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Rotas

Com bolsa integral garantida, acreano aprovado em Princeton se prepara para deixar o Brasil em setembro

Dedicação aos estudos marca a trajetória do ex-aluno do Colégio de Aplicação que inicia graduação no exterior aos 17 anos

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Por Rian Pablo

Aos 17 anos, o acreano Diego Heitor da Silva Monteiro alcançou um feito histórico: foi aprovado na Princeton University (Universidade de Princeton), uma das instituições mais prestigiadas do mundo, localizada nos Estados Unidos. Ex-aluno do Colégio de Aplicação (CAp) da Universidade Federal do Acre (Ufac), onde concluiu o terceiro ano do ensino médio, Diego se prepara agora para iniciar uma nova fase da vida acadêmica fora do Brasil, com interesse na área de Psicologia.

A decisão de estudar fora do país começou cedo na adolescência, por volta dos 12 ou 13 anos, Diego sonhava em cursar parte de sua formação no exterior. A primeira tentativa foi por meio do programa United World Colleges (UWC), oportunidade que não se concretizou e trouxe frustração naquele momento. No entanto, a notícia ruim não o fez desistir, pelo contrário: serviu como combustível para continuar tentando.

A construção da aprovação

Durante o ensino médio, Diego acumulou experiências internacionais que fortaleceram seu percurso. Aos 16, foi selecionado para o programa Jovens Embaixadores, conquistando uma bolsa completa para os Estados Unidos. Também participou do Global Youth Sustainability Academy, na China, onde teve contato com diferentes cidades e culturas do país. Foi justamente durante essa experiência no país asiático que a ideia de estudar em Princeton se tornou uma certeza.

O processo de candidatura foi intenso e exigiu disciplina. Conciliando aulas em tempo integral, provas, projetos escolares e atividades extracurriculares, Diego precisou se preparar para o ACT (American College Testing), exame equivalente ao Exame Nacional do Ensino Medio (Enem) brasileiro.

“Era uma rotina muito cansativa e desgastante”, relembra.

Segundo ele, o processo seletivo de universidades como Princeton vai muito além das notas. São avaliados o histórico escolar, redações autobiográficas em inglês, premiações, experiências pessoais, domínio do idioma e desempenho em testes padronizados. Mesmo assim, as notas continuam sendo um critério rigoroso. Diego foi aprovado com média 9,7, acima do padrão exigido para estudantes brasileiros que ingressam em instituições norte-americanas de elite.

Durante o ensino médio no Acre, Diego conciliou uma rotina intensa de estudos e preparação para processos seletivos internacionais. Foto: reprodução.

Entre os diferenciais que acredita terem pesado a seu favor, está a aprovação no programa Tech Education Student Support (TESS), um dos mais concorridos programas de verão dos Estados Unidos, que aceita apenas cerca de 3% dos inscritos. Além disso, Diego destaca a força de sua história pessoal. Nos textos enviados à universidade, fez questão de ressaltar o orgulho de ser acreano, as dificuldades enfrentadas, a escassez de recursos e o fato de ter aprendido inglês de forma autodidata, por meio da internet, já que não tinha condições de pagar um curso.

A resposta da universidade chegou no dia 11 de dezembro, após Diego ter enviado sua candidatura em período antecipado, no dia 1º de novembro. Exausto após meses de preparação, ele não alimentava grandes expectativas. Ao abrir o e-mail de Princeton veio a surpresa. A aprovação, considerada inédita para um estudante acreano, provocou uma reação de incredulidade e emoção. O momento, registrado em vídeo, marcou a concretização de esforço e incertezas.

Além da vaga, Diego recebeu uma bolsa integral, que cobre todos os custos da graduação da alimentação aos materiais acadêmicos em um valor estimado em 97 mil dólares por ano (480 mil convertidos em reais). Para ele, a confirmação veio como um alívio e, ao mesmo tempo, como a prova de que todo o caminho percorrido havia valido a pena.

Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, aprovado na Universidade de Princeton. Foto: arquivo pessoal

Expectativa antes da partida

Mesmo com a alegria, o sentimento está sendo assimilado aos poucos. A mudança para outro país, prevista para setembro, traz ansiedade. Muito ligado à família e aos amigos, Diego reconhece o desafio de passar quatro anos nos Estados Unidos, mas acredita que as experiências anteriores o prepararam para esse momento.

Para o futuro, ele espera explorar diferentes áreas do conhecimento, confirmar se a Psicologia será mesmo o caminho escolhido e, principalmente, conhecer pessoas de diversas partes do mundo. “Sempre gostei de estudar e aprender um pouco de tudo”, afirma.

A mensagem que Diego deixa para outros jovens que sonham em trilhar o mesmo caminho é clara: arriscar-se. “Nunca perder uma oportunidade de tentar. Tudo o que vivi desde novo foi necessário para chegar até aqui. No final, você não perde nada só ganha e soma na sua vida”.

Redação

Rotas

Além da teoria: professoras da zona rural ensinam a sonhar

No interior acreano, educadoras superam obstáculos e mostram que a escola pode ser espaço de resistência e transformação

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Por Amanda Lima, João Paulo Moura, Maria Clara Almeida e Yasminie Kauling*

As mulheres movem a educação no Brasil. Com o seu trabalho, mudam a realidade de suas vidas, de seus familiares e alunos. Elas representam cerca de 73,9% do quadro docente brasileiro de acordo com o Censo Escolar 2025. Com inúmeras histórias não contadas, são heroínas ocultas da nossa sociedade.

Neste Mês da Mulher, o depoimento dessas educadoras é importante para reconhecer a influência que elas exercem sobre jovens, especialmente os de zonas rurais. Jaqueline Lima, Josileia da Silva e Francisca Regiane Souza compartilham parte de sua trajetória profissional como professoras do meio rural acreano, relatando seu início na área da educação, as dificuldades que enfrentam em ser educadoras em um ambiente precário e, apesar das adversidades, transformam a vivência de crianças e adolescentes.

Na vida de Josileia da Silva, ex-gestora da Escola Ercilia Feitosa, na Vila Liberdade, a educação se tornou um pilar quando sua mãe comprou o seringal de outra educadora. Foi na zona rural que se tornou professora provisória em um lugar  onde a perspectiva era, em suas palavras, “se tornar babá ou doméstica”.

Na zona rural os desafios são inúmeros. Quando questionadas, citam o mesmo empecilho: a infraestrutura. Um exemplo é o relato de Jaqueline Lima, professora de Língua Portuguesa. Ela diz que o cumprimento da carga horária é constantemente ameaçado pela ineficiência do transporte, o que evidencia a negligência com as populações do campo.

Nesse meio, onde obstáculos sociais e geográficos são persistentes, as docentes desenvolvem um papel fundamental, ampliando a perspectiva dos alunos da comunidade. Trabalho que vai além dos ensinamentos teóricos, as educadoras ensinam jovens a sonhar e a criar seus próprios caminhos.

A professora Jaqueline recorda a história de uma aluna do Ensino Médio cujo projeto de vida era sufocado pelo conservadorismo familiar. O pai não queria de forma alguma que ela fizesse o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sustentando a visão de que o destino dela era o trabalho doméstico.

Com a  orientação e o incentivo constante da professora, a jovem persistiu em seu sonho acadêmico. “Hoje, ela representa a quebra de um paradigma provando que a escola é, muitas vezes, o único espaço de resistência para jovens em situação de opressão”, completa a docente.

Para a professora Francisca Regiane, quando um aluno do campo aprende a ler e interpretar o mundo, ele começa a protagonizar sua própria história. Porém, não só aos jovens a educação transforma, Francisca afirma que o trabalho na docência mudou a sua vida e de sua família.

A educadora, que era doméstica, encontrou na educação uma nova perspectiva para sua vida, entregando aos seus filhos um exemplo do qual se orgulha. “Hoje, meus filhos vivem em um lar onde o conhecimento é valorizado e não precisam enfrentar barreiras de exclusão que eu vivi. A educação é o nosso alicerce”, conclui.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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ELEIÇÃO UFAC

Chapa “Radical é a mudança” defende fortalecimento da permanência estudantil e maior atenção aos campi do interior

Proposta destaca participação da comunidade nas decisões da universidade e ampliação de políticas de inclusão acadêmica

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Por José Henrique Nascimento

A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Acre (Ufac) escolhe no dia 19 de março o novo reitor e vice-reitor da instituição para o quadriênio 2026/2030. Entre as chapas concorrentes está “Radical é a mudança”, formada pela professora Raquel Alves, candidata a reitora, e pela professora Suerda Mara, concorrente a vice-reitora.

Segundo a candidatura, a proposta de gestão busca fortalecer o caráter público, gratuito e socialmente comprometido da universidade, ampliando a participação da comunidade acadêmica nas decisões institucionais.

Propostas e eixos de gestão

Entre as propostas defendidas pela chapa está a descentralização do orçamento da universidade, com mais transparência e participação da comunidade acadêmica nas decisões.

Outra prioridade é o fortalecimento das políticas de permanência estudantil. Segundo Raquel, embora a universidade tenha ampliado o acesso ao ensino superior nos últimos anos, muitos estudantes ainda enfrentam dificuldades para se manter na instituição, principalmente por questões financeiras. “Garantir o acesso é importante, mas é essencial garantir também a permanência”, afirma.

A candidata usou como exemplo o último edital, Nº 23/2025, publicado no site da Universidade Federal do Acre (Ufac) para os programas Pró-Estudo e Pró-Inclusão, bolsas voltadas ao incentivo da permanência dos estudantes na universidade, onde foram ofertadas apenas 60 bolsas ao todo. 

Desse total, 30 bolsas são do programa Pró-Estudo e 30 do programa Pró-Inclusão. A distribuição foi feita entre os dois campi da instituição: 20 bolsas para o campus sede, em Rio Branco, e 10 bolsas para o campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, em cada um dos programas.

A candidata também defende a criação de protocolos institucionais para lidar com casos de assédio e violência dentro da universidade, garantindo acolhimento às vítimas e a devida investigação das denúncias. A discussão sobre o tema ganhou visibilidade na instituição após denúncias de assédio envolvendo um professor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre, que resultaram na abertura de processo administrativo e na demissão do servidor em 2024.

Esse episódio mobilizou estudantes, familiares e membros da comunidade acadêmica e reforçou debates sobre a necessidade de mecanismos institucionais mais claros para prevenir e enfrentar situações de violência no ambiente universitário.

Outro ponto destacado é a retomada do debate sobre a criação de um hospital universitário, pauta antiga da instituição e considerada estratégica para fortalecer o ensino, a pesquisa e o atendimento à população acreana.

Perfil das candidatas

Natural de Porto Velho (RO), Raquel mudou-se ainda jovem para Rio Branco, cidade que passou a considerar como seu principal espaço de formação e pertencimento. A relação com a universidade começou ainda na graduação, quando participou do movimento estudantil. Na época, integrou o centro acadêmico do curso e foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

A professora é a primeira pessoa da família a concluir graduação, mestrado e doutorado. Toda a sua formação acadêmica foi realizada na Ufac, no curso de Letras-Inglês e no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, onde atualmente também atua como docente. “Foi dentro da universidade que me formei não apenas tecnicamente, mas também politicamente, entendendo o papel social da educação pública”, afirma.

Em suas pesquisas de mestrado e doutorado, Raquel investigou relatos de viajantes e cientistas britânicos sobre a Amazônia, analisando como esses discursos contribuíram para construir visões coloniais sobre a região e seus habitantes.

A candidata defende que a produção científica amazônica precisa afirmar sua própria centralidade e que, por estar localizada na região, a universidade federal deve estar atenta às pautas, saberes e realidades da Amazônia.

Segundo Raquel, a decisão de disputar a reitoria surgiu a partir de debates coletivos dentro da universidade, envolvendo professores, estudantes e técnicos administrativos. De acordo com ela, seu nome foi indicado durante essas discussões sobre os rumos da instituição. “A candidatura nasce de um processo coletivo de reflexão sobre qual universidade queremos construir”, afirma.

Suerda Mara, candidata à vice-reitoria, defende que a gestão da universidade precisa olhar com mais atenção para os campus do interior, unificando os benefícios hoje concentrados na capital com as unidades fora de Rio Branco.

A proposta da chapa é que a vice-reitoria permaneça no município de Cruzeiro do Sul, aproximando a administração central da realidade vivida por estudantes e servidores que estão fora do campus da capital, onde se concentra a maior parte dos alunos.

Natural de Fortaleza (CE), Suerda conta que veio de uma origem humilde. Filha de uma família marcada por dificuldades econômicas, encontrou na educação o principal caminho de transformação. Ela relata que foi incentivada pela avó, que trabalhava como lavadeira e via nos estudos uma forma de mudar de vida.

Ingressou na universidade ainda jovem, no curso de Letras com dupla habilitação em português e Espanhol pela Universidade Federal do Ceará. Em 2009, foi aprovada em concurso para professora da Universidade Federal do Acre e passou a atuar no campus de Cruzeiro do Sul, onde trabalha desde então.

Ao longo da trajetória na instituição, Suerda também construiu sua formação acadêmica na própria Ufac, onde realizou especialização, mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade.

Segundo a professora, o campus de Cruzeiro do Sul ainda enfrenta desafios estruturais que impactam a vida acadêmica. Entre os principais estão dificuldades de acesso à internet, problemas de transporte para estudantes, falta de acessibilidade e limitações em serviços de apoio, como o atendimento a alunos com deficiência.

Para ela, muitas dessas demandas não chegam com a mesma força à gestão central da universidade. “Quem está no interior vive esses desafios diariamente. Por isso é importante que a vice-reitoria permaneça em Cruzeiro do Sul, acompanhando de perto essas demandas e levando essas pautas para a reitoria”, afirma.

Eleição na Ufac

A votação ocorrerá das 8h às 21h (horário do Acre). O processo será realizado de forma totalmente on-line, por meio da plataforma Helios Voting System, acessada pelo portal de eleições da universidade. Para votar, estudantes, professores e técnicos administrativos devem utilizar o login institucional da Ufac.

De acordo com o edital do processo eleitoral, o voto é individual, secreto e intransferível. Cada eleitor poderá votar apenas uma vez, mesmo que possua mais de um vínculo com a universidade.

A disputa pela reitoria da Universidade Federal do Acre conta com três chapas. Concorrem “Juntos pela Ufac”, encabeçada pelo professor Carlos Moraes; “Radical é a mudança”, liderada pela professora Raquel Alves; e “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, encabeçada pelo professor Josimar Ferreira.

Caso nenhuma chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos, haverá um segundo turno, previsto para o dia 26 de março de 2026.

Redação

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ELEIÇÃO UFAC

Chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro” apresenta propostas voltadas ao diálogo institucional e fortalecimento acadêmico

Plano de gestão destaca valorização do ensino, pesquisa e extensão, além de melhorias na estrutura universitária

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Por Rhawan Vital

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza no dia 19 de março a votação para a escolha do novo reitor e vice-reitor da instituição para o quadriênio 2026/2030. Entre as chapas concorrentes está “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, formada pelo professor Josimar Batista Ferreira, concorrente a reitor, e pelo professor Marco Antônio Amaro, candidato a vice-reitor.

A chapa destaca como eixo central da proposta de gestão o fortalecimento do diálogo entre a administração universitária e a comunidade acadêmica, envolvendo estudantes, docentes e técnicos administrativos.

Propostas e eixos de gestão

Entre as propostas apresentadas pela chapa estão ações voltadas à valorização das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade.

O plano também menciona a ampliação de políticas de permanência e assistência estudantil, além do incentivo à produção científica e ao fortalecimento da pós-graduação.

Outro ponto destacado é a modernização da gestão administrativa da universidade, com foco em eficiência institucional e melhoria das condições de trabalho para servidores.

A chapa também defende investimentos na infraestrutura acadêmica e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação científica e tecnológica, com o objetivo de fortalecer o papel da universidade no desenvolvimento regional.

Perfil dos candidatos

Josimar Batista Ferreira é professor titular do curso de Engenharia Agronômica da Ufac. Ao longo de sua trajetória na universidade, já atuou como coordenador de curso, diretor de centro, pró-reitor e vice-reitor da instituição.

Marco Antonio Amaro é professor do curso de Engenharia Florestal da Ufac desde 2004. Durante sua carreira acadêmica, também ocupou cargos de coordenação de curso, vice-direção e direção de centro. Suas atividades acadêmicas estão ligadas a pesquisas e formação profissional na área ambiental e florestal da Amazônia.

Eleição na Ufac

A votação ocorrerá das 8h às 21h (horário do Acre). O processo será realizado de forma totalmente on-line, por meio da plataforma Helios Voting System, acessada pelo portal de eleições da universidade. Para votar, estudantes, professores e técnicos administrativos devem utilizar o login institucional da Ufac.

De acordo com o edital do processo eleitoral, o voto é individual, secreto e intransferível. Cada eleitor poderá votar apenas uma vez, mesmo que possua mais de um vínculo com a universidade.

A disputa pela reitoria da Universidade Federal do Acre conta com três chapas. Concorrem “Juntos pela Ufac”, encabeçada pelo professor Carlos Moraes; “Radical é a mudança”, liderada pela professora Raquel Alves; e “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro”, encabeçada pelo professor Josimar Ferreira.

Caso nenhuma chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos, haverá um segundo turno, previsto para o dia 26 de março de 2026.

*A equipe do A Catraia entrou em contato com os candidatos da chapa para obter comentários sobre a candidatura e as propostas apresentadas, bem como para conhecer um pouco mais da história e trajetória dos integrantes da chapa, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. O canal segue aberto para manifestação e a matéria poderá ser atualizada caso o posicionamento seja enviado.

Redação

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