é mais descentralizado.
“Cada Estado tem autonomia para organizar suas forças policiais e não necessariamente precisa seguir o mesmo parâmetro de outros Estados. Diferentemente do Brasil, lá há uma distribuição de competências administrativas distinta”, explica.
Segundo Zen, esse modelo também pode abrir espaço para o uso político da segurança em determinados contextos. “Em alguns cenários constrói-se a ideia de um inimigo interno ou externo. Esse tipo de narrativa aparece com frequência em experiências de governos com tendências mais autoritárias”, afirma.
Na prática, segundo o professor, esse “inimigo” tende a ganhar rosto: imigrantes, especialmente latinos e negros, independentemente de sua situação legal.
O método dragnet e o risco da generalização
A professora de imigração, educação e política internacional da Harvard University, Gabrielle Oliveira, afirma que operações recentes do ICE têm adotado estratégias conhecidas como dragnet.
“Basicamente quer dizer que você leva todo mundo, que você não está só atrás das pessoas que são criminosos com condenações. O que a gente está vendo são carros com vidro arrombado, pessoas sendo presas na porta de casa… é usado muita violência”, relata.
Segundo ela, a abordagem amplia o risco de detenções temporárias até mesmo de pessoas com situação regular. “Mesmo se você tiver situação regular, até você provar, você já pode ter sido preso e detido. Eles só vão olhar e fazer perguntas depois que a pessoa é detida.”
Gabrielle aponta ainda que a intensificação das operações tem sido mais visível em alguns estados considerados politicamente progressistas.
“O governo quer mostrar serviço nas cidades e colocar mais medo como retaliação e punição”. O ambiente de incerteza, portanto, não distingue claramente o turista do residente, nem o regular do irregular.
Economia e medo nos bastidores
O clima de tensão migratória também pode ter reflexos indiretos em setores que tradicionalmente empregam trabalhadores imigrantes, como hotelaria, limpeza e construção civil.
A jornalista e mestre em Relações Interculturais Fabiana Santos, que vive em Maryland, relata que parte desses trabalhadores têm demonstrado receio de manter a rotina de trabalho.
“Há trabalhadores com medo de manter a rotina no emprego e uma parcela deles acabou largando o emprego.”
Segundo ela, muitos desses profissionais atuam como prestadores de serviço, como faxineiras, garçons, jardineiros e operários da construção civil. “Quando essa população começa a sair do mercado de trabalho, alguns serviços acabam sendo afetados”, observa.
Fabiana também questiona a percepção de que imigrantes em situação irregular não contribuem economicamente.
“Muitos utilizam o ITIN para pagar impostos mesmo sem ter número de seguridade social. Uma parte significativa dessa população paga tributos regularmente”, explica. O impacto, portanto, não é apenas social ou político, mas sim estrutural.
O “silêncio” das redações esportivas
Apesar da dimensão do tema, discussões sobre imigração e direitos civis ainda aparecem pouco na cobertura esportiva tradicional. A jornalista esportiva Cristina Dissat observa que grande parte das redações permanece focada em assuntos ligados ao campo.
“Entre os próprios jornalistas que cobrem esporte e futebol, essa abordagem ainda não tem feito parte das conversas do dia a dia. O foco é: quem foi convocado ou como conseguir credenciamento”, conta
Ela destaca que questionamentos mais políticos costumam partir de repórteres de outras editorias, que raramente protagonizam coletivas pré-Copa.
Dissat também relata mudança de comportamento entre torcedores. “Pelo que a gente tem escutado, várias pessoas desistiram. Pensam: ‘ah, não vou me aborrecer à toa, assisto pela televisão mesmo, a gente faz um churrasco’, relata.
A Copa do Mundo de 2026 será, antes de tudo, um evento de política externa, em que a bola pode ser apenas um detalhe sob a vigilância constante do governo norte-americano.
Em 1992, um helicóptero da Polícia Militar cai no meio da floresta amazônica. A oficial Tais D. Oliveira sobrevive ao acidente e, cercada por mata fechada, descobre que os relatos sobre criaturas estranhas na região eram apenas o começo do que iria enfrentar. O detalhe que chama atenção não é só a presença de dinossauros: o jogo se passa no Acre. A partir dessa premissa, Acre Crisis mistura terror retrô, nostalgia dos anos 1990 e referências à cultura brasileira.
O jogo, desenvolvido pelo brasileiro David Pateti, dialoga com um imaginário popular que circula com força na internet, a ideia de que o Acre “não existe” ou esconderia mistérios improváveis. O resultado é um FPS (tiro em primeira pessoa) com atmosfera de terror retrô que mistura referências a clássicos dos anos 1990 com arquivos e símbolos da história recente do Brasil.
A escolha do Acre como ambientação é um dos vários elementos curiosos de Acre Crisis. A premissa lembra imediatamente Dino Crisis, clássico da Capcom, em que a agente Regina enfrenta dinossauros em uma instalação científica isolada. A diferença é que, aqui, essa lógica é deslocada para o norte do Brasil. Em vez de laboratórios secretos e ilhas fictícias, a história se desenrola na floresta acreana, com referências à redemocratização e ao imaginário popular que envolve a região.
Dino Crisis, clássico da Capcom lançado para o PlayStation, em que a agente Regina enfrenta dinossauros em uma instalação científica isolada. O jogo se tornou referência no survival horror com temática pré-histórica e serve de principal inspiração estética e conceitual para Acre Crisis, que transporta essa fórmula para a floresta acreana.
Essa inspiração também aparece na estrutura da campanha. A experiência é relativamente curta, com duração de poucas horas, e aposta mais na ambientação e no clima de suspense do que em sistemas complexos ou narrativas muito extensas.
Cena inicial de Acre Crisis mostra a chegada da equipe à floresta amazônica em 1992, antes do acidente que deixa a protagonista isolada na mata. A sequência estabelece o clima de tensão e a estética retrô que dialoga diretamente com os clássicos do survival horror dos anos 1990.
O clima de isolamento na floresta é onde Acre Crisis acerta mais. O ciclo de dia e noite, a chuva constante e o uso de fitas K7 espalhadas pelo mapa ajudam a construir uma sensação de isolamento. Os áudios funcionam como pequenas peças de investigação, revelando aos poucos o que aconteceu na região antes da chegada da protagonista. Ao mesmo tempo, o jogo usa imagens e referências, incluindo figuras políticas e materiais de arquivo que dialogam com um imaginário brasileiro daquele período.
Tais D. Oliveira escuta uma fita K7 encontrada na floresta: os áudios espalhados pelo mapa funcionam como peças de investigação e ajudam a reconstruir os eventos que antecederam o surgimento dos dinossauros no Acre.
Quando o assunto passa para a execução técnica, o resultado é mais irregular. A movimentação pode parecer desajeitada em alguns momentos e certos problemas de colisão interferem na exploração do cenário. A jogabilidade funciona e permite avançar na história sem grandes travas, mas deixa a impressão de que o jogo carece de um polimento maior.
Mesmo assim, há momentos em que a proposta funciona bem. Os confrontos com dinossauros conseguem criar tensão, principalmente quando o jogador precisa lidar com recursos limitados e com o ambiente da floresta ao redor. A estrutura é simples, focada mais na exploração e no combate direto do que em quebra-cabeças complexos, algo que aproxima o jogo de alguns survival horrors mais antigos.
Apesar dessas limitações, Acre Crisis encontra uma identidade própria ao misturar terror retrô, dinossauros e referências diretas à cultura pop dos videogames. Esse espírito aparece também nos extras do jogo, que incluem trajes inspirados em personagens clássicas e atuam como um aceno direto ao universo dos games que inspirou o projeto.
Tais pode desbloquear trajes inspirados em personagens clássicas dos videogames. Na imagem, aparece com uma roupa que remete a Lara Croft.
O streamer Alanzoka, um dos maiores nomes do cenário gamer brasileiro, transmitiu o jogo em live, levando Acre Crisis para além do nicho de fãs de survival horror. A presença do jogo em uma transmissão popular ajudou a reforçar o imaginário em torno da ideia de dinossauros na floresta acreana.
Vídeo publicado no canal oficial de Alanzoka mostra o streamer jogando Acre Crisis; em 24 de fevereiro de 2026, a gravação já soma 849 mil visualizações, impulsionando a repercussão do jogo ambientado no Acre. Imagem: Reprodução/Youtube
Para quem vive no Acre, jogar Acre Crisis provoca uma sensação curiosa. Há algo inesperado em ver o estado aparecer como cenário explícito de um videogame, ainda mais em um gênero que raramente olha para a Amazônia. Mesmo com limitações técnicas, o jogo funciona dentro da própria proposta e consegue ser divertido ao combinar estética retrô, dinossauros e uma floresta inspirada na região.
Ao mesmo tempo, a escolha de basear essa premissa no velho meme de que o Acre seria um lugar misterioso ou improvável pode causar certo incômodo. A ideia ajuda a dar identidade ao jogo e funciona como motor da narrativa, mas também reforça a presença de estereótipos regionais na cultura pop brasileira.
O resultado é um jogo curto, com limitações técnicas claras, mas com uma ideia curiosa o suficiente para colocar o estado no centro de uma narrativa pouco comum dentro dos videogames.
Glossário
FPS (First-Person Shooter): Gênero de videogame em que a ação é vista pelos olhos do personagem. O jogador normalmente utiliza armas de fogo e enfrenta inimigos em tempo real.
Survival horror: Subgênero de jogos de terror que enfatiza sobrevivência, escassez de recursos e atmosfera de tensão.
Dino Crisis: Jogo lançado pela Capcom em 1999 para o PlayStation. Considerado um clássico do survival horror.
Estética retrô: Estilo visual que imita ou se inspira em jogos e tecnologias de décadas passadas, especialmente dos anos 1990.
Fita K7 (cassete): Formato de gravação de áudio muito comum entre as décadas de 1970 e 1990.
Cultura pop: Conjunto de referências culturais populares difundidas pela mídia e pela internet, como filmes, jogos, memes e personagens conhecidos do público.
Streamer: Criador de conteúdo que transmite jogos ao vivo pela internet, geralmente em plataformas como YouTube ou Twitch.
Por Fhagner Euripedes, Juliane Brígido, Joana Kelly e Sharda Oliveira*
O som das rodinhas riscando o chão ecoa no antigo Terminal de Integração do bairro Adalberto Sena em Rio Branco duas vezes por semana. O projeto Patins Integração nasceu da necessidade de Joice Souza, 42 anos, combater a ansiedade durante a pandemia.
O que começou com vídeos na internet virou um movimento que hoje reúne mais de 100 pessoas no grupo de mensagens do projeto e, ativamente, de modo presencial, 50 participantes, entre jovens, adultos e crianças.
A dinâmica é simples e baseada na autogestão: não há cobrança de mensalidade nem verba externa, por isso cada participante custeia seus próprios patins e acessórios de segurança. O aprendizado acontece no sistema de colaboração, onde os praticantes mais experientes orientam os mais novos, e os pais participam ativamente das atividades com seus filhos.
Interação social e segurança
Movimentação de patinadores no antigo Terminal de Integração do Adalberto Sena. Foto: Juliane Brígido
Os encontros fixos acontecem às segundas e quartas-feiras no antigo terminal do Adalberto Sena. Já às sextas-feiras são reservadas para a Ufac, onde o grupo aproveita para conhecer melhor os perímetros urbanos. Para participar, é regra obrigatória o uso de kit de segurança: capacete, joelheiras e cotoveleiras.
Alex Pimentel é um dos pais que transformou sua rotina através do projeto. Ele levava a filha para patinar e acabou realizando um sonho de infância ao comprar seu próprio par de patins. Hoje, Alex ajuda na organização e destaca como o grupo acolhe crianças com autismo e jovens que enfrentam a depressão. “Sempre quis andar de patins, mas nunca tinha andado. Realizei esse sonho de infância e hoje é gratificante ver minha filha evoluindo e poder patinar ao lado dela é muito bom!”
A prática esportiva também oportuniza as relações sociais. A pequena Ayla Sofia começou a frequentar por influência de amigas e hoje sente falta quando as companheiras não aparecem. O grupo prova que o esporte é, além de uma ferramenta de pertencimento e ocupação de espaços públicos que antes eram apenas locais vazios e de passagem, meio de interação e conexão social.
Às sextas-feiras, o grupo ocupa os espaços da Ufac para explorar o perímetro urbano e fortalecer os laços. Foto: Juliane Brígido
Para quem deseja encontrar mais informações ou entrar no grupo, o contato principal é o perfil do Instagram @patins_integracao.ac. Basta ter o equipamento, o interesse em aprender e respeitar as normas de segurança coletiva para começar a deslizar com a turma.
*Matéria escrita sob orientação da professora Giselle Lucena, para a disciplina de Redação 1.