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Corriqueiras

Curativo 100% biodegradável leva estudantes do Ifac à COP30

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Por Fernanda Maia, Gabriel Vitorino e Jhenyfer Souza

No Instituto Federal do Acre (Ifac) em Sena Madureira, estudantes desenvolveram um curativo biodegradável feito a partir da taboca, espécie de bambu abundante na região amazônica. 

O projeto será apresentado na prévia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece este ano em Belém (PA), em novembro, e pretende mostrar ao mundo uma alternativa sustentável para a proteção das feridas. 

A ideia surgiu a partir de estudos feitos durante o doutorado do professor Marcelo Ramon, graduado em Química pela Universidade Federal de Alagoas – Ufal. Doutor em Biodiversidade e Biotecnologia com ênfase em Nanobiotecnologia pela Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal. Ele percebeu que a substância extraída da taboca, carboximetilcelulose (CMC), podia formar uma película semelhante ao plástico. O material, que parecia inviável por ser solúvel em água, se tornou a chave para um curativo capaz de se dissolver em contato com sangue ou secreções.

Além disso, apesar de ser considerada uma praga por produtores rurais devido aos espinhos, a taboca foi escolhida por apresentar vantagens ecológicas. O professor destaca que o Acre detém a maior concentração ‘tabocal’.

‘’A taboca cresce muito rápido, até 20 centímetros por dia. Em cinco anos, você já tem uma floresta recomposta. Tem taboca na África e Ásia, mas nada se compara ao que temos na Amazônia. E dentro da Amazônia, o Acre é o estado que mais concentra essa espécie”, explicou.

Curativo

O curativo foi reforçado com nanogotículas extraídas de óleos de copaíba e andiroba, que são conhecidos por suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias. 

Segundo Ramon, essa combinação ajuda na cicatrização e cria um produto sustentável, diferente dos curativos tradicionais, feitos à base de petróleo e nocivos ao meio ambiente. “Enquanto o band-aid serve apenas como barreira, o nosso curativo atua diretamente na regeneração do tecido exposto”, explica.

Veja abaixo o passo a passo de produção do curativo:

  1. Coleta da taboca na floresta amazônica;
  2. Transformação da fibra vegetal em carboximetilcelulose (CMC), um pó fino que forma um gel em contato com a água;
  3. Adição de nanopartículas de prata (com ação bactericida) e nanoemulsões de óleos essenciais de copaíba e andiroba, que têm propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes;
  4. Desidratação do gel em estufas, que forma uma película sólida e transparente;
  5. Aplicação na pele, e nesta etapa o curativo se transforma novamente em gel e é absorvido pela ferida.

Expectativas

A criação do produto também contou com a ajuda de estudantes do Ifac de Sena Madureira e, para eles, o projeto vai além da pesquisa em laboratório.

João Augusto Nascimento, que entrou no IfacC ainda no ensino médio, afirma que a experiência mudou sua forma de ver a ciência. “Mostra que a pesquisa pode nascer dentro da escola pública e gerar soluções reais a partir da Amazônia”, afirma. 

Já a aluna Jordana Batista, outra integrante do grupo de pesquisa, destaca o orgulho em representar o projeto na conferência. “Ver nosso trabalho chegar à COP30 mostra que a região tem potencial para inspirar outros estudantes que se interessam por ciência’’. 

Apesar do avanço, a produção em larga escala ainda depende de investimentos e de equipamentos industriais. Hoje, o grupo trabalha em nível laboratorial, mas vê na COP30 a chance de atrair investidores e parcerias. 

A expectativa é de que o curativo ganhe visibilidade internacional e mostre que ciência, sustentabilidade e saúde podem caminhar juntas a partir do Acre.

Redação

AMOR EM QUATRO PATAS

A adoção de pets como equilíbrio entre responsabilidade afetiva e social

Com 65 animais disponíveis no Centro de Controle de Zoonozes de Rio Branco, busca por novos lares para cães e gatos adultos visa combater o abandono

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Por Lis Gabriela e Rhawan Vital

O cenário no Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) de Rio Branco reforça uma triste realidade: muitas pessoas dão preferência à adoção de filhotes para serem seus novos pets, enquanto cães e gatos adultos enfrentam longos períodos de espera em canis e gatis. Além da questão afetiva, a adoção desses animais também pode ser considerada uma decisão que auxilia na saúde pública e no manejo populacional desses animais no ambiente urbano.

Nesse contexto, foram instituídos os CCZs, com o objetivo de focar na vigilância epidemiológica e no controle de doenças que podem ser transmitidas por animais ao ser humano, como raiva e leishmaniose, além de casos em que os animais apresentam risco aos tutores ou agressividade. Mas, apesar de sua função inicial, essas unidades se tornam lares temporários e, por muitas vezes, permanentes para diversos animais.

Cães e gatos adultos aguardam por uma nova chance de recomeço nos canis e gatis do Centro de Controle de Zoonoses de Rio Branco. Foto: Rhawan Vital

De acordo com o agente de Vigilância em Zoonoses, Joel Pereira, do Centro de Zoonoses de Rio Branco, a busca por outra condição de vida para os animais é um objetivo a ser atingido, seja em um lar ou um ambiente adequado, para que recebam o devido carinho. Os animais adultos, quando acolhidos, também proporcionam uma experiência única para o tutor. Além disso, a quebra do ciclo de abandono passa, obrigatoriamente, pela educação da sociedade e pelo reconhecimento do animal a ser adotado. Escolher um animal adulto é priorizar a consciência ao invés de uma fase momentânea com um pet.

Dessa forma, a cultura da adoção é um indicativo de maturidade social. Ao escolher adotar, as pessoas deixam de ser apenas espectadores do problema do abandono para se envolver de forma ativa na solução. “Ter um bicho de estimação é bom, porque você tem companhia sempre. Também te faz ter um senso de responsabilidade que não tinha antes. Pra mim, é uma companhia que nunca incomoda”, afirma Álvaro Bagnara, tutor dos gatos Cheddar e Grafite.

Além da vigilância em saúde pública, o CCZ também se torna lar temporário e, muitas vezes, permanente, para animais vítimas do abandono. Foto: Rhawan Vital

Álvaro conta sobre seus gatos: Grafite foi adotada ainda filhote, então passou por uma fase de criação e ensinamentos, desde o onde se alimentar à caixa de areia. Já Cheddar chegou um pouco mais tarde na família, já adulto e após ser abandonado pelos antigos tutores, mas mesmo assim não deixou de entregar amor. Em relação à adaptação, o tutor dos felinos conta que o tempo bastou para que houvesse um entendimento de que compartilhavam o mesmo lugar.

“No começo a Grafite brincava muito de perturbar o Cheddar, que sempre foi muito quieto e na paz. Com o passar do tempo, apesar do Cheddar continuar no seu cantinho, a Grafite entendeu que eles moravam juntos. Ela não deixou de perturbá-lo, mas o Cheddar começou a revidar. Essa foi a diferença com o passar do tempo” conta Álvaro, de forma animada.

Adoção responsável

O CCZ de Rio Branco conta com 65 animais disponíveis para adoção, sendo eles cães e gatos, filhotes e adultos. Entre eles estão: 40 cães adultos, oito filhotes, 11 gatos adultos e seis filhotes. Os animais são vacinados e têm carteirinhas próprias, prontos para que seus tutores acompanhem e cuidem de maneira adequada, de acordo com datas e mutirões de vacinação disponíveis no futuro.

A adoção responsável transforma realidades: para quem adota, nasce um vínculo; para quem é adotado, surge a oportunidade de um lar. Foto: Rhawan Vital

A adoção pode ser feita de segunda a sexta-feira, entre as 7h e as 17h, e necessita que o interessado tenha mais de 18 anos, apresente o documento oficial e assine o termo de adoção responsável, documento que valida a adoção e a responsabilidade do novo dono do pet.

Ao retirar um animal adulto de um centro, o cidadão contribui diretamente para a redução da superlotação (tanto das ruas, quanto dos abrigos e CCZs) e permite que o Estado e outros profissionais da área veterinária direcionam recursos para outras frentes de saúde e bem-estar animal. É importante ressaltar que a adoção é um ato de responsabilidade civil, e não deve ser confundida apenas com uma boa ação.

Redação

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ESTAMOS DE VOLTA

Jornal A Catraia volta a navegar em 2026 com Rio Acre no centro das histórias

O jornal-laboratório da Ufac chega à 21ª edição com proposta editorial e visual renovadas, mantendo as matérias cotidianas e adotando o Rio Acre como fio condutor das pautas especiais

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Por Diogo José 

A sociedade nasce da água, escorre, se junta e ganha forma. É por essas águas, que carregam histórias e sonhos, que a catraia transporta vozes, perguntas e sentidos. Com essa premissa, o jornal-laboratório A Catraia, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac), chega à sua 21ª edição, em 2026, marcando o retorno de um dos principais espaços de prática jornalística e formação de profissionais, agora com uma proposta editorial e visual renovadas.

Além das notícias cotidianas, chamadas de corriqueiras, a edição deste ano traz matérias especiais inspiradas no Rio Acre, elemento central da formação histórica, social, cultural e econômica do estado. O rio funciona como eixo temático que atravessa diferentes editorias, conectando pautas de política, cultura, meio ambiente, economia, esporte e sociedade, sem perder o compromisso com a notícia, a crítica e a escuta.

O Rio reúne atividades em seu entorno, como na imagem, onde um grupo se reúne para praticar capoeira. Foto: Wellington Vidal.

Presente há mais de duas décadas na disciplina de Jornal Laboratório, o jornal A Catraia acompanhou gerações de estudantes e funciona como um espaço fundamental de formação profissional. É ali que muitos alunos têm o primeiro contato direto com a rotina do jornalismo, vivenciando processos de apuração, entrevistas, produção de texto, edição e trabalho em equipe, experiências que, para parte da turma, ainda não haviam ocorrido no mercado profissional.

Para a professora da disciplina e coordenadora do jornal, Giselle Lucena, o retorno do projeto movimenta todo o curso. Segundo ela, o Jornal Laboratório concentra expectativas tanto de professores quanto de estudantes, justamente por refletir o percurso formativo vivido ao longo da graduação. 

“Tudo aquilo que os alunos aprenderam até aqui aparece nesse momento. O produto desenvolvido na disciplina acaba sendo um espelho do curso, com seus acertos, desafios e possibilidades”, afirma.

Giselle Lucena, professora da disciplina e coordenadora do jornal A Catraia. Foto: Arquivo pessoal.

Ela destaca que o espaço vai além da simulação do mercado. “Ao mesmo tempo em que buscamos reproduzir a dinâmica do mercado, o Jornal Laboratório também é um lugar de liberdade criativa. É o momento de experimentar formatos, propor outras narrativas e pensar novos modelos de jornalismo, algo que muitas vezes não foi possível em outras disciplinas”, completa.

A experiência prática também é percebida pelos estudantes envolvidos na produção. Para Wellington Vidal, repórter do A Catraia e, nesta edição, gestor de redes sociais, o jornal representa uma oportunidade de crescimento profissional e inovação. 

“Contar histórias de pessoas e lugares do nosso estado, sobretudo com o tema rio como eixo, que é algo que vivenciamos de perto todos os anos, é um desafio que torna-se enriquecedor no meu processo de formação e abrange ainda mais a diversificação da escrita”, afirma.

Wellington Vidal, repórter e gestor de redes sociais da 21ª edição do jornal A Catraia. Foto: Arquivo Pessoal.

Ele ressalta o investimento nas plataformas digitais. “A rede social é o elo que liga tudo, por meio dela a equipe está buscando inovar com produções de vídeos e web reportagens, além de trazer uma nova identidade visual pro jornal”, completa.

Essa renovação também se reflete na repaginação do site e na nova logo do jornal. A identidade visual aposta em traços mais crus, referências amazônicas e uma estética de caráter mais vanguardista, que dialoga diretamente com o território, o rio e a proposta editorial da edição. A mudança marca uma nova fase do jornal, sem romper com sua história.

Identidade visual da edição de 2026 do jornal A Catraia. Imagem: Diogo José.

Nesta edição, a proposta editorial também se materializa na organização das editorias, que passam a dialogar diretamente com o eixo do rio e seus significados:

Rio Acre como pauta

O doutor em Ciência Ambiental e professor do curso de Jornalismo da Ufac, Maurício Bittencourt, reforça que a escolha do Rio Acre como eixo central amplia o papel do jornalismo. Para ele, o rio é essencial para a identidade acreana e para a vida cotidiana da população. “O Rio Acre é fundamental para o transporte, a produção agrícola e o abastecimento de água. Milhares de pessoas dependem diretamente dele”, explica.

Segundo o professor, o jornalismo pode contribuir para uma cobertura que vá além dos períodos de cheia ou seca. “É preciso debater a preservação das nascentes, das matas ciliares e a responsabilidade das cidades em não poluir um manancial que abastece a população. O Rio Acre também é um rio internacional, o que amplia ainda mais os temas possíveis de abordagem, como fronteiras, entre outros”, destaca.

Assim, em 2026, A Catraia volta a navegar, levando informação à sociedade acreana, formando novos profissionais e acompanhando o fluxo do Rio Acre, como sempre foi: em movimento!

Redação

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Corriqueiras

O futuro da escrita na era digital

Entre teclados e telas, especialistas destacam que a escrita à mão ainda fortalece memória, criatividade e identidade cultural. Foto: Gabriela Queiroz

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Por Maria Niélia Magalhães, Sérgio Corrêia e Gabriela Queiroz

Das cartas que cruzaram continentes aos aplicativos de mensagens instantâneas, a transição da escrita manual para a digital reflete mais do que uma evolução tecnológica — revela uma transformação profunda em como nos comunicamos, aprendemos e até mesmo como processamos informações. Enquanto especialistas debatem os impactos cognitivos e culturais dessa mudança, neurologistas, educadores e alunos avaliam os prós e contras de cada meio.

“Quando o aluno escreve à mão, ele pensa melhor no que está registrando, organiza o que é mais importante”, afirma a professora Cyndi de Oliveira Moura, 29 anos, formada em Letras pela Universidade Federal do Acre – Ufac e docente de Língua Portuguesa no ensino fundamental. Ela observa no dia a dia os efeitos da escrita manual: “alunos que anotam no caderno conseguem relembrar mais facilmente aquilo que foi explicado em sala.”

Ela destaca que a caligrafia também está ligada à criatividade, pois exige atenção e paciência. Mas nota que os estudantes atuais enfrentam dificuldades: “Eles são impacientes e querem escrever tão rápido quanto pensam. A escrita exige paciência e reflexão, mas o uso excessivo das telas acelera demais o pensamento.”

Apesar disso, a professora não vê a tecnologia como inimiga, e sim como ferramenta que precisa ser equilibrada com a escrita manual: “Os recursos digitais ampliam possibilidades, mas sem criticidade se limitam a cópias rápidas e informações superficiais. O ideal é equilibrar os dois mundos: o papel ajuda a refletir, enquanto a tecnologia prepara para o século XXI.”

Foto: Gabriela Queiroz

O advento da tecnologia digital transformou profundamente a maneira como registramos e comunicamos ideias. Se por um lado a digitação se tornou predominante pela sua praticidade e velocidade, por outro, a escrita manual resiste como prática fundamental – não por nostalgia, mas por seu impacto comprovado na cognição e no desenvolvimento cerebral. 

A voz do estudante

Para Letícia Kelly, aluna do 2º ano do ensino médio de uma escola pública em Rio Branco, a escrita à mão continua sendo indispensável no seu processo de aprendizagem. “Eu prefiro escrever no caderno, porque fazer anotações melhora minha memória. Quando escrevo no celular, não consigo guardar tanto na mente”, afirma.

Elaborar pequenos textos e mapas mentais no papel facilita a memorização de detalhes importantes, segundo Kelly. “Infelizmente, as pessoas estão abandonando a escrita à mão, e isso é muito ruim, pois terão uma memória mais curta. Eu não consigo parar de escrever à mão, porque me ajuda a memorizar as coisas”, completa a estudante.

Atividade da aluna do 2º ano do Ensino Médio, Letícia Kelly. Foto: Maria Niélia

Não se trata de idealizar o passado ou desconsiderar os avanços tecnológicos. Afinal, todos nós aproveitamos a agilidade das mensagens instantâneas para nos conectar com quem está longe. No entanto, especialistas alertam: a caligrafia ativa regiões do cérebro relacionadas à memória e à criatividade de um modo que o teclado não consegue replicar.

Cenário Internacional

Pesquisas recentes confirmam que a escrita manual continua exercendo um papel fundamental no aprendizado. Um estudo norueguês, citado pela DW Brasil na reportagem Escrever à mão ajuda no aprendizado, aponta estudo, mostrou que escrever manualmente aumenta a atividade cerebral justamente nas regiões ligadas à memória e ao processamento motor e visual, favorecendo uma compreensão mais profunda e duradoura do conteúdo. 

Já a BBC Brasil, em Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas, destaca a visão da neurocientista Claudia Aguirre, que afirma que escrever em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem.

A Finlândia, país reconhecido por seu sistema educacional inovador, retirou a caligrafia do currículo obrigatório em 2016, priorizando o ensino de digitação (The Guardian, 2015). Nos Estados Unidos, discussões semelhantes ganharam força nos últimos anos. Essas mudanças, no entanto, não ocorrem sem controvérsias.

À medida que escolas e estudantes se adaptam às demandas de um mundo digital, pesquisadores seguem investigando como equilibrar tradição e inovação. Por um lado, alguns educadores defendem a adaptação aos novos tempos, por outro, especialistas em neurociência e desenvolvimento cognitivo alertam para as perdas associadas à diminuição da escrita manual.

O melhor de ambos

Enquanto isso, a ciência segue confirmando: escrever à mão é muito mais que um gesto cultural – é uma ferramenta poderosa para moldar o cérebro e expandir as fronteiras do pensamento. A pergunta que permanece não é apenas sobre qual método de escrita é mais eficiente, mas como podemos integrar o melhor de ambos para promover uma aprendizagem mais rica e significativa. 

Não se trata, portanto, de uma disputa entre o antigo e o moderno, mas de reconhecer que ambas as formas de escrita — a manual e a digital — podem coexistir e se complementar. Como bem ilustram a professora Cyndi e a estudante Letícia, escrever à mão continua a ser um exercício de paciência, reflexão capaz de transformar informação em conhecimento.

No fim, o que importa é lembrar: escrever não é apenas registrar palavras — é processar ideias, construir sentidos e, acima de tudo, permanecer humano em um mundo em constante transformação.

Redação

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