{"id":7188,"date":"2026-10-29T01:23:55","date_gmt":"2026-10-29T06:23:55","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=7188"},"modified":"2026-10-29T01:25:10","modified_gmt":"2026-10-29T06:25:10","slug":"onde-termina-a-ciclovia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=7188","title":{"rendered":"Onde termina a ciclovia?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Ciclistas enfrentam dificuldades e riscos nos trajetos<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Por Diogo Jos\u00e9 e Vit\u00f3ria Messias<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bicicleta atravessou gera\u00e7\u00f5es em Rio Branco e voltou a ganhar espa\u00e7o nas ruas. Para quem pedala, por\u00e9m, o caminho ainda \u00e9 marcado por buracos, obst\u00e1culos, falta de continuidade e uma pergunta que o pr\u00f3prio poder p\u00fablico ainda n\u00e3o consegue responder: afinal, quantos quil\u00f4metros de ciclovias existem e quantos est\u00e3o realmente em condi\u00e7\u00f5es de uso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem pedala por Rio Branco conhece a sensa\u00e7\u00e3o de encontrar uma ciclovia no caminho e, alguns minutos depois, precisar sair dela. \u00c0s vezes, o trecho simplesmente acaba. Em outras, aparecem buracos, rachaduras ou desn\u00edveis. Tamb\u00e9m h\u00e1 carros e motocicletas estacionados onde deveriam passar bicicletas. Ainda assim, elas continuam circulando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e3o para o trabalho, para a escola, para a academia, para o mercado. Aparecem nos parques, nas competi\u00e7\u00f5es e nas ruas dos bairros. Para alguns, \u00e9 uma escolha. Para outros, o meio de transporte que cabe no bolso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bicicleta n\u00e3o desapareceu de Rio Branco. Pelo contr\u00e1rio. Mais de um s\u00e9culo depois de chegar \u00e0 capital, ela continua encontrando espa\u00e7o em uma cidade cada vez mais ocupada por carros e motocicletas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que, enquanto as pessoas continuam pedalando, a estrutura destinada a elas parece n\u00e3o acompanhar o mesmo ritmo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para alguns, n\u00e3o \u00e9 op\u00e7\u00e3o. \u00c9 transporte<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elson Silva usa a bicicleta todos os dias. Para ele, a escolha tamb\u00e9m passa pelo bolso. \u201cEu prefiro a bicicleta porque \u00e9 mais f\u00e1cil para mim. N\u00e3o gasto com passagem nem com combust\u00edvel e consigo chegar aos lugares que preciso. O ruim mesmo \u00e9 quando o tr\u00e2nsito est\u00e1 muito movimentado ou quando chove\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conta \u00e9 simples: n\u00e3o \u00e9 preciso abastecer, pagar passagem ou procurar estacionamento.&nbsp; Mas existe outra conta. Quem pedala precisa enfrentar o calor, a chuva e, principalmente, o tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leandro Chaves come\u00e7ou a utilizar a bicicleta para trabalhar em 2007. Desde ent\u00e3o, incorporou o ve\u00edculo a v\u00e1rios momentos da rotina. Vai \u00e0 academia, faz compras, visita amigos e pratica atividade f\u00edsica sobre duas rodas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, Rio Branco tem uma caracter\u00edstica positiva: h\u00e1 muitos trechos destinados \u00e0s bicicletas. O problema aparece quando esses trechos deixam de existir. \u201c\u00c9 importante reconhecer que Rio Branco possui uma malha ciclovi\u00e1ria muito grande, a ponto de ser bastante prov\u00e1vel passar por pelo menos uma ciclovia durante qualquer trajeto relativamente longo. Mas nem sempre a ciclovia est\u00e1 presente em todo o percurso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o caminho termina, come\u00e7a outra disputa. \u201c\u00c0s vezes, o melhor a fazer nesses trechos \u00e9 descer da <em>bike<\/em> e virar pedestre\u201d. N\u00e3o \u00e9 apenas a falta de continuidade que incomoda quem pedala. Segundo Leandro, existem problemas de conserva\u00e7\u00e3o em diferentes pontos da cidade. \u201cSe por um lado Rio Branco tem muita ciclovia, por outro h\u00e1 um problema de qualidade desses trechos, por falta de manuten\u00e7\u00e3o frequente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buracos, rachaduras, eros\u00f5es e desn\u00edveis aparecem no trajeto. Em alguns locais, o pr\u00f3prio espa\u00e7o reservado \u00e0s bicicletas \u00e9 ocupado por carros e motocicletas. O ciclista precisa desviar. \u201cVoc\u00ea vai ter que desviar desse carro ou da moto, o que pode at\u00e9 colocar em risco a nossa seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No interior, a bicicleta ainda \u00e9 bem presente na rotina e a rela\u00e7\u00e3o com as duas rodas pode ser ainda mais intensa. Em cidades menores, onde as dist\u00e2ncias s\u00e3o mais curtas e muitos servi\u00e7os ficam pr\u00f3ximos das \u00e1reas de moradia, a bicicleta continua sendo uma maneira b\u00e1sica de circular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Feij\u00f3, Rosa do Carmo, aut\u00f4noma, usa a bicicleta para resolver tarefas do dia a dia. \u201cEu uso muito para ir de um lugar para outro. Aqui \u00e9 mais tranquilo, o pessoal usa mais bicicleta que outra coisa, quase n\u00e3o tem muito carro, as coisas s\u00e3o mais perto e a bicicleta ajuda bastante. \u00c0s vezes \u00e9 para ir ao mercado, visitar algu\u00e9m ou resolver alguma coisa. J\u00e1 faz parte da nossa rotina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bicicleta aparece nas ruas, nos caminhos de barro, nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s casas e nos trajetos para escola, trabalho e com\u00e9rcio. Na capital, por\u00e9m, esse caminho ficou mais disputado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O esporte tamb\u00e9m colocou mais bicicletas nas ruas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muita gente, a bicicleta \u00e9 lazer, exerc\u00edcio e esporte. No Parque do Ip\u00ea, em Rio Branco, elas aparecem entre caminhadas e corridas no fim da tarde. O local tamb\u00e9m recebe iniciativas de aluguel de bicicletas para quem quer curtir a atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rafael Lima, propriet\u00e1rio de uma empresa de aluguel de bicicletas, percebeu esse interesse. \u201cTem muita gente que chega aqui sem ter bicicleta e quer experimentar. \u00c0s vezes come\u00e7a como um passeio e, depois, a pessoa acaba pegando gosto e passa a pedalar com mais frequ\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O passeio pode virar h\u00e1bito. E o h\u00e1bito pode virar esporte. Em 2025, Rio Branco recebeu a Copa Norte e Nordeste de Ciclismo, que reuniu mais de 400 atletas de diferentes estados. Em 2026, uma seletiva estadual para a Copa Norte e Nordeste de Ciclismo de Estrada reuniu 49 atletas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Rita Costa, ciclista amadora, pedalar tamb\u00e9m muda a maneira como a cidade \u00e9 percebida. \u201cQuando a gente est\u00e1 de bicicleta, come\u00e7a a perceber a cidade de um jeito diferente. \u00c9 exerc\u00edcio e tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de sair da rotina. Mas ainda falta mais seguran\u00e7a e estrutura para quem escolhe pedalar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7191\" data-id=\"7191\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=768%2C512&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=330%2C220&amp;ssl=1 330w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=420%2C280&amp;ssl=1 420w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-33.jpeg?resize=510%2C340&amp;ssl=1 510w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\"><em>Desafio Internacional de Maratona Mountain Bike reuniu mais de 400 atletas inscritos, entre representantes do Acre e de diversos estados brasileiros. Foto: Marcos Ara\u00fajo\/Secom<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, existe uma grande diferen\u00e7a entre escolher pedalar e depender da bicicleta. Para quem est\u00e1 treinando, um buraco pode significar um desvio. Para quem est\u00e1 indo trabalhar, pode significar um risco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Afinal, quantas ciclovias Rio Branco tem?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 quando se olha para os n\u00fameros oficiais que a hist\u00f3ria fica mais complicada. Uma pessoa ligada \u00e0 Superintend\u00eancia Municipal de Transportes e Tr\u00e2nsito (RBTrans) informou (de forma an\u00f4nima, por receio de repres\u00e1lias) \u00e0 reportagem do A Catraia que Rio Branco possui atualmente \u201cem torno de 64 quil\u00f4metros, entre ciclovia e ciclofaixa\u201d. Mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico n\u00famero apresentado pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em fevereiro de 2026, a pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o municipal divulgou, em seus ve\u00edculos oficiais, 74,5 quil\u00f4metros de ciclovias e ciclofaixas, considerando informa\u00e7\u00f5es consolidadas at\u00e9 dezembro de 2025. S\u00e3o 10,5 quil\u00f4metros de diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reportagem questionou a RBTrans sobre o motivo da diferen\u00e7a e pediu informa\u00e7\u00f5es que permitissem identificar quais trechos deixaram de ser contabilizados e qual n\u00famero representa atualmente a rede existente. Os dados solicitados n\u00e3o foram apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E existe ainda outro n\u00famero. Um diagn\u00f3stico t\u00e9cnico do munic\u00edpio aponta 178,3 quil\u00f4metros de espa\u00e7os destinados exclusivamente a bicicletas e outros meios de transporte n\u00e3o motorizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os documentos podem considerar tipos diferentes de estruturas ou utilizar crit\u00e9rios diferentes, e isso tamb\u00e9m mostra que h\u00e1 um problema.Para quem busca entender como est\u00e1 a estrutura para bicicletas em Rio Branco, n\u00e3o existe uma resposta simples. A diferen\u00e7a entre os n\u00fameros &#8211; entre 64 e 178 quil\u00f4metros &#8211; poderia ser explicada se houvesse uma informa\u00e7\u00e3o a mais: quais desses trechos est\u00e3o funcionando bem?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A RBTrans informou que ainda est\u00e1 fazendo um levantamento para descobrir quais partes est\u00e3o em boas condi\u00e7\u00f5es, quais apresentam problemas no pavimento e quais precisam de sinaliza\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, os documentos divulgados pela RBTrans tamb\u00e9m mostram que houve obras p\u00fablicas destinadas \u00e0 \u00e1rea. O \u00faltimo Relat\u00f3rio Anual de Gest\u00e3o registra 11.860 metros (menos de 12 quil\u00f4metros) de interven\u00e7\u00f5es na estrutura para bicicletas em 2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre obst\u00e1culos&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o caminho apresenta obst\u00e1culos, a pergunta deixa de ser apenas quantos quil\u00f4metros existem. Passa a ser: esses quil\u00f4metros est\u00e3o realmente cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o? Acidentes ajudam a mostrar que circular de bicicleta em Rio Branco envolve riscos que n\u00e3o podem ser ignorados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em 8 de outubro de 2024, uma crian\u00e7a morreu depois de cair da bicicleta na AC-40, em frente ao Parque Chico Mendes. Segundo o relato divulgado na \u00e9poca, ela atingiu um pneu colocado junto \u00e0 ciclovia. Ap\u00f3s a queda, foi atropelada por uma carreta.<\/li>\n\n\n\n<li>Em 14 de julho de 2025, um ciclista de 17 anos foi atingido por um caminh\u00e3o-ca\u00e7amba na rotat\u00f3ria entre os bairros Tancredo Neves e Alto Alegre. Ele ficou ferido.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"536\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7190\" data-id=\"7190\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-32.jpeg?resize=750%2C536&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-32.jpeg?w=750&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-32.jpeg?resize=300%2C214&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\"><em>Ap\u00f3s desviar de pneu, crian\u00e7a de 10 anos morre atropelada por caminh\u00e3o em Rio Branco. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma hist\u00f3ria antiga<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bicicleta que existe hoje levou d\u00e9cadas para chegar ao formato conhecido. A cria\u00e7\u00e3o do alem\u00e3o Karl Drais, em 1817, era um ve\u00edculo de duas rodas que ainda n\u00e3o tinha pedais. Para faz\u00ea-la andar, era preciso empurrar os p\u00e9s contra o ch\u00e3o. Depois vieram os pedais, as correntes, os pneus e novos modelos. E ela passou a fazer parte do cotidiano das ruas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Acre, registros hist\u00f3ricos mostram que as bicicletas j\u00e1 estavam presentes nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Em 1914, o Gr\u00eamio Sportivo promoveu corridas de bicicleta na capital, com provas de at\u00e9 dois quil\u00f4metros. As ruas ainda n\u00e3o eram pavimentadas e os deslocamentos aconteciam principalmente a p\u00e9, em ve\u00edculos puxados por animais ou sobre duas rodas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rio Branco era outra cidade. As ruas ainda n\u00e3o eram pavimentadas e os deslocamentos aconteciam principalmente a p\u00e9, em ve\u00edculos puxados por animais ou sobre duas rodas. Os primeiros autom\u00f3veis come\u00e7aram a aparecer. Com o tempo, carros, motos e \u00f4nibus ganharam cada vez mais espa\u00e7o. A bicicleta, n\u00e3o era prioridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2007, uma reportagem da Ag\u00eancia de Not\u00edcias do Acre estimava mais de 55 mil bicicletas circulando diariamente por Rio Branco. Trabalhadores e estudantes estavam entre os usu\u00e1rios, al\u00e9m de pessoas que utilizavam o ve\u00edculo para lazer e esporte. Quase 20 anos depois, a bicicleta continua presente. S\u00f3 que agora em uma cidade maior e com um tr\u00e2nsito muito mais movimentado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria da bicicleta \u00e9 feita de adapta\u00e7\u00f5es. Ela nasceu sem pedais, ganhou novas pe\u00e7as, atravessou cidades, virou transporte, lazer e esporte. No Acre, est\u00e1 com o trabalhador que economiza a passagem, com quem vai ao mercado, com a crian\u00e7a que aprende a pedalar, com quem treina no Parque do Ip\u00ea, com o atleta que percorre quil\u00f4metros pelas estradas e com quem simplesmente quer chegar a algum lugar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bicicleta n\u00e3o parou de circular, mas Rio Branco ainda precisa decidir se vai acompanh\u00e1-la. Hoje, os n\u00fameros oficiais sobre a estrutura dispon\u00edvel s\u00e3o inconsistentes e o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo tr\u00e2nsito ainda analisa se os trechos est\u00e3o em boas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, quem pedala continua fazendo sua parte. Empurra o pedal, desvia do buraco, passa pelo carro estacionado, sai da ciclovia quando ela termina, mas segue. Porque, no fim, a bicicleta sempre encontra uma maneira de continuar. A pergunta \u00e9 se a cidade vai garantir mais aten\u00e7\u00e3o e cuidado para os ciclistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ciclistas enfrentam dificuldades e riscos nos trajetos Por Diogo Jos\u00e9 e Vit\u00f3ria Messias A bicicleta atravessou gera\u00e7\u00f5es em Rio Branco e voltou a ganhar espa\u00e7o nas ruas. Para quem pedala, por\u00e9m, o caminho ainda \u00e9 marcado por buracos, obst\u00e1culos, falta de continuidade e uma pergunta que o pr\u00f3prio poder p\u00fablico ainda n\u00e3o consegue responder: afinal,<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":7189,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[241,53,1],"tags":[],"coauthors":[136],"class_list":["post-7188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esporte","category-raizes-urbanas","category-ultimas-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-31.jpeg?fit=750%2C563&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7188"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7193,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7188\/revisions\/7193"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7188"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=7188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}