{"id":6813,"date":"2026-09-01T10:24:24","date_gmt":"2026-09-01T15:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6813"},"modified":"2026-09-01T10:25:16","modified_gmt":"2026-09-01T15:25:16","slug":"lambedores-e-garrafadas-mantem-viva-a-tradicao-dos-remedios-caseiros-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6813","title":{"rendered":"Lambedores e garrafadas mant\u00eam viva a tradi\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios caseiros no Acre"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Conhecimento herdado de av\u00f3s, preservado por comerciantes e mantido dentro das fam\u00edlias faz dos preparados naturais parte da identidade cultural acreana.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\"><strong><em>Por Ana Luiza Pedroza e Wellington Vidal<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Uma tosse persistente ou aquela dor de garganta que aparece de repente. Antes mesmo de<br>pensar na farm\u00e1cia, muitos acreanos ainda recorrem a um costume familiar: tomar um<br>lambedor caseiro. Em bancas espalhadas pelo Centro de Rio Branco, esse conhecimento<br>continua a circular entre vendedores, produtores e consumidores, de modo a preservar uma<br>tradi\u00e7\u00e3o que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<br>Foi justamente a mem\u00f3ria da av\u00f3, somada aos conhecimentos que o marido trouxe do<br>seringal, que levou Cl\u00e1udia Lessa, de 48 anos, propriet\u00e1ria das lojas Casa Lessa e Natural<br>Ervas, a transformar um costume familiar em profiss\u00e3o. Antes mesmo de se formar em<br>farm\u00e1cia, ela j\u00e1 produzia rem\u00e9dios caseiros ao lado do esposo, Francisco Lessa,<br>pesquisando receitas, ouvindo pessoas mais velhas e reunindo saberes herdados da fam\u00edlia<br>com aqueles aprendidos na floresta.<br>\u201cMeu esposo \u00e9 do seringal e eu fui criada pelos meus av\u00f3s. Minha av\u00f3 sempre fazia<br>rem\u00e9dios caseiros. E a gente foi adquirindo mais conhecimento, pesquisando, conversando<br>com o pessoal mais antigo. Depois eu fui atr\u00e1s da faculdade para aprimorar tudo isso\u201d,<br>conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6816\" style=\"width:605px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Propriet\u00e1rios da \u201cCasa Lessa\u201d, Seu Francisco e Cl\u00e1udia Lessa. Foto: Ana Luiza Pedroza.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">A propriet\u00e1ria ainda relata que cada lambedor ou garrafada passa por um processo que<br>pode levar dias. As ervas s\u00e3o cuidadosamente selecionadas, lavadas e deixadas em<br>infus\u00e3o antes do preparo. No caso do xarope, a produ\u00e7\u00e3o pode durar cerca de dois dias. J\u00e1<br>as garrafadas levam at\u00e9 uma semana para atingir o ponto ideal, per\u00edodo necess\u00e1rio para<br>que os ingredientes \u201capurem\u201d.<br>Ao longo dos anos, Cl\u00e1udia tamb\u00e9m passou a colecionar hist\u00f3rias de clientes que retornam<br>para contar os resultados obtidos ap\u00f3s utilizarem os rem\u00e9dios naturais. Desta vez, o relato<br>que ganhou destaque foi o da cliente que enfrentava dificuldades para engravidar.<br>\u201cAgorinha eu despachei uma garrafada, Sa\u00fade da Mulher que chama, para uma senhora<br>que tinha cisto e n\u00e3o engravidava. Ela disse que tomou uma garrafada e agora est\u00e1 gr\u00e1vida.<br>Ela veio pegar uma para a amiga dela que tamb\u00e9m est\u00e1 tentando engravidar. Eu at\u00e9 pensei<br>que deveria ter gravado aquele momento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=960%2C640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6817\" style=\"width:561px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=330%2C220&amp;ssl=1 330w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=420%2C280&amp;ssl=1 420w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?resize=510%2C340&amp;ssl=1 510w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rem\u00e9dios caseiros seguem ampliando o mercado no Acre. Foto: Wellington Vidal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Entre tradi\u00e7\u00e3o popular e conhecimento cient\u00edfico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">O Brasil possui uma Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoter\u00e1picos (PNPMF),<br>iniciativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que orienta a\u00e7\u00f5es relacionadas ao uso dessas plantas no<br>Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Atualmente, a rede p\u00fablica disponibiliza medicamentos<br>fitoter\u00e1picos produzidos a partir de plantas medicinais, com controle de qualidade e<br>regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<br>Fitoter\u00e1picos e rem\u00e9dios caseiros n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa, embora compartilhem a mesma<br>origem vegetal. De acordo com a cartilha da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria<br>(Anvisa), o rem\u00e9dio caseiro \u00e9 preparado de forma artesanal, sem padroniza\u00e7\u00e3o da<br>concentra\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios ativos. J\u00e1 o fitoter\u00e1pico \u00e9 um medicamento obtido de plantas<br>medicinais, produzido sob controle de qualidade e registrado junto aos \u00f3rg\u00e3os reguladores.<br>A transmiss\u00e3o desse conhecimento popular permanece viva e se tornou um patrim\u00f4nio<br>cultural que merece ser preservado. O portal Fitoterapia Brasil destaca que boa parte dos<br>saberes sobre plantas medicinais foi constru\u00edda pela tradi\u00e7\u00e3o oral, sendo repassada entre<br>av\u00f3s, pais, filhos, raizeiros, parteiras e benzedeiras em variadas comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Um legado que atravessa gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Essa heran\u00e7a tamb\u00e9m faz parte da hist\u00f3ria de Ricardo Filgueira, de 43 anos, propriet\u00e1rio da<br>loja Cantinho das Ervas. O com\u00e9rcio come\u00e7ou h\u00e1 cerca de quatro d\u00e9cadas com o av\u00f4,<br>passou para a m\u00e3e e hoje est\u00e1 sob sua responsabilidade.<br>\u201cMeu av\u00f4 vendia esses produtos naturais junto com artigos de religi\u00f5es como a umbanda.<br>Depois minha m\u00e3e ficou s\u00f3 com as ervas e os rem\u00e9dios caseiros e agora estou levando \u00e0<br>frente\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6818\" style=\"width:595px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ricardo Filgueira, propriet\u00e1rio do \u201cCantinho das Ervas\u201d. Foto: Ana Luiza Pedroza.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Grande parte das cascas e folhas comercializadas chega de extrativistas do pr\u00f3prio Acre,<br>enquanto alguns preparados v\u00eam de estados como Amazonas e Rond\u00f4nia. Segundo<br>Ricardo, apesar do crescimento dos medicamentos industrializados, a procura pelos<br>produtos naturais continua forte, principalmente entre pessoas mais velhas.<br>\u201cO nosso p\u00fablico \u00e9 mais da idade avan\u00e7ada. Quando vem um mais novo aqui, geralmente \u00e9<br>porque veio por causa da m\u00e3e ou dos av\u00f3s.\u201d<br>Ao longo dos anos, ele tamb\u00e9m afirma ter acompanhado in\u00fameros relatos de clientes que<br>voltaram para contar os resultados obtidos ap\u00f3s tratamentos com produtos naturais.<br>\u201cJ\u00e1 ouvi muitos relatos de melhora em problemas como diabetes. J\u00e1 ouvi casos de curas de<br>problemas no f\u00edgado, gastrite, rins e mioma tamb\u00e9m. O rem\u00e9dio natural \u00e9 um tratamento n\u00e9,<br>n\u00e3o \u00e9 tomar uma vez s\u00f3. Mas muita gente volta para dizer que funcionou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">O saber que permanece dentro de casa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Para a manicure Helena da Silva, de 52 anos, o costume nunca deixou de fazer parte da<br>rotina. Ela relata que cresceu vendo a m\u00e3e recorrer \u00e0s ervas medicinais e que hoje mant\u00e9m<br>esse mesmo h\u00e1bito com filhos, sobrinhos e at\u00e9 com a neta. Ela ainda conta que produtos<br>como \u00f3leo de copa\u00edba e mel de abelha continuam sendo os primeiros aliados da fam\u00edlia<br>diante dos sintomas mais comuns.<br>\u201cDesde que eu nasci minha m\u00e3e j\u00e1 consumia esses rem\u00e9dios. Foi passando de gera\u00e7\u00e3o<br>para gera\u00e7\u00e3o. A minha sobrinha t\u00e1 fazendo interc\u00e2mbio nos Estados Unidos, e ela levou a<br>copa\u00edba dela. Ent\u00e3o, \u00e9 assim, quando est\u00e1 logo no come\u00e7o, a gente acha mais eficaz os<br>naturais. Quando n\u00e3o tem mais jeito com o natural, a gente corre pra drogaria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6819\" style=\"width:600px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4-1.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dona Helena relata que consome produtos naturais h\u00e1 mais de 50 anos. Foto: Ana Luiza Pedroza.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Mais do que uma alternativa de cuidado, os lambedores, garrafadas e ervas medicinais<br>continuam a representar um modo de viver que resiste em nossa regi\u00e3o. Uma tradi\u00e7\u00e3o que<br>permanece viva e que est\u00e1 ligada \u00e0 identidade cultural acreana, onde a floresta, a mem\u00f3ria<br>e os saberes populares caminham lado a lado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecimento herdado de av\u00f3s, preservado por comerciantes e mantido dentro das fam\u00edlias faz dos preparados naturais parte da identidade cultural acreana. Por Ana Luiza Pedroza e Wellington Vidal Uma tosse persistente ou aquela dor de garganta que aparece de repente. Antes mesmo depensar na farm\u00e1cia, muitos acreanos ainda recorrem a um costume familiar: tomar umlambedor<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[4,1],"tags":[115,47],"coauthors":[136],"class_list":["post-6813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","category-ultimas-noticias","tag-cultura","tag-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/0-1.jpg?fit=2048%2C1365&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6813"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6822,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6813\/revisions\/6822"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6813"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}