{"id":5677,"date":"2026-02-23T11:21:19","date_gmt":"2026-02-23T16:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5677"},"modified":"2026-02-23T11:24:05","modified_gmt":"2026-02-23T16:24:05","slug":"jacares-e-tartarugas-gigantes-sao-destaque-na-reabertura-na-exposicao-de-fosseis-na-ufac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5677","title":{"rendered":"Jacar\u00e9s e tartarugas gigantes s\u00e3o destaque na reabertura na exposi\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis na Ufac"},"content":{"rendered":"\n<p><em>R\u00e9plica do Purussaurus brasiliensis &#8211; Foto: Kau\u00e3 Lucas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por: Eleonor Rodrigues e Ranelly Yasmim Pinheiro<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que hoje \u00e9 floresta, h\u00e1 milh\u00f5es de anos, foi o dom\u00ednio de uma megafauna que desafia a<br>ideia de cotidiano da nossa sociedade. Esse universo pr\u00e9-hist\u00f3rico voltou a ganhar<br>destaque no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, onde a<br>reabertura da exposi\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Paleontologia (LPP), permite um encontro com<br>o passado da bacia amaz\u00f4nica. A cole\u00e7\u00e3o, re\u00fane achados fundamentais para a ci\u00eancia<br>mundial, ajuda a decifrar a raz\u00e3o de o Acre possuir tantos f\u00f3sseis, atraindo pesquisadores e<br>curiosos.<br>Aberto para visita\u00e7\u00e3o de segunda a sexta-feira, em hor\u00e1rio de expediente, exceto feriados, a<br>exposi\u00e7\u00e3o apresenta f\u00f3sseis originais e r\u00e9plicas de animais que viveram no per\u00edodo do<br>Mioceno, quando o oeste amaz\u00f4nico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A<br>entrada \u00e9 gratuita, e estudantes e comunidade geral de todas as idades podem participar.<br>Para grupos com mais de 10 pessoas, \u00e9 necess\u00e1rio realizar agendamento pr\u00e9vio. Nesse<br>caso, o respons\u00e1vel pela visita deve entrar em contato pelo e-mail<br>labpaleonto.ufac@gmail.com, informando a data e o hor\u00e1rio desejados. Ap\u00f3s a<br>confirma\u00e7\u00e3o, a visita ser\u00e1 agendada e contar\u00e1 com o acompanhamento de um guia, que<br>ficar\u00e1 respons\u00e1vel por apresentar o acervo, fornecer informa\u00e7\u00f5es detalhadas e esclarecer<br>d\u00favidas ou curiosidades dos visitantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"410\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3544.jpg?resize=740%2C410&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5679\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3544.jpg?resize=1024%2C568&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3544.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3544.jpg?resize=768%2C426&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3544.jpg?w=1071&amp;ssl=1 1071w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Andr\u00e9a Maciente<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Acervo<\/strong><br>A bi\u00f3loga Andrea Maciente, respons\u00e1vel pela exposi\u00e7\u00e3o, conta que o local re\u00fane f\u00f3sseis<br>que revelam a diversidade e a grandiosidade da fauna pr\u00e9-hist\u00f3rica que habitou o Acre h\u00e1<br>milh\u00f5es de anos. Entre os principais destaques est\u00e3o grandes crocodilomorfos, como o<br>Purussaurus brasiliensis, al\u00e9m do Acresuchus pahytemporalis, conhecido como<br>\u201cjacar\u00e9-de-chifre\u201d por causa da sua extrutura \u00f3ssea acima das \u00f3rbitas oculares, e do<br>Mourasuchus amazonensis, popularmente chamado de jacar\u00e9-bico-de-pato, que chama<br>aten\u00e7\u00e3o pelo focinho largo, achatado e bastante alongado.<br>\u201cEntre os quel\u00f4nios, temos a Stupendemys geographicus, considerada a maior tartaruga de<br>\u00e1gua doce que j\u00e1 existiu, al\u00e9m de tartarugas dos g\u00eaneros Podocnemis e Chelus, e o<br>Chelonoidis, que inclui os jabutis gigantes, como os do arquip\u00e9lago de Gal\u00e1pagos. A<br>exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresenta f\u00f3sseis de outros animais, como boto, roedor gigante,<br>pregui\u00e7a gigante, toxodontes e mastodonte, entre outros\u201d, afirma a professora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5681\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?w=1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3550.webp?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: Kau\u00e3 Lucas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a raz\u00e3o do Acre ter tantos f\u00f3sseis?<\/strong><br>Durante os per\u00edodos do Mioceno M\u00e9dio e Mioceno Superior, entre 15 e 5 milh\u00f5es de anos<br>atr\u00e1s, a Amaz\u00f4nia apresentava um cen\u00e1rio completamente diferente do atual. A regi\u00e3o era<br>dominada por grandes lagos e extensos corpos d\u2019\u00e1gua, que se espalharam por muitas<br>\u00e1reas da Amaz\u00f4nia Ocidental, em um per\u00edodo em que os rios como s\u00e3o conhecidos hoje<br>ainda n\u00e3o existiam.<br>Esse ambiente favoreceu a diversidade de animais, muitos deles extintos, com destaque<br>para r\u00e9pteis de grande porte, como crocodilos gigantes, gaviais e tartarugas enormes, al\u00e9m<br>de diversos grupos de mam\u00edferos. Mesmo j\u00e1 sendo um ecossistema diverso, a Amaz\u00f4nia<br>desse per\u00edodo possu\u00eda caracter\u00edsticas ambientais muito diferentes das que marcam a<br>floresta nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><br>O professor e pesquisador Giovanne Mendes Cidade explicou que, na maioria das vezes,<br>os f\u00f3sseis encontrados no estado est\u00e3o em forma\u00e7\u00f5es rochosas, especialmente \u00e0s rochas<br>expostas nos barrancos dos rios. Segundo ele, esses materiais s\u00e3o retirados das margens e<br>levados ao laborat\u00f3rio ainda incrustados nas rochas, o que exige um trabalho t\u00e9cnico<br>cuidadoso antes que possam ser estudados ou exibidos ao p\u00fablico.<br>Ele detalhou que o processo de prepara\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis consiste, basicamente, na remo\u00e7\u00e3o<br>dessas rochas para que o material fique totalmente exposto. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 interessante para n\u00f3s<br>que os f\u00f3sseis que sejam expostos no museu n\u00e3o tenham nenhum resto de rocha<br>atrapalhando a vis\u00e3o\u201d, afirmou. Para isso, s\u00e3o utilizados instrumentos, como pinc\u00e9is e<br>ferramentas espec\u00edficas, que permitem a limpeza minuciosa e a preserva\u00e7\u00e3o das estruturas<br>f\u00f3sseis para posterior exposi\u00e7\u00e3o no museu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5680\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?w=1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3549.webp?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: Kau\u00e3 Lucas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Purussaurus brasiliensis<\/strong><br>As pesquisas desenvolvidas no laborat\u00f3rio colocam o Acre em evid\u00eancia no cen\u00e1rio<br>cient\u00edfico nacional e internacional, especialmente nos estudos sobre crocodilomorfos<br>f\u00f3sseis, que ajudam a reconstruir o passado da regi\u00e3o.<br>\u201cNossos cr\u00e2nios de Purussaurus, s\u00e3o provavelmente, um dos candidatos a ser o maior<br>jacar\u00e9 de todos os tempos, os cr\u00e2nios completos e mand\u00edbulas completas que n\u00f3s temos<br>dele com certeza s\u00e3o os nossos achados mais raros\u201d, afirma.<br>A paleontologia \u00e9 fundamental para compreender a evolu\u00e7\u00e3o da vida na Terra, explicar a<br>forma\u00e7\u00e3o da fauna e da flora atuais e ajudar a identificar, a partir das extin\u00e7\u00f5es do passado,<br>os desafios e amea\u00e7as que as esp\u00e9cies podem enfrentar no futuro. Quem deseja<br>acompanhar as pesquisas, novas descobertas e atividades do laborat\u00f3rio pode seguir o<br>perfil @lpp.ufac no Instagram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acervo re\u00fane mam\u00edferos extintos e vest\u00edgios raros da paleofauna amaz\u00f4nica; visitas s\u00e3o<br \/>\ngratuitas e podem ser guiadas. <\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":5678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[2,1],"tags":[8,48,47],"coauthors":[136],"class_list":["post-5677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-rotas","category-ultimas-noticias","tag-destaque","tag-educacao","tag-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_3547.webp?fit=2560%2C1440&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5677"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5686,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5677\/revisions\/5686"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5677"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=5677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}