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Grupo ocupa antigo terminal com patinação em Rio Branco

Projeto “Patins Integração” nasceu na pandemia e hoje reúne crianças, jovens e adultos em encontros semanais

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Por Fhagner Euripedes, Juliane Brígido, Joana Kelly e Sharda Oliveira

O som das rodinhas riscando o chão ecoa no antigo Terminal de Integração do bairro Adalberto Sena em Rio Branco duas vezes por semana. O projeto Patins Integração nasceu da necessidade de Joice Souza, 42 anos, combater a ansiedade durante a pandemia.

O que começou com vídeos na internet virou um movimento que hoje reúne mais de 100 pessoas no grupo de mensagens do projeto e, ativamente, de modo presencial, 50 participantes, entre jovens, adultos e crianças.

A dinâmica é simples e baseada na autogestão: não há cobrança de mensalidade nem verba externa, por isso cada participante custeia seus próprios patins e acessórios de segurança. O aprendizado acontece no sistema de colaboração, onde os praticantes mais experientes orientam os mais novos, e os pais participam ativamente das atividades com seus filhos.

Interação social e segurança

Movimentação de patinadores no antigo Terminal de Integração do Adalberto Sena. Foto: Juliane Brígido

Os encontros fixos acontecem às segundas e quartas-feiras no antigo terminal do Adalberto Sena. Já às sextas-feiras são reservadas para a Ufac, onde o grupo aproveita para conhecer melhor os perímetros urbanos. Para participar, é regra obrigatória o uso de kit de segurança: capacete, joelheiras e cotoveleiras.

Alex Pimentel é um dos pais que transformou sua rotina através do projeto. Ele levava a filha para patinar e acabou realizando um sonho de infância ao comprar seu próprio par de patins. Hoje, Alex ajuda na organização e destaca como o grupo acolhe crianças com autismo e jovens que enfrentam a depressão. “Sempre quis andar de patins, mas nunca tinha andado. Realizei esse sonho de infância e hoje é gratificante ver minha filha evoluindo e poder patinar ao lado dela é muito bom!”

A prática esportiva também oportuniza as relações sociais. A pequena Ayla Sofia começou a frequentar por influência de amigas e hoje sente falta quando as companheiras não aparecem. O grupo prova que o esporte é, além de uma ferramenta de pertencimento e ocupação de espaços públicos que antes eram  apenas locais vazios e de passagem, meio de interação e conexão social.

Às sextas-feiras, o grupo ocupa os espaços da Ufac para explorar o perímetro urbano e fortalecer os laços. Foto: Juliane Brígido

Para quem deseja encontrar mais informações ou entrar no grupo, o contato principal é o perfil do Instagram @patins_integracao.ac. Basta ter o equipamento, o interesse em aprender e respeitar as normas de segurança coletiva para começar a deslizar com a turma.

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