Por Beatriz Ohrana e Rosely Cabral De frente para o Rio Acre, em uma das áreas mais simbólicas de Rio Branco, a Churrascaria Rio Branco construiu uma trajetória que mistura tradição familiar, sabor caseiro e resistência às cheias. Fundado em 1997 por um casal goiano que chegou ao Acre com sete filhos, o restaurante atravessou quase três décadas acompanhando o crescimento da cidade e hoje segue sob a administração de Ana Cléia Borges, mantendo viva uma história que faz parte da memória afetiva de gerações de acreanos.
A história da Churrascaria Rio Branco começa no mesmo ano em que a família Borges chegou ao Acre. Vindos do estado de Goiás, Coraci Cândida dos Santos Borges e Marcelino de Azevedo Borges desembarcaram em Rio Branco em 1997 com os sete filhos, em busca de novas oportunidades. Pouco tempo depois, o casal decidiu investir no ramo da alimentação e abriu o primeiro restaurante ao lado do antigo Formigão, no centro da capital.
A chegada à área da Gameleira, onde hoje funciona uma das unidades mais conhecidas da churrascaria, não foi resultado de planejamento estratégico. Segundo Ana Cléia, a mudança aconteceu a partir de uma oportunidade de negócio. “Não foi nada premeditado. Foi uma chance que surgiu e meu pai acreditou”, relembra.
Com o passar dos anos, o restaurante cresceu junto com a cidade, acompanhando o aumento do fluxo urbano e as transformações da região central. Atualmente, a unidade da Gameleira está sob a responsabilidade de Ana Cléia Borges, que dá continuidade ao legado familiar iniciado pelos pais. O restaurante conta hoje com uma equipe de cerca de 10 funcionários, entre três churrasqueiros, balconistas e profissionais da copa, todos fundamentais para o funcionamento do dia a dia. Para Ana Cléia, o sucesso do negócio está diretamente ligado ao envolvimento de quem faz parte da rotina do restaurante. “Para qualquer negócio crescer, é preciso amar o que se faz”, afirma.
Equipe da Churrascaria Rio Branco. Foto: cedida
A localização às margens do Rio Acre é um dos principais atrativos do espaço, mas também impõe desafios constantes. Em períodos de cheia, a vista privilegiada atrai curiosos e visitantes, aumentando o movimento. Ao mesmo tempo, quando a água ultrapassa a calçada e invade o restaurante, os prejuízos se tornam inevitáveis.
“Quando a água entra, começamos um processo de desmontagem e esperamos baixar para limpar e reformar”, explica Ana Cléia. Apesar das dificuldades, ela afirma que nunca pensou em desistir. “Temos clientes fiéis, fruto de um trabalho de muitos anos. No primeiro dia de reabertura, geralmente já conseguimos arrecadar o suficiente para cobrir as despesas iniciais”.
Cheias que marcam a história
Entre os episódios mais marcantes, a enchente de 2015 permanece viva na memória da família. Naquele ano, a água chegou a 88 centímetros de altura dentro do restaurante e demorou mais de 15 dias para começar a baixar, interrompendo as atividades por um longo período e exigindo uma grande força de reconstrução.
Fachada do estabelecimento. Foto: Rosely cabral
Mesmo sem adaptações estruturais específicas para enfrentar as cheias, a administração avalia medidas futuras que permitam reduzir impactos. Ainda assim, a palavra que guia a rotina do restaurante segue sendo inovação. “Inovar e fazer tudo com amor. Quando o cliente percebe isso, o negócio evolui”, destaca Ana Cléia
Hoje, após quase três décadas, a Churrascaria Rio Branco ultrapassa a função de restaurante e se consolida como um espaço de memória coletiva. O local já recebeu diferentes gerações da mesma família, que acompanham a história desde os primeiros anos no centro da cidade. Além da unidade da Gameleira, a marca conta com restaurante próximo à OCA, uma unidade em Ji-Paraná, em Rondônia, e planos de expansão.
A tradição também se preserva na cozinha. O tempero é um dos diferenciais mais reconhecidos pelos clientes e carrega a herança goiana de dona Coraci, primeira cozinheira do restaurante. A mistura com sabores acreanos resultou em uma identidade própria, facilmente reconhecida por visitantes de outros estados. “Muitos dizem que a comida lembra tempero goiano. Esse é o nosso segredinho”, conta Ana Cléia.
Para o futuro, a administradora afirma que o desafio é honrar o peso e a responsabilidade da marca Churrascaria Rio Branco. Os planos incluem seguir inovando no ambiente, no cardápio e no atendimento, sempre mantendo o cliente no centro das decisões.
Assim como o Rio Acre, que enfrenta cheias e vazantes ao longo do ano, a Churrascaria Rio Branco segue firme às suas margens, atravessando o tempo e reforçando seu papel na história e na identidade cultural de Rio Branco.
O Rio Acre, que nasce no Peru e atravessa municípios acreanos de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Rio Branco, Capixaba, Senador Guiomard e Porto Acre, é um dos principais responsáveis pelo abastecimento e pelo sustento de milhares de famílias no estado. No entanto, ao longo dos últimos anos, o manancial tem enfrentado transformações profundas, impulsionadas pelas mudanças climáticas, pelo desmatamento e pela fragilidade das políticas públicas ambientais.
Essas mudanças se refletem tanto nos períodos de cheia quanto nos de seca extrema, que têm se tornado cada vez mais frequentes, afetando diretamente comunidades ribeirinhas e bairros urbanos situados em áreas de risco da capital acreana
Segundo Victor Manoel, do Comitê Chico Mendes, Rio Branco possui um plano de contingência estruturado contra enchentes, algo inexistente até mesmo nas maiores capitais do país brasileiras. Ainda assim, o problema persiste.
“Rio Branco tem um plano de contingência contra enchentes. Esse estudo já foi feito. O que falta, na verdade, é prioridade. Falta uma leitura do material que já existe. A gente vive em um mandato político onde se prioriza muito mais a infraestrutura urbana”, avalia.
Manoel explica que, embora o poder público não tenha controle sobre o clima ou as chuvas, é responsável por não desenvolver ações que reduzem o impacto das cheias. “A prefeitura não controla a chuva nem as mudanças climáticas, mas é totalmente responsável por políticas públicas que mitiguem os impactos dessas mudanças na população e na própria máquina estatal”, completa.
Cheias atípicas e extremos cada vez mais frequentes
Em dezembro de 2025, o Rio Acre registrou uma cheia considerada atípica. De acordo com a Defesa Civil Municipal, foram acumulados 561,6 milímetros de chuva, o que representa 97% acima do esperado para todo o mês, um volume que não era observado havia pelo menos uma década.
O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão, explica que o comportamento do rio é marcado por variações extremas de vazão
“Quando o Rio Acre está abaixo de 11 metros, a vazão chega a cerca de 1 milhão e 100 mil litros de água por segundo. No outro extremo, essa vazão pode cair para cerca de 25 mil litros por segundo. A diferença é muito grande”, explica.
Foto: cedida.
Segundo ele, parte desse comportamento se deve às características naturais do rio. “O Rio Acre é um rio novo, ainda em formação, e por isso muda o curso de vez em quando”, afirma.
Desmatamento e perda da mata ciliar agravam o problema
Além das características naturais, questões ambientais agravam a situação. Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) publicado no site InfoAmazonia aponta que o Rio Acre perdeu cerca de 40% da sua mata ciliar ao longo de 55 anos, equivalente a aproximadamente 4,5 mil hectares de vegetação nativa degradada, de um total original estimado em 11,6 mil hectares.
A mata ciliar é fundamental para a regulação do rio por ajudar a conter a erosão das margens, reduz o assoreamento e permite que a água seja absorvida e liberada gradualmente.
“Ao longo do Rio Acre há muito assoreamento e desmatamento das margens. Com isso, o rio não consegue manter o nível da mesma maneira. Quando a água chega, chega de uma vez só”, explica o coronel Falcão.
Ele destaca o papel da floresta na regulação dos extremos hídrico: “A floresta segura a água no período de cheia e vai soltando aos poucos durante a seca. Além disso, evita o desbarrancamento e o aceleramento do rio. Se tivéssemos a floresta preservada ao longo do rio, não teríamos extremos tão intensos”, afirma
A vida em áreas vulneráveis: relatos de quem convive com o rio
No bairro Cidade Nova, em Rio Branco, as moradoras Vitória Yasmin, de 23 anos, e Alderina Costa, de 65, relatam as dificuldades enfrentadas durante os períodos de cheia do Rio Acre, fenômeno que se repete ano após ano e afeta diretamente a rotina de quem vive em áreas consideradas vulneráveis.
“Quando começa a encher, a gente já levanta tudo. A água é contaminada por causa do esgoto. Eu preciso ir para a casa da minha avó. Em 2015, a água chegou a subir pela parede”, conta Vitória.
Alderina relembra que, diante da recorrência das enchentes, a família precisou investir por conta própria para reduzir os riscos. Sem apoio financeiro do poder público, a solução encontrada foi adaptar a própria estrutura da casa.
“A água entrou bem aqui. Em 2015, na época, não tinha esse apartamento alto. Então a gente fez um segundo andar para ficar lá em cima quando alaga”, relata.
Segundo Alderina, a decisão de construir um segundo pavimento veio do desejo de permanecer no local onde sempre viveu. Para ela, sair da própria moradia e ser levada para abrigos distantes é uma alternativa que muitos moradores não querem enfrentar. Destaca, ainda, que não vê possibilidade de deixar a casa, pois não teria para onde ir: “Se eu pedir 100 mil, aqui na minha casa, eu não vendo. Entendeu? E se eu pedir menos de 50 mil, eu vou comprar outra onde?”, questiona.
Ela defende que o governo ofereça apoio financeiro para que as famílias possam adaptar suas casas com segurança, evitando o deslocamento forçado durante as cheias. Para Alderina, a permanência no território também representa dignidade, pertencimento e menor desgaste emocional.
As adaptações feitas pelas famílias evidenciam como a responsabilidade de lidar com os impactos das cheias acaba sendo transferida do poder público para os próprios moradores. Embora existam políticas públicas voltadas à prevenção de desastres, ainda há um hiato significativo entre o que está previsto no papel e o que, de fato, é executado.
Além disso, moradores que vivem em áreas de risco defendem que as soluções não se limitem apenas à retirada compulsória das famílias de suas casas. Para eles, é fundamental que haja diálogo, escuta e participação das comunidades diretamente afetadas, por meio de audiências públicas e espaços de debate que considerem suas realidades e necessidades. Essas populações não são culpadas pelos desastres recorrentes e precisam ser incluídas na construção das soluções.
As estratégias adotadas por famílias como a de Alderina revelam não apenas a precariedade das políticas habitacionais em áreas vulneráveis, mas também a criatividade, a resistência e a determinação de quem convive há décadas com o avanço das águas.
Diante da ausência de respostas efetivas, são os próprios moradores que buscam alternativas para proteger suas famílias e preservar o vínculo com o território onde construíram suas histórias.
Apesar do cenário preocupante, existem iniciativas públicas voltadas à prevenção e à recuperação ambiental. Em Rio Branco, foi instituído o Plano Municipal de Prevenção e Combate às Enchentes, que prevê ações como o mapeamento de áreas de risco, recuperação de áreas degradadas, melhorias na drenagem urbana e educação ambiental. No entanto, grande parte dessas medidas ainda depende de orçamento, continuidade administrativa e prioridade política.
No campo ambiental, o Governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco firmaram um acordo de cooperação técnica para fortalecer ações de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. Em 2025, por exemplo, mais de 400 mudas de espécies nativas foram plantadas em áreas de preservação permanente às margens do Rio Acre, como tentativa de conter a erosão do solo.
O estado também conta com iniciativas como o Viveiro da Floresta, em Rio Branco, responsável pela produção de mudas destinadas à recuperação de áreas degradadas e de matas ciliares em diferentes regiões do Acre. Apesar disso, estudos científicos, avaliam que as ações ainda avançam em ritmo lento diante da dimensão do problema e da frequência cada vez maior das cheias.
Limites orçamentários e desafios estruturais
De acordo com o coronel Falcão, outro entrave importante é a limitação de recursos e a complexidade das soluções necessárias.
“Não existe solução simples. Algumas ações envolvem diplomacia entre países, porque o rio nasce no Peru, e outras dependem de recursos que a Defesa Civil não tem para atender todos os problemas ao mesmo tempo”, afirma.
Ele explica que mudanças estruturais no comportamento do rio demandam tempo. “Nada pode ser mudado em menos de 10 anos. Qualquer ação que a gente faça agora não muda o cenário do Rio Acre em curto prazo”, ressalta.
O futuro do Rio Acre
O coordenador da Defesa Civil alerta ainda para projeções preocupantes. Segundo ele, o climatólogo Carlos Nobre prevê um cenário crítico para o Rio Acre até 2032, caso o modelo atual de ocupação e degradação ambiental continue.
“A gente pode enfrentar uma seca tão severa que o rio pode praticamente parar de correr, como diziam nossos antepassados”, alerta.
O problema é recorrente, que se repete ano após ano, a situação do Rio Acre evidencia que, mais do que planos e ações emergenciais, são necessárias políticas públicas transparentes, contínuas e preventivas, capazes de articular preservação ambiental, planejamento urbano e proteção social. Sem isso, moradores continuarão convivendo com cheias, secas e a incerteza de um rio cada vez mais imprevisível.
O rio sob seus pés: as pontes que conectam história, comércio e vida em Rio Branco
Ponte Metálica e Passarela Joaquim Falcão Macedo integram Primeiro e Segundo Distritos de Rio Branco e facilitam o trânsito de carros e pedestres na região
Onde centenas de pés passam, pneus deixam borracha no asfalto e bicicletas atravessam em meio aos pedestres, comerciantes contam sobre a importância e de duas das pontes mais famosas do estado.
Em destaque pela influência, tanto histórica como atual, a Passarela e a Ponte Metálica (também conhecidas, respectivamente, como Passarela Joaquim Falcão Macedo e Ponte Juscelino Kubitschek), são referências quando se trata da história e da identidade acreanas.
Passos sobre o Metal
A Ponte Juscelino Kubitschek, popularmente conhecida como “Ponte Metálica”, pode ser considerada um símbolo de resistência. Inaugurada na década de 60, é uma das principais formas de ligação entre o Primeiro e o Segundo Distrito da capital acreana. Sua construção foi um marco na engenharia para a época, em uma resposta direta ao isolamento do Segundo Distrito em relação ao centro administrativo e comercial de Rio Branco.
Antes dela, a travessia era feita, na maioria das vezes, por catraias, que limitavam o fluxo de mercadorias e pessoas. Dessa forma, a estrutura montada com treliças de aço não apenas facilitou o transporte de veículos, mas integrou definitivamente as duas margens da capital. Batizada em homenagem ao presidente do Brasil entre 1956 e 1961, a ponte tornou-se o principal corredor logístico da cidade por décadas, e resiste ao tempo e a inúmeras cheias históricas do Rio Acre, que testaram sua robustez ao longo de mais de 60 anos.
Ponte Juscelino Kubitschek. Foto: Rhawan Vital
Quem atravessa do Primeiro ao Segundo distrito, avista o imponente “Ponto Certo Agropecuária”, loja de agronegócio que há mais de dez anos dispõe de sementes, ferramentas, grãos e alimentos de diversos tipos, até maquinário pesado. Pedro Fernandes, de 30 anos, trabalha lá há dez meses e, pelo lugar estratégico em que a loja se coloca, sabe que a importância da ponte reflete no sucesso do estabelecimento e que, por ser logo em frente à uma das saídas, se coloca como uma opção mais fácil para quem procura esse tipo de mercado.
“A ponte, tanto para veículos, para pedestres e para o comércio, é muito importante. Quando a ponte fica interditada, atrapalha muito, mas o fluxo de pessoas aumentou nesse espaço depois da interdição da passarela”, diz Pedro
Cultura e Identidade sobre as águas
A passarela Joaquim Falcão Macedo, uma das primeiras na Região Norte a ser projetada exclusivamente para pedestres e ciclistas, convida a outro ritmo e se torna um local de passeios e encontros. Inaugurada em 2006, é uma ponte estaiada, ou seja, uma ponte de cabos. Com cerca de 200 metros de extensão, busca amenizar o conflito entre o tráfego pesado de carros e pedestres, e possibilitar ao cidadão o prazer de contemplar o rio.
Porém, desde 2024, a Passarela está interditada e, por ser parte do espaço, o Mercado Velho também é afetado pela reforma, com tapumes de metal espalhados pela praça que chamam mais atenção do que o próprio rio.
“A passarela é muito importante. Vejo por aí jovens escrevendo, professoras que trazem alunos para conhecer e contemplar a região. É uma passagem livre. Ela atrai vida para nossas praças, para a encosta do rio. Agora nós não temos mais isso. Não pode ficar assim.” relata Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas do Lessa há 40 anos.
Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas. Foto: Rhawan Vital
Para além da sua importância comercial e social, uma ponte também compõe histórias individuais ao fazer parte do dia a dia de quem depende delas para locomoção. Maria Bárbara, de 18 anos, voluntária em uma associação que cuida de crianças (ASBVIN), fala que a ponte é justamente algo que facilita e oferece maior comodidade para o seu trajeto de casa para o trabalho. “Uma ponte facilita muito a vida. É, literalmente, cortar um caminho. Ajuda muito depois de um dia cansativo, já que não preciso mais andar tanto”, diz a voluntária.
Essas pontes apontam para um conjunto arquitetônico que compõe a história de Rio Branco e sua caminhada para uma capital cada vez mais moderna, que utiliza a engenharia para encurtar distâncias e criar espaços de convivência. Apesar disso, elas ainda carecem de segurança e maior comodidade para os transeuntes que podem ficar à mercê de assaltos, chuvas e sol. Seus vãos não sustentam apenas o peso de quem passa, mas sustentam a história de um povo que aprendeu a construir caminhos sobre os desafios vividos na Amazônia.
Casa do Rio consolida proposta de gastronomia e música às margens do Rio Acre
Gastronomia regional, música ao vivo e vista privilegiada transformam a beira do Rio Acre em um dos principais pontos de encontro e lazer de Rio Branco
Entre a calmaria das águas do Rio Acre e o som que toma conta do fim de tarde, a Casa do Rio se firmou como um dos espaços de lazer e gastronomia de Rio Branco. De frente para um dos principais marcos naturais da capital, o gastrobar reúne culinária regional, música ao vivo e vista para o rio em um mesmo cenário.
Localizado no bairro da Base, o estabelecimento oferece programação musical e eventos temáticos voltados ao público que busca gastronomia regional e entretenimento. No cardápio, há destaque para pratos com peixes de rio, opções com tucupi e receitas inspiradas na culinária acreana.
O quibe de arroz e o quibe macaxeira estão entre os itens mais vendidos, considerado o prato mais procurado pelos clientes. Já entre os pratos principais, um dos destaques é o tambaqui mergulhado. Os preços variam a partir de R$34,00 variando conforme o prato.
Caldinho de feijão. Foto: arquivo pessoal
Inaugurado em 2019, o espaço nasceu da proposta de reunir gastronomia e música em um ponto tradicional da cidade. Nascida e criada no bairro da Base, a proprietária Izabel Dantas idealizou o empreendimento inspirado na história da comunidade onde cresceu.
“Nasci e me criei no bairro da Base. Sempre tive o sonho de fazer algo que ficasse na história do meu bairro. A Casa do Rio também trouxe visibilidade para a comunidade”, afirma.
Além da gastronomia, a programação musical é uma das principais atrações da casa. O espaço recebe apresentações frequentes de artistas locais, que recebem cachê pelas apresentações, incentivando a presença de músicos da cidade na programação do estabelecimento.
Segundo a proprietária, o público que frequenta o espaço é majoritariamente das classes A e B, e o movimento semanal costuma variar entre 100 e 1.500 pessoas, dependendo da programação e do período.
A localização às margens do Rio Acre também influencia a rotina do estabelecimento. Durante o período de cheias, comuns na região, quando o rio transborda, o funcionamento da casa precisa ser suspenso temporariamente.
Feijoada. Foto: arquivo pessoal
Atualmente, a Casa do Rio funciona às quartas e quintas-feiras a partir das 16h. De sexta a domingo, o espaço abre às 11h e mantém programação ao longo do dia e da noite, especialmente nos fins de semana, quando o movimento é mais intenso.
Com a proposta de unir gastronomia, música e a paisagem do Rio Acre, a Casa do Rio transformou a beira do rio em ponto de encontro para moradores e visitantes da capital.