{"id":6901,"date":"2026-09-15T13:17:18","date_gmt":"2026-09-15T18:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6901"},"modified":"2026-09-15T13:22:56","modified_gmt":"2026-09-15T18:22:56","slug":"feliz-alegre-e-forte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6901","title":{"rendered":"&#8220;Feliz, alegre e forte&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><em>Gesse de Freitas, uma vida dedicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, arte e cultura e marcada por boas amizades<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><em>Por J<\/em><\/strong><em><strong>os\u00e9 Henrique Nascimento e Miguel Feitosa<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Durante mais de duas d\u00e9cadas, Geesse de Freitas, produtor cultural conhecido por todos como Branco, dedicou sua vida ao movimento junino acreano. \u00c0 frente da quadrilha Sassaricano na Ro\u00e7a por 23 anos, ajudou a transformar o grupo em uma das principais refer\u00eancias das festas juninas no Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Aos 44 anos, Branco morreu de infarto e deixou amigos, afilhados, sua m\u00e3e e pessoas que afirmam ter sido marcadas por sua presen\u00e7a. Para familiares, amigos e integrantes do movimento cultural, Branco deixou um legado marcado pelo compromisso com a cultura popular, pela capacidade de reunir pessoas e pelo incentivo \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">A Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac) suspendeu as apresenta\u00e7\u00f5es previstas para a terceira noite do 18\u00ba Circuito Junino de Rio Branco, em respeito \u00e0 sua hist\u00f3ria e ao seu legado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Trajet\u00f3ria de alegria e dedica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Nascido em Tarauac\u00e1 (AC) em 1981, Branco teve uma inf\u00e2ncia marcada pela supera\u00e7\u00e3o. Filho de uma fam\u00edlia humilde, desde cedo buscou contribuir com a renda da casa. Ainda jovem, vendia p\u00e3es pelas ruas do bairro Nova Esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Carregava os p\u00e3es em um saco de fibra apoiado nas costas e percorria as ruas anunciando sua chegada com o tradicional grito: &#8220;Olha o padeiro!&#8221;. A lembran\u00e7a dessa rotina permanece viva entre pessoas que conviveram com ele e ajuda a explicar o esp\u00edrito trabalhador que o acompanhou ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Segundo amigos de inf\u00e2ncia, Branco sempre demonstrou facilidade para criar v\u00ednculos com as pessoas. Era conhecido pela alegria, pelo bom humor e pela disposi\u00e7\u00e3o em ouvir e ajudar quem estivesse ao seu redor. Essas caracter\u00edsticas tamb\u00e9m marcaram sua atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Antes mesmo de concluir a gradua\u00e7\u00e3o, dedicou parte do seu tempo a oferecer aulas volunt\u00e1rias para crian\u00e7as da comunidade. O objetivo era acolher filhos de m\u00e3es que precisavam trabalhar e n\u00e3o tinham com quem deix\u00e1-los durante o dia. Mais tarde, formou-se em Pedagogia pela Universidade Federal do Acre (UFAC). Em seguida, ingressou no curso de Artes C\u00eanicas, \u00e1rea na qual encontrou um caminho para unir educa\u00e7\u00e3o, arte e cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">A f\u00e9 tamb\u00e9m ocupou um lugar importante em sua trajet\u00f3ria. Participante ativo da Comunidade S\u00e3o Jos\u00e9, integrou o grupo de jovens da igreja, onde construiu amizades que permaneceram por toda a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Uma dessas amizades foi com Katiucia Cunha. Os dois se conheceram ainda crian\u00e7as, quando tinham cerca de dez anos de idade. Ela acompanhou de perto a rotina de Branco vendendo p\u00e3es pelas ruas do bairro e viu sua dedica\u00e7\u00e3o em ajudar a fam\u00edlia. Com o passar dos anos, a conviv\u00eancia na comunidade fortaleceu a amizade, transformando-a em uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e afeto. O v\u00ednculo tornou-se t\u00e3o pr\u00f3ximo que Branco foi escolhido para ser padrinho de batismo e, posteriormente, padrinho de casamento de Katiucia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Em entrevista para este obitu\u00e1rio, Katiucia lembra que a escolha de Branco como padrinho foi questionada por algumas pessoas, mas nunca teve d\u00favidas da decis\u00e3o. Para ela, ele era um homem \u00edntegro, presente e comprometido com aqueles que amava. Segundo a amiga, essa conviv\u00eancia tamb\u00e9m influenciou a forma\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia, especialmente do filho, que cresceu tendo Branco como uma de suas principais refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Foi na cultura popular, por\u00e9m, que Branco encontrou o espa\u00e7o onde seria mais reconhecido. Como fundador e presidente da quadrilha Sassaricano na Ro\u00e7a, dedicou mais de duas d\u00e9cadas ao fortalecimento do movimento junino acreano. Sob sua lideran\u00e7a, a agremia\u00e7\u00e3o formou gera\u00e7\u00f5es de brincantes, incentivou jovens artistas e ajudou a preservar uma das mais importantes manifesta\u00e7\u00f5es culturais do Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Para quem conviveu com Branco, a lembran\u00e7a que permanece vai al\u00e9m dos t\u00edtulos e da atua\u00e7\u00e3o na cultura. Amigos o descrevem como algu\u00e9m que enfrentava as dificuldades sem perder a esperan\u00e7a, valorizava a amizade, cultivava a f\u00e9 e encontrava na arte uma forma de transformar vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Seu legado continua presente na mem\u00f3ria da fam\u00edlia, dos amigos, da comunidade junina e de todos aqueles que tiveram a oportunidade de caminhar ao seu lado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gesse de Freitas, uma vida dedicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, arte e cultura e marcada por boas amizades Por Jos\u00e9 Henrique Nascimento e Miguel Feitosa Durante mais de duas d\u00e9cadas, Geesse de Freitas, produtor cultural conhecido por todos como Branco, dedicou sua vida ao movimento junino acreano. \u00c0 frente da quadrilha Sassaricano na Ro\u00e7a por 23 anos,<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6902,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[5,1],"tags":[40],"coauthors":[136],"class_list":["post-6901","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-ultimas-noticias","tag-acre"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/IMG_9864.JPG-1.jpeg?fit=600%2C450&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6901","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6901"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6901\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6906,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6901\/revisions\/6906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6901"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6901"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6901"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}