Por Maria Niélia Magalhães, Sérgio Corrêia e Gabriela Queiroz
Em meio a uma das piores secas dos últimos anos, o Rio Acre atingiu nesta semana a marca de 1,48 metro, segundo dados do site De Olho no Rio. O nível está apenas 25 centímetros acima da menor cota já registrada na história, de 1,23 metro em 2024. Além disso, o consumo de água em Rio Branco continua acima do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o que agrava ainda mais os impactos da estiagem sobre o abastecimento da população.
De acordo com relatório da Unesco, cada pessoa deveria consumir, em média, 110 litros de água por dia. Enquanto isso,segundo o Ministério da Saúde e organizações internacionais, varia entre 150 e 200 litros por dia. Na capital do estado, a realidade é bem diferente.
Mesmo com produção suficiente para abastecer toda a população, o município opera em regime de rodízio devido ao uso excessivo, perdas no sistema e desperdício.
Nível do Rio Acre é crítico. Foto: De Olho no Rio
Segundo o diretor-técnico do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Antônio Lima, considerando esse parâmetro e a população de aproximadamente 364 mil habitantes em Rio Branco, a produção necessária para suprir a demanda diária seria de 72.800 metros cúbicos. No entanto, a produção atual é muito superior: são cerca de 138.240 metros cúbicos por dia, o que representa 1.600 litros por segundo, .
No bairro Calafate, Humberto Barboza, 51 anos, convive há 15 anos com a incerteza do abastecimento: “quando cheguei aqui, a falta d’água era tão comum que os mais antigos já nem reclamavam mais”, conta.
Em sua casa, três caixas d’água tentam garantir o abastecimento para sua família, de três pessoas. “A gente aprendeu a se virar, mas tem períodos que fica difícil mesmo com as caixas”, relata Humberto, que já pensou em perfurar um poço artesiano. “Fiz orçamento, mas é muito caro. Aqui no Calafate teria que cavar mais de 50 metros para achar água, e o custo passa dos R$15 mil.”
Consciente da escassez, Barboza adotou hábitos rígidos de economia como nunca lavar a calçada com mangueira, só com balde. “Água para mim é coisa séria, não dá para desperdiçar. Se tivéssemos reservatórios, como grandes lagos na cidade, ninguém passaria necessidade”, conta
Devido escassez, população precisa se conscientizar. Foto: reprodução
Apesar da capacidade de produção, o fornecimento contínuo não é garantido para toda a população. O motivo, está nas perdas operacionais, desperdício e uso indiscriminado da água. “Mesmo com essa produção, não é possível atender 100% dos habitantes, e por isso atuamos com sistema de rodízio em algumas localidades”, afirma o diretor do Saerb.
Desperdício de água é muito frequente. Foto: reprodução
Medidas contra o desperdício
Para enfrentar esse cenário, o Saerb vem implementando ações como a resolução aprovada pela Agência Reguladora do Estado do Acre (Ageac), que determinou o uso obrigatório de boias nas caixas d’água a partir de agosto de 2025. Outra medida é o recadastramento de usuários, que visa adequar tarifas conforme o tipo de consumo e volume real utilizado.
“Temos uma Lei Municipal desde 2005 que autoriza o corte no fornecimento após notificação e aplicação de multa por desperdício”, explica Antônio Lima, diretor do Saerb. E complementa: “Paralelamente, estamos priorizando a agilização das manutenções em adutoras e redes de distribuição para reduzir as perdas técnicas no sistema.”
Divulgação/Saerb
Uma campanha educativa também está em andamento. Em novembro, será lançada a ação Agente 00CAT – Zero Gato D’Água, para estimular denúncias de desperdícios e irregularidades no uso da água. O canal de atendimento via WhatsApp (68 3212-7438) está ativo para receber essas notificações.
Alerta da Defesa Civil
O Rio Acre é a principal fonte de abastecimento de Rio Branco e está enfrentando uma crise hídrica severa. Para o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, o momento exige responsabilidade coletiva.
“Se não mudarmos nossos hábitos, teremos consequências ainda mais graves nos próximos anos”, alerta. Segundo ele, existe a previsão de uma cota zero do Rio Acre até 2032, caso o desmatamento continue avançando nas margens do rio.
Coronel Cláudio Falcão. Foto: Maria Niélia
Em termos científicos, a “cota zero” é o nível mínimo de um rio em que a captação de água se torna inviável para consumo, abastecimento e navegação. Isso significa que a altura da lâmina d’água está tão baixa que não é mais possível retirar água de forma segura e eficiente para uso humano, animal ou industrial.
O coronel explica que cerca de 40% das margens do rio já foram desmatadas. Isso impede a retenção de água no período chuvoso e potencializa as secas severas.
“O Rio Acre está em constante formação geológica. Pequenas represas não resolvem. Precisamos de reservatórios grandes, com planejamento a longo prazo. Mas isso só será possível com vontade política e o engajamento da população”, defende.
Reservatórios de emergência
Entre as propostas em estudo pela Defesa Civil, Prefeitura e Saerb está a construção de grandes represas para armazenar a água captada nas cheias. A ideia é criar reservatórios com cerca de 700 hectares de lâmina d’água, que garantiriam o abastecimento da capital durante os períodos críticos.
“Hoje, uma família de quatro pessoas consome, em média, 23 mil litros por mês. É mais que o dobro do necessário”, alerta Falcão. Além do consumo exagerado, práticas como queima de lixo agravam ainda mais os impactos da seca.
A Defesa Civil também observa que os extremos climáticos se intensificam. A ausência de fenômenos como La Niña ou El Niño causou chuvas inesperadas em abril. A partir de agosto, especialistas temem que o El Niño volte a ganhar força, elevando o risco de enchentes em dezembro.
“O baixo nível atual do rio é um prenúncio de cheias futuras. Precisamos estar preparados para ambos os extremos”, adverte.
Com um dos menores fluxos de visitantes do país em 2023, segundo dados mais recentes do Ministério do Turismo e da Embratur, o Acre enfrenta o desafio de fortalecer sua presença no cenário turístico nacional e internacional. Diante desse cenário, guias e demais profissionais do setor buscam alternativas para inovar, diversificar as ofertas e manter a atividade em funcionamento. Nesse contexto, compreender o perfil de quem escolhe visitar o estado se torna uma etapa estratégica para orientar ações de reposicionamento e impulsionar o turismo local.
Segundo o guia de turismo Tássio Fúria, o perfil predominante dos turistas atendidos está entre 25 e 45 anos, faixa etária que concentra a maior parte do público. Além da idade, outro ponto também chama atenção: diferente do que se imagina, muitos visitantes chegam sozinhos. “Eu atendo bastante gente solo. Depois vêm casais, famílias e grupos de amigos, nessa ordem”, conta.
Guia de Turismo Tássio Fúria Foto: arquivo pessoal
O destaque vai para mulheres que viajam sozinhas, em busca de experiências mais seguras e planejadas. “Com a presença de um guia, muitas mulheres conseguem visitar lugares que sozinhas não iriam”, relata.
Os turistas que chegam ao Acre, geralmente, passam por Belém ou Manaus e vêm com expectativas ligadas à Amazônia: floresta, aldeias indígenas, rios e animais estão entre os principais atrativos.
“O que mais atrai esses turistas, primeiro, são as aldeias. As pessoas querem muito ter contato com as etnias; quanto mais cultural parecer, melhor para elas”, explica o guia.
Além disso, a natureza e a fauna despertam curiosidade. “Se a pessoa entra na floresta e consegue ver uma cobra, uma preguiça ou um boto na água, isso é satisfatório para elas”, comenta.
Os pratos típicos também fazem parte do roteiro dos visitantes. Eles não saem daqui sem experimentar tacacá, baixaria, peixe e suco de cupuaçu.
Turistas no mercado quebrando castanha Foto: Tássio Fúria
O guia conta ainda que muitos turistas se surpreendem ao conhecer a cidade. Muitos chegam a acreditar que tudo é apenas floresta e se deparam com uma realidade diferente do que imaginavam.
“Se impressionam com o centro organizado, as distâncias curtas, o fato de em 15 minutos do hotel estarem dentro de uma área de floresta, como também de haver espaços de visitação gratuitos com guiamento, são pontos que chamam a atenção deles”, relata.
O turismo visto de dentro
Quem mora no estado costuma enxergar o turismo de forma diferente. Para muitos acreanos, os atrativos locais fazem parte do cotidiano e, por isso, acabam passando despercebidos ou sendo subestimados.
“O acreano é também um turista na própria terra. Ele desconhece as potencialidades do lugar onde vive e, muitas vezes, subestima o que tem aqui”, afirma Fúria.
Nesse contexto, o desafio é apresentar os mesmos destinos sob outra perspectiva. Assim, o acreano tende a buscar trilhas, atividades de aventura, roteiros alternativos, eventos culturais e experiências de lazer que ofereçam novidades dentro do que já é conhecido. Para estimular esse interesse, o guia afirma que cria propostas específicas voltadas ao público regional, explorando novas formas de vivenciar o estado.
“Entre os períodos de chegada de visitantes, eu fico inventando coisas para proporcionar lazer, entretenimento e conscientização para o público local”, relata.
Trilha na Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá Foto: arquivo pessoal
Dessa forma, o turismo, para quem mora no Acre, deixa de ser apenas visita a pontos turísticos tradicionais e passa a ser uma forma de redescoberta do próprio território, revelando que o estado guarda experiências que nem sempre são percebidas por quem convive com elas todos os dias.
Em meio aos dados e números apresentados, permanece a pergunta: a escassez de turistas no Acre é resultado da falta de investimentos consistentes, de sua localização geográfica e das dificuldades de acesso, ou de um conjunto mais amplo de fatores que ainda precisam ser enfrentados?
A equipe do jornal A Catraia entrou em contato com a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo do Acre (Sete) para comentar os dados e esclarecer as estratégias adotadas pelo governo para ampliar o fluxo de visitantes no estado. Até o fechamento desta edição, no entanto, não houve retorno.
Presente em padarias, feiras livres, lanchonetes, festas e até nas bicicletas de vendedores ambulantes que circulam com caixas térmicas pelas ruas de Rio Branco, o quibe se tornou parte do cotidiano alimentar no Acre. A versão mais emblemática dessa popularização é o quibe de macaxeira, adaptação regional que substitui o trigo pela raiz amazônica e consolidou o salgado como símbolo da identidade culinária local.
Originalmente preparado na região do Levante, área que abrange países como Líbano e Síria, o quibe é feito com carne de cordeiro, trigo para quibe (bulgur), hortelã e especiarias, podendo ser assado ou frito.
A receita chegou ao Brasil com imigrantes sírios e libaneses entre o fim do século XIX e o início do século XX e, ao longo do tempo, passou por adaptações conforme os ingredientes disponíveis e os hábitos alimentares locais.
No Acre, a transformação foi além da simples substituição de itens. Surgiram versões que dialogam diretamente com a cultura alimentar amazônica, como o quibe de arroz e, principalmente, o de macaxeira também conhecida como mandioca ou aipim. Ao trocar o trigo pela raiz ralada ou amassada, o salgado ganhou textura mais macia por dentro, crocante por fora e sabor mais suave, criando uma identidade profundamente regional.
Quibe de arroz, alternativa criativa e econômica, que reaproveita ingredientes do dia a dia sem perder sabor. Foto: arquivo pessoal
Segundo o historiador Francisco Bento da Silva, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), a culinária é uma das expressões mais visíveis da mistura cultural. “A comida muda tanto quanto as pessoas que migram”, afirma.
Para ele, a presença da macaxeira na receita representa a incorporação de saberes indígenas e amazônicos a um prato de origem árabe. “Não é apenas uma troca de ingrediente; é um encontro de histórias.”
Além da base diferente, o quibe acreano apresenta temperos próprios, formatos variados e recheios adaptados ao gosto local, carne bem temperada, cheiro-verde e pimenta regional.
Em Rio Branco, o salgado é facilmente encontrado em padarias de bairro, mercados, lanchonetes e feiras populares. O preço varia conforme o tamanho e o ponto de venda, mas, em média, custa entre R$5 e R$10 a unidade.
Em festas e encomendas, também aparece em versões menores, servidas como salgado de evento. Vendedores ambulantes ajudam a manter viva a tradição, levando o produto para diferentes bairros e reforçando sua presença na rotina urbana.
Nutrição e sabor
Do ponto de vista nutricional, a composição varia conforme a receita e o modo de preparo. De acordo com a nutricionista Flávia Dias, o quibe feito com trigo combina carboidrato complexo e proteína, oferecendo fibras, vitaminas do complexo B, ferro e zinco. Já a versão com macaxeira é fonte de energia e naturalmente sem glúten, podendo ser alternativa para pessoas com restrição ao trigo.
Quibe de trigo, versão tradicional, preparada com trigo para quibe e temperos clássicos da gastronomia árabe. Foto: reprodução
As versões fritas concentram mais gordura e calorias, enquanto o quibe assado tende a ser mais equilibrado. A recomendação é priorizar carnes magras, incluir vegetais na massa e utilizar ervas frescas para agregar valor nutricional.
Quibe cru, preparação típica da culinária árabe, servida crua, com carne fresca, trigo hidratado e especiarias. Foto: reprodução
O quibe no Acre hoje supera a tradição original para abraçar a diversidade local. Com versões que utilizam trigo, arroz ou macaxeira, o salgado demonstra a capacidade de adaptação da gastronomia do estado.
O prato deixou de ser apenas uma herança do Oriente Médio para se tornar um símbolo da identidade acreana, unindo o saber dos imigrantes aos ingredientes da floresta. Consolidado no cotidiano de Rio Branco, o quibe com sotaque amazônico segue em constante evolução, sem apagar as memórias que o trouxeram até aqui.
A prática de trilhas tem ganhado cada vez mais espaço no Acre, impulsionada pelo interesse em atividades ao ar livre e pelo contato direto com a floresta amazônica. Em meio a esse crescimento, a ética da aventura baseada em segurança, preparo e responsabilidade coletiva torna-se fundamental para evitar riscos e garantir experiências positivas na natureza.
Trilhas são caminhos utilizados para caminhadas em ambientes naturais e têm origem muito antes do lazer. Povos indígenas, seringueiros e comunidades tradicionais já utilizavam esses percursos como rotas de deslocamento e sobrevivência. Com o passar do tempo, especialmente a partir do século XX, a prática passou a ser associada ao ecoturismo e às atividades de aventura, sendo conhecida em outros países como hiking, caminhadas curtas feitas no mesmo dia, e trekking, percursos mais longos que envolvem pernoite.
No Brasil, as trilhas ganharam maior visibilidade a partir da criação de parques e unidades de conservação ambiental. No Acre, muitas rotas acompanham antigos caminhos da floresta e ainda apresentam grande potencial para o ecoturismo, como ocorre no Horto Florestal, em Rio Branco, onde trilhas são utilizadas tanto para lazer quanto para educação ambiental.
Segundo o guia de trilhas Tassio Fúria, o envolvimento com atividades ao ar livre começou ainda no ciclismo e foi se aprofundando ao longo dos anos. “Especificamente com trilhas, dá para dizer que comecei em 2018”, afirma. Para atuar profissionalmente, ele explica que é necessário realizar um curso técnico e estar registrado no Cadastro do Ministério do Turismo, o que permite atuar legalmente em segmentos como o ecoturismo.
Guia de trilhas Tássio Fúria. Foto: Raíça Sousa
A segurança coletiva é um dos pontos centrais destacados pelo guia. De acordo com Tassio, abandonar um integrante durante a trilha é uma falha grave na condução da atividade. Ele explica que cabe ao guia organizar o grupo de acordo com a proposta do percurso, controlar o ritmo e garantir que todos permaneçam juntos do início ao fim.
O tema do abandono em trilhas chama atenção para os riscos da prática sem planejamento adequado. Em situações relatadas por praticantes, pessoas já foram deixadas para trás por não conseguirem acompanhar o ritmo do grupo, o que aumenta significativamente o risco de acidentes, desorientação e exposição a animais silvestres, especialmente em áreas de floresta fechada.
A diretora-geral da TV5, Simone Oliveira, de 39 anos, pratica trilhas há cerca de três anos e relata que a experiência começou a partir de um convite para participar de uma competição. “Foi amor à primeira ida”, conta. Formada em Educação Física, ela passou a levar alunos de um projeto solidário para as trilhas como forma de incentivo à atividade física.
Simone Oliveira, trilheira. Foto: cedida
Entre as experiências mais marcantes, Simone destaca uma trilha em que acompanhou uma aluna que pesava 115 quilos. “Ela conseguiu concluir o percurso. Todos nós choramos na linha de chegada”, relembra. Para ela, a trilha é uma atividade que deve ser feita em grupo, como forma de incentivo e superação do sedentarismo.
A ética na aventura, segundo Simone, está diretamente ligada ao cuidado com o outro. “É não deixar o grupo para trás, ajudar nos obstáculos e cruzar a linha de chegada todos juntos”, afirma. Ela reforça que cada participante tem seu próprio ritmo e limitação, e que o apoio coletivo faz toda a diferença para a conclusão do percurso.
O preparo antes da trilha também é citado como essencial. Simone destaca o uso de blusa de manga, calça, calçado adequado e alimentação leve antes do início da atividade. Para quem está começando, o conselho é simples: “Vá com calma, tenha cautela e esteja sempre ao lado de alguém de confiança que já tenha experiência”.
Outro fator que interfere diretamente na segurança é o clima amazônico. Durante o período chuvoso, áreas alagadiças fazem com que animais busquem locais mais secos, aumentando a possibilidade de encontros com cobras, insetos e outros animais silvestres. Nessas condições, as atividades ao ar livre ficam mais limitadas e exigem ainda mais atenção.
A experiência de trilha no Horto Florestal, em Rio Branco, reforça o caráter educativo da atividade. Considerada de nível fácil, a trilha pode ser feita em poucos minutos, mas costuma se estender por mais tempo devido às paradas para orientações e explicações. Durante o percurso, o guia recomenda o uso de roupas coloridas para facilitar a visualização do grupo e alerta sobre cuidados básicos de segurança.
Guia de trilhas Tássio Fúria. Foto: Raíça Sousa
Além da segurança, a trilha se transforma em um espaço de aprendizado ambiental. Ao longo do trajeto, os participantes conhecem rios, aprendem sobre a extração da borracha das seringueiras e observam a fauna local, fortalecendo a relação de respeito com a floresta.
Mais do que uma atividade física, as trilhas no Acre mostram-se uma experiência de convivência e conscientização ambiental. Nesse contexto, a ética da aventura se consolida como um princípio essencial para que a prática aconteça de forma segura, responsável e sustentável.