{"id":7177,"date":"2026-10-29T01:20:03","date_gmt":"2026-10-29T06:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=7177"},"modified":"2026-10-29T01:20:05","modified_gmt":"2026-10-29T06:20:05","slug":"mais-de-mil-geoglifos-identificados-no-acre-escancaram-heranca-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=7177","title":{"rendered":"Mais de mil geoglifos identificados no Acre escancaram heran\u00e7a hist\u00f3rica\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Entre centenas de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, o estado re\u00fane 462 geoglifos registrados pelo Iphan e um mist\u00e9rio ancestral inusitado<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Por Matheus Miranda<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Acre \u00e9 hoje o estado brasileiro que apresenta o maior percentual j\u00e1 registrado de geoglifos na Amaz\u00f4nia. S\u00e3o mais de mil registros at\u00e9 o momento, segundo o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), consolidando-se como destaque na arqueologia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na por\u00e7\u00e3o oeste e sul do estado encontra-se o Peru, pa\u00eds conhecido mundialmente pelo turismo sobre achados arqueol\u00f3gicos de popula\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas. O pa\u00eds vizinho concentra cerca de 700 geoglifos catalogados. Os geoglifos s\u00e3o uma descoberta arqueol\u00f3gica, um tipo de escava\u00e7\u00e3o na terra com formatos geom\u00e9tricos. Em muitos dos casos, apresentam formatos circulares, quadrados e ret\u00e2ngulos, tri\u00e2ngulos ou at\u00e9 mesmo a sobreposi\u00e7\u00e3o de dois formatos. Est\u00e3o comumente relacionados a civiliza\u00e7\u00f5es antigas que constru\u00edram esses monumentos como pontos de geolocaliza\u00e7\u00e3o, para usos em rituais religiosos ou manifesta\u00e7\u00f5es culturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A superintendente do Iphan\/Acre, Ant\u00f4nia Barbosa, informa que ainda estamos em processo de descobrimento, apesar da enorme quantia j\u00e1 identificada. \u201cEsse n\u00famero continua crescendo \u00e0 medida que avan\u00e7am as pesquisas, o sensoriamento remoto, a an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lites, levantamento com drones e LiDAR\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O arque\u00f3logo acreano Fernando Ferreira, pesquisador de geoglifos e Coordenador de \u00c1rea no Acre do projeto Amaz\u00f4nia Revelada, explica que o LiDAR&nbsp; (Light Detection and Ranging) \u00e9 uma tecnologia de mapeamento remoto que utiliza pulsos de laser para medir a superf\u00edcie com alta precis\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia, ele consegue atravessar&nbsp; a copa das \u00e1rvores em \u00e1reas cobertas pela floresta, possibilitando enxergar o relevo e produzir modelos mais detalhados de terrenos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 quase como se esse modelo digital retirasse a vegeta\u00e7\u00e3o e mostrasse os caminhos criados pelos geoglifos dentro da floresta como valas, mosaicos e as estruturas geom\u00e9tricas gigantescas\u201d, explica o arque\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7180\" data-id=\"7180\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?resize=960%2C540&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-24.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">Grupo de Trabalho de Visita\u00e7\u00e3o dos Geoglifos do F\u00f3rum Empresarial do Acre, coordenado pela superintendente do Iphan\/Acre Ant\u00f4nia Barbosa. Fotografia: Matheus Miranda.<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Constru\u00e7\u00f5es complexas&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contradi\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria comumente partilhada sobre a inexist\u00eancia das ocupa\u00e7\u00f5es humanas antigas no Acre e o isolamento da regi\u00e3o, a enorme quantidade desses s\u00edtios arqueol\u00f3gicos identificados mostram, hoje, justamente o contr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o arque\u00f3logo Fernando Ferreira, as pesquisas revelam que \u201cest\u00e1 come\u00e7ando a aparecer uma paisagem muito mais rica do que aquela velha imagem da Amaz\u00f4nia vazia ou praticamente intocada pela a\u00e7\u00e3o humana\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ant\u00f4nia Barbosa diz que os geoglifos revelam uma realidade complexa, mostrando que os construtores tinham t\u00e9cnicas e conhecimento. \u201cObras dessa dimens\u00e3o pressup\u00f5em planejamento, organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e conhecimento da paisagem\u201d, destaca a superintendente do Iphan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEstamos encontrando estruturas monumentais; s\u00e3o redes de caminhos que integram \u00e1reas de ocupa\u00e7\u00e3o em diferentes formas de transforma\u00e7\u00e3o dessa paisagem, mostrando para n\u00f3s que as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas ocuparam este territ\u00f3rio por muito tempo e tinham um conhecimento profundo desses ambientes e tecnologias\u201d, completa o pesquisador Fernando Ferreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">.Os geoglifos n\u00e3o podem e nem devem ser compreendidos isoladamente, pois cada um integra a paisagem e o meio que est\u00e3o inseridos de maneira mais ampla. Essas constru\u00e7\u00f5es nos impedem de ignorar o passado e a tecnologia social e instrumental que caracterizaram a hist\u00f3ria do Acre.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7182\" data-id=\"7182\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?resize=960%2C540&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-26.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(Mapa de cataloga\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos do Acre. Fotografia: Matheus Miranda)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Revelando o Acre<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Ferreira \u00e9 um dos arque\u00f3logos respons\u00e1veis pelo projeto de mapeamento de geoglifos no Acre, denominado Amaz\u00f4nia Revelada. Rio-branquense crescido em Sena Madureira, \u00e9 formado em Hist\u00f3ria Bacharelado pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e mestre pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Diversidade Sociocultural (, vinculado ao Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. Atualmente cursa Doutorado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando recorda que o seu primeiro contato com a arqueologia foi atrav\u00e9s de uma visita da escola ao museu de Sena Madureira, hoje infelizmente fechado, onde conheceu as urnas Shiburemas. \u201cEu lembro de olhar aqueles artefatos e perceber que existia uma hist\u00f3ria muito mais antiga naquele lugar onde eu estava, e eu sequer conhecia\u201d, diz o arque\u00f3logo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"859\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7179\" data-id=\"7179\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-23.jpeg?resize=960%2C859&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-23.jpeg?resize=1024%2C916&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-23.jpeg?resize=300%2C268&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-23.jpeg?resize=768%2C687&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-23.jpeg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(Historiador e arque\u00f3logo acreano Fernando Ferreira. Arquivo pessoal disponibilizado)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2011, quando ingressou na universidade, Fernando relata que o curso n\u00e3o possu\u00eda estrutura na \u00e1rea. Por\u00e9m, n\u00e3o imaginava a guinada que a sua vida teria, influenciado pelos geoglifos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNaquele momento, a arqueologia n\u00e3o tinha espa\u00e7o na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. N\u00e3o tinha professores de arqueologia. No curso de Hist\u00f3ria se falava pouco. Ent\u00e3o, na minha cabe\u00e7a, a arqueologia tinha virado coisa de Indiana Jones, do cinema, da TV\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entrada na arqueologia o fez enxergar o caminho da investiga\u00e7\u00e3o sobre o patrim\u00f4nio de uma hist\u00f3ria acreana quase desconhecida. Ele come\u00e7ou a participar das pesquisas no s\u00edtio arqueol\u00f3gico Sol de Campinas, um projeto de &#8220;s\u00edtio-escola&#8221; que levou estudantes de Hist\u00f3ria e Geografia da Universidade Federal do Acre (Ufac) para participar dos estudos arqueol\u00f3gicos conduzidos pela USP em parceria com o Iphan e a Ufac.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPassei cerca de um m\u00eas tendo contato direto com a arqueologia, no campo, aprendendo t\u00e9cnicas de escava\u00e7\u00e3o, registros, convivendo com escavadores, estudantes de outros locais do Brasil e foi quando conheci o professor Eduardo G\u00f3es Neves do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"660\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7178\" data-id=\"7178\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-22.jpeg?resize=960%2C660&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-22.jpeg?resize=1024%2C704&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-22.jpeg?resize=767%2C527&amp;ssl=1 767w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-22.jpeg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-22.jpeg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(Historiador e arque\u00f3logo Fernando Ferreira. Arquivo pessoal disponibilizado)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente o arque\u00f3logo Fernando Ferreira, \u00e0 convite do professor Eduardo Neves, coordena as a\u00e7\u00f5es de pesquisa e monitoramento de novos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos no Acre,&nbsp; pelo projeto Amaz\u00f4nia Revelada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tapando a hist\u00f3ria<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida a este cen\u00e1rio de riqueza hist\u00f3rica, os impactos atuais provenientes da agropecu\u00e1ria mudam a paisagem. Muitas altera\u00e7\u00f5es acontecem devido ao desmatamento ou ao plantio por m\u00e1quinas pesadas nessas regi\u00f5es,&nbsp; que seguem tapando as valas e valetas de geoglifos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o arque\u00f3logo Fernando, essas estruturas centen\u00e1rias que resistiram a fen\u00f4menos da natureza, hoje est\u00e3o sendo profundamente alteradas pela a\u00e7\u00e3o humana em um tempo recorde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A implementa\u00e7\u00e3o das novas tecnologias como drone e o sistema LiDARseguem como as alternativas mais r\u00e1pidas e seguras para identificar e buscar proteger os ecossistemas da Amaz\u00f4nia, todavia n\u00e3o substituem a profissionaliza\u00e7\u00e3o humana na opera\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios, segundo Fernando.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"547\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7183\" data-id=\"7183\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-27.jpeg?resize=960%2C547&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-27.jpeg?resize=1024%2C583&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-27.jpeg?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-27.jpeg?resize=768%2C437&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-27.jpeg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(S\u00edtio arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 de S\u00e1; \u00fanico geoglifo tombado pelo Iphan, no Acre. Arquivo disponibilizado)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das novas tecnologias, Fernando ressalta o papel das comunidades durante estas opera\u00e7\u00f5es:\u201cA gente faz isso consultando a comunidade, conversando sempre e visitando aquelas pessoas a fim de explicar o que est\u00e1 sendo feito, sobre os pedidos de autoriza\u00e7\u00e3o tanto para entrada a p\u00e9 como no levantamento de drones\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"719\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7184\" data-id=\"7184\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=960%2C719&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=1024%2C767&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=1536%2C1150&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-28.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(S\u00edtio arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 de S\u00e1. Arquivo disponibilizado)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A preserva\u00e7\u00e3o do s\u00edtios requer consci\u00eancia social da popula\u00e7\u00e3o, especialmente&nbsp; para quem reside nestes espa\u00e7os, que guardam a hist\u00f3ria de um povo que habitava a Amaz\u00f4nia pr\u00e9-colombiana. E compreens\u00e3o, por parte dos profissionais, uma vez que as a\u00e7\u00f5es de pesquisa dentro do geoglifos integram a rotina desses moradores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o arque\u00f3logo acreano, \u201cpreservar os geoglifos n\u00e3o \u00e9 preservar apenas a vala ou um desenho geom\u00e9trico no ch\u00e3o. \u00c9 preservar a informa\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria, pois cada s\u00edtio representa parte da hist\u00f3ria do Acre que talvez nunca mais conseguiremos recuperar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Futuro do turismo no Acre&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocorr\u00eancia dos geoglifos gera debates e teorias diversas em todo o mundo. A arqueologia busca compreender o que motivava essas civiliza\u00e7\u00f5es a criarem esses monumentos gigantescos. Seriam pontos de encontro? Moradias?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desenvolvimento do Arqueoturismo no Acre surge como estrat\u00e9gia na constru\u00e7\u00e3o de uma nova rota tur\u00edstica, seguindo um movimento de interesse da ci\u00eancia e dos entusiastas da arqueologia na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7185\" data-id=\"7185\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-29.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">A guia Carmen Roja leva turistas ao S\u00edtio arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 de S\u00e1. Fotografia: Matheus Miranda.<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A guia de turismo peruana Carmen Rojas realiza atividades de acompanhamento em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos tanto no Acre quanto em cidades pr\u00f3ximas, no Per\u00fa. Para ela, os geoglifos possuem o potencial de movimentar a economia do Acre beneficiando diretamente as comunidades locais e munic\u00edpios como Capixaba, Senador Guiomard e Pl\u00e1cido de Castro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPequenos produtores e moradores dos ramais passam a faturar diretamente com as pousadas domiciliares, restaurantes de comidas t\u00edpicas, venda de artesanato e frutas da regi\u00e3o\u201d, diz a guia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O investimento no turismo ecol\u00f3gico integrado ao arqueoturismo desenvolve uma cadeia que conecta diversas alas do turismo, como o Turismo de Base Comunit\u00e1ria e o Agroturismo, por exemplo, criando oportunidades importantes na gera\u00e7\u00e3o de empregos, e, sobretudo na internacionaliza\u00e7\u00e3o do Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs geoglifos s\u00e3o a oportunidade que temos para as comunidades no entorno dos geoglifos mais conhecidos; que estes estabelecimentos sejam protagonistas e benefici\u00e1rios do turismo internacional feito no Acre\u201d, reflete Carmen Rojas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-7186\" data-id=\"7186\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?resize=960%2C540&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-30.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">(S\u00edtio arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 de S\u00e1. Fotografia: Matheus Miranda)<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de estrutura encabe\u00e7a o principal desafio no desenvolvimento desse setor, seguido pela necessidade&nbsp; de regula\u00e7\u00e3o adequada e incentivo privado. Por fim, a aus\u00eancia das parcerias com Estado,&nbsp; de operadores do Turismo Receptivo e da ades\u00e3o de ag\u00eancias especializadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carmen explica que n\u00e3o existem centros de visitantes, passarelas de observa\u00e7\u00e3o ou sinaliza\u00e7\u00f5es na maioria dos s\u00edtios. O b\u00e1sico falta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO s\u00edtio arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 de S\u00e1, localizado \u00e0s margens da BR-317, Rio Branco, Acre, possui uma estrutura b\u00e1sica de prote\u00e7\u00e3o pelo Iphan, mas n\u00e3o \u00e9 um receptivo tur\u00edstico ativo com banheiros, lanchonetes, ou guias de plant\u00e3o\u201d, diz a guia Carmen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, reconhecer a relev\u00e2ncia deste passado \u00e9 apresentado como o novo passo na gera\u00e7\u00e3o de valor, inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Acre.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curiosidade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos geoglifos mais antigos no mundo hoje \u00e9 o Las Playas, que fica no estado do Arizona (EUA) e remete a uma figura de um peixe com aproximadamente 83 metros de comprimento. O monumento, considerado sagrado pelos povos nativos da regi\u00e3o, foi redescoberto por arque\u00f3logos norte-americanos em 1979 e possui data\u00e7\u00e3o de cerca de 7.500 anos, segundo publica\u00e7\u00e3o da The SAA Archaeological Record, em setembro de 2026. O monumento entrou no centro do debate da arqueologia mundial devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um muro na divisa do estado, sob ordens do presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, Donald Trump.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre centenas de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, o estado re\u00fane 462 geoglifos registrados pelo Iphan e um mist\u00e9rio ancestral inusitado Por Matheus Miranda O Acre \u00e9 hoje o estado brasileiro que apresenta o maior percentual j\u00e1 registrado de geoglifos na Amaz\u00f4nia. S\u00e3o mais de mil registros at\u00e9 o momento, segundo o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":7181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[53,1],"tags":[],"coauthors":[136],"class_list":["post-7177","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-raizes-urbanas","category-ultimas-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-25.jpeg?fit=2048%2C1536&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7177"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7187,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7177\/revisions\/7187"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7177"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=7177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}