Por Railan Costa, Joás Linhares, Gabriela Guedes, Beatriz Oliveira e Maria Clara*
Criada em agosto de 1944, a Rádio Difusora Acreana faz parte da construção da história do Estado do Acre, sendo o veículo de comunicação pioneiro ao levar informação e cultura para os moradores da capital e do interior. Com mais de 80 anos de fundação, a rádio continua sendo um importante veículo para a a população acreana.
Diretor da Difusora, Jefson Dourado conta que apesar dos avanços tecnológicos a rádio continua sendo o principal veículo de difusão de informação para as pessoas, ainda tendo a maior audiência e relevância para o dia a dia dos indivíduos que a utilizam como principal fonte de notícias e informações.
Para uma parte da população, as redes sociais, tão usadas por jovens nos dias de hoje, não têm o mesmo impacto que o rádio. “As redes sociais, apesar de serem um instrumento importante na comunicação nos dias de hoje, funciona melhor para determinados públicos”, relata Jefson.
Mesmo com todas as mudanças que ocorrem na comunicação, Dourado descreve que o público da Difusora é variado, entre jovens e pessoas de meia idade, descartando a ideia de que a rádio não é algo utilizado e que se tornou ultrapassado.
Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, a rádio vem enfrentando uma grande concorrência em conquistar ouvintes com seus programas. “Um dos maiores desafios é produzir conteúdo abrangente que consiga atingir o maior número de pessoas de todas as classes, sem um grupo seleto”, acrescenta Dourado.
Diante da dificuldade de conquistar um público significativo, é possível identificar a importância do rádio na vida dos seus ouvintes. “A fórmula do rádio não envelhece, estão surgindo muitas rádios web também. O próprio Spotify tem uma fórmula parecida com a do rádio, recomendando músicas”, diz o estudante Luiz Lima, de 18 anos.
A ideia de que o rádio tem um grupo especifico para atingir, é uma ideia ultrapassada. A agricultora Kelma Fabíola, de 46 anos, declara seu amor pela Difusora: “Eu amo a rádio desde a infância, os meus familiares tinham o costume de ouvir e assim eu passei a gostar, era o meio que a gente tinha para ter informações sobre atendimentos médicos e serviços para a comunidade”.
Foto: cedida
A agricultora recorda que quando tinha 13 anos fez um trabalho escolar sobre a rádio e pode conhecer a Rádio Difusora Acreana e apresentar o trabalho ao vivo. “Nunca vou esquecer dessa experiência.”
Neste cenário de evolução, Dourado expôs os planos da rádio em mudar de AM para FM, assim melhorando a qualidade e potência de audiência. O segundo passo é se modernizar para estar em várias plataformas digitais como Spotify e YouTube.
*Texto produzido na disciplina Fundamentos do Jornalismo sob supervisão do professor Wagner Costa