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Editais aprovam novas e renovadas ações de extensão

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Ufac atrai comunidade externa em diversos cursos e eventos, como o Pré-Enem

Por Kezio Araújo e Karina Paiva

A Universidade Federal do Acre (UFAC), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) tem como objetivo oportunizar o intercâmbio de saberes,   proporcionando encontros entre a comunidade externa e a acadêmica. De acordo com a assessoria da Proex, somente neste ano de 2022 já foram cadastradas 53 ações em 6 editais. Os editais 11/2022 (Cursos de Extensão – resultados) e 12/2022 (Eventos Acadêmicos – resultados) tiveram inscrições finalizadas em 29 de abril e os resultados divulgados em 20 de maio.

Os editais têm o objetivo de potencializar e operacionalizar a realização de cursos de Extensão e de eventos ligados aos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da UFAC, a serem realizados no segundo semestre de 2022. Ambos buscam oferecer apoio financeiro para a realização de ações (cursos e eventos) através do pagamento de Auxílio Financeiro (bolsas) aos estudantes selecionados pelos projetos. Os estudantes que tiverem interesse devem ficar atentos aos processos seletivos para seleção de bolsistas que acontecerão após a publicação dos resultados dos projetos contemplados.

De acordo com a Proex, os cursos pré-Enem e Libras estão entre os que são oferecidos todos os anos e que possuem maior público. A Diretoria de Ações de Extensão (Daex) conduz o projeto de extensão pré-Enem, um curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio. O público-alvo são alunos oriundos de escola pública que cursam a 3ª série do ensino médio ou que concluíram há no máximo três anos, em instituição pública de ensino. 

O curso é ministrado por estudantes de graduação e bolsistas de extensão da UFAC, com o objetivo de contribuir para que alunos de escolas públicas obtenham melhores resultados no Enem, habilitando-os de forma mais competitiva para o certame e auxiliando-os a ingressar na referida universidade ou em outras instituições de ensino superior.

As aulas do Pré-Enem estão previstas para iniciar no dia 30 de maio, em Rio Branco, Assis Brasil, Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul e Porto Walter. Na capital acreana as aulas serão 100% presenciais e no interior do Estado, o curso será dividido entre os formatos presencial e online.

Os frutos do investimento

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Estudante participou de pré-Enem no interior e hoje já está cursando Saúde Coletiva na UFAC (Foto: Kezio Araújo)

Antonia Roseli Cavalcante Melo, 20 anos, foi uma das alunas contempladas com o pré-Enem “Tô na Ufac” no ano de 2019, no município de Jordão, interior do Acre. Na ocasião, a Universidade e a prefeitura haviam assinado um acordo de cooperação para a oferta do projeto de extensão, com objetivo de aumentar as chances de acesso ao ensino superior de pessoas de baixa renda.

Melo cursa o primeiro período de Saúde Coletiva. Ela diz que o curso foi fundamental no processo de preparação para o Enem para conquistar a vaga na UFAC. “Com certeza foi muito importante. Uma base preparatória que foi útil para conquistar essa vaga e realizar o meu sonho de ingressar no ensino superior em uma Universidade Federal”, destacou.

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Semana da Saúde: Ufac atende idosos com aulas de hidroginástica

Projetos voltados à melhor idade são indispensáveis para promover qualidade de vida a essa parcela da população. A prática de atividades é indispensável para levar saúde física e mental ao dia a dia de pessoas idosas. Desenvolvido pelo Curso de Educação Física, o Projeto Idoso Ativo conta com atendimento especializado de hidroginástica e atende mais de 100 matriculados com idade a partir de 50 anos.

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Curso de Educação Física oferece prática de atividades físicas gratuitas e atende público de mais de 100 idosos

Por Paulo Medeiros e Paty Barros

Projetos voltados à melhor idade são indispensáveis para promover  qualidade de vida a essa parcela da população. A prática de atividades é indispensável para levar saúde física e mental ao dia a dia de pessoas idosas. Desenvolvido pelo Curso de Educação Física, o Projeto Idoso Ativo conta com atendimento especializado de hidroginástica e atende mais de 100 matriculados com idade a partir de 50 anos.

Segundo a professora Aristeia Nunes Sampaio, coordenadora do projeto, as aulas de hidroginástica são oferecidas gratuitamente sempre às terças e quintas feiras com turmas que variam entre 40 e 70 alunos. 

O projeto

Atuando no projeto desde 2005, a professora destaca que. além das aulas de hidroginástica o projeto atende alunos da graduação que queiram fazer pesquisas e professores que desejam desenvolver ações com o público idoso, relacionado a ações de educação em saúde, como palestras, oficina ou aulas

A idosa Maria José dos Santos, 73 anos, comenta sobre o que melhorou na sua vida ao participar da iniciativa: “Acho que o idoso precisa se mover mais, fazer uma atividade física é muito bom. Estou há 14 anos no projeto, fui convidada por amigas. A hidroginástica melhorou muito minha saúde, diminuiu dores no corpo e articulações, melhora inclusive o meu humor”, relatou.

Consideração dos idosos

Há três anos no projeto, o idoso José Carlos, 57 anos, conta que com as aulas de hidroginástica as dores que sentia no corpo e nas articulações deram uma melhorada.Eu era bastante irritado e melhorei e tá melhorando muito mais, eu tinha dores no joelho, no pescoço e dificuldades para dormir. Com as aulas de hidroginástica, as dores no corpo e dor de articulação, deu uma melhorada”.

Outra participante do projeto, Vanderlene Pinto da Silva, 53 anos, faz as aulas por recomendação médica e a pedido de sua mãe por ter de problemas de coluna: “Já faz cinco anos que iniciei as aulas e melhorei bastante, o médico passou hidroginástica e fisioterapia, a fisioterapia eu fui marcar, mas ainda não me chamaram”, relatou.

Maria do Livramento, de 55 anos, que sofre com algumas comorbidades diz que melhorou muito depois que começou a praticar as aulas de hidroginástica: “Tem 1 ano que estou praticando hidroginástica, por recomendação médica, a gente se sente bem, tenho mais disposição no dia a dia”, falou. 

Como participar

As inscrições podem ser feitas na Universidade Federal do Acre, BR 364, Bloco de Educação Física.

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Na Ufac, NEABI fortalece debates sobre a história negra e indígena do Acre

Criado em 2018, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) tem se constituído em uma iniciativa de relevância para inserir o movimento negro educador dentro da universidade e levá-lo para além do conhecimento deturpado que a sociedade tem sobre sua própria origem.

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Por Anne Santos, Jordan Araújo, Lunna Lopes, Natan Dantas e Vitória Oliveira*

Criado em 2018, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) tem se constituído em uma iniciativa de relevância para inserir o movimento negro educador dentro da universidade e levá-lo para além do conhecimento deturpado que a sociedade tem sobre sua própria origem. 

Idealizado pelo professor Paulo Vinicius Baptista da Silva, falecido em 30 de outubro de 2024, em seu início não incluía a população indígena e se chamava NEAB, mas com a participação ativa de pessoas indígenas foi acrescentado o “i” e, atualmente, o núcleo se chama NEABI.

De acordo com a professora Flávia Rocha,  ao longo de sua trajetória o núcleo dispôs de cursos que foram ofertados na época da pandemia como, por exemplo, o curso Racismo e Antirracismo na Infância, ofertado em 2021, inteiramente na modalidade online. “A gente teve mais de 300 inscritos e mais de 200 pessoas formadas nesse curso”, acescenta.

Os resultados finais desses cursos foram propostas para as infâncias dentro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)  de como aplicar às leis 10.639 e 11.645, além de ganhar uma versão em livro que ganhou o título “Racismos e Antirracismos nas Infâncias”, publicado Edufac.

Outra ação de destaque desenvolvida pelo núcleo é a Revista em Favor da Igualdade Racial (REFIR). Idealizadora e editora chefe da publicação, a professora Flávia Rocha coordena desde o ano de 2019 e realiza as publicações de pesquisas executadas por alunos graduados e não graduados. “Era muito injusto, eu tinha  o laboratório de pesquisa que era todo de alunos da graduação, que também faziam pesquisas imensas e não tinha onde publicar. Aí então eu notei a necessidade de criar a revista”, diz.

No ano de 2022, a publicação alcançou o feito de ser avaliada com uma nota B1, através do sistema de classificação de periódicos científicos que indica a qualidade da produção como um todo, sendo a categoria B1 uma nota de prestígio e contribuição nacional. Um feito que pode ser acessado através do link: https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR

Luísy Rodrigues, aluna do curso de Bacharelado em Jornalismo e bolsista do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e indígenas (NEABI), destaca a importância das redes sociais para o núcleo expandir o debate sobre as questões que aborda. “O NEABI tem feito um ótimo trabalho ao utilizar a tecnologia para expandir sua atuação, seja por meio de cursos online, eventos híbridos ou das redes sociais, que ajudam a levar o debate para além do ambiente acadêmico”, ressaltou. 

O boletim de Ações NEABI/UFAC, publicado em janeiro de 2025, é outra estratégia utilizada pelo núcleo para divulgar eventos e contribuições realizadas presencialmente, demostrando transparência e comprometimento com o trabalho desenvolvido por cada coordenadoria. 

Imagem 2, postada em 5 de fevereiro de 2025. Foto: Reprodução

Por meios das redes sociais é possível acompanhar e participar ativamente das ações que promovem à reverência a história negra e indígena do Acre. Confira e siga o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e indígenas (NEABI) em suas redes sociais, @neabi.ufac.

*Texto produzido na disciplina Fundamentos do Jornalismo sob supervisão do professor Wagner Costa

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Discriminação no espaço acadêmico, a quem recorrer?

Pesquisa realizada em novembro de 2024 pelo canal de notícias do gov.br mostrou que mais de 5,2 mil violações de racismo e injúria racial foram registradas pelo Disque 100, em todo o país, no ano passado. Os dados foram obtidos por meio de denúncias que foram recebidas, examinadas e encaminhadas para o contato disponibilizado para atendimento da população.

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Por Ana Lúcia, Carlos Eduardo, Jaelson Freitas, Lucca Victor e João Henrique*

Pesquisa realizada em novembro de 2024 pelo canal de notícias do gov.br mostrou que mais de 5,2 mil violações de racismo e injúria racial foram registradas pelo Disque 100, em todo o país, no ano passado. Os dados foram obtidos por meio de denúncias que foram recebidas, examinadas e encaminhadas para o contato disponibilizado para atendimento da população. 

https://www.gov.br/mdh/pt-br/ondh/pagina-inicial/@@govbr.institucional.banner/d098b12d-5a77-4c76-aa32-0071acef317e/@@images/3f5570df-b560-42e2-b184-2660b68f4de9.png
A Ouvidoria é um canal telefônico disponibilizado por órgãos para receber denúncias, reclamações e sugestões. No caso do Disque 100, o atendimento é voltado para denúncias de violações de direitos humanos.

 Na Universidade Federal do Acre (Ufac) o setor de Ouvidoria Geral recebe todos os tipos de denúncias, não apenas de casos de discriminação racial. Para fazer uma denúncia, o estudante deve acessar o Portal da Ufac e buscar a Opção Fala.BR, sistema integrado ao Governo Federal. Na Ouvidoria, é possível fazer desde reclamações de problemas estruturais na Ufac até mesmo denúncias de assédio moral ou sexual. 

No ano de 2024, o órgão recebeu 150 solicitações, sendo o acesso a informação o mais buscado, seguido de assédio moral e licitações. Já no ano de 2025, até o dia 19 de março, foram recebidas 34 manifestações, 20 já foram respondidas e 14 ainda estão em tratamento, havendo uma mudança, onde os assuntos mais tratados se relacionam com agente público, seguido de ações afirmativas e assédio moral.

Foto: Reprodução

Segundo Mizael Fernandes, coordenador do Serviço de Informação, todas as denúncias, reclamações ou elogios devem ser feitas pelo site, dessa forma elas passam por uma análise e são encaminhadas para o setor responsável. Para se considerar uma denúncia, de fato, precisam existir provas contundentes de que se trata de uma conduta criminosa. 

A denúncia pode ser feita de forma anônima ou identificada, ao ser feita de forma anônima o próprio sistema intitula o denunciante de “comunicação” preservando o direito de não identificação. O papel da ouvidoria é receber e encaminhar essas solicitações para o órgão que seja responsável pela situação apresentada, o retorno ao reclamante tem um prazo de até 30 dias.

Foto: Ana Lúcia/Catraia

Maria do Socorro Oliveira, ouvidora da Universidade, é responsável pelo atendimento do Órgão e auxilia os alunos e os servidores que não conseguem acessar o site e buscam atendimento presencial. Além desse trabalho, o setor presta um serviço itinerante, visitando os centros da instituição e se informando sobre possíveis conflitos que precisam de resolutividade. Segundo Oliveira, há situações em que fazem o papel de conciliadores. 

Por não ter poder de polícia, a Ouvidoria não é responsável por nenhum tipo de ação mais contundente e se restringe a atos administrativos, pois a partir dos atos denunciados, desde que cometido por funcionários da instituição até alunos, se abre uma comissão ou um inquérito para investigações e decisões sobre as medidas a serem tomadas. Importante ressaltar que a Ouvidoria não adere apenas reclamações de discriminação racial, mas isso está dentro das condutas de Assédio Moral. 

A Ouvidoria Geral da Ufac funciona de segunda  à sexta-feira, no horário das 8h às 12h, e das 13h às 18h, próximo ao Restaurante Universitário. 

*Texto produzido na disciplina Fundamentos do Jornalismo sob supervisão do professor Wagner Costa

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