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O rio sob seus pés: as pontes que conectam história, comércio e vida em Rio Branco

Ponte Metálica e Passarela Joaquim Falcão Macedo integram Primeiro e Segundo Distritos de Rio Branco e facilitam o trânsito de carros e pedestres na região

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Por Lis Gabriela e Rhawan Vital

Onde centenas de pés passam, pneus deixam borracha no asfalto e bicicletas atravessam em meio aos pedestres, comerciantes contam sobre a importância e de duas das pontes mais famosas do estado.

Em destaque pela influência, tanto histórica como atual, a Passarela e a Ponte Metálica (também conhecidas, respectivamente, como Passarela Joaquim Falcão Macedo e Ponte Juscelino Kubitschek), são referências quando se trata da história e da identidade acreanas.

Passos sobre o Metal

A Ponte Juscelino Kubitschek, popularmente conhecida como “Ponte Metálica”, pode ser considerada um símbolo de resistência. Inaugurada na década de 60, é uma das principais formas de ligação entre o Primeiro e o Segundo Distrito da capital acreana. Sua construção foi um marco na engenharia para a época, em uma resposta direta ao isolamento do Segundo Distrito em relação ao centro administrativo e comercial de Rio Branco.

Antes dela, a travessia era feita, na maioria das vezes, por catraias, que limitavam o fluxo de mercadorias e pessoas. Dessa forma, a estrutura montada com treliças de aço não apenas facilitou o transporte de veículos, mas integrou definitivamente as duas margens da capital. Batizada em homenagem ao presidente do Brasil entre 1956 e 1961, a ponte tornou-se o principal corredor logístico da cidade por décadas, e resiste ao tempo e a inúmeras cheias históricas do Rio Acre, que testaram sua robustez ao longo de mais de 60 anos.

Ponte Juscelino Kubitschek. Foto: Rhawan Vital

Quem atravessa do Primeiro ao Segundo distrito, avista o imponente “Ponto Certo Agropecuária”, loja de agronegócio que há mais de dez anos dispõe de sementes, ferramentas, grãos e alimentos de diversos tipos, até maquinário pesado. Pedro Fernandes, de 30 anos, trabalha lá há dez meses e, pelo lugar estratégico em que a loja se coloca, sabe que a importância da ponte reflete no sucesso do estabelecimento e que, por ser logo em frente à uma das saídas, se coloca como uma opção mais fácil para quem procura esse tipo de mercado. 

“A ponte, tanto para veículos, para pedestres e para o  comércio, é muito importante. Quando a ponte fica interditada, atrapalha muito, mas o fluxo de pessoas aumentou nesse espaço depois da interdição da passarela”, diz Pedro

Cultura e Identidade sobre as águas

A passarela Joaquim Falcão Macedo, uma das primeiras na Região Norte a ser projetada exclusivamente para pedestres e ciclistas, convida a outro ritmo e se torna um local de passeios e encontros. Inaugurada em 2006, é uma ponte estaiada, ou seja, uma ponte de cabos. Com cerca de 200 metros de extensão, busca amenizar o conflito entre o tráfego pesado de carros e pedestres, e possibilitar ao cidadão o prazer de contemplar o rio.

Passarela Joaquim Falcão Macedo. Foto: Rhawan Vital

Porém, desde 2024, a Passarela está interditada e, por ser parte do espaço, o Mercado Velho também é afetado pela reforma, com tapumes de metal espalhados pela praça que chamam mais atenção do que o próprio rio.

“A passarela é muito importante. Vejo por aí jovens escrevendo,  professoras que trazem alunos para conhecer e contemplar a região. É uma passagem livre. Ela atrai vida para nossas praças, para a encosta do rio. Agora nós não temos mais isso. Não pode ficar assim.” relata Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas do Lessa há 40 anos.

Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas. Foto: Rhawan Vital

Para além da sua importância comercial e social, uma ponte também compõe histórias individuais ao fazer parte do dia a dia de quem depende delas para locomoção. Maria Bárbara, de 18 anos, voluntária em uma associação que cuida de crianças (ASBVIN), fala que a ponte é justamente algo que facilita e oferece maior comodidade para o seu trajeto de casa para o trabalho. “Uma ponte facilita muito a vida. É, literalmente, cortar um caminho. Ajuda muito depois de um dia cansativo, já que não preciso mais andar tanto”, diz a voluntária.

Essas pontes apontam para um conjunto arquitetônico que compõe a história de Rio Branco e sua caminhada para uma capital cada vez mais moderna, que utiliza a engenharia para encurtar distâncias e criar espaços de convivência. Apesar disso, elas ainda carecem de segurança e maior comodidade para os transeuntes que podem ficar à mercê de assaltos, chuvas e sol. Seus vãos não sustentam apenas o peso de quem passa, mas sustentam a história de um povo que aprendeu a construir caminhos sobre os desafios vividos na Amazônia.

Redação

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Casa do Rio consolida proposta de gastronomia e música às margens do Rio Acre

Gastronomia regional, música ao vivo e vista privilegiada transformam a beira do Rio Acre em um dos principais pontos de encontro e lazer de Rio Branco

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Por Ana Cristina e Joyce Beatriz

Entre a calmaria das águas do Rio Acre e o som que toma conta do fim de tarde, a Casa do Rio se firmou como um dos espaços de lazer e gastronomia de Rio Branco. De frente para um dos principais marcos naturais da capital, o gastrobar reúne culinária regional, música ao vivo e vista para o rio em um mesmo cenário.

Localizado no bairro da Base, o estabelecimento oferece programação musical e eventos temáticos voltados ao público que busca gastronomia regional e entretenimento. No cardápio, há destaque para pratos com peixes de rio, opções com tucupi e receitas inspiradas na culinária acreana. 

O quibe de arroz e o quibe macaxeira estão entre os itens mais vendidos, considerado o prato mais procurado pelos clientes. Já entre os pratos principais, um dos destaques é o tambaqui mergulhado. Os preços variam a partir de R$34,00 variando conforme o prato.

Caldinho de feijão. Foto: arquivo pessoal

Inaugurado em 2019, o espaço nasceu da proposta de reunir gastronomia e música em um ponto tradicional da cidade. Nascida e criada no bairro da Base, a proprietária Izabel Dantas idealizou o empreendimento inspirado na história da comunidade onde cresceu.

“Nasci e me criei no bairro da Base. Sempre tive o sonho de fazer algo que ficasse na história do meu bairro. A Casa do Rio também trouxe visibilidade para a comunidade”, afirma.

Izabel Dantas, proprietária. Foto: arquivo pessoal

Além da gastronomia, a programação musical é uma das principais atrações da casa. O espaço recebe apresentações frequentes de artistas locais, que recebem cachê pelas apresentações, incentivando a presença de músicos da cidade na programação do estabelecimento.

Segundo a proprietária, o público que frequenta o espaço é majoritariamente das classes A e B, e o movimento semanal costuma variar entre 100 e 1.500 pessoas, dependendo da programação e do período.

A localização às margens do Rio Acre também influencia a rotina do estabelecimento. Durante o período de cheias, comuns na região, quando o rio transborda, o funcionamento da casa precisa ser suspenso temporariamente.

Feijoada. Foto: arquivo pessoal

Atualmente, a Casa do Rio funciona às quartas e quintas-feiras a partir das 16h. De sexta a domingo, o espaço abre às 11h e mantém programação ao longo do dia e da noite, especialmente nos fins de semana, quando o movimento é mais intenso.

Com a proposta de unir gastronomia, música e a paisagem do Rio Acre, a Casa do Rio transformou a beira do rio em ponto de encontro para moradores e visitantes da capital.

Redação

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O rio que vira arte

Obras de Silvio Margarido e Danilo de S’Acre exploram memória, paisagem e transformações ambientais no Rio Acre

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A obra faz referência ao mito de Ofélia, de Hamlet, de William Shakespeare, e retrata a seca do rio e os impactos da ação humana. Foto/arte: Danilo De S’Acre

Por Julie Siqueira

O Rio Acre, além de construir a paisagem central de Rio Branco, também se tornou a origem da criatividade para diversos artistas locais e suas obras. Em diferentes linguagens e estilos, o rio aparece nas obras como símbolo de memória, identidade e das transformações ambientais que marcam a região.

Presente no cotidiano da população, o Rio Acre atravessa a cidade e a história de quem vive às suas margens. Essa relação próxima faz com que ele ultrapasse o papel de elemento natural e passe a ocupar também o imaginário cultural acreano.

Ao longo dos anos, artistas locais têm encontrado no Rio Acre, inspiração para suas obras. São produções que, em diferentes formatos, reinterpretam esse espaço que faz parte da vida urbana e da experiência amazônica. Nelas, o rio pode aparecer como personagem ou como cenário simbólico de relações sociais, memórias ou denúncias de transformações ambientais.

Na produção cinematográfica, um dos trabalhos que se dedicou a observar a relação entre a população e o rio foi o documentário “O Mergulho” escrito e dirigido pelo cineasta Silvio Margarido em 2006. A obra foi desenvolvida dentro do projeto DOCTV, que incentivava a produção documental em diferentes regiões do país.

Cartaz do documentário “O Mergulho”, escrito e dirigido pelo cineasta Silvio Margarido. Imagem: reprodução

A proposta inicial era utilizar o Rio Acre como uma metáfora para compreender a vida na cidade de Rio Branco. No entanto, durante o processo de elaboração do documentário, o diretor percebeu que o próprio rio possuía protagonismo suficiente para conduzir a narrativa. 

“Em vez de apenas ilustrar o cotidiano urbano, o rio passou a ser o personagem central da obra, apresentado a partir das histórias de quem vive diretamente em contato com ele”, explica o diretor.

Para construir essa narrativa, Margarido percorreu diferentes pontos da cidade e das áreas ribeirinhas, entrevistando pescadores, catraieiros, produtores rurais e moradores das margens do rio. A diversidade desses depoimentos ajudou a revelar a variedade e a complexidade das relações que a população estabelece com o manancial.

Silvio Margarido durante as filmagens da produção do documentário “O Mergulho”. Foto: Arquivo pessoal / Silvio Margarido

Ao reunir esses relatos, o documentário revela que o Rio Acre faz parte de um sistema complexo de dependência econômica, social e simbólica. Ao mesmo tempo, as entrevistas também evidenciam um sentimento recorrente entre os moradores mais antigos: a percepção de que o rio não é mais o mesmo.

“Ficou claro que todos eles estavam vendo o processo de degradação que o rio estava passando […] alguns com uma desesperança, e outros exigindo alguma atitude em relação ao rio, porque estava claro para eles que o rio estava morrendo”, disse o cineasta.

Segundo Margarido, muitos entrevistados comparavam o estado atual do rio com a forma como ele se apresentava décadas atrás. A memória coletiva registrada no filme aponta para um período em que as águas eram consideradas mais limpas, a pesca era mais abundante e a paisagem mantinha características diferentes das observadas hoje.

“O pescador não tem mais peixe, pessoas que utilizavam do rio para transporte estão encontrando mais dificuldades, então várias dessas questões foram colocadas no documentário, e como isso está afetando a vida delas”, acrescentou o produtor.

Ao registrar essas percepções, o documentário constrói uma narrativa que mistura memória, observação social e reflexão ambiental. A obra não assume diretamente o formato de denúncia, mas evidencia as mudanças que afetam o rio e, consequentemente, a vida das pessoas que dependem dele.

Ao organizar imagens, relatos e memórias, o documentário revela que o Rio Acre não é apenas um elemento da geografia regional, mas uma presença constante na vida urbana e social da cidade.

Correntezas de sobreposições e de texturas visuais

O artista plástico Danilo De S’Acre, vem construindo ao longo de sua carreira uma produção marcada pela influência da paisagem amazônica. Nascido na década de 1950 em uma colônia localizada na região da Custódio Freire, ele cresceu em um contexto em que a presença da floresta era ainda mais intensa no cotidiano das comunidades locais.

Essa experiência de infância moldou a sua percepção visual e sua relação com a natureza. Elementos da paisagem amazônica, como os rios, praias fluviais, embarcações e deslocamentos de pessoas entre colônias e cidades aparecem com frequência em suas obras. Embora trabalhe principalmente com pintura e desenho, Danilo também utiliza a fotografia como ferramenta de registro e ponto de partida para suas criações. Muitas das imagens que utiliza são capturadas com o próprio celular e posteriormente transformadas por meio de elementos visuais.

Fotografia com sobreposição visual para reinterpretar a paisagem e o cotidiano de ribeirinhos na época de seca. Foto/arte: Danilo De S’Acre

Um dos procedimentos que ele mais utiliza é a sobreposição de imagens. A partir da fotografia original, o artista acrescenta novas camadas visuais, misturando elementos gráficos, desenhos ou texturas que alteram a interpretação inicial da imagem. Esse processo cria composições que transitam entre o registro documental e a experimentação artística.

“Às vezes eu tiro a foto e deixo como está. Mas gosto de brincar com a imagem e sair um pouco da normalidade”, explica.

Dentro dessa produção, o Rio Acre aparece como objeto de observação. Para o artista, o manancial oferece uma paisagem em constante transformação. O ciclo anual de enchentes e vazantes modifica o desenho das margens, revela bancos de areia e altera a geografia visível da cidade.

“Cada vez que o rio enche e depois seca, ele apresenta uma geografia diferente. Isso me chama muita atenção visualmente”, afirma o artista

Essa dinâmica faz com que o mesmo espaço nunca seja exatamente igual em diferentes períodos do ano. Cada cheia ou período de seca reorganiza visualmente o território, criando novas formas, caminhos e paisagens. Além das mudanças naturais, o artista também observa o movimento humano ao redor do rio. Barcos e canoas que atravessam as águas, moradores que chegam à cidade vindos das colônias e trabalhadores que transportam produtos agrícolas fazem parte da rotina visual que inspira suas composições.

Fotografia tirada de cima da Passarela Joaquim Macedo, mostra o  poder da mulher na proa dianteira do barco. Foto/arte: Danilo De S’Acre

As cenas do cotidiano ribeirinho aparecem nas obras como registros poéticos da relação entre pessoas e natureza. Em muitas imagens, o rio surge não apenas como cenário, mas como elemento que organiza a circulação, o trabalho e a convivência social.

No entanto, assim como no documentário de Margarido, o olhar artístico também revela preocupações com as transformações ambientais do rio. A redução do nível das águas durante períodos de seca extrema e os sinais de degradação ambiental acabam se tornando parte do próprio processo criativo. Nesses momentos, a arte deixa de ser apenas contemplação estética e passa a funcionar também como registro crítico da realidade.

Embora o Rio Acre faça parte da memória e da identidade de Rio Branco, o estado de degradação em que se encontra hoje revela uma contradição: o manancial que sustenta a cidade não tem recebido o cuidado necessário, nem da população nem do poder público. Quem percebe primeiro esses sinais são justamente aqueles que vivem mais próximos de suas margens. São pescadores, ribeirinhos e trabalhadores que dependem diretamente do rio e que, por isso, identificam com mais clareza as mudanças e perdas que vêm se acumulando ao longo do tempo.

Redação

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Enchentes em Rio Branco expõem abandono de cães e gatos com cerca de 500 animais resgatados em 2025

Ações de salvamento mobilizam poder público e ONGs para retirar cães e gatos de áreas alagadas em Rio Branco

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Animais abandonados durante a inundação do Rio Acre. Foto: Fernanda Evelyn

Por Arielly Casas e Rian Pablo

A cheia mais recente do Rio Acre mobilizou equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e voluntários em uma operação de resgate de animais em áreas alagadas de Rio Branco. Durante a subida do nível do rio, cães e gatos são retirados de casas inundadas ou encontrados abandonados em bairros atingidos pela enchente. Segundo dados da Defesa Civil de Rio Branco, nesta cheia foram resgatados em média 500 animais, entre aqueles retirados junto com famílias e os encontrados sozinhos nas áreas atingidas.

Rio Acre em época de alagamento. Foto: Pedro Devani

Os animais resgatados são levados, em grande parte, para espaços adaptados nos abrigos montados para famílias desalojadas, como no Parque de Exposições. No local, os tutores podem manter contato com os pets enquanto aguardam o retorno às casas.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, o resgate de animais passou a ser incorporado às operações de salvamento ao longo dos últimos anos.

“Nós entendemos que os animais fazem parte da família. Por isso, quando realizamos a retirada das pessoas das áreas alagadas, também buscamos garantir que os pets sejam levados com segurança”, afirma.

Coronel Falcão destaca a importância do resgate animal. Foto: Retirada do Instagram do Coronel

Operação inclui retirada de animais em áreas alagadas

Durante as ações de retirada de moradores, as equipes utilizam barcos para acessar ruas completamente alagadas. Nessas situações, os animais são retirados junto com os tutores e encaminhados para os abrigos temporários.

Segundo a Defesa Civil, atualmente existem inúmeros abrigos temporários preparados para receber famílias atingidas pela cheia, alguns deles com espaços separados para os animais.

Em muitos casos, no entanto, as equipes também encontram cães e gatos que ficaram para trás nas residências.

Voluntários atuam no resgate de animais abandonados

Além das equipes oficiais, organizações de proteção animal também atuam no resgate durante o período de cheia. Integrantes da ONG Amor Animal realizam buscas principalmente por animais que ficaram nas ruas ou foram deixados nas casas após a retirada dos moradores.

A voluntária Fernanda Evelyn afirma que o trabalho ocorre principalmente em locais onde as equipes públicas não conseguem chegar com frequência.

Fernanda do Projeto Amor Animal. Foto: arquivo pessoal

“Nosso foco é procurar animais que ficaram sozinhos ou presos nas casas. Muitos acabam sendo encontrados em telhados, cercas ou em áreas ainda parcialmente secas”, explica.

Os animais resgatados pelos voluntários são encaminhados para lares temporários ou para abrigos mantidos por organizações da sociedade civil.

Falta de abrigo permanente é desafio durante enchentes

Um dos principais desafios enfrentados pelas organizações é a falta de um abrigo público permanente voltado exclusivamente para animais resgatados em situações de emergência.

Atualmente, segundo voluntários, o acolhimento depende principalmente de estruturas improvisadas e da disponibilidade de protetores independentes.

Para Fernanda Evelyn, a criação de um espaço específico ajudaria a ampliar a capacidade de atendimento durante as cheias. “A demanda aumenta muito nesse período. Um abrigo estruturado facilitaria o cuidado e o acompanhamento dos animais resgatados”, afirma.

A cheia do Rio Acre ocorre anualmente durante o período de inverno amazônico e costuma provocar alagamentos em bairros localizados às margens do rio. Nessas situações, o resgate de animais se tornou uma frente adicional das operações de emergência na capital acreana.

Redação

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