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Impacto da pandemia na Coreia do Sul

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Por Andreana Lucas e Souza e Ycla Araújo

O novo vírus covid-19 se tornou um dos maiores e mais graves casos sanitários do século XXI. Era esperado que em resposta a essa nova doença, os países adotassem métodos de amenizar os impactos causados pela doença.

Em diversas pesquisas, a Coreia do Sul aparece como um país que teve um trabalho bem-sucedido no controle contra o coronavírus. Nos primeiros dois meses da crise, o país se destaca mantendo uma baixa taxa de letalidade, em comparação a outros países no mesmo período, sem a necessidade de fechar fronteiras e comércios, mesmo sendo fronteira com a China, onde se iniciou às infecções. Como mostra o gráfico a seguir do site “Our World in Data” que registra e faz  mapeamento dos casos da doença no mundo desde de o começo da pandemia:

Comparativo dos países no início da pandemia em 2020

Muitos métodos foram organizados para que houvesse uma facilidade em detectar os infectados, como tecnologias de rastreamento, além do governo ter distribuído equipamentos de segurança e testes individuais para a população.

Entretanto, a propagação do vírus não diminui com o passar dos dias, e o crescimento de infectados acontece em todo o mundo e mesmo com os cuidados da Coreia, os números continuam a subir.

O mundo neste momento de primeira “onda”, passa por um momento de grande caos por conta do grande número de pessoas que contraíram, enquanto a Coreia se organiza em três formas de combate considerando: as características governamentais e de saúde no país, a evolução da, até então, epidemia e medidas e métodos de resposta à covid-19. Todas elas são levando em consideração situações como a infraestrutura, cobertura populacional com atenção à saúde, a taxa de médicos por habitantes, prestação de serviço, histórico do sistema de saúde. Tudo isso é levado em consideração o estudo desde a data do primeiro caso, a sua evolução até o centésimo caso, a letalidade e as medidas de vigilância no país.

Com todos esses cuidados, o país fecha o ano de 2020 com 1.029,57 casos registrados, enquanto nos Estados Unidos fecha com 182.680,86 e o Brasil com 36.278,43.

Casos confirmados em dezembro de 2021 onde coreia está abaixo dos outros países

A população coreana conta com mais de 52 milhões de habitantes, ocupando uma área de 100.210km e é a 13ª maior economia mundial. O sistema de saúde conta com dois subsistemas: 1) seguro de saúde com gerenciamento público, que cobre cerca de 96% da população; 2) o sistema de saúde público é custeado através do imposto e é voltado para os mais pobres, cobre cerca de 4%. O seguro adota a compra dos serviços nos meios privados e sua infraestrutura se destaca com a alta disponibilidade e qualidade de serviço.

O país já tinha uma estrutura para lidar em casos de situações epidemiológicas e investigações de surtos sanitários e a resposta usada foi com base no Plano Nacional de Gestão das Doenças Infecciosas. No início, a Coreia adotou medidas baseada em dados e na ciência, o protocolo assegurava uma atuação em conjunto com a participação da sociedade e lideranças. O primeiro alerta foi em 3 de janeiro de 2020, após a notificação do primeiro caso na China, o segundo alerta veio em 20 de janeiro com o primeiro caso registrado na Coreia do Sul. Esse caso foi registrado em uma mulher vinda da China, e ela foi interceptada logo no aeroporto. O terceiro alerta aconteceu em 27 de janeiro devido ao aumento de confirmados. Entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro de 2020 mostra que os principais registros são da China, porém também acontece em países próximos como Singapura, Japão e Tailândia. A Coreia em 20 de fevereiro registra seu centésimo caso positivo é a primeira morte por covid-19.

Casos Confirmados onde a china está em destaque no início de 2020

Adotou-se também infraestruturas como: implantação de centros de triagem no nível distrital de avaliação dos sintomas, organização de unidades de terapia intensiva, definição de hospitais e alocação de especialistas em doenças respiratórios; implantação de leitos em espaços de hospitais de campanha em casos leves, qualificação dos profissionais, destinação de ações para proteção dos profissionais da saúde.

A comunicação social foi usada para incentivar a população sobre as questões de distanciamento e trabalho em casa, além do governo ter cancelado eventos públicos, restrição de viagens e o fechamento de escolas e universidades. As atualizações sobre as condições e avanços da pandemia eram atualizados constantemente nos sites do país, além do estado mandar mensagens de alerta aos celulares dos cidadãos. As divulgações de prevenção eram divulgadas constantemente para a população sul coreana.

O protocolo de isolamento não contava com o fechamento das fronteiras, no entanto o sistema de rastreamento por meio de um aplicativo no celular era bastante eficaz aos viajantes que passavam ou retornavam ao país. Os identificados por suspeita ou confirmados positivos eram colocados em quarentena domiciliar e aos estrangeiros, o governo disponibiliza centros públicos para abrigo sem cobrar taxa durante os dias de isolamento.

Os centros de triagem na modalidade drive-thru tiveram o objetivo de ampliar diagnósticos e reduzir a exposição dos profissionais, os testes levam em média 10 minutos para serem realizados e os resultados enviados por mensagem aos pacientes no prazo de três dias. Regiões de difícil acesso, foram desenvolvidos veículos com cabines capacitados para a entrada nesses lugares para a realização dos exames. Além disso, uma linha telefônica também foi criada com atendimento 24h para triagem e orientação, conduta e direcionamento dos casos. Todas essas atenções foram essenciais para para que o ritmo de infecções não fosse extremas, que mesmo sem fechar o país e nem impor o lockdown, a população teve a consciência dos cuidados e se pode observar uma diminuição de mobilidade nos centros de transporte público, como em estações que reduziu 40,6% entre janeiro e março e foi observado que o uso de bicicletas se mostrou maior nesse período.

A Coréia do Sul buscou a diversificação das vacinas, podendo ser essa uma das justificativas do início da imunização quase três meses depois do Reino Unido, que foi o pioneiro na vacinação em dezembro de 2020 . Nisso, em fevereiro de 2021 a imunização foi iniciada para a população sul coreana com as primeiras doses da Pfizer-BioNTech e foram priorizadas e destinadas aos profissionais da saúde que estavam na linha de frente  no combate a covid-19. Pelo gráfico a seguir, podemos perceber constantemente que o país se mostrou estável nos registros de novos casos da doença e relação como países como o Brasil, Estados Unidos e o Reino Unido:

Estabilidade de casos confirmados na Coreia do Sul

Comparativo da Coreia do Sul com o Brasil

Como a imagem também mostra, o aumento de casos no Brasil enquanto se tem o declínio dos outro países devido a imunização no nosso país ter iniciado tardiamente e lentamente, visto que o interesse público não foi respeitado pelos responsáveis da aquisição e distribuição da vacina,  o que resultou além do grande número de várias vidas brasileiras perdidas, como também o colapso na economia. Os impactos vão muito além da saúde no Brasil  o que não podem ser mensurados e não existem as expectativas de reestruturação e estabilidade. Enfim imunização no país iniciou em março de 2021 e demorou cerca de nove meses para alcançar 75% da população com a primeira dose da vacina, como mostra o gráfico a seguir com o espelho de vacinação do mês de novembro do mesmo ano:

Comparativo de doses aplicadas entre os países em novembro de 2021

Se realizarmos um comparativo da imagem percebemos que na Coréia do Sul quase a mesma porcentagem já estava na segunda dose do imunizante evidenciando como os coreanos mais uma vez souberam direcionar as medidas públicas contra o covid-19 o que refle atualmente nos registros dos países analisado, sendo assim a Coreia do Sul está em primeiro lugar na imunização de seu país, como mostra o gráfico abaixo do site Our World in Data:

Em 2022 Coreia permanece na frente com a imunização e aplicação de doses da vacina

Disso tudo, a Coreia do Sul investiu majoritariamente em medidas ao combate a doença covid-19  e os impactos causados por ela. Com providências compensatórias e de proteção social destinadas a reduzir o impacto econômico e garantir que a vida dos cidadãos seja preservada, o governo anunciou um orçamento  com o qual foi aprovada uma série de planejamentos fiscais, incluindo garantias de crédito, apoio de emergência às famílias, empresas de turismo e indústrias de exportação.

Em comparação com o Brasil, que teve ações tardias e lentas no combate à doença, os coreanos sulistas mostraram forma de lidar com uma crise epidemiológica  com combinações de vigilâncias, tecnologias, inteligências artificiais e monitoramento, ou seja, conjunto de ensinamentos baseados na experiência sul-coreana com o objetivo de controle e manejo da doença.

Portanto os impactos da pandemia do novo vírus covid-19 foram bem menores do que os que foram causados no Brasil, tantos de casos quanto a mortes causadas na Coreia do Sul ao todo foram 719 mil casos registrados e 6.501 mortes desde o início da pandemia, já no território brasileiro foram 23,6 mil casos e 622 mil mortes, ou seja, dez vezes mais que na coreia do sul. Mesmo que haja o comparativo de habitantes é nítido como as ações de combate interferiram na vida da população de cada país. Neste caso temos dois países que agiram de formas diferentes e os resultados mostram como as medidas tomadas ajudam ou pioram a situação.

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SAÚDE

Mpox preocupa acreanos

Transmissão ocorre por contato direto e sintomas exigem atenção e atendimento rápido

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Por André Nascimento, João Victor Gomes, Marcela Almeida, Rayane Gusmão e Renan Souza*

A confirmação de oito casos de Mpox em Rondônia até o fim de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, e do primeiro caso no Acre neste mês de março,  colocou a população acreana em estado de atenção.  

Moradora de Xapuri, a dona de casa Raquel Silva, realiza o trajeto entre os dois estados regularmente e diz temer as consequências de um possível avanço da doença. Ela acompanha as notícias pelos jornais, rádio e redes sociais, e conta que a preocupação já faz parte do cotidiano. “A gente fica com medo, né? Porque a gente não sabe como proteger a família direito. Falta informação mais clara”, comenta.

A nutricionista Anthoany do Nascimento Silva, e o professor de física  Keudheyson Maia da Silva, moram em Rio Branco e afirmam terem algumas dúvidas sobre o tema e sentem falta de maiores esclarecimento por parte das autoridades públicas. Keudheyson conta que aumentou seu nível de preocupação com o aumento no número de casos em Rondônia. “É num nível acentuado, preocupante, pois estamos muito próximo da população rondoniense”, complementa. 

A população preocupa-se e procura informações de forma clara, tendo em vista que possui dificuldades em identificar o que pode ser informação real ou desinformação. “Quando saiu a ‘conversa’ sobre os casos confirmados em Rondônia, fui pesquisar se era verdade porque tem muita desinformação e fake news sempre que aparece uma doença dessas, que tem potencial pandêmico”, relata o contador Fabiano da Silva Souza, também morador de Rio Branco.

Infecção Viral

De acordo com o infectologista e hepatologista, Thor Dantas, a Mpox é uma infecção viral causada por um vírus semelhante ao vírus da varicela, que causa um quadro de lesões na pele, tipo bolhas, vesículas, parecidos com a catapora. “Ela é transmitida principalmente através do contato, e um tipo de contato muito eficiente na sua transmissão é o contato sexual”, explica.

Imagem: arquivo pessoal

O médico diz ainda que é comum lesões genitais, contudo não é essa a única forma de contágio da doença, podendo ser transmitidas pelo contagio direto em lesões na pele, por objetos e, em alguns casos, por vias respiratórias.

Contudo, o médico afirma que a Mpox geralmente é uma doença benigna, ela não leva a risco de vida e muito raramente tem quadros graves com complicações. “Ela causa sintomas de desconforto, dor, infecção local e a depender do lugar onde afete como região genital ou anal, pode também produzir dores ao evacuar, porém apesar de dificilmente apresentar quadros graves, é uma doença que causa bastante desconforto”, afirma Dantas.

Para o médico, é importante conscientizar a população de forma clara, afim de evitar situações de angústias, de que um surto em grande escala não é provável, pois ela não possui uma transmissibilidade que permita um surto em grandes proporções “Diferente de um vírus respiratório, por exemplo, onde a principal forma de transmissão é a respiratória, a Mpox necessita de um contato pessoa-pessoa”, esclarece.

Sintomas

A Mpox é uma doença viral transmitida pelo contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem: 

– Febre
– Dor de cabeça
– Inchaço dos gânglios linfáticos
– Lesões ou erupções na pele

Imagem: reprodução

A orientação é que, ao surgirem os primeiros sinais, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas até que seja realizada avaliação médica.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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SAÚDE

Um abraço invisível: a importância da doação de plaquetas por aférese

Com validade de apenas cinco dias, as plaquetas exigem reposição constante para garantir o tratamento de pacientes

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Por Alessandra Akemi, Ana Rita Balbino, Gilliane Silva, José Victor Albuquerque, Larissa Rodrigues e Maria Naiara Santos*

Devido ao estado crítico do estoque do Hemocentro, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Acre (Hemoacre) está em busca de novos doadores voluntários de plaquetas por aférese. A mobilização ocorre durante todo o ano e tem como finalidade ajudar pacientes em tratamentos oncológicos e emergenciais que dependem desse componente, cuja validade é de apenas cinco dias, necessitando de reposição constante para garantir a continuidade dos tratamentos.

Gerente do setor de Captação de Doadores do Hemoracre, Quésia Nogueira, destaca que a doação de plaquetas por aférese é essencial. Segundo ela, uma única bolsa coletada pode equivaler a seis ou sete doações de sangue total, permitindo que o paciente receba plaquetas de apenas um doador, reduzindo riscos transfusionais e garantindo maior qualidade e segurança.

Quésia Nogueira, Gerente do setor de Captação de Doadores do Hemoacre. Foto: Larissa Paiva

De acordo com a profissional, para se tornar doador é necessário possuir boa relação entre peso e altura, acesso venoso adequado e disponibilidade de tempo, já que o procedimento dura cerca de 60 minutos. Ela ressalta ainda a importância do comprometimento com o agendamento, pois cada coleta costuma ser destinada a um paciente específico.

Quésia explica que o incentivo à doação de plaquetas começa, geralmente, pela doação de sangue total, momento em que o voluntário conhece o serviço, perde o medo do procedimento e realiza seus primeiros exames. Campanhas informativas, divulgação nos meios de comunicação e o compartilhamento de experiências entre os próprios doadores são estratégias fundamentais para ampliar o número de voluntários. De acordo com ela, a informação acessível e o contato direto entre profissionais e população são essenciais para despertar o interesse e fortalecer a cultura da doação regular.

Enfermeira formada pela Universidade Federal do Acre com Pós Graduação em Clínica Transfusional, Elba Luiza é a profissional referência no Hemocentro do Acre quando o assunto é “plaquetaférese”. “As plaquetas são o hemocomponente responsável pela coagulação sanguínea. Esse tipo de doação é completamente segura. Com o uso de kits descartáveis são realizadas duas etapas: extração e retorno – A máquina fará todo o procedimento sozinha”, explica.

Enfermeira Elba Luiza de Souza Oliveira, especialista em Clínica Transfusional. Foto: Larissa Paiva

Em consideração à baixa procura ou falta de conhecimento por parte da população, Elba alerta: “Estamos com o estoque do Hemocentro em estado crítico. As plaquetas têm uma vida de cinco dias úteis, por isso precisamos de comprometimento dos doadores. Pedimos que o voluntário venha realizar a doação sem pressa, pois essa é uma doação especial de suma importância para tratamento em pacientes oncológicos”.

Motivações para doar plaquetas

Josué Azevedo, técnico em análises clínicas e doador de plaquetas por aférese há dois anos, conta que conheceu o procedimento por meio do trabalho na área da saúde. Segundo ele, apesar da doação durar um pouco mais que a convencional, a experiência é tranquila e segura. “Saber que uma única doação pode ajudar várias pessoas é o que me motiva a continuar”, ressalta.

O arquiteto Ille Derze é doador de sangue há três anos e decidiu aumentar sua contribuição e se tornar um doador de plaquetas após ser convidado pelos profissionais do Hemocentro. Segundo ele, a principal motivação é ajudar pacientes em tratamento contra o câncer. “Eu já doava sangue há muitos anos. Quando me explicaram que as plaquetas são muito usadas no tratamento de crianças com câncer, isso mexeu muito comigo”, relata.

O doador realiza o procedimento sempre que é convocado pelo Hemocentro. Com o tempo, a experiência também mudou sua postura sobre o tema. Ele passou a incentivar familiares e amigos a se tornarem doadores. “Eu virei um testemunho de doador. Fico convidando todo mundo. Já trouxe vários amigos”, conta.

Thatyane Nobre descobriu o linfoma de Hodgkin durante a gestação e precisou iniciar imediatamente o tratamento contra o câncer. Durante esse período, recebeu diversas transfusões de sangue e plaquetas. 

Thatyane Nobre enfrentou o linfoma de Hodgkin e recebeu transfusões durante o tratamento. Hoje, incentiva a doação de sangue e plaquetas. Foto: arquivo pessoal

“Cada bolsa que eu recebi era como um abraço invisível de pessoas que eu nem conhecia. Foram esses doadores que me mantiveram de pé”, relata. Ela, que já foi doadora, passou a ser receptora e hoje reforça a importância de manter os estoques abastecidos. “A gente nunca sabe o dia de amanhã. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas”, finaliza.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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AMOR EM QUATRO PATAS

Projeto “Frente Animal” oferece atendimento veterinário gratuito para animais resgatados em Rio Branco

Iniciativa realiza consultas, exames e castrações na Clínica Veterinária da Ufac e já ajudou mais de 200 animais

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Por Beatriz Guedes, Islana Wiciuk, Lauana Brito e Laylanne Barros*

O projeto “Frente Animal” disponibiliza sete atendimentos veterinários e uma castração por semana para animais resgatados das ruas, oferecendo serviços gratuitos como consultas, exames e cirurgias. O cadastro é feito por formulário on-line e os atendimentos ocorrem na Clínica Veterinária da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

A iniciativa é voltada para protetores que resgatam animais e não têm condições de arcar com os custos do tratamento. Entre os serviços oferecidos estão consultas clínicas, exames laboratoriais e exames de imagem, como ultrassonografia e radiografia, com laudo opcional ao custo de R$50. O programa também realiza cirurgias de tecidos moles e castrações.

Não há oferta de vacinas, medicamentos para levar para casa, testes de cinomose e parvovirose ou procedimentos ortopédicos. Caso o animal necessite permanecer internado, o tutor recebe encaminhamento para uma clínica particular e assume os custos. O projeto também não realiza resgates, sendo o tutor totalmente responsável pelo animal durante todo o processo. Os serviços são realizados por médicos veterinários contratados pela Ufac e também por alunos dos programas de aprimoramento e residência, sempre sob supervisão profissional.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, mediante agendamento prévio. Após o preenchimento do formulário, o cadastro entra em fila de espera e o responsável é chamado conforme a ordem de inscrição e a gravidade do caso. A voluntária Isabella Macowski, que faz a ponte entre a comunidade e a clínica, alerta: “Em caso de desistência, é necessário avisar com antecedência, pois a ausência é contabilizada como uma vaga perdida”.

Para facilitar o acesso ao serviço, o programa também disponibiliza transporte para levar os animais até a clínica. A ambulância funciona às segundas e quintas-feiras e pode buscar o pet na residência do tutor. No entanto, o responsável deve acompanhar o animal durante todo o trajeto, segurá-lo e colocá-lo no veículo, já que a equipe não realiza resgates. 

O atendimento contempla principalmente cães e gatos, mas também pode atender animais considerados não convencionais, como coelhos, jabutis e capivaras, ampliando o acesso ao cuidado veterinário para diferentes espécies resgatadas. 

O médico veterinário Lucas Carvalho, que atua nos atendimentos, destaca que a iniciativa contribui para garantir diagnóstico e tratamento para animais que passam longos períodos sem qualquer tipo de cuidado. “A evolução da medicina, dos medicamentos e dos tratamentos faz com que os animais tenham uma expectativa de vida maior e também uma melhor qualidade de vida”, afirma.

Para ter acesso ao formulário, clique aqui.

*Matéria escrita sob orientação da professora Giselle Lucena, para a disciplina de Redação 1.

Redação

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