{"id":6164,"date":"2026-04-02T17:44:52","date_gmt":"2026-04-02T22:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6164"},"modified":"2026-04-02T17:44:54","modified_gmt":"2026-04-02T22:44:54","slug":"rio-cheio-e-politicas-vazias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6164","title":{"rendered":"Rio cheio e pol\u00edticas vazias"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Aniely Cordeiro e Maria Eduarda Ruiz<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Acre, que nasce no Peru e atravessa munic\u00edpios acreanos de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciol\u00e2ndia, Xapuri, Rio Branco, Capixaba, Senador Guiomard e Porto Acre, \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pelo abastecimento e pelo sustento de milhares de fam\u00edlias no estado. No entanto, ao longo dos \u00faltimos anos, o manancial tem enfrentado transforma\u00e7\u00f5es profundas, impulsionadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pelo desmatamento e pela fragilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mudan\u00e7as se refletem tanto nos per\u00edodos de cheia quanto nos de seca extrema, que t\u00eam se tornado cada vez mais frequentes, afetando diretamente comunidades ribeirinhas e bairros urbanos situados em \u00e1reas de risco da capital acreana<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Victor Manoel, do Comit\u00ea Chico Mendes, Rio Branco possui um plano de conting\u00eancia estruturado contra enchentes, algo inexistente at\u00e9 mesmo nas maiores capitais do pa\u00eds brasileiras. Ainda assim, o problema persiste.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRio Branco tem um plano de conting\u00eancia contra enchentes. Esse estudo j\u00e1 foi feito. O que falta, na verdade, \u00e9 prioridade. Falta uma leitura do material que j\u00e1 existe. A gente vive em um mandato pol\u00edtico onde se prioriza muito mais a infraestrutura urbana\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Manoel explica que, embora o poder p\u00fablico n\u00e3o tenha controle sobre o clima ou as chuvas, \u00e9 respons\u00e1vel por n\u00e3o desenvolver a\u00e7\u00f5es que reduzem o impacto das cheias. \u201cA prefeitura n\u00e3o controla a chuva nem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas \u00e9 totalmente respons\u00e1vel por pol\u00edticas p\u00fablicas que mitiguem os impactos dessas mudan\u00e7as na popula\u00e7\u00e3o e na pr\u00f3pria m\u00e1quina estatal\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cheias at\u00edpicas e extremos cada vez mais frequentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2025, o Rio Acre registrou uma cheia considerada at\u00edpica. De acordo com a Defesa Civil Municipal, foram acumulados 561,6 mil\u00edmetros de chuva, o que representa 97% acima do esperado para todo o m\u00eas, um volume que n\u00e3o era observado havia pelo menos uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Cl\u00e1udio Falc\u00e3o, explica que o comportamento do rio \u00e9 marcado por varia\u00e7\u00f5es extremas de vaz\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o Rio Acre est\u00e1 abaixo de 11 metros, a vaz\u00e3o chega a cerca de 1 milh\u00e3o e 100 mil litros de \u00e1gua por segundo. No outro extremo, essa vaz\u00e3o pode cair para cerca de 25 mil litros por segundo. A diferen\u00e7a \u00e9 muito grande\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"451\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/coronel.jpg?resize=602%2C451&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6166\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/coronel.jpg?w=602&amp;ssl=1 602w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/coronel.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: cedida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, parte desse comportamento se deve \u00e0s caracter\u00edsticas naturais do rio. \u201cO Rio Acre \u00e9 um rio novo, ainda em forma\u00e7\u00e3o, e por isso muda o curso de vez em quando\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desmatamento e perda da mata ciliar agravam o problema<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das caracter\u00edsticas naturais, quest\u00f5es ambientais agravam a situa\u00e7\u00e3o. Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) publicado no site InfoAmazonia aponta que o Rio Acre perdeu cerca de 40% da sua mata ciliar ao longo de 55 anos, equivalente a aproximadamente 4,5 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa degradada, de um total original estimado em 11,6 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>A mata ciliar \u00e9 fundamental para a regula\u00e7\u00e3o do rio por ajudar a conter a eros\u00e3o das margens, reduz o assoreamento e permite que a \u00e1gua seja absorvida e liberada gradualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo longo do Rio Acre h\u00e1 muito assoreamento e desmatamento das margens. Com isso, o rio n\u00e3o consegue manter o n\u00edvel da mesma maneira. Quando a \u00e1gua chega, chega de uma vez s\u00f3\u201d, explica o coronel Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca o papel da floresta na regula\u00e7\u00e3o dos extremos h\u00eddrico: \u201cA floresta segura a \u00e1gua no per\u00edodo de cheia e vai soltando aos poucos durante a seca. Al\u00e9m disso, evita o desbarrancamento e o aceleramento do rio. Se tiv\u00e9ssemos a floresta preservada ao longo do rio, n\u00e3o ter\u00edamos extremos t\u00e3o intensos\u201d, afirma<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A vida em \u00e1reas vulner\u00e1veis: relatos de quem convive com o rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No bairro Cidade Nova, em Rio Branco, as moradoras Vit\u00f3ria Yasmin, de 23 anos, e Alderina Costa, de 65, relatam as dificuldades enfrentadas durante os per\u00edodos de cheia do Rio Acre, fen\u00f4meno que se repete ano ap\u00f3s ano e afeta diretamente a rotina de quem vive em \u00e1reas consideradas vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando come\u00e7a a encher, a gente j\u00e1 levanta tudo. A \u00e1gua \u00e9 contaminada por causa do esgoto. Eu preciso ir para a casa da minha av\u00f3. Em 2015, a \u00e1gua chegou a subir pela parede\u201d, conta Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Alderina relembra que, diante da recorr\u00eancia das enchentes, a fam\u00edlia precisou investir por conta pr\u00f3pria para reduzir os riscos. Sem apoio financeiro do poder p\u00fablico, a solu\u00e7\u00e3o encontrada foi adaptar a pr\u00f3pria estrutura da casa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00e1gua entrou bem aqui. Em 2015, na \u00e9poca, n\u00e3o tinha esse apartamento alto. Ent\u00e3o a gente fez um segundo andar para ficar l\u00e1 em cima quando alaga\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Alderina, a decis\u00e3o de construir um segundo pavimento veio do desejo de permanecer no local onde sempre viveu. Para ela, sair da pr\u00f3pria moradia e ser levada para abrigos distantes \u00e9 uma alternativa que muitos moradores n\u00e3o querem enfrentar. Destaca, ainda, que n\u00e3o v\u00ea possibilidade de deixar a casa, pois n\u00e3o teria para onde ir: \u201cSe eu pedir 100 mil, aqui na minha casa, eu n\u00e3o vendo. Entendeu? E se eu pedir menos de 50 mil, eu vou comprar outra onde?\u201d, questiona.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela defende que o governo ofere\u00e7a apoio financeiro para que as fam\u00edlias possam adaptar suas casas com seguran\u00e7a, evitando o deslocamento for\u00e7ado durante as cheias. Para Alderina, a perman\u00eancia no territ\u00f3rio tamb\u00e9m representa dignidade, pertencimento e menor desgaste emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>As adapta\u00e7\u00f5es feitas pelas fam\u00edlias evidenciam como a responsabilidade de lidar com os impactos das cheias acaba sendo transferida do poder p\u00fablico para os pr\u00f3prios moradores. Embora existam pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de desastres, ainda h\u00e1 um hiato significativo entre o que est\u00e1 previsto no papel e o que, de fato, \u00e9 executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, moradores que vivem em \u00e1reas de risco defendem que as solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limitem apenas \u00e0 retirada compuls\u00f3ria das fam\u00edlias de suas casas. Para eles, \u00e9 fundamental que haja di\u00e1logo, escuta e participa\u00e7\u00e3o das comunidades diretamente afetadas, por meio de audi\u00eancias p\u00fablicas e espa\u00e7os de debate que considerem suas realidades e necessidades. Essas popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o culpadas pelos desastres recorrentes e precisam ser inclu\u00eddas na constru\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As estrat\u00e9gias adotadas por fam\u00edlias como a de Alderina revelam n\u00e3o apenas a precariedade das pol\u00edticas habitacionais em \u00e1reas vulner\u00e1veis, mas tamb\u00e9m a criatividade, a resist\u00eancia e a determina\u00e7\u00e3o de quem convive h\u00e1 d\u00e9cadas com o avan\u00e7o das \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da aus\u00eancia de respostas efetivas, s\u00e3o os pr\u00f3prios moradores que buscam alternativas para proteger suas fam\u00edlias e preservar o v\u00ednculo com o territ\u00f3rio onde constru\u00edram suas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do cen\u00e1rio preocupante, existem iniciativas p\u00fablicas voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Em Rio Branco, foi institu\u00eddo o Plano Municipal de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0s Enchentes, que prev\u00ea a\u00e7\u00f5es como o mapeamento de \u00e1reas de risco, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, melhorias na drenagem urbana e educa\u00e7\u00e3o ambiental. No entanto, grande parte dessas medidas ainda depende de or\u00e7amento, continuidade administrativa e prioridade pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo ambiental, o Governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco firmaram um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para fortalecer a\u00e7\u00f5es de reflorestamento e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Em 2025, por exemplo, mais de 400 mudas de esp\u00e9cies nativas foram plantadas em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente \u00e0s margens do Rio Acre, como tentativa de conter a eros\u00e3o do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado tamb\u00e9m conta com iniciativas como o Viveiro da Floresta, em Rio Branco, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de mudas destinadas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e de matas ciliares em diferentes regi\u00f5es do Acre. Apesar disso, estudos cient\u00edficos, avaliam que as a\u00e7\u00f5es ainda avan\u00e7am em ritmo lento diante da dimens\u00e3o do problema e da frequ\u00eancia cada vez maior das cheias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Limites or\u00e7ament\u00e1rios e desafios estruturais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coronel Falc\u00e3o, outro entrave importante \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o de recursos e a complexidade das solu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe solu\u00e7\u00e3o simples. Algumas a\u00e7\u00f5es envolvem diplomacia entre pa\u00edses, porque o rio nasce no Peru, e outras dependem de recursos que a Defesa Civil n\u00e3o tem para atender todos os problemas ao mesmo tempo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que mudan\u00e7as estruturais no comportamento do rio demandam tempo. \u201cNada pode ser mudado em menos de 10 anos. Qualquer a\u00e7\u00e3o que a gente fa\u00e7a agora n\u00e3o muda o cen\u00e1rio do Rio Acre em curto prazo\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O futuro do Rio Acre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador da Defesa Civil alerta ainda para proje\u00e7\u00f5es preocupantes. Segundo ele, o climat\u00f3logo Carlos Nobre prev\u00ea um cen\u00e1rio cr\u00edtico para o Rio Acre at\u00e9 2032, caso o modelo atual de ocupa\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o ambiental continue.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente pode enfrentar uma seca t\u00e3o severa que o rio pode praticamente parar de correr, como diziam nossos antepassados\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 recorrente, que se repete ano ap\u00f3s ano, a situa\u00e7\u00e3o do Rio Acre evidencia que, mais do que planos e a\u00e7\u00f5es emergenciais, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas transparentes, cont\u00ednuas e preventivas, capazes de articular preserva\u00e7\u00e3o ambiental, planejamento urbano e prote\u00e7\u00e3o social. Sem isso, moradores continuar\u00e3o convivendo com cheias, secas e a incerteza de um rio cada vez mais imprevis\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, cheias hist\u00f3ricas e a fragilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas que agravam a situa\u00e7\u00e3o do Rio Acre<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,1],"tags":[8,98,159],"coauthors":[136],"class_list":["post-6164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-ultimas-noticias","tag-destaque","tag-politica","tag-rio-acre"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rio.jpg?fit=602%2C451&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6164"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6168,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6164\/revisions\/6168"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6164"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}