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Estudantes da Ufac enfrentam atrasos e superlotação em transporte coletivo do Acre

Problemas no deslocamento e falta de segurança, sobretudo de noite, impactam rotina e desempenho dos universitários

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Por Ana Cristina e Joyce Beatriz

Para muitos estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), o transporte coletivo é o único meio de locomoção disponível, fundamental para desempenhar diversas atividades ao longo do dia e chegar à universidade. No entanto, o que deveria ser um simples deslocamento se transforma em uma rotina desgastante e cheia de obstáculos.

Ônibus superlotados e em condições precárias percorrem rotas incompletas e, muitas vezes, não chegam ao destino final. Paradas mal iluminadas e sem segurança se transformam em pontos de tensão: cada espera é marcada por olhares atentos, passos apressados e o receio constante de assaltos. A sensação de vulnerabilidade se junta ao desconforto físico, tornando o trajeto uma experiência desgastante que vai muito além da perda de alguns minutos.

Universidade Federal do Acre, onde estudantes enfrentam diariamente dificuldades de acesso devido à precariedade do transporte coletivo. Foto: reprodução

Essa realidade evidencia um grave problema estrutural. A precariedade da infraestrutura do transporte público e a fragilidade das políticas de segurança comprometem diretamente a qualidade de vida dos estudantes, interferindo na permanência na universidade e na conquista de seus objetivos acadêmicos. Entre o silêncio tenso nos pontos de ônibus e a incerteza de chegar em segurança, a mobilidade estudantil se revela um desafio diário que exige atenção urgente do poder público e das autoridades responsáveis.

A Ufac conta, atualmente, com três linhas de ônibus: Ufac/Avenida Ceará, Rodoviária e Ifac. Segundo alunos do período da manhã, os veículos não suprem a demanda que a universidade possui.

Impactos no rendimento acadêmico e na saúde mental

A acadêmica do curso de Educação Física, Raiça Azevedo, relata que sua experiência usando o transporte coletivo para chegar à Ufac é desgastante. “Minhas aulas começam às 7h30, além de morar longe da universidade, acabo tendo que pegar o ônibus das 5h no meu bairro para não chegar atrasada. No terminal, pego o ônibus Ufac/Avenida Ceará das 5h30 e chego à Ufac por volta de 6h05 ou 6h10. Para não precisar acordar tão cedo, tentei pegar o ônibus do meu bairro às 6h10, porém acabei chegando atrasada na aula”.

Dependentes quase exclusivamente dos ônibus urbanos e municipais, estudantes como Raiça relatam longos intervalos entre as viagens, superlotação e incompatibilidade entre os horários dos ônibus e o início das aulas, especialmente nos turnos da manhã e da noite. Para quem mora em bairros distantes como a estutante, o dia começa ainda de madrugada.

“Em uma dessas tentativas, peguei o ônibus no bairro às 6h10, ele chegou ao terminal às 6h50 e fiquei esperando o Ufac/Avenida Ceará até as 8h50, ou seja, duas horas no terminal até conseguir chegar à universidade”, relata.

O estresse causado pelos atrasos frequentes e pela incerteza do deslocamento afeta o rendimento acadêmico e a saúde mental dos estudantes. Além desses pontos, a falta de segurança, principalmente no horário noturno, causa medo e insegurança aos universitários.

Parada de ônibus no entorno da Ufac durante a noite: falta de iluminação e sensação de insegurança fazem parte da rotina dos universitários. Foto: arquivo pessoal

O acadêmico de Jornalismo, José Henrique, relata que “não há iluminação no ponto de ônibus próximo ao bloco de Jornalismo da Ufac. A parada de ônibus chega a ser completamente escura, assim como o estacionamento do bloco. Há relatos frequentes de assaltos, o que gera uma aflição”.

José também revela que em um desses casos chegou a ficar depois do horário de fechamento da Universidade, pois não havia transporte coletivo no período noturno. Segundo ele, alunos passaram horas na parada esperando por um ônibus que não apareceu. 

“Foi desesperador”. O estudante afirma que quem não tinha dinheiro para pagar aplicativo de transporte, precisou procurar outra alternativa dentro da universidade, e relata alunos que dormiram em Centros Acadêmicos, por falta de outras  alternativas.

Ausência de políticas públicas de mobilidade

Os acadêmicos também destacam a sensação de abandono e descaso por parte da Prefeitura de Rio Branco. A ausência de políticas públicas consistentes de mobilidade estudantil e de um transporte coletivo eficiente representa, assim, um obstáculo significativo ao direito à educação e à igualdade de oportunidades, demandando atenção urgente das autoridades e da sociedade civil.

De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufac, a falta de linhas compatíveis com os horários das aulas, principalmente no período noturno, agrava a situação e dificulta a permanência estudantil. 

À noite, a precariedade da infraestrutura se intensifica: paradas sem iluminação adequada expõem estudantes a riscos e reforçam a sensação de abandono. Foto Diogo josé

Enquanto cobramos melhorias, como aumento da frota e ampliação do passe estudantil, o transporte coletivo segue como um dos principais obstáculos para quem busca acesso e permanência no ensino superior no estado.

A equipe do jornal laboratório A Catraia tentou contato com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) para apurar os fatos relatados pelos estudantes. Entretanto, até o fechamento desta edição, o órgão não respondeu de forma oficial às solicitações enviadas.

Redação

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Chuva de obras públicas em Rio Branco amplia necessidade de fiscalização rigorosa

Empreendedores relatam prejuízos e mudanças na rotina causadas pela execução simultânea de obras públicas

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Por Ana Luiza Pedroza e Julie Siqueira

Nos últimos meses, Rio Branco registrou aumento no número de obras públicas simultâneas, provocando mudanças na mobilidade urbana e na rotina da população. Nesse cenário, a fiscalização técnica deve ser um dos principais instrumentos de acompanhamento dessas obras.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), atualmente cerca de 50 a 100 obras públicas estão em execução, incluindo serviços de pavimentação, construção de UBSs, praças, quadras e obras viárias. Conforme a pasta, cada obra conta com fiscais oficialmente nomeados, responsáveis pelo acompanhamento da execução, medições dos serviços e verificação dos materiais utilizados.

Segundo a Seinfra, toda obra, antes de iniciar a fase de execução, já possui um fiscal oficialmente nomeado e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Esse profissional acompanha de forma diária e presencial os canteiros (áreas onde as construções estão sendo executadas), exige o cumprimento do projeto e verifica se corresponde ao que foi licitado.

Entre as principais fases da fiscalização estão a conferência das metragens realizadas e a verificação da qualidade de produtos como cimento, tintas e demais materiais estruturais. Caso seja identificada qualquer irregularidade causada por desvios do que consta no projeto principal, a empresa contratada é obrigada a refazer o serviço sem custos adicionais para a Prefeitura.

Nesse cenário de aumento das construções civis, há uma maior necessidade de controle técnico durante as etapas de execução. A engenheira civil Carolina Galvão, que atua na Associação dos Municípios do Acre (AMAC), explica que o planejamento e a fiscalização são fatores determinantes para a qualidade e a segurança das obras públicas.

Carolina também ressalta que, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), falhas no planejamento e projetos deficientes estão entre as principais causas de paralisações e atrasos em obras públicas. “Quando uma obra é paralisada, o prejuízo maior é da população, que deixa de receber o benefício final, que é o equipamento público em funcionamento”, completa.

Esses casos também podem ser observados nas obras da capital. Dados públicos encontrados no portal da transparência da Prefeitura indicam que o serviço de urbanização da Poligonal Baixada I, que abrange o bairro Bahia Velha, é a intervenção que permanece há mais tempo paralisada nos últimos três anos. Embora o contrato preveja execução entre setembro de 2020 e junho de 2026, a obra acumula 1.823 dias de paralisação e registra um percentual de execução de apenas 14,88%, evidenciando como atrasos prolongados podem comprometer a entrega de serviços públicos e ampliar as consequências sobre as comunidades atendidas.

Mesmo com procedimentos que garantem a efetivação das construções, a população rio-branquense tem vivido os efeitos gerados pelas obras simultâneas, principalmente nas áreas próximas aos canteiros. Moradores e empreendedores relatam grandes mudanças durante o período de execução, além de prejuízos causados pelos atrasos.

É o caso da empresária Elen Farias, proprietária de uma clínica automotiva e borracharia localizada nas proximidades da obra do complexo viário da Avenida Ceará.

Clínica Automotiva e Borracharia, Av. Getúlio Vargas. Foto: Ana Luiza Pedoza.

Segundo ela, houve uma redução significativa no movimento do estabelecimento desde o início da intervenção. “O movimento caiu em torno de 50%, ou até mais. As pessoas evitam passar por aqui por conta do trânsito. Automaticamente, a oficina acaba ficando invisível”, relata.

Ainda de acordo com a empresária, moradores e empreendedores da região participaram de reuniões com o poder público e advogados para tratar de compensações relacionadas às áreas afetadas pela obra. Segundo Elen, os valores foram definidos conforme a extensão dos terrenos atingidos, mas o auxílio recebido não tem sido suficiente para compensar os custos mantidos durante o período de execução.

“Nós recebemos um valor bem inferior ao que gastamos, e eles alegam que é porque o que eles quebram, eles constroem novamente”, completa. A expectativa da empresária é que o cumprimento dos prazos seja prioridade, podendo, assim, haver uma chance de resgatar o movimento inicial de seu negócio.

Os dados técnicos e os relatos indicam a importância do acompanhamento das obras para o cumprimento de prazos, normas técnicas e para a redução dos impactos nas áreas diretamente afetadas. Com essas movimentações, é importante que a população também busque uma participação mais ativa, acompanhando informações e acionando os canais oficiais sempre que necessário.

A Seinfra informa que a população pode acompanhar o andamento das obras por meio do portal da Prefeitura, na seção “De Olho na Obra”, onde estão disponíveis dados sobre cronogramas, empresas responsáveis e fiscais designados. A secretaria orienta ainda que denúncias e reclamações sejam encaminhadas diretamente ao órgão.

Redação

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Rio Branco sem água: Saerb admite que solução definitiva exige grandes reservatórios

Diretor afirma que a captação da ETA 2 funciona após ajustes técnicos, mas o terreno
continua instável

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Por André Gonzaga

Rio Branco convive com uma sucessão de crises no abastecimento. Desde 2020, quando uma situação de emergência foi decretada por causa da movimentação de terra na Estação de Tratamento de Água (ETA) 2, a cidade passou a viver entre decretos e improvisos. Em 2024, o desabamento parcial da estrutura deixou hospitais, escolas e bairros inteiros sem fornecimento. O governo federal reconheceu a situação crítica e liberou recursos, mas a instabilidade do solo manteve o risco.  

No segundo semestre de 2025, os problemas se multiplicaram. Em setembro, bairros como Calafate e Tucumã enfrentaram três dias de torneiras secas. Em outubro, a turbidez elevada do Rio Acre deixou regiões sem água por mais de nove dias. Em dezembro, o rompimento de uma adutora no Centro comprometeu o fornecimento na Cadeia Velha e Habitasa.  

Estação de Tratamento de Água (ETA 2). Foto: Marcos Araújo/Secom

Crise prolongada expõe improvisos e escolhas políticas

Enquanto a população enfrentava a escassez, o prefeito Tião Bocalom (PL), que é um dos pré-candidatos ao governo, destinou recursos milionários para a construção de obras viárias. Do fim de 2024 para cá, o Executivo municipal já ergueu dois elevados: Mamédio Bittar, em andamento, e Beth Bocalom, com custo de quase R$ 18 milhões. Já um terceiro está previsto na região do Horto Florestal.

Em entrevista concedida ao A Catraia em janeiro de 2026, o diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco, Enoque Pereira, reconheceu que as medidas são paliativas. Ele explicou que a captação da ETA 2 foi substituída por equipamentos flexíveis, chamados PADs, que se adaptam ao terreno instável.

“Um novo desarenador será construído em área mais segura, próximo à estação, para reduzir até 80% das impurezas da água antes do tratamento. A licitação já foi concluída e pequenas intervenções estão em andamento na captação”, diz.  

Pereira afirmou que estabilizar o solo da ETA 2 é praticamente impossível e citou rachaduras em prédios próximos, a exemplo do abandonado Comfort Hotel, como evidência da fragilidade da região. Estruturas de concreto, segundo ele, correm risco de ruir. Por isso, a estratégia tem sido investir em equipamentos móveis, que podem ser transferidos para outro local caso seja necessário.  

Enoque Pereira, diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco. Foto: Marcos Araújo/Secom

Para garantir estabilidade no fornecimento, o diretor defende a construção de grandes reservatórios ou açudes. A proposta prevê cerca de 600 hectares de lâmina d’água, reduzindo a dependência do Rio Acre e protegendo o sistema das cheias e secas. O projeto, porém, exige recursos milionários e articulação política, como emendas parlamentares.  

A cronologia mostra que a crise não é apenas ambiental. É também resultado de escolhas políticas que deixaram de lado o essencial: água potável. A fala de Enoque Pereira traz um horizonte de planejamento, mas reforça que a solução exige investimentos robustos e articulação política.  

Até lá, Rio Branco seguirá refém de improvisos, decretos e da instabilidade de um terreno que ameaça ruir. Nas eleições deste ano, será que algum candidato vai se comprometer com a resolução do problema de forma definitiva? A resposta está no voto.

Redação

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Transporte público de Rio Branco está “uma década atrasado”, afirma sindicato da categoria

Diante do aumento de casos de ônibus quebrados em 2025, sindicato relata frota insuficiente e defende ampliação para ao menos 140 veículos

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Por Vanessa Sousa

Os frequentes registros de ônibus quebrados em vias de Rio Branco ao longo de 2025 reacenderam o debate sobre a precariedade do transporte público na capital acreana. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Passageiros de Rio Branco (Sinttpac), as falhas mecânicas são reflexo de problemas estruturais antigos e da falta de investimento adequado na frota.

Panes no meio do trajeto, atrasos constantes e longas esperas nas paradas fazem parte da rotina de quem depende do serviço. Ônibus parados em avenidas e rodovias têm causado transtornos no trânsito e aumentado a sensação de insegurança entre passageiros e motoristas.

Ônibus perde eixo traseiro na Via Chico Mendes em novembro de 2025. Foto: arquivo pessoal

Para Mauricélio Freire, diretor financeiro do Sinttpac, a situação evidencia o desgaste do sistema. “Hoje o transporte público no Acre está praticamente uma década atrasado. Muitas linhas operam com veículos quebrados, e os horários não são cumpridos, obrigando a população a buscar transporte alternativo”, afirma.

Contrato e operação

Desde fevereiro de 2022, a empresa Ricco é a única responsável pela operação do transporte coletivo em Rio Branco. Atualmente, a concessionária opera 42 linhas com 92 ônibus em circulação. O contrato, que deveria ter sido encerrado em julho de 2022, acabou sendo prorrogado.

Em novembro de 2025, a Prefeitura de Rio Branco informou, por meio de coletiva de imprensa, que está adotando medidas para modernizar o sistema de transporte coletivo, com a atualização do Marco Regulatório, lei responsável pela abertura de um novo processo licitatório. Segundo o vice-prefeito, Alysson Bestene, a gestão iniciou melhorias na frota.

“Conseguimos colocar novos ônibus em circulação, inclusive os articulados, que há anos não rodavam na cidade”, afirma. O novo marco foi protocolado na Câmara Municipal de Rio Branco, e, segundo Bestene, tem o objetivo de oferecer um serviço de melhor qualidade à população.

Impacto na rotina dos usuários

As falhas constantes afetam diretamente a rotina de quem utiliza o transporte público. Em alguns episódios recentes, passageiros precisaram descer antes do destino final por conta de panes mecânicas em vias de grande circulação.

“Tive compromissos prejudicados várias vezes por causa dos atrasos ou de ônibus quebrados. A gente nunca sabe ao certo que horas o ônibus vai passar”, relata Rafael Soares, usuário semanal do transporte coletivo na capital.

Segundo ele, a imprevisibilidade tem afastado passageiros do sistema. “Na maioria das vezes, compensa mais pagar mais caro e usar transporte por aplicativo do que perder tempo com o ônibus”, diz.

Frota insuficiente e manutenção precária

De acordo com o sindicato, o número de ônibus em circulação é insuficiente para atender a demanda da cidade de forma regular e segura. Mauricélio Freire explica que, para o porte de Rio Branco, o ideal seria uma frota de aproximadamente 140 veículos, sendo cerca de 120 em operação diária e 20 de reserva para manutenção e substituições emergenciais.

“Se tivesse uma frota nova, com veículos de reserva e totalmente qualificados, incluindo pneus em bom estado e toda a estrutura em condições adequadas, seria possível ter uma frota compatível com a demanda de uma cidade como Rio Branco. Infelizmente, isso não acontece. A manutenção precária, resultado das condições do contrato emergencial, impede que o sistema funcione de forma segura e eficiente”, avalia.

Enquanto soluções estruturais não são adotadas, o transporte público de Rio Branco segue marcado por incertezas, falhas recorrentes e dificuldades que impactam diretamente a rotina de milhares de usuários. Para o sindicato, sem investimentos na frota, manutenção adequada e revisão do modelo de operação, os problemas tendem a se repetir ao longo do ano. “Para melhorar, é necessária uma licitação responsável. Muitas promessas foram feitas, mas a situação continua crítica, e sem medidas estruturais o sistema tende a piorar”, finaliza o diretor.

Redação

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