{"id":6139,"date":"2026-04-01T12:55:17","date_gmt":"2026-04-01T17:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6139"},"modified":"2026-04-01T12:57:30","modified_gmt":"2026-04-01T17:57:30","slug":"o-rio-sob-seus-pes-as-pontes-que-conectam-historia-comercio-e-vida-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6139","title":{"rendered":"O rio sob seus p\u00e9s: as pontes que conectam hist\u00f3ria, com\u00e9rcio e vida em Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Lis Gabriela e Rhawan Vital<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Onde centenas de p\u00e9s passam, pneus deixam borracha no asfalto e bicicletas atravessam em meio aos pedestres, comerciantes contam sobre a import\u00e2ncia e de duas das pontes mais famosas do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em destaque pela influ\u00eancia, tanto hist\u00f3rica como atual, a Passarela e a Ponte Met\u00e1lica (tamb\u00e9m conhecidas, respectivamente, como Passarela Joaquim Falc\u00e3o Macedo e Ponte Juscelino Kubitschek), s\u00e3o refer\u00eancias quando se trata da hist\u00f3ria e da identidade acreanas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Passos sobre o Metal<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A Ponte Juscelino Kubitschek, popularmente conhecida como \u201cPonte Met\u00e1lica\u201d, pode ser considerada um s\u00edmbolo de resist\u00eancia. Inaugurada na d\u00e9cada de 60, \u00e9 uma das principais formas de liga\u00e7\u00e3o entre o Primeiro e o Segundo Distrito da capital acreana. Sua constru\u00e7\u00e3o foi um marco na engenharia para a \u00e9poca, em uma resposta direta ao isolamento do Segundo Distrito em rela\u00e7\u00e3o ao centro administrativo e comercial de Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes dela, a travessia era feita, na maioria das vezes, por catraias, que limitavam o fluxo de mercadorias e pessoas. Dessa forma, a estrutura montada com treli\u00e7as de a\u00e7o n\u00e3o apenas facilitou o transporte de ve\u00edculos, mas integrou definitivamente as duas margens da capital. Batizada em homenagem ao presidente do Brasil entre 1956 e 1961, a ponte tornou-se o principal corredor log\u00edstico da cidade por d\u00e9cadas, e resiste ao tempo e a in\u00fameras cheias hist\u00f3ricas do Rio Acre, que testaram sua robustez ao longo de mais de 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image.jpeg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6140\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Ponte Juscelino Kubitschek. Foto: Rhawan Vital<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quem atravessa do Primeiro ao Segundo distrito, avista o imponente \u201cPonto Certo Agropecu\u00e1ria\u201d, loja de agroneg\u00f3cio que h\u00e1 mais de dez anos disp\u00f5e de sementes, ferramentas, gr\u00e3os e alimentos de diversos tipos, at\u00e9 maquin\u00e1rio pesado. Pedro Fernandes, de 30 anos, trabalha l\u00e1 h\u00e1 dez meses e, pelo lugar estrat\u00e9gico em que a loja se coloca, sabe que a import\u00e2ncia da ponte reflete no sucesso do estabelecimento e que, por ser logo em frente \u00e0 uma das sa\u00eddas, se coloca como uma op\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil para quem procura esse tipo de mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ponte, tanto para ve\u00edculos, para pedestres e para o&nbsp; com\u00e9rcio, \u00e9 muito importante. Quando a ponte fica interditada, atrapalha muito, mas o fluxo de pessoas aumentou nesse espa\u00e7o depois da interdi\u00e7\u00e3o da passarela\u201d, diz Pedro<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cultura e Identidade sobre as \u00e1guas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A passarela Joaquim Falc\u00e3o Macedo, uma das primeiras na Regi\u00e3o Norte a ser projetada exclusivamente para pedestres e ciclistas, convida a outro ritmo e se torna um local de passeios e encontros. Inaugurada em 2006, \u00e9 uma ponte estaiada, ou seja, uma ponte de cabos. Com cerca de 200 metros de extens\u00e3o, busca amenizar o conflito entre o tr\u00e1fego pesado de carros e pedestres, e possibilitar ao cidad\u00e3o o prazer de contemplar o rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.jpeg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6141\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Passarela Joaquim Falc\u00e3o Macedo. Foto: Rhawan Vital<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, desde 2024, a Passarela est\u00e1 interditada e, por ser parte do espa\u00e7o, o Mercado Velho tamb\u00e9m \u00e9 afetado pela reforma, com tapumes de metal espalhados pela pra\u00e7a que chamam mais aten\u00e7\u00e3o do que o pr\u00f3prio rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA passarela \u00e9 muito importante. Vejo por a\u00ed jovens escrevendo,&nbsp; professoras que trazem alunos para conhecer e contemplar a regi\u00e3o. \u00c9 uma passagem livre. Ela atrai vida para nossas pra\u00e7as, para a encosta do rio. Agora n\u00f3s n\u00e3o temos mais isso. N\u00e3o pode ficar assim.\u201d relata Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas do Lessa h\u00e1 40 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2.jpeg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6142\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Francisco Marufo Lessa, dono da loja Ervas. Foto: Rhawan Vital<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da sua import\u00e2ncia comercial e social, uma ponte tamb\u00e9m comp\u00f5e hist\u00f3rias individuais ao fazer parte do dia a dia de quem depende delas para locomo\u00e7\u00e3o. Maria B\u00e1rbara, de 18 anos, volunt\u00e1ria em uma associa\u00e7\u00e3o que cuida de crian\u00e7as (ASBVIN), fala que a ponte \u00e9 justamente algo que facilita e oferece maior comodidade para o seu trajeto de casa para o trabalho. \u201cUma ponte facilita muito a vida. \u00c9, literalmente, cortar um caminho. Ajuda muito depois de um dia cansativo, j\u00e1 que n\u00e3o preciso mais andar tanto\u201d, diz a volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pontes apontam para um conjunto arquitet\u00f4nico que comp\u00f5e a hist\u00f3ria de Rio Branco e sua caminhada para uma capital cada vez mais moderna, que utiliza a engenharia para encurtar dist\u00e2ncias e criar espa\u00e7os de conviv\u00eancia. Apesar disso, elas ainda carecem de seguran\u00e7a e maior comodidade para os transeuntes que podem ficar \u00e0 merc\u00ea de assaltos, chuvas e sol. Seus v\u00e3os n\u00e3o sustentam apenas o peso de quem passa, mas sustentam a hist\u00f3ria de um povo que aprendeu a construir caminhos sobre os desafios vividos na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponte Met\u00e1lica e Passarela Joaquim Falc\u00e3o Macedo integram Primeiro e Segundo Distritos de Rio Branco e facilitam o tr\u00e2nsito de carros e pedestres na regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6143,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,1],"tags":[40,115,8,159],"coauthors":[136],"class_list":["post-6139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-ultimas-noticias","tag-acre","tag-cultura","tag-destaque","tag-rio-acre"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-03-06-at-11.36.42-PM-1.jpeg?fit=1280%2C720&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6139"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6146,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6139\/revisions\/6146"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6139"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}