{"id":5549,"date":"2026-01-30T16:14:22","date_gmt":"2026-01-30T21:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5549"},"modified":"2026-03-01T19:42:00","modified_gmt":"2026-03-02T00:42:00","slug":"passarela-raquel-e-daiane-mantem-viva-21-anos-depois-memoria-de-mae-e-filha-levadas-por-enxurrada-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5549","title":{"rendered":"Passarela Raquel e Daiane mant\u00e9m viva, 21 anos depois, mem\u00f3ria de m\u00e3e e filha levadas por enxurrada em Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Danniely Avlis e Isabelle Magalh\u00e3es<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Acre sobe outra vez. As \u00e1guas avan\u00e7am, silenciosas e insistentes, repetindo um roteiro que os moradores da Baixada da Sobral conhecem de c\u00f3r. No bairro <strong>Ayrton Senna<\/strong>, onde a cidade come\u00e7a a ceder espa\u00e7o ao rio, cada cheia n\u00e3o traz apenas lama e perdas materiais, trazem lembran\u00e7as. Algumas delas n\u00e3o secam nunca.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dias, dezenas de pessoas atravessam <mark style=\"background-color:#eee\" class=\"has-inline-color\">a passarela que liga os bairros Ayrton Senna e Aeroporto Velho.<\/mark> Para muitos, \u00e9 s\u00f3 um atalho, um caminho mais curto entre dois pontos da cidade. Para Dona <strong>Idal\u00e9cia Martins<\/strong>, conhecida por todos do bairro como <strong>Dona Loura<\/strong>, \u00e9 um territ\u00f3rio de mem\u00f3ria. Cada passo sobre o concreto \u00e9 tamb\u00e9m um passo sobre a aus\u00eancia da filha<strong> Raquel<\/strong> e da neta <strong>Daiane<\/strong>, levadas pela for\u00e7a da \u00e1gua em uma enchente de 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura hoje se chama Passarela Raquel e Daiane. Mas antes do concreto, antes do nome, havia apenas madeira fr\u00e1gil, correnteza forte e um risco que fazia parte da rotina de quem vive \u00e0s margens do Rio Acre.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Um bairro que aprendeu a conviver com o medo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O Ayrton Senna \u00e9 um bairro de v\u00e1rzea. Quando o rio sobe, ele \u00e9 um dos primeiros a sentir. A \u00e1gua invade quintais, casas, hist\u00f3rias. Todos os anos, o mesmo alerta. Todos os anos, a mesma inseguran\u00e7a. E foi nesse cen\u00e1rio que a trag\u00e9dia aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2004, em mais um per\u00edodo de enxurradas em Rio Branco, a liga\u00e7\u00e3o entre os bairros era feita por uma passagem improvisada por uma madeira estreita, escorregadia, acima da cintura, como lembra Dona Loura. Ainda assim, m\u00e3es, crian\u00e7as e trabalhadores atravessavam todos os dias. N\u00e3o por coragem, mas por necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel tinha 24 anos. Trabalhava em casa de fam\u00edlia, e sonhava em ser professora. Gostava de crian\u00e7as e cuidava das do bairro como se fossem suas. Naquela tarde chuvosa, saiu de casa para levar a filha, Daiane, de 9 anos, \u00e0 escola. O diretor havia avisado: era dia de prova, n\u00e3o podia faltar.<\/p>\n\n\n\n<p>A chuva n\u00e3o deu tr\u00e9gua, o rio subiu r\u00e1pido, a ponte improvisada virou armadilha.Como toda m\u00e3e, Raquel priorizou a seguran\u00e7a da filha, amarrando uma fralda que unia o seu bra\u00e7o ao da menina. Quando Raquel tentou atravessar com a filha, a madeira cedeu e a correnteza tomou as duas. Quem estava perto viu, gritou, correu. Um homem ainda tentou entrar na \u00e1gua, mas o rio estava forte demais, carregado de balseiros e paus. O desespero tomou conta do local.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cDizem que toda vez que ela emergia, levantava a filha pra cima. Se fosse sozinha, talvez tivesse escapado. Mas ela n\u00e3o soltou a menina\u201d, lembra Dona Loura, com a voz que carrega duas d\u00e9cadas de dor.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Doze dias de busca, tr\u00eas meses de espera<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O Corpo de Bombeiros procurou por 12 dias. A fam\u00edlia n\u00e3o desistiu. Por tr\u00eas meses, moradores cavaram as margens do igarap\u00e9 e do rio, dia e noite. O corpo de Daiane foi encontrado ap\u00f3s sete dias, intacto, como se o tempo tivesse parado ali. O de Raquel, nunca foi encontrado.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cMinha filha nunca foi encontrada. O rio secou, o igarap\u00e9 secou, a gente cavou at\u00e9 dar no barro duro. Muita gente ajudou, mas nunca achamos\u201d, diz a m\u00e3e.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Acre seguiu seu curso. A cidade tamb\u00e9m. Mas naquela casa, em frente \u00e0 passarela, o tempo parou em 2004.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"553\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-5.jpg?resize=740%2C553&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5560\" style=\"aspect-ratio:1.338420234562668;width:458px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-5.jpg?w=882&amp;ssl=1 882w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-5.jpg?resize=300%2C224&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-5.jpg?resize=768%2C574&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Dona Idal\u00e9cia na nova passarela. Foto: Danniely Avlis<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Uma nova estrutura, a mesma mem\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Mais de 20 anos depois da trag\u00e9dia, a prefeitura construiu uma nova passarela no local. Desta vez, em concreto. A estrutura recebeu o nome de Raquel e Daiane, como forma de manter viva a lembran\u00e7a das duas. Para Dona Idal\u00e9cia, o espa\u00e7o vai al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. \u00c9 uma travessia que une passado e presente, dor e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel, segundo a m\u00e3e, era uma jovem muito ligada \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 filha.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cEla dizia que nunca iria se separar de mim, s\u00f3 pela morte. Todo dia vinha cedo, limpava a casa, fazia caf\u00e9, cuidava de tudo. A gente andava sempre juntas\u201d, relembra dona Idal\u00e9cia.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Ao caminhar pela passarela, Dona Loura se emociona. Em conversa com a equipe do portal A Catraia, ela afirmou que o maior desejo \u00e9 que outras m\u00e3es e filhas possam construir rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas e afetuosas.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>&nbsp;\u201cEu queria muito que minha filha estivesse viva. A gente era muito amiga. Eu queria que m\u00e3es e filhas conversassem mais, fossem amigas\u201d, disse Idal\u00e9cia.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Caminhando pela passarela, em meio \u00e0 conversa, ela se emociona ao olhar para o igarap\u00e9 e, embora tente conter o choro, acaba se rendendo \u00e0s l\u00e1grimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a passarela Raquel e Daiane n\u00e3o \u00e9 apenas uma liga\u00e7\u00e3o entre bairros. \u00c9 um ponto de passagem onde a cidade segue em movimento, enquanto a mem\u00f3ria de duas vidas permanece presente no cotidiano e no cora\u00e7\u00e3o de quem vive a dura realidade da invisibilidade do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"443\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpeg?resize=592%2C443&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5553\" style=\"width:507px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpeg?w=592&amp;ssl=1 592w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpeg?resize=300%2C224&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Marca da \u00e1gua atingida na nova passarela. Foto: Danniely Avlis, Isabelle Magalh\u00e3es<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Trag\u00e9dia marcou quem acompanhou de perto<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O jornalista Adailson Oliveira, da TV Gazeta, era o \u00fanico rep\u00f3rter na reda\u00e7\u00e3o quando recebeu a informa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 havia encerrado o expediente. Mesmo assim, foi.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cO primeiro impacto n\u00e3o foi a emo\u00e7\u00e3o, foi o movimento das pessoas tentando salvar. A emo\u00e7\u00e3o veio depois, quando cheguei \u00e0 casa da m\u00e3e. Ela estava no ch\u00e3o, gritando, desmaiava, acordava. Ainda acreditava que poderia encontrar a filha com vida\u201d, relembra.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Chovia. Pessoas choravam. A \u00e1gua continuava caindo do c\u00e9u como se refor\u00e7asse o luto. Para ele, aquela foi uma das coberturas mais marcantes de quase 30 anos de carreira.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cEra uma trag\u00e9dia anunciada. N\u00e3o foi s\u00f3 a chuva. Foi a omiss\u00e3o. E a omiss\u00e3o tamb\u00e9m mata\u201d, afirma.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, moradores reclamavam da falta de uma passagem segura. Diziam que s\u00f3 lembravam da periferia quando a trag\u00e9dia acontecia. E mesmo assim, nada mudava.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cO que marca \u00e9 isso, a revolta de que a gente vai passar a vida inteira reclamando da falta de estrutura e ela nunca vai vir. E quando vier, vai ser feita de forma de paliativo, que n\u00e3o resolve a vida das fam\u00edlias\u201d.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das pessoas que viveram e relataram essa trag\u00e9dia, h\u00e1 aquelas que permanecem ao lado de Dona Loura at\u00e9 hoje. Moradores do local, que convivem com ela diariamente, contam que t\u00eam o maior cuidado e carinho, oferecendo apoio sempre que ela se lembra da filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilsa, uma das moradoras que serviu de ponte para que nossa equipe chegasse at\u00e9 Dona Loura, relata que, embora n\u00e3o seja da fam\u00edlia nem a conhe\u00e7a h\u00e1 muito tempo, cuida dela com afeto, como se fosse algu\u00e9m de sua pr\u00f3pria fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>No bairro, todos demonstram carinho e acolhimento por Dona Loura. A comunidade se comove, cuida dela e, junto com ela, carrega a dor da perda de algu\u00e9m importante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"811\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpg?resize=740%2C811&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5561\" style=\"aspect-ratio:0.9121023033664587;width:359px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpg?w=747&amp;ssl=1 747w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-6.jpg?resize=274%2C300&amp;ssl=1 274w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A \u00fanica fotografia que Dona Idac\u00e9lia conseguiu manter de Raquel. Foto: Danniely Avlis<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Mais que uma travessia, um aviso<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Hoje, quando Dona Loura atravessa a passarela, olha para o rio e sente tudo de novo. A dor, a saudade, a revolta. E tamb\u00e9m a esperan\u00e7a de que nenhuma outra m\u00e3e precise passar pelo que ela passou.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cEu queria muito que minha filha estivesse viva. A gente era muito amiga. Eu queria que m\u00e3es e filhas conversassem mais, fossem amigas. N\u00e3o \u00e9 brigando que se resolve\u201d, diz, emocionada.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>A Passarela Raquel e Daiane n\u00e3o \u00e9 apenas um caminho entre dois bairros. \u00c9 um lembrete di\u00e1rio de que as enchentes n\u00e3o matam sozinhas. A neglig\u00eancia tamb\u00e9m empurra. A demora tamb\u00e9m afoga. A aus\u00eancia do poder p\u00fablico tamb\u00e9m leva vidas.<\/p>\n\n\n\n<p><kbd>\u201cA Raquel dizia que gostava muito daqui, mas a \u00fanica coisa que dava uma sensa\u00e7\u00e3o ruim nela era a ponte de madeira da \u00e9poca\u201d.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a m\u00e3e, Raquel tamb\u00e9m relatava que quando a ponte fosse feita ela permaneceria no bairro por toda a vida. \u201cAssim que ela morreu, com oito dias come\u00e7aram a fazer a ponte\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de novas enchentes, quando o rio Acre e os igarap\u00e9s voltam a amea\u00e7ar casas e hist\u00f3rias, a passarela permanece ali, firme, mas ainda sem placa, sem ilumina\u00e7\u00e3o adequada, cheia de incertezas e mesmo depois de duas d\u00e9cadas, continua sendo tocada pela \u00e1gua quando o n\u00edvel sobe.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela carrega nomes. Carrega sonhos interrompidos. Carrega a hist\u00f3ria de um bairro que todos os anos aprende, da forma mais dura, que viver \u00e0s margens do rio \u00e9 tamb\u00e9m viver \u00e0 margem das prioridades.<\/p>\n\n\n\n<p>E enquanto o Rio Acre continua a subir, Dona Loura segue atravessando. Porque a \u00e1gua levou sua filha e sua neta. Mas n\u00e3o levou a mem\u00f3ria, nem o amor, nem a luta para que essa hist\u00f3ria nunca seja esquecida nem invisibilizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrutura liga bairros da Baixada da Sobral e transforma ponto de risco em espa\u00e7o de duras lembran\u00e7as e travessia cotidiana<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":5555,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,50,1],"tags":[40,8],"coauthors":[136],"class_list":["post-5549","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-travessias","category-ultimas-noticias","tag-acre","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-4.jpg?fit=940%2C704&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5549"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5549\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5773,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5549\/revisions\/5773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5549"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=5549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}