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Nascente

Os riscos do cigarro eletrônico

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Por Eduardo Menezes Almeida

Os cigarros eletrônicos ou vapes, como são popularmente conhecidos, foram criados originalmente para servir como opção para quem deseja largar o vício nos cigarros convencionais.

Os dispositivos podem ser recarregáveis, com bateria ou descartáveis, além disso possuem um designer tecnológico e chamativo, o que tem atraído muitos jovens e adolescentes para o seu consumo.

A venda, distribuição e comercialização do produto é proibida no Brasil, apesar disso o seu consumo é permitido, isso faz com que exista um mercado ilegal do produto no país. O PROCON é o responsável pela fiscalização e apreensão do produto.

Em 2009, a AVISA emitiu uma resolução informando que não há dados que comprovem a eficácia do produto contra o vício dos cigarros convencionais. Segundo pneumologistas o uso do cigarro eletrônico pode causar uma dependência ainda maior do que o cigarro de combustão, pois pode chegar a possuir o dobro de nicotina, substância essa altamente viciante e que pode variar de acordo com a marca do fabricante.

Segundo o médico Mastologista e Cirurgião Oncologista, Wesley Pereira Andrade a troca do cigarro convencional para o cigarro eletrônico não é segura. “Houve uma troca de nicotina, ou seja, o produto de consumo mudou, mas o vício permaneceu o mesmo, mantendo assim os mesmos riscos de doenças que um cigarro de combustão causaria”, completou.

Em 2019, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), foram registradas seis mortes nos Estados Unidos e outras 380 enfrentaram tratamentos contra doenças pulmonares causadas pelo consumo do cigarro eletrônico.

Os registrados tinham entre 15 e 35 anos. A venda e comercialização do produto é permitida no país, o que vem aumentando os casos de doenças pulmonares principalmente nos jovens dessa faixa etária.

O oncologista explicou que além da nicotina outras toxidades podem ser encontradas nos cigarros eletrônicos e que causam consequências irreversíveis para a saúde dos usuários. “Podemos dizer que o cigarro eletrônico possui dois ricos: o individual, que seria o surgimento das doenças relacionadas a seu uso e a ocorrência de explosões e intoxicação pelo contato com seu líquido; e o risco coletivo, esse seria um risco mais social, o impacto da entrada desse produto na sociedade, entrando como medida de controle do tabaco de um país”, disse.

 Um dos agravamentos que podem ser notados nos usuários do cigarro eletrônico seria o aumento no risco de infarto agudo do miocárdio e de doenças respiratórias e pulmonares, como asma. Além de possuírem substancias cancerígenas que a longo prazo podem evoluir para um câncer no pulmão.

De acordo com o advogado especialista em Direito Médico e Planos de saúde, Luan Santos, a indústria foi o principal motivador para o aumento no número de usuários do cigarro eletrônico.

Santos explanou que a indústria foi o principal impulsionador para o aumento de usuários, ao perceber que decorrer do tempo vinha perdendo muitos usuários do cigarro convencional. “Traz uma nova cara para a mesma droga, de preferência um instrumento tecnológico, com design bonito, cores diferentes, descolado e inovador, isso acaba atraindo novos usuários e resinificando algo que em tese não mudou nada”, complementou.

De acordo com o advogado existe outro projeto de lei do deputado Cataqui (DEM-SP), que quer regularizar o cigarro eletrônico e aprovar a sua venda e comercialização de forma comparável como é feito com o cigarro convencional.

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Nascente

Equoterapia auxilia no tratamento de crianças com autismo

Projeto amplia acesso à equoterapia em Rio Branco e oferece tratamento gratuito a centenas de famílias, promovendo inclusão e avanços no desenvolvimento de crianças com autismo e outras condições

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Por Geovana Brana, Eloísa Alves, Miguel Câmara, Thiago Câmara e Micael Lima*

A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento principal, melhorando o equilíbrio e o desenvolvimento cognitivo e emocional. A prática é conhecida no Brasil pela Associação Nacional de Equoterapia e pode contribuir para o tratamento de pessoas com diferentes condições de saúde, incluindo o autismo. Em Rio Branco, onde a oferta do tratamento pela rede pública é limitada, o projeto Lado a Lado, criado em 2017, surge como alternativa para famílias que não conseguem arcar com os custos na rede privada, promovendo inclusão e desenvolvimento terapêutico.

O Lado a Lado surgiu a partir de um contato com a realidade enfrentada por famílias atípicas no Acre. Segundo o deputado estadual Emerson Jarude, idealizador da iniciativa, o seu envolvimento com a pauta começou em 2017, após receber uma mensagem de uma mãe relatando a ausência de sinalização adequada para o atendimento prioritário em Rio Branco.

De acordo com a atual gestora do projeto, Natacha Bonan, as famílias interessadas em iniciar a equoterapia devem, obrigatoriamente, passar por um processo de triagem. A avaliação é realizada por profissionais especializados (psicóloga e fisioterapeuta) que coletam informações junto aos responsáveis e o próprio praticante.

 As sessões acontecem uma vez por semana e duram em média 30 minutos, e o acompanhamento é feito de forma individualizada, incluindo registros e relatórios técnicos mensais elaborados pelas profissionais responsáveis. Atualmente, cerca de 550 praticantes de diferentes faixas etárias são atendidos pelo serviço de equoterapia. Segundo Natacha, a maior parte das famílias chegam ao projeto por meio da divulgação institucional das ações do mandato e também pela atuação do projeto Eu Acredito, responsável pela condução das atividades.

Para muitas famílias, a proposta tem feito a diferença no desenvolvimento das crianças. Marcela Rodrigues, uma mãe beneficiada pelo projeto, resumiu a importância da iniciativa: “Embora eu seja nova no grupo, estou achando de suma importância. Seria difícil pagar pela terapia, muitas famílias não têm condições”.

Os resultados também são percebidos no dia a dia das famílias atendidas. A mãe de um dos participantes destacou os benefícios da equoterapia para o filho: “Só tenho a agradecer. É a terapia que ele mais gosta de fazer, e ele melhorou muito, está mais calmo, tanto na escola quanto em casa”.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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SAÚDE

Mpox preocupa acreanos

Transmissão ocorre por contato direto e sintomas exigem atenção e atendimento rápido

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Por André Nascimento, João Victor Gomes, Marcela Almeida, Rayane Gusmão e Renan Souza*

A confirmação de oito casos de Mpox em Rondônia até o fim de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, e do primeiro caso no Acre neste mês de março,  colocou a população acreana em estado de atenção.  

Moradora de Xapuri, a dona de casa Raquel Silva, realiza o trajeto entre os dois estados regularmente e diz temer as consequências de um possível avanço da doença. Ela acompanha as notícias pelos jornais, rádio e redes sociais, e conta que a preocupação já faz parte do cotidiano. “A gente fica com medo, né? Porque a gente não sabe como proteger a família direito. Falta informação mais clara”, comenta.

A nutricionista Anthoany do Nascimento Silva, e o professor de física  Keudheyson Maia da Silva, moram em Rio Branco e afirmam terem algumas dúvidas sobre o tema e sentem falta de maiores esclarecimento por parte das autoridades públicas. Keudheyson conta que aumentou seu nível de preocupação com o aumento no número de casos em Rondônia. “É num nível acentuado, preocupante, pois estamos muito próximo da população rondoniense”, complementa. 

A população preocupa-se e procura informações de forma clara, tendo em vista que possui dificuldades em identificar o que pode ser informação real ou desinformação. “Quando saiu a ‘conversa’ sobre os casos confirmados em Rondônia, fui pesquisar se era verdade porque tem muita desinformação e fake news sempre que aparece uma doença dessas, que tem potencial pandêmico”, relata o contador Fabiano da Silva Souza, também morador de Rio Branco.

Infecção Viral

De acordo com o infectologista e hepatologista, Thor Dantas, a Mpox é uma infecção viral causada por um vírus semelhante ao vírus da varicela, que causa um quadro de lesões na pele, tipo bolhas, vesículas, parecidos com a catapora. “Ela é transmitida principalmente através do contato, e um tipo de contato muito eficiente na sua transmissão é o contato sexual”, explica.

Imagem: arquivo pessoal

O médico diz ainda que é comum lesões genitais, contudo não é essa a única forma de contágio da doença, podendo ser transmitidas pelo contagio direto em lesões na pele, por objetos e, em alguns casos, por vias respiratórias.

Contudo, o médico afirma que a Mpox geralmente é uma doença benigna, ela não leva a risco de vida e muito raramente tem quadros graves com complicações. “Ela causa sintomas de desconforto, dor, infecção local e a depender do lugar onde afete como região genital ou anal, pode também produzir dores ao evacuar, porém apesar de dificilmente apresentar quadros graves, é uma doença que causa bastante desconforto”, afirma Dantas.

Para o médico, é importante conscientizar a população de forma clara, afim de evitar situações de angústias, de que um surto em grande escala não é provável, pois ela não possui uma transmissibilidade que permita um surto em grandes proporções “Diferente de um vírus respiratório, por exemplo, onde a principal forma de transmissão é a respiratória, a Mpox necessita de um contato pessoa-pessoa”, esclarece.

Sintomas

A Mpox é uma doença viral transmitida pelo contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem: 

– Febre
– Dor de cabeça
– Inchaço dos gânglios linfáticos
– Lesões ou erupções na pele

Imagem: reprodução

A orientação é que, ao surgirem os primeiros sinais, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas até que seja realizada avaliação médica.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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SAÚDE

Um abraço invisível: a importância da doação de plaquetas por aférese

Com validade de apenas cinco dias, as plaquetas exigem reposição constante para garantir o tratamento de pacientes

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Por Alessandra Akemi, Ana Rita Balbino, Gilliane Silva, José Victor Albuquerque, Larissa Rodrigues e Maria Naiara Santos*

Devido ao estado crítico do estoque do Hemocentro, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Acre (Hemoacre) está em busca de novos doadores voluntários de plaquetas por aférese. A mobilização ocorre durante todo o ano e tem como finalidade ajudar pacientes em tratamentos oncológicos e emergenciais que dependem desse componente, cuja validade é de apenas cinco dias, necessitando de reposição constante para garantir a continuidade dos tratamentos.

Gerente do setor de Captação de Doadores do Hemoracre, Quésia Nogueira, destaca que a doação de plaquetas por aférese é essencial. Segundo ela, uma única bolsa coletada pode equivaler a seis ou sete doações de sangue total, permitindo que o paciente receba plaquetas de apenas um doador, reduzindo riscos transfusionais e garantindo maior qualidade e segurança.

Quésia Nogueira, Gerente do setor de Captação de Doadores do Hemoacre. Foto: Larissa Paiva

De acordo com a profissional, para se tornar doador é necessário possuir boa relação entre peso e altura, acesso venoso adequado e disponibilidade de tempo, já que o procedimento dura cerca de 60 minutos. Ela ressalta ainda a importância do comprometimento com o agendamento, pois cada coleta costuma ser destinada a um paciente específico.

Quésia explica que o incentivo à doação de plaquetas começa, geralmente, pela doação de sangue total, momento em que o voluntário conhece o serviço, perde o medo do procedimento e realiza seus primeiros exames. Campanhas informativas, divulgação nos meios de comunicação e o compartilhamento de experiências entre os próprios doadores são estratégias fundamentais para ampliar o número de voluntários. De acordo com ela, a informação acessível e o contato direto entre profissionais e população são essenciais para despertar o interesse e fortalecer a cultura da doação regular.

Enfermeira formada pela Universidade Federal do Acre com Pós Graduação em Clínica Transfusional, Elba Luiza é a profissional referência no Hemocentro do Acre quando o assunto é “plaquetaférese”. “As plaquetas são o hemocomponente responsável pela coagulação sanguínea. Esse tipo de doação é completamente segura. Com o uso de kits descartáveis são realizadas duas etapas: extração e retorno – A máquina fará todo o procedimento sozinha”, explica.

Enfermeira Elba Luiza de Souza Oliveira, especialista em Clínica Transfusional. Foto: Larissa Paiva

Em consideração à baixa procura ou falta de conhecimento por parte da população, Elba alerta: “Estamos com o estoque do Hemocentro em estado crítico. As plaquetas têm uma vida de cinco dias úteis, por isso precisamos de comprometimento dos doadores. Pedimos que o voluntário venha realizar a doação sem pressa, pois essa é uma doação especial de suma importância para tratamento em pacientes oncológicos”.

Motivações para doar plaquetas

Josué Azevedo, técnico em análises clínicas e doador de plaquetas por aférese há dois anos, conta que conheceu o procedimento por meio do trabalho na área da saúde. Segundo ele, apesar da doação durar um pouco mais que a convencional, a experiência é tranquila e segura. “Saber que uma única doação pode ajudar várias pessoas é o que me motiva a continuar”, ressalta.

O arquiteto Ille Derze é doador de sangue há três anos e decidiu aumentar sua contribuição e se tornar um doador de plaquetas após ser convidado pelos profissionais do Hemocentro. Segundo ele, a principal motivação é ajudar pacientes em tratamento contra o câncer. “Eu já doava sangue há muitos anos. Quando me explicaram que as plaquetas são muito usadas no tratamento de crianças com câncer, isso mexeu muito comigo”, relata.

O doador realiza o procedimento sempre que é convocado pelo Hemocentro. Com o tempo, a experiência também mudou sua postura sobre o tema. Ele passou a incentivar familiares e amigos a se tornarem doadores. “Eu virei um testemunho de doador. Fico convidando todo mundo. Já trouxe vários amigos”, conta.

Thatyane Nobre descobriu o linfoma de Hodgkin durante a gestação e precisou iniciar imediatamente o tratamento contra o câncer. Durante esse período, recebeu diversas transfusões de sangue e plaquetas. 

Thatyane Nobre enfrentou o linfoma de Hodgkin e recebeu transfusões durante o tratamento. Hoje, incentiva a doação de sangue e plaquetas. Foto: arquivo pessoal

“Cada bolsa que eu recebi era como um abraço invisível de pessoas que eu nem conhecia. Foram esses doadores que me mantiveram de pé”, relata. Ela, que já foi doadora, passou a ser receptora e hoje reforça a importância de manter os estoques abastecidos. “A gente nunca sabe o dia de amanhã. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas”, finaliza.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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