Olhares

Estudantes demonstram facilidade de adaptação a lei que restringe uso de celulares nas escolas

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Por Jhenyfer Souza, Paula Amanda e Thaynar Moura

Mesa de ping-pong, quadra livre e clubes de esportes. Essas foram algumas das alternativas adotadas pela direção da Escola Estadual Armando Nogueira (Cean) para fazer com que os estudantes ficassem o máximo de tempo possível longe das telas. A medida caiu como uma luva já que começou a valer este ano a Lei Federal nº 15.100, que restringe o uso de celulares nas escolas. 

Embora a instituição, de ensino integral que conta atualmente com 420 alunos matriculados, tenha se preparado para tratar da aplicação da nova Lei da melhor forma possível, o diretor Lucas da Silva conta que o comportamento dos alunos foi surpreendente.

“Esperávamos que fosse um verdadeiro caos, mas a verdade é que com praticamente um mês de aula já estamos surpresos com a excelente aceitação dos alunos. Nós explicamos as novas regras e as consequências caso não fossem cumpridas e, para nossa alegria, está tudo correndo muito bem. Além disso, tivemos o cuidado de ofertar aos alunos uma série de atividades que funcionam como alternativas ao uso das telas nos momentos de intervalo”.

A nova regra está sendo de fácil adaptação para o estudante do 1º ano Ensino Médio, João Paulo Dourado. “Não estou sentindo dificuldade. Concordo que a sala de aula não é lugar pra gente ficar pegando no celular porquê de fato acaba nos distraindo”.

“O celular faz a gente se distrair mesmo”, diz o estudante João Paulo, do 1° ano. Foto: Paula Amanda/Catraia

Já Karolayne Leite, colega de classe de João Paulo, está sentindo certa dificuldade. “Eu já estava acostumada a ficar o tempo todo com o celular e, principalmente, em contato com a minha mãe. Como a nossa escola é integral, ela gosta sempre de ter notícias, mas acredito que é uma questão de adaptação para todos”. 

Foto: Paula Amanda/Catraia

Na Escola Lourival Sombra Pereira Lima, a coordenadora Thalyta dos Santos destaca que os resultados são positivos. “Na minha opinião, a medida tem favorecido a concentração dos alunos. É perceptível a maior interação e atenção nas aulas desde a implementação da restrição. Além disso, notamos que os alunos têm se concentrado mais nas atividades, o que se reflete em um aumento no número de acertos durante as avaliações.”

Ainda de acordo com Thalyta, serão promovidos palestras, oficinas e debates nas escolas para conscientizar alunos e professores sobre o uso responsável da tecnologia. “Essas atividades são essenciais para que os alunos compreendam os limites do uso da tecnologia e as situações em que ela é permitida, como para atividades pedagógicas, quando devidamente autorizados. No entanto, preferencialmente, utilizamos nosso laboratório de informática, que oferece um ambiente mais adequado para esse tipo de uso”, complementa a coordenadora.

Escola Armando Nogueira. Foto: Paula Amanda/Catraia

Com essa medida, espera-se melhorar o desempenho dos alunos e criar um ambiente escolar mais focado no aprendizado e no convívio social. Embora o celular seja uma ferramenta útil, a restrição busca garantir que seu uso seja feito de forma responsável e somente quando necessário. Com o apoio da comunidade escolar, a expectativa é que essa mudança contribua para o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes no Acre.

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