{"id":6631,"date":"2026-07-17T16:09:32","date_gmt":"2026-07-17T21:09:32","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6631"},"modified":"2026-07-17T17:10:10","modified_gmt":"2026-07-17T22:10:10","slug":"quem-conhece-mais-a-historia-de-rio-branco-morador-ou-turista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6631","title":{"rendered":"Quem conhece mais a hist\u00f3ria de Rio Branco: morador ou turista?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Por: Danniely Silva e Ranelly Yasmim Pinheiro<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Passeio gratuito pelo centro hist\u00f3rico convida moradores e turistas a redescobrirem a mem\u00f3ria, a cultura e as hist\u00f3rias que moldaram a capital acreana.<\/em><br><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma esp\u00e9cie de cegueira que o h\u00e1bito ensina. Ela se instala devagar, sem aviso, at\u00e9 que uma pra\u00e7a inteira com sua est\u00e1tua, sua sombra de mangueiras e o nome gravado numa placa de metal se torne apenas um lugar de passagem entre a casa e o trabalho. \u00c9 preciso, \u00e0s vezes, o olhar de quem chega de fora para que o cotidiano volte a parecer digno de espanto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 exatamente desse contraste entre o olhar cansado de quem mora e o olhar desperto de quem visita que nasce o Acreane-se: Tour das Pra\u00e7as, iniciativa gratuita realizada durante edi\u00e7\u00f5es do projeto Cultura na Pra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O passeio atravessa o centro hist\u00f3rico de Rio Branco como quem folheia, em voz alta, um \u00e1lbum de fam\u00edlia que a cidade esqueceu de mostrar aos pr\u00f3prios filhos. A Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o, tida como o marco zero da capital; a Pra\u00e7a Povos da Floresta, batizada em homenagem a quem primeiro habitou as margens; o entorno do Pal\u00e1cio Rio Branco, testemunha de d\u00e9cadas de poder e disputa. Ali, pedra e mem\u00f3ria se confundem, e o roteiro se prop\u00f5e a separar, fio por fio, o que o tempo teceu junto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, quem conduz essa atividade \u00e9 o coletivo Cultura na Pra\u00e7a, por meio de guias habilitados pelo MTur, como a guia de turismo Thaly Figueiredo, integrante do Sindicato de Guias de Turismo do Estado do Acre (Singtur\/AC). Para ela, o projeto nasceu de uma vontade quase filial: reaproximar o povo acreano da pr\u00f3pria origem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO tour surgiu para que, ao caminhar entre as principais pra\u00e7as do centro hist\u00f3rico, pud\u00e9ssemos compartilhar fatos da nossa hist\u00f3ria e curiosidades da sociedade acreana\u201d, explica.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=960%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6633\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=640%2C480&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?resize=1000%2C750&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-1.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O projeto nasceu de uma vontade de reaproximar o povo acreano da pr\u00f3pria origem. <br>Imagem: Danniely Silva.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O \u00f3bvio que ningu\u00e9m v\u00ea<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apaixonada pela hist\u00f3ria do Acre desde a inf\u00e2ncia, Thaly viu esse afeto se aprofundar quando passou a atuar no turismo regional. No of\u00edcio de guiar estranhos por ruas conhecidas, ela percebeu um paradoxo recorrente: s\u00e3o frequentemente os visitantes, e n\u00e3o os moradores, que se det\u00eam diante do \u00f3bvio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cOs moradores passam diariamente por esses lugares e acabam deixando de se perguntar por que as pra\u00e7as t\u00eam determinados nomes, quem foram essas pessoas ou o que representam aqueles s\u00edmbolos. J\u00e1 quem vem de fora costuma observar tudo com mais curiosidade\u201d, afirma.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o esquecimento, segundo ela, nunca \u00e9 total. Ainda que o morador tenha deixado de perguntar, ele guarda muitas vezes sem saber fragmentos preciosos de mem\u00f3ria herdados dos mais velhos. E \u00e9 quando esses fragmentos emergem, no meio de uma caminhada qualquer, que o tour se transforma em algo maior que um passeio: um exerc\u00edcio coletivo de lembrar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thaly chama esse fen\u00f4meno de educa\u00e7\u00e3o patrimonial, a hist\u00f3ria descendo dos livros escolares para pisar, enfim, no ch\u00e3o de quem a estuda.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cQuando uma pessoa visita esses espa\u00e7os, ela associa aquilo que aprendeu na escola aos lugares reais da cidade. A hist\u00f3ria deixa de estar apenas nos livros e passa a fazer parte do cotidiano\u201d, diz.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O olhar de quem chega<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se para quem mora o cotidiano costuma apagar os detalhes, para quem chega eles parecem saltar aos olhos. Foi essa a experi\u00eancia do jornalista Daniel Nardin, morador de Bel\u00e9m (PA), que participou do Acreane-se: Tour das Pra\u00e7as durante uma visita ao Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, conhecer a hist\u00f3ria de uma cidade \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de preserv\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAs pessoas s\u00f3 preservam e valorizam aquilo que conhecem. Encontrar diferentes maneiras de fazer com que elas conhe\u00e7am mais sobre sua hist\u00f3ria e sua identidade \u00e9 uma estrat\u00e9gia fundamental.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel afirma que um dos aspectos que mais o marcou foi perceber que o passeio transforma espa\u00e7os aparentemente comuns em lugares carregados de significado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO banco em que voc\u00ea est\u00e1 sentado, o pr\u00e9dio que voc\u00ea est\u00e1 vendo, n\u00e3o s\u00e3o apenas paisagem. S\u00e3o hist\u00f3rias. O caminho deixa de ser apenas um trajeto entre um ponto e outro e passa a ajudar a compreender o passado, entender o presente e pensar o futuro.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes da visita, Daniel j\u00e1 havia pesquisado sobre a hist\u00f3ria acreana para uma reportagem que produzia no estado. Ainda assim, conta que o tour ampliou sua compreens\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o do Acre.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cConhecer a hist\u00f3ria a partir do pr\u00f3prio territ\u00f3rio faz toda a diferen\u00e7a. A trajet\u00f3ria de Chico Mendes, a hist\u00f3ria de Galvez, os s\u00edmbolos espalhados pelas pra\u00e7as e a influ\u00eancia dos povos ind\u00edgenas e dos migrantes nordestinos ajudam a entender como foi constru\u00edda a identidade acreana. \u00c9 um conhecimento que precisa partir do Acre para o restante do Brasil.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final da experi\u00eancia, o jornalista diz ter sa\u00eddo com uma percep\u00e7\u00e3o ainda mais positiva sobre Rio Branco e sobre o estado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO Tour das Pra\u00e7as \u00e9 uma degusta\u00e7\u00e3o do muito que o Acre ainda tem para mostrar. Como jornalista, gosto de investigar solu\u00e7\u00f5es, e vi nesse projeto uma delas. Em vez de apenas apontar que as pessoas conhecem pouco sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, o tour oferece um caminho poss\u00edvel para mudar isso: re\u00fane pessoas nas pra\u00e7as e faz com que elas redescubram sua pr\u00f3pria identidade.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1.jpg?resize=768%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6634\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1.jpg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2-1.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O jornalista Daniel Nardin, morador de Bel\u00e9m (PA), participou do Acreane-se: Tour das Pra\u00e7as durante uma visita ao Acre. Imagem: cedida.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A hist\u00f3ria escondida nas pra\u00e7as<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 revela\u00e7\u00f5es, no percurso, que resistem a qualquer indiferen\u00e7a. O pr\u00e9dio onde hoje funciona a Prefeitura Municipal, por exemplo, guarda um passado que poucos riobranquenses conhecem: antes de abrigar gestores e servidores, aquelas paredes serviram de pres\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cMuita gente n\u00e3o sabe que o primeiro uso daquele pr\u00e9dio foi como pres\u00eddio\u201d, conta a guia.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra hist\u00f3ria, ainda mais rara, veio \u00e0 tona pela boca de um morador durante uma das caminhadas, n\u00e3o dos arquivos, n\u00e3o dos livros, mas da mem\u00f3ria viva de quem soube por quem soube. As roldanas que hoje repousam como pe\u00e7as hist\u00f3ricas pr\u00f3ximas \u00e0 Ponte Met\u00e1lica carregam um enredo digno de lenda: ca\u00edram no Rio Acre durante o transporte para a constru\u00e7\u00e3o da ponte, foram dadas por perdidas, recuperadas meses depois e, ironicamente, nunca chegaram a ser usadas na obra. D\u00e9cadas de sil\u00eancio se passaram at\u00e9 que o rio, numa de suas vazantes, as devolvesse \u00e0 superf\u00edcie e \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Thaly, epis\u00f3dios assim revelam algo mais amplo: uma parte consider\u00e1vel do passado acreano ainda sobrevive apenas pela tradi\u00e7\u00e3o oral, \u00e0 espera de quem se disponha a registr\u00e1-la antes que se perca de vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Preservar as pra\u00e7as, defende a guia, \u00e9 preservar a pr\u00f3pria identidade de um povo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cSempre que um povo conhece e valoriza suas ra\u00edzes, torna-se mais consciente do seu lugar e da sua import\u00e2ncia no mundo. Nosso territ\u00f3rio \u00e9 fruto de muitos conflitos, da presen\u00e7a dos povos origin\u00e1rios e de pessoas vindas de diferentes lugares. Relembrar essa trajet\u00f3ria \u00e9 dar protagonismo \u00e0 nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 tamb\u00e9m, nesse caminhar, um convite discreto ao desacelerar. Em meio \u00e0 pressa que rege os dias, atravessar o centro hist\u00f3rico com o passo de quem escuta e n\u00e3o apenas de quem atravessa, transforma o trivial em descoberta. Depois da caminhada guiada, a programa\u00e7\u00e3o cultural do Cultura na Pra\u00e7a segue com apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e feiras regionais, prolongando o encontro entre a cidade e a gente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim, fica a pergunta que abriu esse percurso: quem conhece mais a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, o morador ou o turista? Depois de ouvir moradores, guias e visitantes, talvez a resposta n\u00e3o esteja em escolher entre um e outro. O turista oferece a curiosidade; o morador, a mem\u00f3ria. Quando esses dois olhares caminham juntos, a cidade deixa de ser apenas cen\u00e1rio e volta a ser hist\u00f3ria&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cQuem conhece a hist\u00f3ria do seu lugar aprende ainda mais a valorizar sua terra\u201d, resume Thaly.&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Danniely Silva e Ranelly Yasmim Pinheiro Passeio gratuito pelo centro hist\u00f3rico convida moradores e turistas a redescobrirem a mem\u00f3ria, a cultura e as hist\u00f3rias que moldaram a capital acreana. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de cegueira que o h\u00e1bito ensina. 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