Siga a Catraia

Rotas

Visibilidade e realidade de uma travesti que estuda na Ufac

Publicado há

em

Aluna relata situações cotidianas e violências: “eu não deveria nem mesmo ter me inscrito no Enem.”

Por Wisney Berig e Luiz Eduardo Souza de Oliveira

O Dia da Visibilidade Trans é comemorado em 29 de janeiro e 2024 marca seu vigésimo ano de existência. Essa data foi definida por uma ação do antigo Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde que procurava promover a campanha “Travesti e Respeito”, e desde então o dia ficou como marco para a luta e visibilidade da população trans e travesti no Brasil.

O Acre é um estado com uma população de cerca de 800 mil habitantes, dos quais aproximadamente 2,8% se identificam como LGBTQIA+. Dentro desse grupo, as pessoas trans enfrentam muitos desafios, entre eles a transfobia.

A transfobia é a discriminação ou o preconceito contra pessoas transgênero, que pode se manifestar de diversas formas, como o assédio verbal ou físico, a discriminação no trabalho ou em qualquer âmbito social, e a violência física ou sexual.

No Acre, a transfobia é uma realidade cotidiana para as pessoas trans, que passam cada vez mais a ocupar espaços importantes dentro da sociedade. Entretanto, nem sempre esta mesma sociedade está preparada para acolhê-las. Elas relatam que são frequentemente alvo de preconceito e discriminação, seja por parte de familiares, amigos, colegas de trabalho ou desconhecidos.

A travesti e estudante do curso de Licenciatura em Biologia, Morgana Café, divide um pouco da sua experiência dentro da Universidade Federal do Acre (Ufac), abordando suas vivências, dificuldades, pontos positivos, negativos e aspectos a serem olhados com mais atenção pela instituição.

A vida não é um conto de fadas

Morgana Café é uma estudante bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), que realiza pesquisas no Laboratório de Botânica e Ecologia Vegetal (Labev) e expressa como sua vivência dentro da instituição tem sido difícil. Especialmente no quesito de respeito à pessoa que ela é.

Morgana Café se apresenta / Foto: Wisney Berig

A entrevistada aponta que em sua vivência dentro do curso de Biologia precisa sentar-se na cadeira e ouvir professores e professoras falando sobre sexo e gênero como se fossem a mesma coisa. E que a falta de atualização pode acabar reproduzindo violências com pessoas trans e travestis.

“Não era pra eu estar aqui, e isso é claramente exposto de maneira rotineira. Fico de frente com determinadas situações que falam realmente: ‘olha você não é daqui, você não é pra estar aqui, entende?’ Que eu não deveria nem mesmo ter me inscrito no Enem”, revela Morgana.

Ela aponta ainda que isso ocorre das mais diversas maneiras. “São situações violentas, e isso vai de muitas coisas como falta de estrutura, o não respeito pelo meu nome, que agora é meu nome civil, portas se fechando. Se eu fosse um homem branco cis eu teria mais oportunidade do que eu tenho agora”, explica.

Segundo o estudo realizado por Marcela Carvalho, em 2022, 82% das pessoas trans e travestis saíram das escolas, apontando que essas violências que ocorrem com Morgana não são casos isolados e ocorrem no Brasil inteiro. Mas nem sempre têm a devida visibilidade e nem produção de políticas públicas que amparem essas pessoas.

A Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) apresentou em 2023 que esses dados são influenciados pela não empregabilidade de pessoas trans e travestis, e que 90% das mulheres trans e travestis ainda tem a prostituição como principal ou a única fonte de renda.

Dentro da Ufac há poucas pessoas que se identificam desta maneira. Morgana Café confessa que se sente solitária dentro do seu curso e que apesar de as pessoas que trabalham com ela no Laboratório a respeitarem, compartilhar sua vivência com outra pessoa trans seria algo ímpar. Além de ser a única e a primeira travesti da Biologia da Ufac, ela diz que esse pioneirismo é um peso que ela não gostaria de carregar.

Morgana Café conta dificuldades para uma travesti na Ufac / Foto: Wisney Berig

Atualmente a Ufac dispõe de nomes sociais para pessoas que não conseguiram retificar seus documentos. No entanto, ainda há resistência por parte de professores e estudantes respeitarem o nome social. 

Segundo Morgana, a Ufac tem mecanismos para acolher e promover o acolhimento de pessoas trans e travestis, mas não o faz adequadamente. “A Ufac tem acesso à informação e não percebe isso como algo relevante para a permanência de pessoas trans e travestis na universidade.”

Existem algumas ações que a própria estudante aponta como importantes para o acolhimento desta população:

  • Criar cotas específicas para esse segmento;
  • Procurar pessoas trans e travestis para poder auxiliar no processo de inclusão do nome social dentro da universidade;
  • Promover formação para professores, a garantia de permanência não está relacionada apenas ao respeito;
  • Auxílio financeiro por meio de bolsas.

A rede de apoio é uma das formas que a pesquisadora aponta como possibilidade para enfrentar a solidão. “Se entender como uma travesti é perder direitos, nos é retirado até mesmo o direito de poder amar. Eu me sinto muito sozinha aqui na Ufac, aqui no curso”, revela a estudante. Encontrar e fazer trocas com outras pessoas trans e travestis é uma maneira que ela encontrou para conseguir aliviar um pouco. 

Além de limitações ao acesso à educação, há outras formas de exclusão, como o acesso reduzido à saúde, já que muitos locais não acolhem bem essa população, por não terem profissionais capacitados. 

Travesti também é professora

Em seu relato, Morgana comenta um pouco dessa relação entre fazer um curso que lhe tornará uma professora e ser uma professora que também é travesti. Ela irá se deparar em um futuro próximo com as salas de aula, como uma professora de Biologia, mas já vivenciou percalços dentro do âmbito escolar. Durante seu estágio em uma escola, ela foi repreendida pela maneira como se apresentava naquele espaço. 

Ela disse que suas vestimentas foram vistas como um problema. Não por serem indecentes ou inadequadas, mas por ser uma travesti que está usando roupas ditas como femininas.  “Essas pessoas não conseguem entender o quão importante é a vestimenta para travesti, principalmente porque a gente tem que usar esses apetrechos como mecanismo para que a gente consiga passar, se não a gente passa por situações transfóbicas”.

E não foi só nos locais onde fez estágio que sentiu esse desconforto. Na universidade as suas roupas já foram questionadas e alguns professores ainda a chamam no masculino. Durante as eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufac, quando fez parte de uma chapa, ela relembra que foi questionada por uma antiga professora, que a chamou no masculino e ainda tentou usar o nome morto. E ainda foi vítima de ameaças veladas por uma aluna do curso de Nutrição. O caso foi noticiado pela mídia local.

Caso de transfobia na Ufac

A aluna Morgana Café disse que sofreu ataques de outra aluna da instituição. O que era para ser uma disputa entre concorrentes nas eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) virou uma acusação criminal.

Em uma postagem nas redes sociais, uma acadêmica de Nutrição comentou: “O preço que eu pago por ouvir, ler e ver é grande viu?!”  Ela completou a publicação dizendo: “fui obrigada a sair da sala para usar o meu réu primário em um caso mais extremo”. A declaração teve como referência o uso de linguagem neutra utilizados em um panfleto distribuído. 

A vítima comentou o caso em entrevista ao jornal A Gazeta do Acre, contou como sentiu-se em relação ao caso. “Me mostraram de manhã cedo e eu nem liguei, só passei o olho. Mas depois me mandaram um print, numa conversa privada, e eu fiquei em choque. Distorceram o que eu falei e ainda “higienizaram” minha imagem. Foi algo nojento, violento e baixo”.

Morgana Café disse que vai conversar com a ouvidoria da Ufac para abrir um processo contra a aluna. E relata que o maior impacto foi que os comentários partiram de outra mulher, que ela deveria ter consciência do que é sofrer descriminação. 

O Centro Acadêmico do curso de Nutrição se pronunciou através de suas redes sociais, afirmando que não compactua com as ações da aluna e que não pode concordar que a orientação sexual ou identidade de gênero continue sendo alvo de violência. 

“É urgente combater a transfobia em um país que ocupa 1º lugar no ranking mundial dos assassinatos de pessoas trans e travestis, durante os últimos 14 anos. Pesquisas realizadas em 2019 denunciam que 99% da população LGBTQIA + afirmaram não se sentirem seguras no país e que diariamente onze pessoas trans são agredidas no Brasil. A expectativa média de vida de travestis e transexuais é de apenas 35 anos, contra 75 do restante da população”, diz trecho do pronunciamento.

A estudante de Nutrição não quis se pronunciar sobre o caso e não falou com a nossa equipe. 

Para finalizar, Morgana Café, diz que a escolha do seu nome está relacionada com histórias que eram contadas por homens. “Morgana sempre foi a bruxa, a fada, a traidora, a suja. Eu quero ser a Morgana, que ressignifica tudo isso, eu conto a minha própria história e não contada por homens, mas sim por uma travesti! Quero mostrar que eu também sou mutável e eu posso trazer mudanças.”

É importante celebrar os campos que tiveram avanço, mas não podemos esquecer que ainda há uma realidade triste vivida pela grande maioria de pessoas trans no Brasil.

Redação

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe sua mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rotas

Além da teoria: professoras da zona rural ensinam a sonhar

No interior acreano, educadoras superam obstáculos e mostram que a escola pode ser espaço de resistência e transformação

Publicado há

em

por

Por Amanda Lima, João Paulo Moura, Maria Clara Almeida e Yasminie Kauling*

As mulheres movem a educação no Brasil. Com o seu trabalho, mudam a realidade de suas vidas, de seus familiares e alunos. Elas representam cerca de 73,9% do quadro docente brasileiro de acordo com o Censo Escolar 2025. Com inúmeras histórias não contadas, são heroínas ocultas da nossa sociedade.

Neste Mês da Mulher, o depoimento dessas educadoras é importante para reconhecer a influência que elas exercem sobre jovens, especialmente os de zonas rurais. Jaqueline Lima, Josileia da Silva e Francisca Regiane Souza compartilham parte de sua trajetória profissional como professoras do meio rural acreano, relatando seu início na área da educação, as dificuldades que enfrentam em ser educadoras em um ambiente precário e, apesar das adversidades, transformam a vivência de crianças e adolescentes.

Na vida de Josileia da Silva, ex-gestora da Escola Ercilia Feitosa, na Vila Liberdade, a educação se tornou um pilar quando sua mãe comprou o seringal de outra educadora. Foi na zona rural que se tornou professora provisória em um lugar  onde a perspectiva era, em suas palavras, “se tornar babá ou doméstica”.

Na zona rural os desafios são inúmeros. Quando questionadas, citam o mesmo empecilho: a infraestrutura. Um exemplo é o relato de Jaqueline Lima, professora de Língua Portuguesa. Ela diz que o cumprimento da carga horária é constantemente ameaçado pela ineficiência do transporte, o que evidencia a negligência com as populações do campo.

Nesse meio, onde obstáculos sociais e geográficos são persistentes, as docentes desenvolvem um papel fundamental, ampliando a perspectiva dos alunos da comunidade. Trabalho que vai além dos ensinamentos teóricos, as educadoras ensinam jovens a sonhar e a criar seus próprios caminhos.

A professora Jaqueline recorda a história de uma aluna do Ensino Médio cujo projeto de vida era sufocado pelo conservadorismo familiar. O pai não queria de forma alguma que ela fizesse o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sustentando a visão de que o destino dela era o trabalho doméstico.

Com a  orientação e o incentivo constante da professora, a jovem persistiu em seu sonho acadêmico. “Hoje, ela representa a quebra de um paradigma provando que a escola é, muitas vezes, o único espaço de resistência para jovens em situação de opressão”, completa a docente.

Para a professora Francisca Regiane, quando um aluno do campo aprende a ler e interpretar o mundo, ele começa a protagonizar sua própria história. Porém, não só aos jovens a educação transforma, Francisca afirma que o trabalho na docência mudou a sua vida e de sua família.

A educadora, que era doméstica, encontrou na educação uma nova perspectiva para sua vida, entregando aos seus filhos um exemplo do qual se orgulha. “Hoje, meus filhos vivem em um lar onde o conhecimento é valorizado e não precisam enfrentar barreiras de exclusão que eu vivi. A educação é o nosso alicerce”, conclui.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

Continue lendo

ELEIÇÃO UFAC

Chapa “Radical é a mudança” defende fortalecimento da permanência estudantil e maior atenção aos campi do interior

Proposta destaca participação da comunidade nas decisões da universidade e ampliação de políticas de inclusão acadêmica

Publicado há

em

por

Por José Henrique Nascimento

A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Acre (Ufac) escolhe no dia 19 de março o novo reitor e vice-reitor da instituição para o quadriênio 2026/2030. Entre as chapas concorrentes está “Radical é a mudança”, formada pela professora Raquel Alves, candidata a reitora, e pela professora Suerda Mara, concorrente a vice-reitora.

Segundo a candidatura, a proposta de gestão busca fortalecer o caráter público, gratuito e socialmente comprometido da universidade, ampliando a participação da comunidade acadêmica nas decisões institucionais.

Propostas e eixos de gestão

Entre as propostas defendidas pela chapa está a descentralização do orçamento da universidade, com mais transparência e participação da comunidade acadêmica nas decisões.

Outra prioridade é o fortalecimento das políticas de permanência estudantil. Segundo Raquel, embora a universidade tenha ampliado o acesso ao ensino superior nos últimos anos, muitos estudantes ainda enfrentam dificuldades para se manter na instituição, principalmente por questões financeiras. “Garantir o acesso é importante, mas é essencial garantir também a permanência”, afirma.

A candidata usou como exemplo o último edital, Nº 23/2025, publicado no site da Universidade Federal do Acre (Ufac) para os programas Pró-Estudo e Pró-Inclusão, bolsas voltadas ao incentivo da permanência dos estudantes na universidade, onde foram ofertadas apenas 60 bolsas ao todo. 

Desse total, 30 bolsas são do programa Pró-Estudo e 30 do programa Pró-Inclusão. A distribuição foi feita entre os dois campi da instituição: 20 bolsas para o campus sede, em Rio Branco, e 10 bolsas para o campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, em cada um dos programas.

A candidata também defende a criação de protocolos institucionais para lidar com casos de assédio e violência dentro da universidade, garantindo acolhimento às vítimas e a devida investigação das denúncias. A discussão sobre o tema ganhou visibilidade na instituição após denúncias de assédio envolvendo um professor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre, que resultaram na abertura de processo administrativo e na demissão do servidor em 2024.

Esse episódio mobilizou estudantes, familiares e membros da comunidade acadêmica e reforçou debates sobre a necessidade de mecanismos institucionais mais claros para prevenir e enfrentar situações de violência no ambiente universitário.

Outro ponto destacado é a retomada do debate sobre a criação de um hospital universitário, pauta antiga da instituição e considerada estratégica para fortalecer o ensino, a pesquisa e o atendimento à população acreana.

Perfil das candidatas

Natural de Porto Velho (RO), Raquel mudou-se ainda jovem para Rio Branco, cidade que passou a considerar como seu principal espaço de formação e pertencimento. A relação com a universidade começou ainda na graduação, quando participou do movimento estudantil. Na época, integrou o centro acadêmico do curso e foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

A professora é a primeira pessoa da família a concluir graduação, mestrado e doutorado. Toda a sua formação acadêmica foi realizada na Ufac, no curso de Letras-Inglês e no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, onde atualmente também atua como docente. “Foi dentro da universidade que me formei não apenas tecnicamente, mas também politicamente, entendendo o papel social da educação pública”, afirma.

Em suas pesquisas de mestrado e doutorado, Raquel investigou relatos de viajantes e cientistas britânicos sobre a Amazônia, analisando como esses discursos contribuíram para construir visões coloniais sobre a região e seus habitantes.

A candidata defende que a produção científica amazônica precisa afirmar sua própria centralidade e que, por estar localizada na região, a universidade federal deve estar atenta às pautas, saberes e realidades da Amazônia.

Segundo Raquel, a decisão de disputar a reitoria surgiu a partir de debates coletivos dentro da universidade, envolvendo professores, estudantes e técnicos administrativos. De acordo com ela, seu nome foi indicado durante essas discussões sobre os rumos da instituição. “A candidatura nasce de um processo coletivo de reflexão sobre qual universidade queremos construir”, afirma.

Suerda Mara, candidata à vice-reitoria, defende que a gestão da universidade precisa olhar com mais atenção para os campus do interior, unificando os benefícios hoje concentrados na capital com as unidades fora de Rio Branco.

A proposta da chapa é que a vice-reitoria permaneça no município de Cruzeiro do Sul, aproximando a administração central da realidade vivida por estudantes e servidores que estão fora do campus da capital, onde se concentra a maior parte dos alunos.

Natural de Fortaleza (CE), Suerda conta que veio de uma origem humilde. Filha de uma família marcada por dificuldades econômicas, encontrou na educação o principal caminho de transformação. Ela relata que foi incentivada pela avó, que trabalhava como lavadeira e via nos estudos uma forma de mudar de vida.

Ingressou na universidade ainda jovem, no curso de Letras com dupla habilitação em português e Espanhol pela Universidade Federal do Ceará. Em 2009, foi aprovada em concurso para professora da Universidade Federal do Acre e passou a atuar no campus de Cruzeiro do Sul, onde trabalha desde então.

Ao longo da trajetória na instituição, Suerda também construiu sua formação acadêmica na própria Ufac, onde realizou especialização, mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade.

Segundo a professora, o campus de Cruzeiro do Sul ainda enfrenta desafios estruturais que impactam a vida acadêmica. Entre os principais estão dificuldades de acesso à internet, problemas de transporte para estudantes, falta de acessibilidade e limitações em serviços de apoio, como o atendimento a alunos com deficiência.

Para ela, muitas dessas demandas não chegam com a mesma força à gestão central da universidade. “Quem está no interior vive esses desafios diariamente. Por isso é importante que a vice-reitoria permaneça em Cruzeiro do Sul, acompanhando de perto essas demandas e levando essas pautas para a reitoria”, afirma.

Eleição na Ufac

A votação ocorrerá das 8h às 21h (horário do Acre). O processo será realizado de forma totalmente on-line, por meio da plataforma Helios Voting System, acessada pelo portal de eleições da universidade. Para votar, estudantes, professores e técnicos administrativos devem utilizar o login institucional da Ufac.

De acordo com o edital do processo eleitoral, o voto é individual, secreto e intransferível. Cada eleitor poderá votar apenas uma vez, mesmo que possua mais de um vínculo com a universidade.

A disputa pela reitoria da Universidade Federal do Acre conta com três chapas. Concorrem “Juntos pela Ufac”, encabeçada pelo professor Carlos Moraes; “Radical é a mudança”, liderada pela professora Raquel Alves; e “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, encabeçada pelo professor Josimar Ferreira.

Caso nenhuma chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos, haverá um segundo turno, previsto para o dia 26 de março de 2026.

Redação

Continue lendo

ELEIÇÃO UFAC

Chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro” apresenta propostas voltadas ao diálogo institucional e fortalecimento acadêmico

Plano de gestão destaca valorização do ensino, pesquisa e extensão, além de melhorias na estrutura universitária

Publicado há

em

por

Por Rhawan Vital

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza no dia 19 de março a votação para a escolha do novo reitor e vice-reitor da instituição para o quadriênio 2026/2030. Entre as chapas concorrentes está “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, formada pelo professor Josimar Batista Ferreira, concorrente a reitor, e pelo professor Marco Antônio Amaro, candidato a vice-reitor.

A chapa destaca como eixo central da proposta de gestão o fortalecimento do diálogo entre a administração universitária e a comunidade acadêmica, envolvendo estudantes, docentes e técnicos administrativos.

Propostas e eixos de gestão

Entre as propostas apresentadas pela chapa estão ações voltadas à valorização das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade.

O plano também menciona a ampliação de políticas de permanência e assistência estudantil, além do incentivo à produção científica e ao fortalecimento da pós-graduação.

Outro ponto destacado é a modernização da gestão administrativa da universidade, com foco em eficiência institucional e melhoria das condições de trabalho para servidores.

A chapa também defende investimentos na infraestrutura acadêmica e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação científica e tecnológica, com o objetivo de fortalecer o papel da universidade no desenvolvimento regional.

Perfil dos candidatos

Josimar Batista Ferreira é professor titular do curso de Engenharia Agronômica da Ufac. Ao longo de sua trajetória na universidade, já atuou como coordenador de curso, diretor de centro, pró-reitor e vice-reitor da instituição.

Marco Antonio Amaro é professor do curso de Engenharia Florestal da Ufac desde 2004. Durante sua carreira acadêmica, também ocupou cargos de coordenação de curso, vice-direção e direção de centro. Suas atividades acadêmicas estão ligadas a pesquisas e formação profissional na área ambiental e florestal da Amazônia.

Eleição na Ufac

A votação ocorrerá das 8h às 21h (horário do Acre). O processo será realizado de forma totalmente on-line, por meio da plataforma Helios Voting System, acessada pelo portal de eleições da universidade. Para votar, estudantes, professores e técnicos administrativos devem utilizar o login institucional da Ufac.

De acordo com o edital do processo eleitoral, o voto é individual, secreto e intransferível. Cada eleitor poderá votar apenas uma vez, mesmo que possua mais de um vínculo com a universidade.

A disputa pela reitoria da Universidade Federal do Acre conta com três chapas. Concorrem “Juntos pela Ufac”, encabeçada pelo professor Carlos Moraes; “Radical é a mudança”, liderada pela professora Raquel Alves; e “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, encabeçada pelo professor Josimar Ferreira.

Caso nenhuma chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos, haverá um segundo turno, previsto para o dia 26 de março de 2026.

*A equipe do A Catraia entrou em contato com os candidatos da chapa para obter comentários sobre a candidatura e as propostas apresentadas, bem como para conhecer um pouco mais da história e trajetória dos integrantes da chapa, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. O canal segue aberto para manifestação e a matéria poderá ser atualizada caso o posicionamento seja enviado.

Redação

Continue lendo

Mais Lidas