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Uma maior diversidade na comunicação: Podcasts produzidos em terras acreanas

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Foto: Andreana Lucas

Por Andreana Lucas e Bruna Mendes

Com a pandemia e o distanciamento social em 2020, os meios de comunicação se expandiram, popularizando os podcasts, que vem crescendo a cada ano, principalmente com as plataformas de streaming, reproduzida no YouTube ou Spotify. Documentários, entretenimento, notícias, suspense… são vários os gêneros narrados em forma de áudio, com uma enorme diversidade para todos os públicos. 

A comunicação no rádio continua popular, mas a informação do podcast consegue ser ainda mais prática e muito presente no cotidiano do público com uma rotina mais corrida. O ouvinte pode ouvir a qualquer hora e qualquer lugar, levando consigo uma vasta opção de informações de fácil acesso no dia a dia.

Mas o que fez com que os podcasts se popularizassem tanto nos últimos anos? Podemos ver isso nas várias abordagens de assuntos que podem ser encontrados, como tema das discussões, debates ou noticiários: política, economia, histórias, filmes, séries, atualidades… Tudo isso em conversas que podem ir do tom de mesa de bar até mesmo produção formal.

Para o engenheiro Tiago Viana, os podcasts são uma grande revolução na era da informação. “É o rádio da era tecnológica, temos fácil acesso a variados temas, que muitas vezes nos ajudam, pois uma pesquisa mais detalhada nos custaria horas e horas de buscas”. Diariamente é comum ver o surgimento de um novo programa, sempre com assuntos interessantes o suficiente para ganhar em muito a atenção de novos ouvintes.

“Encontramos quase tudo de maneira fácil e descomplicada. Posso encontrar  conversas sobre temas do Brasil e do mundo, mas também consigo ter informações sobre assuntos locais por podcasts feitos por pessoas da minha própria cidade.” Para ele, nesse ponto vemos o quanto a praticidade dos podcasts ajudou na visibilidade de produções regionalizadas. 

Na capital acreana, os programas vem aumentando em vários nichos. O Resenha Podcast apresentado por Thiago Willian e Douglas Barros, por exemplo, aborda diversos assuntos do cotidiano acreano. O digital Influencer Igor Martins, que participou do programa Performando a Drag Queen Ágata Power, conta a sobre a sua participação no EP #21: “A experiência é boa e os temas são relevantes, no meu caso eu falei da minha história como Drag Queen aqui na cidade” (confira no link: https://www.youtube.com/watch?v=vED4t7EZ0hk ).

Foto: Reprodução/YouTube

Como produtor de conteúdo digital, Igor observa que os podcasts acreanos podem se desenvolver mais  e com maior qualidade. “É uma plataforma que está em ascensão no Brasil. Como todas pessoas já consomem mais do que elas consumiam antes, eu acho que aos poucos talvez os acrianos tenham mais interesse em podcasts. As pessoas que estão investindo nisso, é só o tempo de sentir realmente que vai dar certo. Mas o bacana é que você não se restringe somente ao público do seu estado, você tem essa possibilidade de chegar cada vez mais longe, para outros públicos”.

CipódCast

Foto: Reprodução

O podcast do canal do YouTube Na Ponta do Cipó, transmitido pelo Ac24horas, teve início em 15 de janeiro de 2021 e busca conversar com pessoas de interesse dos apresentadores do programa e do público. Em conversa com o La Perucha, diretor e apresentador do CipódCast, ele explica que ideia de fazer um programa de entretenimento informal e fora dos padrões jornalísticos surgiu a partir de uma entrevista feita em 2018, já neste formato. “No entanto, a falta de uma referência para que eu seguisse e outras obrigações profissionais me afastaram de começar o projeto naquele ano.” 

Ele acredita que, no Acre, “quanto mais projetos surgirem, mais rápido esse público vai ter acesso e poderá então escolher se este é um formato que lhe agrada.”

Com o crescimento e expansão de canais de streaming em meio a quarentena da pandemia do COVID-19, La Perucha encontrou um caminho para nortear os seus projetos e sua perspectiva para evolução do programa. “Com a pandemia, conheci o Flow Podcast, que, segundo seus hosters, levou dois anos para se tornar economicamente viável”. No caso da produção de podcast, os hosts são os apresentadores do programa que direcionam e intermediam a conversa entre convidados e espectadores, fazendo que produto tenha um conteúdo atrativo para o seu público.

“Acredito que diante do crescente número de podcasts no Acre, o que nos difere é pelo desinteresse exclusivo em pessoas de destaque social e em redes sociais na internet. Para nós, é mais provável entrevistarmos uma pessoa que faz parte da cultura do Acre do que alguém com um alto número de seguidores no Instagram. E quem nos assiste já sabe disso”,  explica o apresentador sobre as escolhas dos convidados do programa.

O apresentador do CipódCast fala da importância de patrocinadores e apoiadores para que a realização desse tipo de conteúdo possa crescer no estado. “Pra mim, é essencial que a mídia já consolidada (sites de notícia, imprensa televisiva e outros) passem a ter os videocasts como fonte de conteúdo referenciada. O Ac24horas, há alguns meses, fez o convite pra que transmitíssemos também por suas redes sociais, o que tem dado mais relevância para o nosso conteúdo. Hoje a situação do CipódCast é estável e empresas têm começado a nos procurar para divulgar suas marcas.”

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Fora da Norma 

Foto: Reprodução

Um podcast construído por psicólogas do Norte tem como apresentadoras Lorena Holanda e Kahuana Leite, formadas pela Universidade Federal do Acre, e tem a proposta de ser um espaço para questões que fazem parte da nossa existência no mundo. Fugindo da norma aborda desde um feminismo interseccional a temáticas sobre a comunidade LGBTQ+. Quinzenalmente, às sextas-feiras,  19h (AC). Disponível para acesso na plataforma Spotify .

Relações no Divã

Foto: Reprodução

Produzido pelos estudantes de Psicologia da Universidade Federal do Acre Dedyslan Brilhante, Mell Liz e Henrique, fala sobre a temática das emoções e relacionamentos amorosos pelo viés da psicologia. Tem  novos episódios todas as quintas, postado no Spotify.

Redação

Afluentes

Bosque Discos: a ideia que nasceu de um hobbie e se tornou a menor loja cultural do mundo

Da coleção pessoal ao ponto de encontro virtual, a Bosque Discos conecta apaixonados por música em Rio Branco com raridades e histórias que atravessam gerações

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Por Emily Castro, Sâmia Cristina, Marissa Galdino, Marele Muniz e Rebeca Soares*

Você conhece a menor loja cultural do mundo? Localizada em Rio Branco a loja on-line Bosque Discos tem uma variedade de CD’s, discos de vinil e fitas cassetes de todos os estilos para acolher aqueles que apreciam uma boa música. A ideia de criação do espaço é de Thiago Afonso, empresário do ramo da saúde e professor da Uninorte, que desde pequeno sempre foi apaixonado por música. 

Ele conta que essa paixão, motivada por seu pai o levou a ser um colecionador de CDs, algo que mais tarde foi  impulsionado por um tio e evoluiria também para uma grande coleção com discos de vinil e fitas cassetes. Com o passar do tempo, Thiago percebeu que a pequena coleção havia se tornado algo muito maior e que não haveria mais espaço para armazenar tudo. Ali nasceu a ideia da venda e repasse dos produtos.

Foto: arquivo pessoal

O empresário explica que a criação da loja não teve apenas o objetivo de vender itens da coleção, mas também de aproximar pessoas que compartilham do mesmo interesse pela música. Segundo ele, sempre soube que existiam muitos colecionadores em Rio Branco, e isso foi uma das motivações para continuar com a ideia, já que queria conhecer essas pessoas e trocar experiências sobre música. 

Os compradores de seus  produtos se estendem por todo território acreano e sua coletânea não se limita apenas a música brasileira. O colecionador possui produtos do leste europeu, da África, Ásia e até algumas edições raras, sendo o seu preferido entre todos a edição especial do álbum “Racional” de Tim Maia.

Em sua coleção, ele possui ainda itens raros como o disco do musicista e instrumentalista  Arthur Verocai que não possui muitos exemplares pois seus discos foram derretidos pela gravadora para a produção dos discos da banda nacional Secos e Molhados. 

Thiago diz  que considera a Bosque Discos a menor loja do mundo por se tratar de um negócio pequeno, se comparado com outras lojas de discos ao redor do globo. Ele explica que a coleção, que atualmente passa dos sete mil itens,  juntando todos os exemplares, ainda é considerado uma pequena porção comparada a lojas nacionais de vinis.

Como é totalmente gerida por ele, o funcionamento é bem diferente de uma loja convencional. Por não se tratar de um grande armazém, os itens são apresentados aos clientes de acordo com o interesse de cada pessoa. “Eu não tenho um acervo, tenho uma coleção”, afirma Thiago, que mostra aos interessados apenas os discos que podem atender ao gosto de cada um. 

Perguntado se pretende expandir o negócio, ele afirma que não acredita que um espaço dedicado exclusivamente à venda de discos físicos funcionaria atualmente. Caso um local físico venha a existir no futuro, a ideia seria diferente de uma loja tradicional. Um projeto como esse precisaria ser cuidadosamente planejado antes de se tornar realidade. Por não ser sua principal responsabilidade, Thiago dedica apenas o tempo que consegue, conciliando a gestão da coleção com suas outras responsabilidades profissionais.

Atualmente, mesmo sendo levado como um hobbie e uma forma de compartilhar conhecimentos, ele visa manter a loja por muitos anos, talvez até mesmo passando de gerações. A loja não possui espaço físico e para os que apreciam uma boa música, o , instagram (@bosquediscos) é o ponto de encontro. A loja também dispõe de um canal de interação no WhatsApp voltado exclusivamente para membros acreanos. 

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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SAÚDE

Mpox preocupa acreanos

Transmissão ocorre por contato direto e sintomas exigem atenção e atendimento rápido

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Por André Nascimento, João Victor Gomes, Marcela Almeida, Rayane Gusmão e Renan Souza*

A confirmação de oito casos de Mpox em Rondônia até o fim de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, e do primeiro caso no Acre neste mês de março,  colocou a população acreana em estado de atenção.  

Moradora de Xapuri, a dona de casa Raquel Silva, realiza o trajeto entre os dois estados regularmente e diz temer as consequências de um possível avanço da doença. Ela acompanha as notícias pelos jornais, rádio e redes sociais, e conta que a preocupação já faz parte do cotidiano. “A gente fica com medo, né? Porque a gente não sabe como proteger a família direito. Falta informação mais clara”, comenta.

A nutricionista Anthoany do Nascimento Silva, e o professor de física  Keudheyson Maia da Silva, moram em Rio Branco e afirmam terem algumas dúvidas sobre o tema e sentem falta de maiores esclarecimento por parte das autoridades públicas. Keudheyson conta que aumentou seu nível de preocupação com o aumento no número de casos em Rondônia. “É num nível acentuado, preocupante, pois estamos muito próximo da população rondoniense”, complementa. 

A população preocupa-se e procura informações de forma clara, tendo em vista que possui dificuldades em identificar o que pode ser informação real ou desinformação. “Quando saiu a ‘conversa’ sobre os casos confirmados em Rondônia, fui pesquisar se era verdade porque tem muita desinformação e fake news sempre que aparece uma doença dessas, que tem potencial pandêmico”, relata o contador Fabiano da Silva Souza, também morador de Rio Branco.

Infecção Viral

De acordo com o infectologista e hepatologista, Thor Dantas, a Mpox é uma infecção viral causada por um vírus semelhante ao vírus da varicela, que causa um quadro de lesões na pele, tipo bolhas, vesículas, parecidos com a catapora. “Ela é transmitida principalmente através do contato, e um tipo de contato muito eficiente na sua transmissão é o contato sexual”, explica.

Imagem: arquivo pessoal

O médico diz ainda que é comum lesões genitais, contudo não é essa a única forma de contágio da doença, podendo ser transmitidas pelo contagio direto em lesões na pele, por objetos e, em alguns casos, por vias respiratórias.

Contudo, o médico afirma que a Mpox geralmente é uma doença benigna, ela não leva a risco de vida e muito raramente tem quadros graves com complicações. “Ela causa sintomas de desconforto, dor, infecção local e a depender do lugar onde afete como região genital ou anal, pode também produzir dores ao evacuar, porém apesar de dificilmente apresentar quadros graves, é uma doença que causa bastante desconforto”, afirma Dantas.

Para o médico, é importante conscientizar a população de forma clara, afim de evitar situações de angústias, de que um surto em grande escala não é provável, pois ela não possui uma transmissibilidade que permita um surto em grandes proporções “Diferente de um vírus respiratório, por exemplo, onde a principal forma de transmissão é a respiratória, a Mpox necessita de um contato pessoa-pessoa”, esclarece.

Sintomas

A Mpox é uma doença viral transmitida pelo contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem: 

– Febre
– Dor de cabeça
– Inchaço dos gânglios linfáticos
– Lesões ou erupções na pele

Imagem: reprodução

A orientação é que, ao surgirem os primeiros sinais, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas até que seja realizada avaliação médica.

*Matéria escrita sob orientação do professor Wagner Costa e da monitora Ranelly Pinheiro, para a disciplina de Fundamentos do Jornalismo.

Redação

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Corriqueiras

Brechós movimentam Rio Branco com reaproveitamento de roupas e preços acessíveis

Peças de marcas conhecidas chegam a custar até 80% menos nos brechós da capital acreana

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Por Laianny Sena 

Os brechós fazem parte do cenário de consumo em Rio Branco, oferecendo roupas seminovas por preços mais baixos. A combinação entre economia e reaproveitamento de peças tem atraído moradores da capital acreana e impulsionado o empreendedorismo feminino. Esses espaços também se tornaram uma fonte de renda para muitas mulheres.

A empreendedora Brenda Vidal, de 32 anos, é a criadora do Brechic, brechó online que surgiu em 2020, no início da pandemia. A ideia nasceu quando ela estava em casa, com várias roupas paradas no armário e sem perspectiva de uso. Foi então que decidiu criar um perfil no Instagram para vender as peças. 

“O Brêchic nasceu bem no começo da pandemia. Eu estava em casa, com várias roupas paradas no armário e praticamente zero chances de usar qualquer uma delas. Para ocupar a mente, resolvi criar um Instagram para vender essas peças.”

Vestido da marca Triton. Foto: cedida

Segundo Brenda, um dos diferenciais do negócio foi a forma como construiu a relação com as clientes. “Acho que o diferencial foi humanizar a página. Sempre mostrei a vida real, sem filtro perfeito, sem personagem. Queria que fosse um espaço onde as pessoas se sentissem acolhidas, como se estivessem conversando com uma amiga, mas sem perder o foco na moda consciente”.

Além do reaproveitamento de roupas, o preço das peças também chama a atenção dos consumidores. Segundo Brenda Vidal, um vestido da marca Triton, que pode custar cerca de R$398,00 em lojas ou plataformas online, foi vendido no Brechic por R$80,00. Já uma camisa da Damyller, que em média custa R$150,00 nas lojas, foi comercializada no brechó por apenas R$25,00.

Hoje, o Brechic funciona exclusivamente pelas redes sociais, por meio do perfil @brechic.ac, onde as peças são divulgadas e as vendas realizadas. 

Além das iniciativas individuais, há brecholeiras que também se organizam por meio do Encontro das Brecholeiras. A idealizadora do projeto, Gélly Café, explica que a iniciativa surgiu inspirada em movimentos de moda sustentável dos quais participou quando morou em Brasília. Ao retornar para Rio Branco, percebeu que poderia transformar a experiência em um projeto coletivo, incentivando mulheres a empreender com peças que já tinham no guarda-roupa.

Imagem cedida pela entrevistada

Ao longo de quatro anos, o grupo acompanhou um crescimento significativo dos brechós no Acre, especialmente após a criação do Encontro. A proposta vai além da comercialização de roupas e inclui mentoria e fortalecimento coletivo. 

“Muitas mulheres começaram apenas desapegando peças pessoais e hoje já têm fornecedores, estruturaram uma dinâmica comercial própria e atuam também no online, utilizando estratégias de comunicação e posicionamento”, destaca Gélly Café.

“No brechó, as pessoas conseguem se vestir bem, com qualidade e pagando pouco. A moda se torna acessível, inclusive para famílias que muitas vezes não conseguem comprar roupas em lojas convencionais”, afirma.

Imagem cedida pela entrevistada

Além da economia para os consumidores, o reaproveitamento de roupas também contribui para reduzir o descarte de peças que ainda estão em bom estado.

Para muitas mulheres, o brechó representa geração de renda, autonomia financeira e fortalecimento pessoal. O Encontro das Brecholeiras também promove uma rede de apoio e colaboração entre as participantes.

As agendas e informações sobre os eventos são divulgadas no Instagram, por meio do perfil @encontrodasbrecholeiras, onde também são divulgadas as próximas edições realizadas na cidade.

Entre os diferentes públicos atendidos pelos brechós, também há iniciativas voltadas para roupas e itens infantis. Como as crianças crescem rapidamente, muitas peças são usadas por pouco tempo, o que torna o reaproveitamento mais comum. Por isso, os brechós acabam sendo uma alternativa para pais e responsáveis venderem roupas que já não servem mais e, ao mesmo tempo, permitem que outras famílias encontrem peças infantis em bom estado por preços mais acessíveis.

A presença dos brechós em Rio Branco mostra diferentes formas de consumo e geração de renda na cidade. Mais do que uma opção econômica, esses espaços incentivam o consumo consciente, fortalecem o empreendedorismo feminino e permitem que consumidores tenham acesso a peças de marcas conhecidas e em bom estado por preços mais acessíveis.

Redação

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