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Bosque Discos: a ideia que nasceu de um hobbie e se tornou a menor loja cultural do mundo

Da coleção pessoal ao ponto de encontro virtual, a Bosque Discos conecta apaixonados por música em Rio Branco com raridades e histórias que atravessam gerações

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Por Emily Castro, Sâmia Cristina, Marissa Galdino, Marele Muniz e Rebeca Soares*

Você conhece a menor loja cultural do mundo? Localizada em Rio Branco a loja on-line Bosque Discos tem uma variedade de CD’s, discos de vinil e fitas cassetes de todos os estilos para acolher aqueles que apreciam uma boa música. A ideia de criação do espaço é de Thiago Afonso, empresário do ramo da saúde e professor da Uninorte, que desde pequeno sempre foi apaixonado por música. 

Ele conta que essa paixão, motivada por seu pai o levou a ser um colecionador de CDs, algo que mais tarde foi  impulsionado por um tio e evoluiria também para uma grande coleção com discos de vinil e fitas cassetes. Com o passar do tempo, Thiago percebeu que a pequena coleção havia se tornado algo muito maior e que não haveria mais espaço para armazenar tudo. Ali nasceu a ideia da venda e repasse dos produtos.

Foto: arquivo pessoal

O empresário explica que a criação da loja não teve apenas o objetivo de vender itens da coleção, mas também de aproximar pessoas que compartilham do mesmo interesse pela música. Segundo ele, sempre soube que existiam muitos colecionadores em Rio Branco, e isso foi uma das motivações para continuar com a ideia, já que queria conhecer essas pessoas e trocar experiências sobre música. 

Os compradores de seus  produtos se estendem por todo território acreano e sua coletânea não se limita apenas a música brasileira. O colecionador possui produtos do leste europeu, da África, Ásia e até algumas edições raras, sendo o seu preferido entre todos a edição especial do álbum “Racional” de Tim Maia.

Em sua coleção, ele possui ainda itens raros como o disco do musicista e instrumentalista  Arthur Verocai que não possui muitos exemplares pois seus discos foram derretidos pela gravadora para a produção dos discos da banda nacional Secos e Molhados. 

Thiago diz  que considera a Bosque Discos a menor loja do mundo por se tratar de um negócio pequeno, se comparado com outras lojas de discos ao redor do globo. Ele explica que a coleção, que atualmente passa dos sete mil itens,  juntando todos os exemplares, ainda é considerado uma pequena porção comparada a lojas nacionais de vinis.

Como é totalmente gerida por ele, o funcionamento é bem diferente de uma loja convencional. Por não se tratar de um grande armazém, os itens são apresentados aos clientes de acordo com o interesse de cada pessoa. “Eu não tenho um acervo, tenho uma coleção”, afirma Thiago, que mostra aos interessados apenas os discos que podem atender ao gosto de cada um. 

Perguntado se pretende expandir o negócio, ele afirma que não acredita que um espaço dedicado exclusivamente à venda de discos físicos funcionaria atualmente. Caso um local físico venha a existir no futuro, a ideia seria diferente de uma loja tradicional. Um projeto como esse precisaria ser cuidadosamente planejado antes de se tornar realidade. Por não ser sua principal responsabilidade, Thiago dedica apenas o tempo que consegue, conciliando a gestão da coleção com suas outras responsabilidades profissionais.

Atualmente, mesmo sendo levado como um hobbie e uma forma de compartilhar conhecimentos, ele visa manter a loja por muitos anos, talvez até mesmo passando de gerações. A loja não possui espaço físico e para os que apreciam uma boa música, o , instagram (@bosquediscos) é o ponto de encontro. A loja também dispõe de um canal de interação no WhatsApp voltado exclusivamente para membros acreanos. 

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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