{"id":6103,"date":"2026-03-30T16:03:35","date_gmt":"2026-03-30T21:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6103"},"modified":"2026-03-30T16:03:38","modified_gmt":"2026-03-30T21:03:38","slug":"o-rio-que-vira-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=6103","title":{"rendered":"O rio que vira arte"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A obra faz refer\u00eancia ao mito de Of\u00e9lia, de Hamlet, de William Shakespeare, e retrata a seca do rio e os impactos da a\u00e7\u00e3o humana. Foto\/arte: Danilo De S\u2019Acre<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Julie Siqueira<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Acre, al\u00e9m de construir a paisagem central de Rio Branco, tamb\u00e9m se tornou a origem da criatividade para diversos artistas locais e suas obras. Em diferentes linguagens e estilos, o rio aparece nas obras como s\u00edmbolo de mem\u00f3ria, identidade e das transforma\u00e7\u00f5es ambientais que marcam a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Presente no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, o Rio Acre atravessa a cidade e a hist\u00f3ria de quem vive \u00e0s suas margens. Essa rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima faz com que ele ultrapasse o papel de elemento natural e passe a ocupar tamb\u00e9m o imagin\u00e1rio cultural acreano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos, artistas locais t\u00eam encontrado no Rio Acre, inspira\u00e7\u00e3o para suas obras. S\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que, em diferentes formatos, reinterpretam esse espa\u00e7o que faz parte da vida urbana e da experi\u00eancia amaz\u00f4nica. Nelas, o rio pode aparecer como personagem ou como cen\u00e1rio simb\u00f3lico de rela\u00e7\u00f5es sociais, mem\u00f3rias ou den\u00fancias de transforma\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, um dos trabalhos que se dedicou a observar a rela\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o e o rio foi o document\u00e1rio \u201cO Mergulho\u201d escrito e dirigido pelo cineasta Silvio Margarido em 2006. A obra foi desenvolvida dentro do projeto DOCTV, que incentivava a produ\u00e7\u00e3o documental em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"339\" height=\"480\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/heloo.png?resize=339%2C480&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6106\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/heloo.png?w=339&amp;ssl=1 339w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/heloo.png?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w\" sizes=\"(max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Cartaz do document\u00e1rio \u201cO Mergulho\u201d, escrito e dirigido pelo cineasta Silvio Margarido. Imagem: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A proposta inicial era utilizar o Rio Acre como uma met\u00e1fora para compreender a vida na cidade de Rio Branco. No entanto, durante o processo de elabora\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, o diretor percebeu que o pr\u00f3prio rio possu\u00eda protagonismo suficiente para conduzir a narrativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm vez de apenas ilustrar o cotidiano urbano, o rio passou a ser o personagem central da obra, apresentado a partir das hist\u00f3rias de quem vive diretamente em contato com ele\u201d, explica o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para construir essa narrativa, Margarido percorreu diferentes pontos da cidade e das \u00e1reas ribeirinhas, entrevistando pescadores, catraieiros, produtores rurais e moradores das margens do rio. A diversidade desses depoimentos ajudou a revelar a variedade e a complexidade das rela\u00e7\u00f5es que a popula\u00e7\u00e3o estabelece com o manancial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"451\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helooo.png?resize=602%2C451&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6107\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helooo.png?w=602&amp;ssl=1 602w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helooo.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Silvio Margarido durante as filmagens da produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cO Mergulho\u201d. Foto: Arquivo pessoal \/ Silvio Margarido<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao reunir esses relatos, o document\u00e1rio revela que o Rio Acre faz parte de um sistema complexo de depend\u00eancia econ\u00f4mica, social e simb\u00f3lica. Ao mesmo tempo, as entrevistas tamb\u00e9m evidenciam um sentimento recorrente entre os moradores mais antigos: a percep\u00e7\u00e3o de que o rio n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cFicou claro que todos eles estavam vendo o processo de degrada\u00e7\u00e3o que o rio estava passando [&#8230;] alguns com uma desesperan\u00e7a, e outros exigindo alguma atitude em rela\u00e7\u00e3o ao rio, porque estava claro para eles que o rio estava morrendo\u201d, disse o cineasta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Margarido, muitos entrevistados comparavam o estado atual do rio com a forma como ele se apresentava d\u00e9cadas atr\u00e1s. A mem\u00f3ria coletiva registrada no filme aponta para um per\u00edodo em que as \u00e1guas eram consideradas mais limpas, a pesca era mais abundante e a paisagem mantinha caracter\u00edsticas diferentes das observadas hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO pescador n\u00e3o tem mais peixe, pessoas que utilizavam do rio para transporte est\u00e3o encontrando mais dificuldades, ent\u00e3o v\u00e1rias dessas quest\u00f5es foram colocadas no document\u00e1rio, e como isso est\u00e1 afetando a vida delas\u201d, acrescentou o produtor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao registrar essas percep\u00e7\u00f5es, o document\u00e1rio constr\u00f3i uma narrativa que mistura mem\u00f3ria, observa\u00e7\u00e3o social e reflex\u00e3o ambiental. A obra n\u00e3o assume diretamente o formato de den\u00fancia, mas evidencia as mudan\u00e7as que afetam o rio e, consequentemente, a vida das pessoas que dependem dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao organizar imagens, relatos e mem\u00f3rias, o document\u00e1rio revela que o Rio Acre n\u00e3o \u00e9 apenas um elemento da geografia regional, mas uma presen\u00e7a constante na vida urbana e social da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Correntezas de sobreposi\u00e7\u00f5es e de texturas visuais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O artista pl\u00e1stico Danilo De S\u2019Acre, vem construindo ao longo de sua carreira uma produ\u00e7\u00e3o marcada pela influ\u00eancia da paisagem amaz\u00f4nica. Nascido na d\u00e9cada de 1950 em uma col\u00f4nia localizada na regi\u00e3o da Cust\u00f3dio Freire, ele cresceu em um contexto em que a presen\u00e7a da floresta era ainda mais intensa no cotidiano das comunidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia de inf\u00e2ncia moldou a sua percep\u00e7\u00e3o visual e sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza. Elementos da paisagem amaz\u00f4nica, como os rios, praias fluviais, embarca\u00e7\u00f5es e deslocamentos de pessoas entre col\u00f4nias e cidades aparecem com frequ\u00eancia em suas obras. Embora trabalhe principalmente com pintura e desenho, Danilo tamb\u00e9m utiliza a fotografia como ferramenta de registro e ponto de partida para suas cria\u00e7\u00f5es. Muitas das imagens que utiliza s\u00e3o capturadas com o pr\u00f3prio celular e posteriormente transformadas por meio de elementos visuais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"521\" height=\"390\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helloooo.png?resize=521%2C390&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6108\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helloooo.png?w=521&amp;ssl=1 521w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/helloooo.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Fotografia com sobreposi\u00e7\u00e3o visual para reinterpretar a paisagem e o cotidiano de ribeirinhos na \u00e9poca de seca. Foto\/arte: Danilo De S\u2019Acre<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos procedimentos que ele mais utiliza \u00e9 a sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens. A partir da fotografia original, o artista acrescenta novas camadas visuais, misturando elementos gr\u00e1ficos, desenhos ou texturas que alteram a interpreta\u00e7\u00e3o inicial da imagem. Esse processo cria composi\u00e7\u00f5es que transitam entre o registro documental e a experimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c\u00c0s vezes eu tiro a foto e deixo como est\u00e1. Mas gosto de brincar com a imagem e sair um pouco da normalidade\u201d, explica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dentro dessa produ\u00e7\u00e3o, o Rio Acre aparece como objeto de observa\u00e7\u00e3o. Para o artista, o manancial oferece uma paisagem em constante transforma\u00e7\u00e3o. O ciclo anual de enchentes e vazantes modifica o desenho das margens, revela bancos de areia e altera a geografia vis\u00edvel da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cCada vez que o rio enche e depois seca, ele apresenta uma geografia diferente. Isso me chama muita aten\u00e7\u00e3o visualmente\u201d, afirma o artista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa din\u00e2mica faz com que o mesmo espa\u00e7o nunca seja exatamente igual em diferentes per\u00edodos do ano. Cada cheia ou per\u00edodo de seca reorganiza visualmente o territ\u00f3rio, criando novas formas, caminhos e paisagens. Al\u00e9m das mudan\u00e7as naturais, o artista tamb\u00e9m observa o movimento humano ao redor do rio. Barcos e canoas que atravessam as \u00e1guas, moradores que chegam \u00e0 cidade vindos das col\u00f4nias e trabalhadores que transportam produtos agr\u00edcolas fazem parte da rotina visual que inspira suas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"485\" height=\"364\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hellooooo.png?resize=485%2C364&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6109\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hellooooo.png?w=485&amp;ssl=1 485w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hellooooo.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 485px) 100vw, 485px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Fotografia tirada de cima da Passarela Joaquim Macedo, mostra o&nbsp; poder da mulher na proa dianteira do barco. Foto\/arte: Danilo De S\u2019Acre<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As cenas do cotidiano ribeirinho aparecem nas obras como registros po\u00e9ticos da rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e natureza. Em muitas imagens, o rio surge n\u00e3o apenas como cen\u00e1rio, mas como elemento que organiza a circula\u00e7\u00e3o, o trabalho e a conviv\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, assim como no document\u00e1rio de Margarido, o olhar art\u00edstico tamb\u00e9m revela preocupa\u00e7\u00f5es com as transforma\u00e7\u00f5es ambientais do rio. A redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel das \u00e1guas durante per\u00edodos de seca extrema e os sinais de degrada\u00e7\u00e3o ambiental acabam se tornando parte do pr\u00f3prio processo criativo. Nesses momentos, a arte deixa de ser apenas contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e passa a funcionar tamb\u00e9m como registro cr\u00edtico da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Rio Acre fa\u00e7a parte da mem\u00f3ria e da identidade de Rio Branco, o estado de degrada\u00e7\u00e3o em que se encontra hoje revela uma contradi\u00e7\u00e3o: o manancial que sustenta a cidade n\u00e3o tem recebido o cuidado necess\u00e1rio, nem da popula\u00e7\u00e3o nem do poder p\u00fablico. Quem percebe primeiro esses sinais s\u00e3o justamente aqueles que vivem mais pr\u00f3ximos de suas margens. S\u00e3o pescadores, ribeirinhos e trabalhadores que dependem diretamente do rio e que, por isso, identificam com mais clareza as mudan\u00e7as e perdas que v\u00eam se acumulando ao longo do tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras de Silvio Margarido e Danilo de S\u2019Acre exploram mem\u00f3ria, paisagem e transforma\u00e7\u00f5es ambientais no Rio Acre<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6105,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,1],"tags":[40,116,115,8],"coauthors":[136],"class_list":["post-6103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-ultimas-noticias","tag-acre","tag-arte","tag-cultura","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/hello.png?fit=602%2C297&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6110,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6103\/revisions\/6110"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6103"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=6103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}