{"id":6674,"date":"2026-08-04T10:27:18","date_gmt":"2026-08-04T15:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6674"},"modified":"2026-08-04T12:49:15","modified_gmt":"2026-08-04T17:49:15","slug":"trz-crew-24-anos-de-arte-e-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6674","title":{"rendered":"TRZ Crew: 24 anos de arte e identidade"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>O coletivo acreano transformou o grafite em ferramenta de express\u00e3o cultural e conquista reconhecimento em projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Por Ana Luiza Pedroza e Wellington Vidal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os muros de Rio Branco deixaram de ser apenas paredes de concreto para se tornarem verdadeiras galerias a c\u00e9u aberto. Em meio \u00e0s cores e aos tra\u00e7os, surgem elementos da Amaz\u00f4nia, da cultura acreana e das viv\u00eancias da periferia, que transformam espa\u00e7os p\u00fablicos em cen\u00e1rios de identidade e pertencimento. Parte dessa mudan\u00e7a leva a assinatura do Coletivo de Culturas Urbanas <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/trz.crew?igsh=MXVvYzUzNjdkZTVkcA==\">TRZ Crew<\/a>, que completa 24 anos de atua\u00e7\u00e3o e se consolida como uma das principais refer\u00eancias do grafite e da cultura urbana no Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse percurso, constru\u00eddo ao longo de mais de duas d\u00e9cadas, come\u00e7a a ganhar um novo cap\u00edtulo. Em junho, a Secretaria de Estado de Obras P\u00fablicas (Seop) lan\u00e7ou um credenciamento voltado para artistas visuais, que permite que grafiteiros participem diretamente de projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o urbana. Para quem acompanha a trajet\u00f3ria do TRZ Crew desde o in\u00edcio, a iniciativa representa o reconhecimento de um trabalho que come\u00e7ou muito antes do grafite ocupar espa\u00e7o nas pol\u00edticas p\u00fablicas acreanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 frente dessa hist\u00f3ria est\u00e1 Jos\u00e9 Alberto J\u00fanior, de 47 anos, conhecido artisticamente como JR. TRZ. Fundador do coletivo ao lado do irm\u00e3o, ele viu o grafite deixar de ser confundido com picha\u00e7\u00e3o para ocupar escolas, unidades de sa\u00fade, viadutos e outros espa\u00e7os p\u00fablicos da capital.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O come\u00e7o de tudo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o de JR com o grafite come\u00e7ou ainda na juventude, durante o per\u00edodo em que viveu entre S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Ali teve contato com o movimento hip-hop e encontrou na arte urbana uma forma de express\u00e3o que mudaria sua vida. &#8220;O grafite foi o primeiro elemento do hip-hop que me chamou muita aten\u00e7\u00e3o. A gente gostava de desenhar e, quando fundou a TRZ, j\u00e1 come\u00e7ou fazendo a nossa pr\u00f3pria arte,&#8221; contou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6679\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jos\u00e9 Alberto J\u00fanior, conhecido popularmente&nbsp; como \u201cTRZ\u201d , \u00e9 o principal representante do coletivo e vive da arte desde os anos 2000. Foto: Cedida.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao retornar ao Acre, em 2000, ele encontrou uma realidade diferente daquela vivida nos grandes centros. Ao lado do irm\u00e3o, decidiu criar um coletivo que reunisse artistas ligados ao skate, ao rap e ao grafite, para destacar uma cena cultural que ainda dava seus primeiros passos no estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome TRZ surgiu da palavra &#8220;<em>Tribaliz<\/em>&#8220;, uma refer\u00eancia ao desejo de fortalecer as chamadas tribos do underground. Hoje, o coletivo re\u00fane oito integrantes que atuam em diferentes linguagens, como grafite, tatuagem, poesia, fotografia, audiovisual e produ\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando a arte virou profiss\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o de viver exclusivamente da arte exigiu coragem. Na \u00e9poca, JR cursava Biologia na Universidade Federal do Acre (Ufac) e havia sido aprovado em concurso p\u00fablico para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A estabilidade parecia o caminho mais seguro, mas ele decidiu apostar no grafite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Passei no concurso para o IBGE, mas n\u00e3o conseguia me ver naquele espa\u00e7o. Peguei minha rescis\u00e3o, investi em compressor, em equipamentos e parti para a arte &#8220;, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha marcou o in\u00edcio de uma trajet\u00f3ria profissional constru\u00edda sobre oficinas, festivais, projetos culturais e pinturas realizadas em diferentes regi\u00f5es do estado e do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma conquista constru\u00edda nos muros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio dos anos 2000, o grafite ainda era frequentemente confundido com picha\u00e7\u00e3o. JR lembra que uma das primeiras interven\u00e7\u00f5es realizadas pelo coletivo, em um muro no Canal da Maternidade, chegou a ser interrompida pela pol\u00edcia, mesmo contando com autoriza\u00e7\u00e3o governamental. Para ele, a mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o aconteceu aos poucos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu n\u00e3o chamo de contribuir, eu te chamo conquistar, n\u00e9? Na real, nunca foi aberto um espa\u00e7o, o grafite era s\u00f3 coadjuvante. O grafite se tornou protagonista assim, conquistando espa\u00e7os levando a arte pra todos os lugares, mesmo n\u00e3o autorizado\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"683\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg?resize=960%2C683&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6677\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg?resize=1024%2C729&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg?resize=300%2C214&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg?resize=768%2C547&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.jpeg?w=1327&amp;ssl=1 1327w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jornal OPINI\u00c3O, edi\u00e7\u00e3o de 12 de fevereiro de 2017. Foto: Arquivo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos, essa mobiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m resultou em avan\u00e7os na legisla\u00e7\u00e3o. Em 2018, ap\u00f3s um mural produzido na Escola Gl\u00f3ria Perez come\u00e7ar a ser apagado durante uma reforma, artistas e estudantes se mobilizaram pela preserva\u00e7\u00e3o da obra. O epis\u00f3dio deu origem \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.riobranco.ac.leg.br\/leis\/legislacao-municipal\/2018\/2283.pdf\">&nbsp;Lei Municipal n\u00ba 2.283<\/a>, que protege grafites autorizados em Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, al\u00e9m das leis voltadas \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do hip-hop, o movimento tamb\u00e9m come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o nas pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais. Recentemente, a Secretaria de Estado de Obras P\u00fablicas abriu um credenciamento para artistas visuais interessados em atuar em projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o secret\u00e1rio \u00cdtalo Lopes, a iniciativa representa uma nova forma de reconhecer esses profissionais. &#8220;A gente sabe da capacidade, do poder que a arte visual, o grafite e outras formas de express\u00e3o t\u00eam para dar valor \u00e0s obras, aos espa\u00e7os e tornar os nossos ambientes mais humanos&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de facilitar a contrata\u00e7\u00e3o dos artistas, o credenciamento busca fortalecer sua atua\u00e7\u00e3o profissional e ampliar a presen\u00e7a da arte nas obras p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Amaz\u00f4nia pintada nos muros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre animais da floresta, personagens, rios e s\u00edmbolos regionais, as obras produzidas pelo TRZ Crew carregam refer\u00eancias que ajudam a contar a hist\u00f3ria do Acre. Segundo JR, essa identidade acompanha naturalmente os artistas amaz\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Isso \u00e9 uma coisa muito da galera do Norte, que carrega na sua arte alguma coisa da Amaz\u00f4nia. Na arte tamb\u00e9m a gente carrega nossa identidade. Eu, por exemplo, gosto de pintar a flor de l\u00f3tus, a m\u00e3e da mata e outros personagens e s\u00edmbolos que passam alguma for\u00e7a daqui\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que uma escolha est\u00e9tica, os murais procuram aproximar a popula\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e fortalecer o sentimento de pertencimento por meio da arte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"678\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5.jpeg?resize=720%2C678&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6680\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5.jpeg?resize=300%2C283&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Maior grafite do Acre, obra de TRZ Crew. Foto: Cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Muito al\u00e9m da pintura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora seja conhecido pelos grandes murais espalhados pela cidade, o trabalho do coletivo vai al\u00e9m da pintura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de cada interven\u00e7\u00e3o em escolas e comunidades, os artistas promovem rodas de conversa com estudantes e moradores para compreender quais temas fazem parte daquela realidade. Quest\u00f5es como bullying, respeito, identidade cultural e conviv\u00eancia costumam orientar a cria\u00e7\u00e3o das obras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A gente chega primeiro para trocar ideia. Pergunta o que eles querem mudar ali. A partir disso, cria os desenhos junto com eles.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6676\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-1.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jr Trz ministrando roda de conversa sobre a arte do grafite. Foto: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse mesmo princ\u00edpio norteia o projeto <strong>Grafite e Arte nas Quebradas<\/strong>, que oferece oficinas gratuitas de grafite, desenho, fotografia, audiovisual e cultura hip-hop em comunidades perif\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impacto pode ser visto dentro do pr\u00f3prio coletivo. &#8220;Tr\u00eas artistas da minha crew s\u00e3o frutos das oficinas. A gente aprendeu tudo com o hip-hop dentro das periferias. Ent\u00e3o, a gente tem que devolver isso para l\u00e1\u201d, enfatiza o artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecido nacionalmente, o projeto j\u00e1 recebeu premia\u00e7\u00f5es como o \u201cPeriferia Viva&#8221; e foi contemplado pela <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cultura\/pt-br\/assuntos\/politica-nacional-aldir-blanc\/conteudo\/o-que-e\"><strong>Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc (PNAB)<\/strong>,<\/a> reconhecendo o impacto social desenvolvido junto \u00e0s comunidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"842\" height=\"490\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.jpeg?resize=842%2C490&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6675\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.jpeg?w=842&amp;ssl=1 842w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.jpeg?resize=300%2C175&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image.jpeg?resize=768%2C447&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 842px) 100vw, 842px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Coletivo Trz sendo premiado pelos grafites feitos no estado do Acre. Foto: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo ap\u00f3s 24 anos de atua\u00e7\u00e3o, o TRZ Crew continua expandindo sua presen\u00e7a dentro e fora do Acre. Al\u00e9m das oficinas, dos trabalhos em espa\u00e7os p\u00fablicos e da organiza\u00e7\u00e3o do <em>Acre Grafite<\/em> \u2013 festival internacional que re\u00fane artistas de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds \u2013, o coletivo mant\u00e9m um objetivo que resume sua trajet\u00f3ria. &#8220;A gente quer deixar uma arte em cada munic\u00edpio e conversar com essa juventude.&#8221;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coletivo acreano transformou o grafite em ferramenta de express\u00e3o cultural e conquista reconhecimento em projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos. Por Ana Luiza Pedroza e Wellington Vidal Os muros de Rio Branco deixaram de ser apenas paredes de concreto para se tornarem verdadeiras galerias a c\u00e9u aberto. 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