{"id":6868,"date":"2026-09-22T10:05:19","date_gmt":"2026-09-22T15:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6868"},"modified":"2026-09-22T10:05:22","modified_gmt":"2026-09-22T15:05:22","slug":"quando-uma-cuia-de-tacaca-faz-a-distancia-parecer-menor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6868","title":{"rendered":"Quando uma cuia de tacac\u00e1 faz a dist\u00e2ncia parecer menor"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Em S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia, restaurantes de culin\u00e1ria acreana v\u00e3o al\u00e9m da comida. Re\u00fanem conterr\u00e2neos, preservam tradi\u00e7\u00f5es e mant\u00eam vivas as mem\u00f3rias de quem deixou o Acre<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><em>Por Danniely Silva e Ranelly Yasmim Pinheiro<br><\/em><\/strong><br>\u201cEu s\u00f3 me dei conta do quanto amo a\u00e7a\u00ed, tapioca e tacac\u00e1 quando me mudei para S\u00e3o Paulo\u201d. A reflex\u00e3o da jornalista acreana Guadalupe Pereira resume um sentimento compartilhado por muitos migrantes, a saudade que se revela nos sabores e nas mem\u00f3rias do lugar de origem. H\u00e1 sete anos vivendo na capital paulista para estudar e trabalhar, ela conta que sentiu o impacto da dist\u00e2ncia n\u00e3o apenas pela aus\u00eancia da fam\u00edlia e dos amigos, mas tamb\u00e9m pelas diferen\u00e7as culturais e gastron\u00f4micas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Para manter viva a conex\u00e3o com o Acre, Guadalupe costuma levar a\u00e7a\u00ed e carne bovina congelados em suas viagens. \u201cMe sinto mais pr\u00f3xima da minha fam\u00edlia sempre que tomo a\u00e7a\u00ed, ent\u00e3o, al\u00e9m de comer bem, encurto a dist\u00e2ncia entre mim e quem eu amo\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Quem vive longe da terra natal sabe que a saudade vai muito al\u00e9m da aus\u00eancia. A falta da fam\u00edlia, de costumes e refer\u00eancias &#8211; que constroem a identidade de uma pessoa &#8211; se revela nos cheiros, nos sabores, nos sons, nas pequenas rotinas. Para muitos acreanos que migraram para outras regi\u00f5es do pa\u00eds, transformando um novo lugar em lar, essa conex\u00e3o com as origens encontra abrigo na gastronomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Em S\u00e3o Paulo, empreendimentos como os restaurantes Tucupi do Centro e Sobrado Tucupi, em Bras\u00edlia Dona Xuxu, transformam receitas tradicionais em pontes afetivas que aproximam aqueles que carregam a saudade de casa e mant\u00eam vivas as mem\u00f3rias de sua terra. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Marcada pela influ\u00eancia dos povos ind\u00edgenas, ribeirinhos, nordestinos e dos fluxos migrat\u00f3rios que ajudaram a formar a regi\u00e3o, a culin\u00e1ria acreana \u00e9 um dos principais s\u00edmbolos da identidade cultural do estado. Ingredientes como tucupi, jambu, farinha e banana comp\u00f5em pratos que carregam hist\u00f3rias, tradi\u00e7\u00f5es e modos de vida transmitidos entre gera\u00e7\u00f5es. Essas receitas preservam mem\u00f3rias afetivas e ajudam a manter vivas as ra\u00edzes de quem est\u00e1 distante da Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Um peda\u00e7o do Acre em Bras\u00edlia<\/strong> &nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Foi justamente o desejo de manter vivas essas tradi\u00e7\u00f5es longe de casa que motivou a acreana Xuxu a criar o restaurante Dona Xuxu, em Bras\u00edlia. A idealizadora conta que sua rela\u00e7\u00e3o com a gastronomia come\u00e7ou ainda no Acre, onde j\u00e1 atuava no ramo da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Ao se mudar para a capital federal, decidiu transformar a saudade e o orgulho das pr\u00f3prias origens em um projeto que valorizasse a culin\u00e1ria acreana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;Ao chegar em Bras\u00edlia, percebi que poucas pessoas conheciam a riqueza gastron\u00f4mica do Acre e da Amaz\u00f4nia. Foi ent\u00e3o que surgiu a ideia de criar o Dona Xuxu, um espa\u00e7o onde eu pudesse compartilhar nossas tradi\u00e7\u00f5es, nossa cultura e os sabores que marcaram minha hist\u00f3ria&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-768x1024-1.png?resize=768%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6869\" style=\"width:480px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image.png?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image.png?w=960&amp;ssl=1 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dona Xuxu nasceu para atender acreanos e curiosos da culin\u00e1ria nortista. Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio, o projeto foi pensado para atender a dois p\u00fablicos. De um lado, acreanos e nortistas que sentiam falta dos sabores da inf\u00e2ncia e das refei\u00e7\u00f5es em fam\u00edlia; de outro, brasilienses interessados em conhecer uma culin\u00e1ria ainda pouco difundida fora da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-2.png?resize=768%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6873\" style=\"width:510px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-2.png?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-2.png?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-2.png?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-2.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O restaurante fica localizado no bairro Asa Norte em Bras\u00edlia. Foto: Arquivo Pessoal\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;Desde o in\u00edcio, o objetivo foi criar um ambiente onde os acreanos e nortistas pudessem reencontrar os sabores da inf\u00e2ncia, da fam\u00edlia e da sua terra. Ao mesmo tempo, quer\u00edamos apresentar ao p\u00fablico de Bras\u00edlia uma culin\u00e1ria rica, aut\u00eantica e cheia de identidade&#8221;, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Segundo a empres\u00e1ria, o local se transformou em um ponto de encontro para acreanos residentes na capital federal, recebendo reuni\u00f5es de fam\u00edlias, grupos de amigos e at\u00e9 encontros organizados pela comunidade acreana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito comum receber fam\u00edlias, amigos e visitantes que chegam ao restaurante em busca de uma refei\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de um sentimento de pertencimento&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">As mem\u00f3rias afetivas tamb\u00e9m aparecem nos pratos servidos pela casa. Receitas como pato no tucupi, rabada no tucupi, baixaria, quibe de arroz, charuto e tacac\u00e1 costumam despertar emo\u00e7\u00f5es nos clientes. &#8220;O restaurante acaba sendo mais do que um lugar para comer; \u00e9 um espa\u00e7o de conex\u00e3o com as origens&#8221;, destaca.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Para preservar a autenticidade dos sabores, ingredientes como tucupi, jambu, farinha de Cruzeiro do Sul, castanha amaz\u00f4nica e cupua\u00e7u s\u00e3o trazidos diretamente do Acre por meio de fornecedores parceiros. O cuidado com os insumos, explica a propriet\u00e1ria, \u00e9 uma forma de garantir que cada prato mantenha as caracter\u00edsticas que fazem da culin\u00e1ria acreana um importante patrim\u00f4nio cultural e afetivo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Com gosto de casa<\/strong>\u00a0<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><br>A saudade tamb\u00e9m foi o ingrediente que impulsionou a trajet\u00f3ria da acreana Amanda Vasconcelos em S\u00e3o Paulo. Aos 20 anos, ela deixou o Acre para cursar Arquitetura na capital paulista, movida pelo desejo de viver novas experi\u00eancias e concluir a gradua\u00e7\u00e3o fora do estado. No entanto, os planos mudaram ao longo do caminho e a gastronomia acabou ocupando o lugar que antes pertencia aos projetos de arquitetura.<br><br>Entrar no setor, por\u00e9m, n\u00e3o aconteceu de forma planejada. Amanda explica que o primeiro empreendimento nasceu de maneira espont\u00e2nea, na varanda de casa. A ideia inicial era abrir as portas nos fins de semana para receber amigos e clientes interessados em conhecer a culin\u00e1ria acreana. Com o tempo, a iniciativa ganhou for\u00e7a e se transformou em um restaurante.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o teve um dia em que eu me sentei e falei: &#8216;vou abrir um restaurante&#8217;. Quando eu vi, eu j\u00e1 tinha um restaurante&#8221;, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?resize=682%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6871\" style=\"width:336px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?resize=682%2C1024&amp;ssl=1 682w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?resize=768%2C1154&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?resize=1022%2C1536&amp;ssl=1 1022w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/3-1.jpg?w=1363&amp;ssl=1 1363w\" sizes=\"(max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em S\u00e3o Paulo para estudar arquitetura, Amanda virou <em>chef.<\/em> Foto: Arquivo Pessoal\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">O projeto come\u00e7ou como Casa Tucupi e, ao longo dos anos, deu origem a novos formatos. Em 2022, nasceu o Sobrado Tucupi, com foco em drinques e petiscos. J\u00e1 em 2024, ap\u00f3s o encerramento da Casa Tucupi, foi inaugurado o Tucupi do Centro, restaurante voltado para a valoriza\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria acreana no centro da cidade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Apesar das diferen\u00e7as de conceito, os empreendimentos compartilham o mesmo prop\u00f3sito, apresentar os sabores do Acre a novos p\u00fablicos sem perder a conex\u00e3o com as origens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;Desde que eu abri a primeira casa, sempre foi muito legal conhecer e reunir mais gente do Acre. Muitos clientes acreanos acabaram se conhecendo ali e hoje s\u00e3o amigos&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"783\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?resize=783%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6874\" style=\"width:531px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?resize=783%2C1024&amp;ssl=1 783w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?resize=230%2C300&amp;ssl=1 230w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?resize=768%2C1004&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?resize=1175%2C1536&amp;ssl=1 1175w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/4-1.png?w=1224&amp;ssl=1 1224w\" sizes=\"(max-width: 783px) 100vw, 783px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para muitos acreanos que migraram para outras regi\u00f5es do pa\u00eds, essa conex\u00e3o com as origens encontra abrigo na gastronomia. \u00a0Foto: Instagram\/@sobradotucupi<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, ela destaca que o p\u00fablico vai muito al\u00e9m da comunidade acreana. Segundo a empres\u00e1ria, paulistanos, turistas e estrangeiros frequentam os espa\u00e7os em busca de conhecer uma culin\u00e1ria ainda pouco explorada fora da regi\u00e3o Norte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 engra\u00e7ado, porque, \u00e0s vezes, um restaurante de comida t\u00edpica acaba sendo frequentado s\u00f3 por pessoas da regi\u00e3o. No Tucupi n\u00e3o. A gente tem muito gringo e muito paulistano querendo descobrir sobre a culin\u00e1ria acreana&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia, restaurantes de culin\u00e1ria acreana v\u00e3o al\u00e9m da comida. Re\u00fanem conterr\u00e2neos, preservam tradi\u00e7\u00f5es e mant\u00eam vivas as mem\u00f3rias de quem deixou o Acre Por Danniely Silva e Ranelly Yasmim Pinheiro\u201cEu s\u00f3 me dei conta do quanto amo a\u00e7a\u00ed, tapioca e tacac\u00e1 quando me mudei para S\u00e3o Paulo\u201d. A reflex\u00e3o da jornalista<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6872,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":true},"categories":[5,1],"tags":[40,8],"coauthors":[136],"class_list":["post-6868","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-ultimas-noticias","tag-acre","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/2.png?fit=1200%2C1600&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6868"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6868\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6875,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6868\/revisions\/6875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6868"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}