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Jornalismo da Ufac realiza 10ª Semana Acadêmica de Comunicação

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Foto: Reprodução/Divulgação

Programação em comemoração aos  20 anos do curso está repleta de debates interessantes

Por Marcus V. Almeida e Pâmela Celina

Em comemoração aos 20 anos de existência, o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza, entre os dias 15 e 17 de setembro, a X Semana Acadêmica de Comunicação (Seacom). O evento é promovido por alunos e professores e tem como objetivo relembrar a fundação do curso, além de discutir as perspectivas e desafios para os próximos 20 anos.

A Seacom deste ano acontece, mais uma vez, de maneira virtual devido à pandemia da Covid-19. As mesas, palestras e comunicações orais acontecem através das plataformas Youtube e Google Meet. O evento tem início às 16h, no horário do Acre, com exceção dos Grupos de Trabalhos (GTs) que se iniciam às 14h.

Caloura no curso, Rebeca Martin conta que o primeiro contato com o jornalismo está sendo bem promissor. “Mesmo nesse ensino remoto estou me encantando com as matérias que estou estudando e com os conteúdos que aprendo. Ademais, posso afirmar que nós alunos contamos com a ajuda dos professores nesse percurso, só tenho elogios para eles”.

Para Renato Menezes, aluno veterano e que pelo segundo ano está participando da organização de uma semana acadêmica, a Seacom vem para relembrar o que aconteceu e mostrar as evoluções que ocorreram com o passar do tempo. “Entender quais foram os percalços que fizeram com que o curso ganhasse forma, bem como saber sobre quais serão as projeções futuras para as próximas gerações de jornalistas que pretendem passar pela Ufac são cruciais para que as pessoas saibam que nada aconteceu ou foi conquistado do acaso”, conta o estudante.

A coordenadora do evento, Tatyana Lima, explica a importância da Seacom de 2021 para o curso devido à celebração dos 20 anos de sua criação. “Decidimos convidar alguns dos nossos egressos, professores e colaboradores para participarem da nossa programação e juntos compartilharmos experiências que vão nos ajudar a melhorar e evoluir nos próximos anos”, explica.

Programação nostálgica

O evento conta com quatro mesas-redondas, o lançamento de um livro, quatro Grupos de Trabalho com apresentações de comunicações orais, além da cerimônia oficial e palestra de abertura com o professor Dr. Allysson Martins, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), que vai fazer uma fala sobre o mercado de trabalho do jornalismo na atualidade. A programação traz diversos convidados, em sua maioria jornalistas que passaram pelas carteiras da Ufac.

A abertura oficial acontece na quarta-feira (15), às 19h e logo após tem início a cerimônia de abertura, às 20h, com o professor Dr. Allysson Viana, da Unir, com a palestra “Jornalismo e o mundo do trabalho”. Ainda no primeiro dia, às 16h, acontece a mesa-redonda “A criação do Curso de Jornalismo da Ufac e os anos iniciais”, que serve como uma retrospectiva sobre os primeiros anos do curso.

O segundo dia (16) conta com duas mesas-redondas e lançamento de livro. A primeira mesa intitulada “Experiências e vivências enquanto alunos do Curso de Jornalismo da Ufac e a inserção no mercado de trabalho” começa às 16h e é composta por alunos formados em Jornalismo pela Ufac. A segunda mesa acontece das 18h às 20h e tem como tema “A atualidade da Semiótica”. Encerando o segundo dia, das 20h às 22h, acontece o lançamento do livro “Micro-história Italiana e Jornalismo em o Olho da Rua, de Eliane Brum”, escrito pelo professor da casa Aquinei Timóteo, que também foi ex-aluno do curso.

O terceiro e último dia (17) conta com as apresentações orais dos Grupos de Trabalhos e com a mesa de encerramento. As apresentações nos quatro GTs começam às 14h e terminam às 18h, e trazem diversas produções acadêmicas. A mesa de encerramento, com início às 19h, traz como discussão o “Panorama atual do Curso de Jornalismo da Ufac: perspectivas e desafios para os próximos 20 anos”.

A coordenadora do evento conta que organizar a Seacom de maneira virtual é desafiador, mas graças ao esforço conjunto da comissão organizadora tem dado certo. A falta de contato presencial é, segundo Tatyana, o principal desafio para realizar o evento. “O mundo virtual se torna muito cansativo e todos sentem falta desse contato mais direto. Mas, não poderíamos deixar de fazer a Seacom, justo em um ano festivo, em que o curso completa duas décadas. Então, estamos felizes e honrados em organizar esse evento que já é tradição no curso de Jornalismo. A Ufac não parou e nós também não paramos”, finaliza.

Redação

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Fotógrafos registram momentos no Parque do Ipê e vendem imagens pela plataforma Foco Radical

Plataforma reúne mais de 6 mil fotógrafos, publica cerca de 50 milhões de imagens por mês e transforma registros de treinos em oportunidade de renda digital

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Por Priscila Pinheiro

Fotógrafos autônomos estão transformando as caminhadas e corridas realizadas na pista do Ipê, em Rio Branco, em oportunidade de renda por meio da comercialização de imagens na plataforma digital Foco Radical. Os profissionais registram corredores, ciclistas e frequentadores durante as atividades físicas e disponibilizam as fotos para venda no site.

Francisco do Nascimento, de 26 anos, atua na área há cerca de um ano e meio. Segundo ele, o trabalho começou como uma forma de complementar a renda e passou a se consolidar com o apoio da plataforma. “É um trabalho que começou como uma forma de ganhar dinheiro e acabou dando certo”, afirma. Ele destaca ainda que o sistema facilita o processo, já que “a gente faz o registro e a plataforma cuida da parte da venda”.

Sistema digital facilita busca e compra das fotografias

Página inicial da plataforma Foco Radical. Foto: site do Foco Radical.

Após os registros feitos com câmera profissional, as imagens são enviadas ao site, onde ficam organizadas por data e local, além de ferramentas que auxiliam na identificação dos participantes. O cliente acessa a plataforma, localiza a foto e escolhe o formato disponível, geralmente em arquivo digital de alta resolução.

O pagamento é realizado diretamente pelo sistema, com opções via Pix, boleto bancário ou cartão de crédito. A empresa intermedeia a transação e repassa ao fotógrafo o valor correspondente às vendas efetuadas.

Os dados da plataforma mostram a dimensão do serviço: são mais de 6 mil fotógrafos ativos, mais de 50 milhões de fotos publicadas mensalmente, mais de 140 mil eventos esportivos cadastrados, um acervo superior a 1 bilhão de imagens, mais de 2 milhões de clientes e mais de 15 milhões de fotos vendidas.

Experiência surpreende e agrada praticantes de atividade física

Parque do Ipê localizado na estrada Dias Martins. Foto: Diogo José

Entre os frequentadores que já adquiriram imagens está Lucas Araújo, de 30 anos. Ele relata que ficou surpreso ao perceber que estava sendo fotografado durante o treino. “Foi uma grande surpresa”, comenta. Apesar disso, afirma que se sentiu confortável com a situação.

Após acessar a plataforma e encontrar sua imagem, decidiu realizar a compra motivado pela qualidade do registro. Para o corredor, a fotografia representa mais do que um momento esportivo. “É um registro que faz parte da minha história”, afirma. Ele também avalia de forma positiva a presença dos fotógrafos no local.

Plataforma concentra acervo bilionário de fotos esportivas

A pista do Ipê, localizada no Condomínio Ipê, é um dos pontos mais movimentados para a prática de atividades físicas na capital acreana. O fluxo constante de pessoas transformou o espaço em cenário favorável para registros fotográficos, integrando esporte, tecnologia e geração de renda em um mesmo ambiente.

Redação

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“Começamos plantando árvores e hoje plantamos ideias”: projeto na fronteira amazônica vira referência internacional

Iniciativa já recebeu mais de 170 voluntários de 18 países, capacitou 890 pessoas e regenerou hectares de solo na região de Cobija

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Por José Henrique Nascimento

“Começamos plantando árvores e hoje plantamos ideias.” A frase é da bióloga brasileira Elenn Ferreira, cofundadora da Associação Florestania, e resume a trajetória do projeto criado em 2015, em Cobija, cidade boliviana localizada na fronteira com o Brasil.

Criada a partir da recuperação de uma área degradada pela pecuária, a Florestania transformou um solo seco em um centro de educação ambiental, agricultura regenerativa e turismo sustentável. Ao longo dos anos, a iniciativa passou a defender a floresta amazônica não apenas como um recurso natural, mas como protagonista e sujeito de direitos.

O que começou como um esforço técnico de recuperação ambiental ganhou novos sentidos com o tempo. A iniciativa incorporou dimensões políticas, educativas e comunitárias, ampliando seu impacto para além da restauração do solo e se consolidando como um movimento de transformação social na região de fronteira amazônica.

A Florestania também atrai voluntários de diferentes partes do mundo. Para Ashley Vliet, da Holanda, que participou do projeto em julho de 2024 por meio da plataforma Workaway, a experiência na Amazônia representou um encontro com outras formas de existir. 

“Vim para a Amazônia para aprender sobre diferentes culturas e modos de vida. Aqui, a relação com a natureza e com as plantas é diferente de tudo o que conhecia na Europa, e isso muda a forma como a gente enxerga o mundo”, afirma.

Ao longo dos últimos anos, o espaço recebeu mais de 170 voluntários de 18 países e promoveu dezenas de oficinas, formações e atividades educativas. O trabalho dialoga tanto com o saber acadêmico quanto com o conhecimento popular, envolvendo estudantes, pesquisadores e moradores de bairros periféricos de Cobija.

Nesse período, a associação também avançou na recuperação ambiental, regenerando hectares de solo arenoso e transformando áreas degradadas em espaços biodiversos e produtivos. Cerca de 90 toneladas de resíduos orgânicos por ano são gerenciadas para recuperar o solo e fortalecer a produção de alimentos. Ao todo, 890 pessoas, com idades entre 5 e 85 anos, já foram capacitadas em práticas agroecológicas, incluindo voluntários de 15 países.

Para os idealizadores, o próprio nome Florestania expressa uma conexão profunda com o território. “Não se pode pensar nada neste território sem entender que a floresta é a grande protagonista”, explicam. A iniciativa se orienta pelo conceito do viver bem, filosofia que defende que só há desenvolvimento verdadeiro quando ele acontece em favor da vida. Sob essa lógica, qualquer atividade que atente contra o meio ambiente não pode ser considerada progresso.

A atuação da associação também ganhou destaque nas ações de prevenção de queimadas e na mobilização de jovens. Pelo trabalho desenvolvido, a Florestania recebeu o Emblema de Ouro, a maior honraria concedida pelo Corpo de Bombeiros da Bolívia.

No campo do turismo, o projeto foi reconhecido como Embaixador do Turismo na Bolívia, ao oferecer uma experiência baseada no respeito a todas as formas de vida. A proposta, definida pelos organizadores como turismo consciente, busca romper com práticas predatórias e estimular uma relação ética com o território.

Atividades tradicionais, como a extração de borracha e a coleta da castanha-do-brasil em áreas rurais e florestais, vêm sendo pressionadas pela expansão da agricultura e da pecuária, o que provoca degradação do solo, redução de corredores ecológicos para a fauna e desmatamento. Além disso, os efeitos crescentes das mudanças climáticas tornam Cobija altamente vulnerável a secas intensas, incêndios, enchentes e surtos epidemiológicos.

A proposta da Florestania também é reconhecida por profissionais que atuam na área do desenvolvimento sustentável na região. Para a especialista em arquitetura sustentável e paisagismo, Ana Lucia, capacitada em técnicas de bioconstrução pelo Tiba e pelo Ebiobambu, o projeto ocupa uma posição estratégica, especialmente por estar localizado próximo à área urbana de Cobija, o que amplia seu potencial de impacto social e ambiental.

“Florestania é um centro de educação ambiental e agrofloresta com grande potencial para o desenvolvimento sustentável. A iniciativa atua na regeneração do habitat e se consolida como um importante agente na promoção dos serviços ecossistêmicos”, avalia.

Redação

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Atraso no pagamento de dívidas cresce 2,71% no Acre e atinge jovens universitários

Com orçamento apertado entre estágio, aluguel e estudos, estudantes acumulam pequenas despesas no cartão

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Por Jerfeson Gadelha

No intervalo entre uma aula e outra, Vinícius Silva, universitário de 24 anos, confere o aplicativo do banco no celular e faz as contas para saber se conseguirá pagar a fatura do cartão do mês. Morando sozinho pela primeira vez, dividindo aluguel e equilibrando estágio e estudos, ele precisou parcelar despesas básicas e hoje carrega uma dívida que, apesar de não ultrapassar mil reais, pesa no orçamento apertado de quem ainda está construindo a própria renda.

“Eu nunca achei que fosse me enrolar com uma dívida tão cedo. Comecei parcelando uma compra pequena e, quando vi, estava acumulando fatura do cartão com outras contas do mês. Como estudante, a gente depende de estágio ou ajuda da família, e qualquer imprevisto desorganiza tudo”, afirma.

A realidade de Vinícius dialoga com um cenário mais amplo no estado. O número de pessoas inadimplentes no Acre cresceu 2,71% em novembro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo relatório mensal do SPC Brasil, que monitora registros de dívidas em atraso em todo o país.

Na passagem de outubro para novembro, o avanço foi de 0,73%. Apesar do crescimento, o índice estadual ficou abaixo da média da Região Norte (8,62%) e da média nacional (8,93%) no comparativo anual.

O levantamento considera informações consolidadas nas bases administradas pelo SPC Brasil, que reúnem registros de instituições financeiras, comércio, empresas de serviços e concessionárias credoras.

Para Istanrley Rocha, do setor financeiro da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Branco (CDL), os dados indicam um cenário que exige atenção, especialmente no que se refere à duração da inadimplência.

“Embora o crescimento percentual no Acre esteja abaixo das médias regional e nacional, o tempo médio de permanência na inadimplência é um dado que preocupa. Quando o consumidor permanece mais de dois anos com restrição, a reorganização financeira se torna mais difícil e o acesso ao crédito fica comprometido”, explica.

Segundo ele, o perfil das dívidas mostra que grande parte dos débitos envolve valores relativamente baixos, situação semelhante à enfrentada por muitos jovens como Vinícius, que acumulam pequenas despesas no cartão ou no crediário.

“Quase metade das dívidas é de até mil reais. Isso demonstra que pequenos compromissos, quando acumulados ou mal planejados, podem gerar restrição prolongada e afetar o orçamento familiar”, pontua.

Perfil do inadimplente

A faixa etária com maior participação entre os devedores no Acre é a de 30 a 39 anos, representando 26,99% do total. A idade média dos negativados é de 43,6 anos.

A distribuição por gênero permanece equilibrada: 50,45% são mulheres e 49,55% homens. Em relação aos valores, 47,51% das dívidas registradas são de até R$ 1.000. O valor médio devido por consumidor no estado é de R$4.572,52.

Planejamento financeiro se torna desafio para jovens que conciliam estudos, estágio e aluguel. Foto: reprodução

O tempo médio de atraso chega a 29,2 meses, e 35,95% dos devedores permanecem inadimplentes entre um e três anos. Cada consumidor negativado no Acre possui, em média, 2,137 dívidas em atraso, número inferior à média da Região Norte (2,180) e à média nacional (2,227).

O setor bancário concentra 53,85% das dívidas registradas no estado, seguido por comércio, serviços essenciais e comunicação, áreas que fazem parte do dia a dia de estudantes e trabalhadores.

Apesar das dificuldades, Vinícius diz que começou a reorganizar as finanças e acredita que é possível sair do vermelho com planejamento. “Eu parei de usar o cartão por enquanto, anotei todos os meus gastos e estou tentando negociar a dívida para pagar com desconto”

Segundo ele, a solução é buscar ter mais educação financeira. “É necessário esse apoio para quem está começando a vida adulta, porque muita gente se endivida sem nem entender direito como isso acontece”, finaliza.

Redação

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