{"id":6708,"date":"2026-08-10T12:29:23","date_gmt":"2026-08-10T17:29:23","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6708"},"modified":"2026-08-10T12:29:26","modified_gmt":"2026-08-10T17:29:26","slug":"feira-de-economia-solidaria-mantem-vivas-as-raizes-urbanas-da-capital-acreana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6708","title":{"rendered":"Feira de Economia Solid\u00e1ria mant\u00e9m vivas as ra\u00edzes urbanas da capital acreana\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entre artesanato, culin\u00e1ria regional e produtos locais, a feira re\u00fane hist\u00f3rias de empreendedores e visitantes que ajudam a preservar a identidade cultural de Rio Branco.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Por Lis Gabriela e Ra\u00ed\u00e7a Oliveira&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma cidade que se transforma constantemente, alguns espa\u00e7os permanecem preservando costumes, hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es. A Feira de Economia Solid\u00e1ria, realizada em frente ao Mercado Velho, em Rio Branco, \u00e9 um desses lugares. Muito al\u00e9m da comercializa\u00e7\u00e3o de produtos, o espa\u00e7o re\u00fane artes\u00e3os, empreendedores e visitantes em torno da cultura acreana, mantendo vivas as ra\u00edzes urbanas da capital acreana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Mauril\u00eanio Melo, professor de Hist\u00f3ria e graduado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), as feiras v\u00e3o al\u00e9m do car\u00e1ter comercial e assumem um importante papel cultural ao expressarem a identidade da sociedade por meio dos produtos que oferecem. Para o professor, a culin\u00e1ria t\u00edpica, o artesanato e os produtos regionais refletem os h\u00e1bitos e os saberes da popula\u00e7\u00e3o acreana, contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o da cultura local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"339\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/4dfc7f63-ad14-416c-af1f-8bc2e25620d2\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A Feira de Economia Solid\u00e1ria re\u00fane artes\u00e3os, empreendedores e visitantes em um dos espa\u00e7os mais tradicionais de Rio Branco. Foto: Lis Gabriela\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Saberes que atravessam gera\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a artes\u00e3 Marlene Fernandes, de 59 anos, a feira representa muito mais do que um espa\u00e7o de comercializa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cerca de nove anos participando da Economia Solid\u00e1ria, ela encontrou no artesanato uma forma de preservar saberes e garantir sua renda. &#8220;Essa feira, para mim, \u00e9 minha vida&#8221;, resume.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"339\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/ca3be47d-d4e8-45a2-a7f9-b30d83f85c0c\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>H\u00e1 cerca de nove anos na feira, Marlene Fernandes encontrou no artesanato uma forma de preservar conhecimentos e garantir sua fonte de renda. Foto: Lis Gabriela<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as barracas, as plantas ornamentais e medicinais tamb\u00e9m despertam a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. O vendedor Max de Oliveira, de 30 anos, participa da feira h\u00e1 oito anos e observa que, ap\u00f3s a pandemia, muitas pessoas passaram a procurar plantas como forma de lazer e bem-estar. &#8220;As plantas s\u00e3o como um tratamento para a ansiedade&#8221;, afirma. Para ele, a feira tamb\u00e9m representa sua principal fonte de renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"339\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/1c84628a-f570-47d7-a558-70cbd3ade3c3\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Plantas ornamentais e medicinais est\u00e3o entre os produtos encontrados na Feira de Economia Solid\u00e1ria. Foto: Lis Gabriela\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gastronomia regional tamb\u00e9m faz parte da identidade do espa\u00e7o. O vendedor Crisomar Ribeiro Guimar\u00e3es, de 46 anos, destaca que produtos como quibe de arroz, quibe de macaxeira e saltenha de jambu com camar\u00e3o est\u00e3o entre os mais procurados pelos visitantes. Segundo ele, al\u00e9m de divulgar a culin\u00e1ria acreana, a feira garante o sustento de muitas fam\u00edlias. &#8220;\u00c9 um trabalho honesto que a gente faz para manter a fam\u00edlia&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um espa\u00e7o que acolhe moradores e visitantes&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de movimentar a economia local, a Feira de Economia Solid\u00e1ria tamb\u00e9m desperta o interesse de quem visita Rio Branco. A assistente social Luciana Rocha Bitencourt, de Minas Gerais, procurava um espa\u00e7o onde pudesse encontrar produtos que representassem a cultura acreana e afirma ter encontrado exatamente o que buscava. Entre as lembran\u00e7as escolhidas, est\u00e3o pe\u00e7as de artesanato produzidas com elementos regionais. &#8220;Foi exatamente o que eu queria. Eu me encontrei aqui&#8221;, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Luciana, a feira representa a identidade cultural da cidade e isso \u00e9 o que os turistas buscam nas viagens. &#8220;Acho que sua aus\u00eancia seria uma perda muito grande para Rio Branco&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"339\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/bdbdb4f5-2c20-4b3c-9967-67a8642f9cb1\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A turista mineira Luciana Rocha Bitencourt buscava produtos que representassem a cultura acreana e encontrou na feira lembran\u00e7as t\u00edpicas do estado. Foto: Lis Gabriela\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao reunir cultura, gastronomia, artesanato e conviv\u00eancia em um mesmo espa\u00e7o, a Feira de Economia Solid\u00e1ria reafirma seu papel na preserva\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes urbanas de Rio Branco, mantendo vivas tradi\u00e7\u00f5es que atravessam gera\u00e7\u00f5es e fortalecem a identidade da capital acreana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre artesanato, culin\u00e1ria regional e produtos locais, a feira re\u00fane hist\u00f3rias de empreendedores e visitantes que ajudam a preservar a identidade cultural de Rio Branco.&nbsp; Por Lis Gabriela e Ra\u00ed\u00e7a Oliveira&nbsp; Em uma cidade que se transforma constantemente, alguns espa\u00e7os permanecem preservando costumes, hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es. 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