{"id":5666,"date":"2026-02-20T18:24:56","date_gmt":"2026-02-20T23:24:56","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5666"},"modified":"2026-02-20T18:26:11","modified_gmt":"2026-02-20T23:26:11","slug":"as-tres-maiores-catastrofes-hidricas-de-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5666","title":{"rendered":"As tr\u00eas maiores cat\u00e1strofes h\u00eddricas de Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Ana Keli Flores e Ra\u00ed\u00e7a Sousa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rio Branco convive historicamente com as cheias do Rio Acre, fen\u00f4meno que impacta diretamente a rotina, a economia e a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o. Ao longo dos anos, o n\u00edvel do rio ultrapassou marcas cr\u00edticas diversas vezes, mas tr\u00eas enchentes se destacam pela gravidade e pelos danos causados: \u00e0s de 2015, 2023 e 2024.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"463\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_08.png?resize=740%2C463&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5669\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_08.png?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_08.png?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_08.png?resize=768%2C481&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Enchente hist\u00f3rica que atingiu Rio Branco em 2015, provocando graves impactos econ\u00f4micos e estruturais na cidade. Foto: Caio Fulg\u00eancio<\/p>\n\n\n\n<p>A maior enchente registrada ocorreu em mar\u00e7o de 2015, quando o rio atingiu 18,40 metros. O transbordamento alagou o centro comercial, interrompeu vias e provocou a interdi\u00e7\u00e3o do Terminal Urbano de Rio Branco, afetando diretamente o transporte coletivo da cidade. Mais de 100 mil pessoas foram atingidas, sobretudo nos bairros Aeroporto Velho, Taquari e 6 de Agosto. O Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Wildy Viana foi utilizado como abrigo emergencial para fam\u00edlias que perderam suas casas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"463\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_09.png?resize=740%2C463&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5668\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_09.png?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_09.png?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio_09.png?resize=768%2C481&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Registro da grande alaga\u00e7\u00e3o de 2015 em Rio Branco, considerada uma das maiores da hist\u00f3ria da capital acreana. Foto: Caio Fulg\u00eancio<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2024, o n\u00edvel do Rio Acre chegou a 17,89 metros, configurando a segunda maior cheia da hist\u00f3ria da capital. O epis\u00f3dio foi marcado pela r\u00e1pida eleva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, o que dificultou a retirada de moradores e de seus pertences. A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atingiu munic\u00edpios do interior do estado, como Brasil\u00e9ia e Epitaciol\u00e2ndia, ampliando os impactos da enchente em todo o Acre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio-acre-enchente.jpg.jpeg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5670\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio-acre-enchente.jpg.jpeg?w=1008&amp;ssl=1 1008w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio-acre-enchente.jpg.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/rio-acre-enchente.jpg.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A enchente de 2024 voltou a atingir Rio Branco, deixando bairros alagados e milhares de fam\u00edlias impactadas pelo transbordamento dos rios. Foto: Marcos Vicentti<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a cheia de 2023 alcan\u00e7ou 17,72 metros e teve como principal caracter\u00edstica a combina\u00e7\u00e3o entre o transbordamento do rio e a eleva\u00e7\u00e3o repentina dos igarap\u00e9s urbanos. Chuvas intensas provocaram alagamentos em diferentes bairros antes mesmo do rio atingir a cota de transbordamento, surpreendendo moradores e \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela resposta emergencial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"506\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20230304075514-img-9889.jpg.jpeg?resize=740%2C506&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5671\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20230304075514-img-9889.jpg.jpeg?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20230304075514-img-9889.jpg.jpeg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/20230304075514-img-9889.jpg.jpeg?resize=768%2C525&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Enchente de 2023 atingiu Rio Branco, causando alagamentos em diversos bairros e afetando centenas de fam\u00edlias. Foto: Marcos Vicentti<\/p>\n\n\n\n<p><em>A tabela abaixo ajuda a visualizar como essas tr\u00eas marcas superam drasticamente a cota de transbordo da cidade, que \u00e9 de 14,00 metros.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Posi\u00e7\u00e3o<\/td><td>Ano<\/td><td>Marca atingida<\/td><\/tr><tr><td>1\u00ba<\/td><td>2015<\/td><td>18,40 metros<\/td><\/tr><tr><td>2\u00ba<\/td><td>2024<\/td><td>17,89 metros<\/td><\/tr><tr><td>3\u00ba<\/td><td>2023<\/td><td>17,72 metros<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Carlos, mototaxista, de 47 anos, foi uma das v\u00edtimas das enchentes provocadas pelo transbordamento dos igarap\u00e9s em mar\u00e7o de 2023. Morador do bairro Santa In\u00eas, em Rio Branco, foi afetado pela inunda\u00e7\u00e3o do igarap\u00e9 Judia, que transbordou ap\u00f3s o aumento do volume de \u00e1gua de outros igarap\u00e9s da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando me dei conta, a \u00e1gua j\u00e1 estava dentro de casa, na altura da cintura. Perdi um guarda-roupa, um jogo de estofado, um arm\u00e1rio de cozinha, al\u00e9m de outros bens que a gente n\u00e3o consegue mensurar\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Monitoramento e seguran\u00e7a por meio de medidas preventivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve avan\u00e7os significativos, mas ainda h\u00e1 muito a evoluir\u201d, destaca o Capit\u00e3o Rog\u00e9rio Freitas de Oliveira, da Defesa Civil de Rio Branco. Em 2025 foi lan\u00e7ado o sistema Defesa Civil Alerta, que envia avisos antecipados diretamente aos celulares da popula\u00e7\u00e3o, permitindo a ado\u00e7\u00e3o de medidas preventivas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o monitoramento do igarap\u00e9 S\u00e3o Francisco \u00e9 realizado por meio de r\u00e9gua medidora e da Plataforma de Coleta de Dados (PCD), que acompanha, em tempo real, o n\u00edvel do rio e outros indicadores hidrol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos fatores que contribuem para o agravamento das enchentes \u00e9 a urbaniza\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cA pavimenta\u00e7\u00e3o urbana dificulta a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, favorecendo alagamentos, enquanto a retirada das matas ciliares contribui para a eros\u00e3o e o assoreamento, intensificando os impactos das cheias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta a necessidade de a\u00e7\u00f5es estruturantes, como obras de conten\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o estruturantes, como a restri\u00e7\u00e3o de novas ocupa\u00e7\u00f5es em \u00e1reas impr\u00f3prias para moradia, incluindo a implanta\u00e7\u00e3o de parques urbanos nessas regi\u00f5es. Um exemplo de a\u00e7\u00e3o estruturante \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o, em 2014, da Cidade do Povo, criada com o objetivo de garantir moradia digna \u00e0s fam\u00edlias que viviam em \u00e1reas de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Capit\u00e3o Oliveira, anteriormente a retirada tempor\u00e1ria das fam\u00edlias das \u00e1reas de risco ocorria quando o rio atingia 14 metros. Atualmente, essa medida \u00e9 adotada quando o n\u00edvel chega entre 15 e 15,5 metros. \u201cIsso representa um avan\u00e7o, pois garante mais tempo de prepara\u00e7\u00e3o e resposta \u00e0s fam\u00edlias afetadas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da recorr\u00eancia das cheias, dos impactos sociais causados e das medidas adotadas pela Defesa Civil, a popula\u00e7\u00e3o segue em alerta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enchentes de 2015, 2023 e 2024 marcaram a capital acreana, afetaram milhares de pessoas e expuseram a vulnerabilidade da cidade diante da for\u00e7a do Rio Acre<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":5667,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,6,1],"tags":[40,8,188,159],"coauthors":[136],"class_list":["post-5666","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-margens","category-ultimas-noticias","tag-acre","tag-destaque","tag-especiais","tag-rio-acre"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/JFPLGIKRJJN73IGEIWC5JJVEFA.jpg.jpeg?fit=1600%2C900&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5672,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5666\/revisions\/5672"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5666"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=5666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}