Siga a Catraia

Últimas notícias

Um dia você é jovem, no outro cringe

Publicado há

em

Por João Paulo Castro, Laryssa Evangelista e Michelle Paiva

O termo “cringe” repercutiu na rede social twitter nos últimos dias em forma de meme[1]. A expressão é utilizada por adolescentes nascidos a partir do ano 2000 para se referir a comportamentos de pessoas nascidas entre os anos 1980 a 1995.

A gíria, em sua tradução livre, se refere a um gênero específico de comédia derivado de uma estranheza social. Essas expressões são a forma que os jovens encontraram de identificar o ambiente social em que vivem e levantar discussões sobre ele. De acordo com os relatos na internet, muitos acreditam que os jovens da geração “Millennials” possuem comportamentos e estímulos sociais semelhantes que soam engraçados para eles.


[1] Meme: Forma de descrever um conceito ou imagem relacionados ao humor espalhados na internet.

Entre os comportamentos considerados cringe estão:

  1. Ser fã de Harry Potter e da série Friends.
  2. Culinária: viciados em tomar café
  3. Vestimentas: uso de calça skinny, sapatilhas e cabelo dividido de lado;
  4. Diálogos: Falar sobre boletos e contas a pagar.
  5. Digitação: A abreviação “FDS” antes usada para falar no final de semana, hoje é usada em outro sentido. Além disso, digitam mensagens com muitos emojis.

Guilherme Araújo, que faz parte da geração Z, nascido em 1998, ao ser questionado sobre o que considerava ser “cringe” destacou o significado da palavra. “Para ser bem sincero é um termo que eu só fui descobrir o que significava há poucos dias pesquisando. Na verdade já havia me esbarrado com o termo na faculdade. Hoje eu entendo que são atitudes cafonas ou ‘fora de moda’”, disse.

Os termos e expressões ainda são um pouco desencontrados entre os jovens. Guilherme completa: “acredito que a geração Z seja o grupo de pessoas com menos de 25 anos, que nasceram de 1995 pra cá, e que consequentemente adotaram uma cultura, linguagem mais virtual. E, sim, acredito que faço parte dessa geração, mesmo não fazendo a mínima ideia de alguns termos como esse”.

Já para o estudante Anderson Araújo, nascido em 1999, a expressão é no sentido de descrever hábitos ou algo como “vergonha alheia”. “Acredito que é apenas uma forma de tirar sarro on-line. Zoar alguns costumes, gírias e mesmo a moda mais comum entre pessoas da geração passada”, frisou.

Geração Z

Para entendermos essa disputa pacífica entre as gerações, precisamos começar a entender o conceito delas. A geração X se refere às pessoas nascidas nos anos 1960 a 1980. Já a geração Y ou Millennials são os jovens entre 25 e 30 anos e, a geração Z, são os jovens nascidos a partir de 2000.

Os debates sobre gerações não começaram agora, eles vêm sendo discutidos ao longo dos anos e em 1985 chegou servir de inspiração na música Geração Coca-Cola, do Legião Urbana, onde Renato Russo relata em forma de música a visão de jovens urbanos vivendo nos anos 80. “Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião. Somos o futuro da nação, geração Coca-Cola”, dizia a letra da canção.

Iuri Alessandro, nascido em 1995, entende que a geração Z são as pessoas que nasceram depois de 1990. “Acredito que a nossa geração Z está muito ligada às questões de tecnologia, principalmente no que concerne ao trabalho, pois é perceptível notar tal expressão quando nos deparamos com matérias falando sobre empresas de tecnologia tanto no Brasil, nos Estados Unidos e em todo mundo”, explicou.

Iuri considera que a geração Z está ligada a tolerância e o progressismo para a inserção de pautas consideradas “polêmicas” por outras gerações, e cita exemplos como legalização do aborto, uso da canabis, casamento entre pessoas do mesmo sexo e igualdade de gênero.

Meme de referência sobre atitudes que remetem a geração Millennials.
Foto: Internet via @quescoisatiti

Memes sobre Cringe

Playlist Gerações

Geração Coca-Cola – Legião Urbana

Lagum – Coisa da Geração

Gerações –  Luiz Melodia

Redação

AMOR EM QUATRO PATAS

Projeto “Frente Animal” oferece atendimento veterinário gratuito para animais resgatados em Rio Branco

Iniciativa realiza consultas, exames e castrações na Clínica Veterinária da Ufac e já ajudou mais de 200 animais

Publicado há

em

por

Por Beatriz Guedes, Islana Wiciuk, Lauana Brito e Laylanne Barros*

O projeto “Frente Animal” disponibiliza sete atendimentos veterinários e uma castração por semana para animais resgatados das ruas, oferecendo serviços gratuitos como consultas, exames e cirurgias. O cadastro é feito por formulário on-line e os atendimentos ocorrem na Clínica Veterinária da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

A iniciativa é voltada para protetores que resgatam animais e não têm condições de arcar com os custos do tratamento. Entre os serviços oferecidos estão consultas clínicas, exames laboratoriais e exames de imagem, como ultrassonografia e radiografia, com laudo opcional ao custo de R$50. O programa também realiza cirurgias de tecidos moles e castrações.

Não há oferta de vacinas, medicamentos para levar para casa, testes de cinomose e parvovirose ou procedimentos ortopédicos. Caso o animal necessite permanecer internado, o tutor recebe encaminhamento para uma clínica particular e assume os custos. O projeto também não realiza resgates, sendo o tutor totalmente responsável pelo animal durante todo o processo. Os serviços são realizados por médicos veterinários contratados pela Ufac e também por alunos dos programas de aprimoramento e residência, sempre sob supervisão profissional.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, mediante agendamento prévio. Após o preenchimento do formulário, o cadastro entra em fila de espera e o responsável é chamado conforme a ordem de inscrição e a gravidade do caso. A voluntária Isabella Macowski, que faz a ponte entre a comunidade e a clínica, alerta: “Em caso de desistência, é necessário avisar com antecedência, pois a ausência é contabilizada como uma vaga perdida”.

Para facilitar o acesso ao serviço, o programa também disponibiliza transporte para levar os animais até a clínica. A ambulância funciona às segundas e quintas-feiras e pode buscar o pet na residência do tutor. No entanto, o responsável deve acompanhar o animal durante todo o trajeto, segurá-lo e colocá-lo no veículo, já que a equipe não realiza resgates. 

O atendimento contempla principalmente cães e gatos, mas também pode atender animais considerados não convencionais, como coelhos, jabutis e capivaras, ampliando o acesso ao cuidado veterinário para diferentes espécies resgatadas. 

O médico veterinário Lucas Carvalho, que atua nos atendimentos, destaca que a iniciativa contribui para garantir diagnóstico e tratamento para animais que passam longos períodos sem qualquer tipo de cuidado. “A evolução da medicina, dos medicamentos e dos tratamentos faz com que os animais tenham uma expectativa de vida maior e também uma melhor qualidade de vida”, afirma.

Para ter acesso ao formulário clique aqui.

*Matéria escrita sob orientação da professora Giselle Lucena, para a disciplina de Redação 1.

Redação

Continue lendo

Corriqueiras

Renda média de R$ 2,5 mil e gasolina acima de R$ 6,69: o peso do custo de vida em Rio Branco

Diferença entre renda e despesas expõe os desafios econômicos enfrentados pela população na capital acreana

Publicado há

em

por

Por Rosely Cabral e Beatriz Ohrana

Viver em Rio Branco, capital do Acre, envolve desafios que vão além da distância geográfica em relação aos grandes centros do país. O custo de vida elevado pressiona o orçamento das famílias e evidencia um descompasso entre renda média e despesas básicas. Alimentação, combustível, moradia e mercado de trabalho são fatores que ajudam a explicar o peso crescente no bolso da população.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal dos trabalhadores no Acre foi de aproximadamente R$2.563 em 2024. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostra que o valor está R$662 abaixo da média nacional, estimada em R$3.225.

Fonte: IBGE/PNAD. Gráfico: Jornal A Catraia

Essa realidade é sentida diariamente pela população e aparece de forma direta no orçamento de trabalhadores, famílias e até estudantes.

“A gente sente no bolso todo mês. O salário praticamente acaba só com as contas básicas. Quando paga aluguel, energia e mercado, já sobra muito pouco para outras coisas”, afirma a auxiliar administrativa Maria das Dores Silva, moradora de Rio Branco.

Alimentação fora de casa

O custo das refeições também reflete esse cenário. Em restaurantes considerados de padrão médio ou elevado na capital acreana, o valor de uma refeição varia entre R$45 e R$100.

Embora os preços sejam menores do que os de outras capitais brasileiras, o impacto é proporcionalmente maior quando comparado à renda média do estado.

Combustíveis entre os mais caros do país

Outro fator que influencia diretamente o custo de vida é o preço dos combustíveis. A gasolina comercializada em Rio Branco figura entre as mais caras do país, reflexo das dificuldades logísticas da região Norte.

Atualmente, o litro é vendido em média entre R$6,69 e R$7,68, dependendo do posto e da localização. Em municípios do interior, especialmente durante o período do verão amazônico, o preço pode alcançar R$10 por litro.

Esse custo elevado impacta toda a cadeia de preços, desde o transporte individual até o valor final de alimentos, serviços e deslocamentos em comunidades mais isoladas.

Fonte: IBGE/PNAD. Gráfico: Jornal A Catraia

Aluguel compromete grande parte da renda

A moradia também representa uma parcela significativa das despesas. Em Rio Branco, o aluguel de um apartamento de um quarto varia entre R$700 e R$1.200, enquanto imóveis maiores podem alcançar R$2.000 ou R$2.500, dependendo da localização e da infraestrutura.

Em cidades como Florianópolis ou Santos, imóveis semelhantes podem custar entre R$1.800 e R$3.000. No entanto, nesses municípios a renda média da população é significativamente maior.Em Rio Branco, trabalhadores com rendimento mensal próximo de R$2.500 podem comprometer entre 30% e 50% da renda apenas com aluguel, o que limita o acesso a moradias próximas ao trabalho ou a áreas com melhor oferta de serviços públicos.

Fonte: IBGE/PNAD. Gráfico: Jornal A Catraia

Mercado de trabalho ainda apresenta desafios

O cenário econômico também é influenciado pelo mercado de trabalho. Dados do IBGE indicam que a taxa de desocupação no Acre variou entre 7,3% e 8,2% no primeiro semestre de 2025, o que representa cerca de 30 mil pessoas fora do mercado de trabalho.

Mesmo em períodos de leve redução da taxa de desemprego, a pesquisa aponta que os indicadores devem ser analisados em conjunto com outros fatores, como informalidade, renda média e oferta de empregos qualificados.

Fonte: IBGE/PNAD. Gráfico: Jornal A Catraia

A dificuldade de conseguir emprego ou de encontrar trabalhos com melhor remuneração também afeta diretamente jovens que ainda estão em processo de formação.

“Não é só o custo de vida que pesa, é a dificuldade de encontrar um trabalho que pague melhor. Muita gente acaba aceitando o que aparece para conseguir se manter”, avalia a estudante de economia Carla Mendes, de 23 anos.

Para ela, enfrentar o alto custo de vida no estado depende de uma combinação de fatores, incluindo investimentos em infraestrutura logística, incentivo à produção regional e ampliação de oportunidades de trabalho e renda.

Enquanto essas medidas não avançam de forma consistente, o custo de vida segue sendo um dos principais desafios para quem vive na capital acreana.

Redação

Continue lendo

ALIMENTAÇÃO

Prato típico peruano entra na merenda escolar de Assis Brasil

Escolas de ensino fundamental passam a servir Lomo Saltado no cardápio

Publicado há

em

por

Por Jhon Christophe e Maria Mariana*

A rede municipal de ensino de Assis Brasil incluiu o prato peruano Lomo Saltado no cardapio da merenda escolar a partir desta última quinta-feira, 5. A iniciativa surgiu após a boa aceitação do arroz chaufa, outro prato da região peruana introduzido no ano passado.

Segundo o nutricionista responsável técnico pela merenda, Carlos Felipe Pinto Lima, a gastronomia dos países vizinhos, Peru e Bolívia, exerce forte influência na região. “Muitos alunos já conhecem esse prato porque, por estarmos em uma região de fronteira, as famílias costumam ir a Inapari, que fica a cerca de 1 km de Assis Brasil, onde há diversos restaurantes com comidas típicas peruanas”, explica.

 O especialista destaca que o consumo dessas iguarias é comum em datas comemorativas e eventos familiares. Para integrar o Lomo Saltado à rotina escolar, seja como lanche no ensino parcial ou almoço no ensino integral, foram necessárias adaptações na receita original.

“O molho shoyo, apesar de ser um dos ingredientes principais da receita original, não é utilizado, pois, de acordo com a Resolução nº 6/2020 do FNDE, que regulamenta a alimentação escolar no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), não é permitida a utilização de alimentos ultraprocessados e produtos com alto teor de sódio. Dessa forma, o prato é adaptado sem o molho para garantir uma alimentação saudável, equilibrada e adequada às normas da merenda escolar”, relata.

Com um cardápio bem diversificado, as escolas da rede municipal de ensino de Assis Brasil ganham mais um prato para compor a alimentação das crianças, incentivando a aceitação de novos sabores e promovendo uma alimentação mais variada, saudável e alinhada à realidade cultural da comunidade escolar.

Prato de Lomo Saltado servido em  escola da rede municipal de Assis Brasil . Foto: Carlos Felipe Pinto Lima/Nutricionista responsável técnico

Ao todo, três escolas municipais são contempladas com a inserção do prato em seus cardápios, que atendem uma média de 400 estudantes, distribuídos em três turnos. Além disso, há a previsão de inserção de novos pratos que compõem o cotidiano alimentar particular daquela região.

*Matéria escrita sob orientação da professora Giselle Lucena, para a disciplina de Redação 1.

Redação

Continue lendo

Mais Lidas