{"id":5395,"date":"2026-01-16T15:53:42","date_gmt":"2026-01-16T20:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5395"},"modified":"2026-02-13T16:36:52","modified_gmt":"2026-02-13T21:36:52","slug":"a-cobra-grande-continua-viva-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=5395","title":{"rendered":"A Cobra Grande continua viva em Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Eleonor Rocha e Ranelly Pinheiro<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Boi\u00fana, Mboi-Una, M\u00e3e-do-rio, Senhora-das-\u00e1guas, Cobra Honorato, Norato ou simplesmente \u201ccobra grande\u201d. A criatura que atravessa as hist\u00f3rias amaz\u00f4nicas h\u00e1 s\u00e9culos aparece sob diversos nomes, mas guarda uma narrativa comum: ligada \u00e0s \u00e1guas, ao mist\u00e9rio e a uma cidade. Em Rio Branco, ela ganha um endere\u00e7o, sob a Igreja Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, no bairro Quinze, pr\u00f3ximo a Gameleira, e se estende n\u00e3o apenas como um mist\u00e9rio, mas como parte do imagin\u00e1rio entre os rio-branquenses.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Cobra Grande<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos sal\u00f5es profundos do rio Acre, especialmente no remanso formado pela curva acentuada onde hoje est\u00e1 a Gameleira, vive a Cobra Grande, um ser encantado que mistura natureza e esp\u00edrito, como os mitos ind\u00edgenas amaz\u00f4nicos costumam atribuir aos bichos da floresta, a cobra \u00e9 uma entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A moradora antiga da regi\u00e3o do bairro Quinze, Josefa Cabral, de 73 anos, afirma que j\u00e1 viu a cobra grande. \u00c0 noite, quando foi buscar sua sobrinha da aula Josefa conta que a cobra \u201cesticava, esticava, porque era muito comprida\u201d e era grossa e com \u201cos olhos bem grandes\u201d. Segundo ela, a cobra ficou no barranco da Gameleira, perto dos barcos. \u201cA cobra \u00e9 muito grande\u201d e \u201cela mora debaixo da igreja, ali por baixo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"630\" height=\"266\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-1.jpeg?resize=630%2C266&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5398\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-1.jpeg?w=630&amp;ssl=1 630w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-1.jpeg?resize=300%2C127&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Ilustra\u00e7\u00e3o da lenda da Cobra Grande. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As hist\u00f3rias afirmam que a entrada da toca da cobra fica no pr\u00f3prio sal\u00e3o do rio e que ela vive embaixo da Igreja. Mas, mais do que um mito, o perigo de mergulhar naquele lugar \u00e9 real. A regi\u00e3o tem uma forma\u00e7\u00e3o irregular, a superf\u00edcie pode parecer calma, mas, no fundo, a correnteza forma redemoinhos, conhecidos como remansos, que podem ocasionar afogamentos. Nos rios do Amazonas e, especialmente, do Acre, os remansos s\u00e3o armadilhas naturais formadas nas profundidades dos grandes sal\u00f5es que impedem quem cair de conseguir sair.<\/p>\n\n\n\n<p>O psic\u00f3logo Carlos Souza conta que seu amigo, que perdeu os familiares para a Cobra-Grande, possui tatuado no em seu ombro a cobra.&nbsp; \u201cEu tenho um amigo que o irm\u00e3o dele pulou no rio, no local que ele morava, onde chama de Sal\u00e3o. E, esse irm\u00e3o n\u00e3o voltou. Tentaram achar e n\u00e3o conseguiram. Dois anos depois o pai dele pulou no mesmo lugar e o pai dele tamb\u00e9m n\u00e3o voltou. Eles eram acostumados a ver o rebojo da cobra&nbsp; \u2013 remanso ocasionado pelo movimento da Cobra-Grande \u2013 e tudo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Lendas da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para o historiador Marcos Vinicius, a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria da Cobra-Grande na Amaz\u00f4nia passa pela subjetividade e pela espiritualidade dos povos origin\u00e1rios. Ele destaca que a Cobra-Grande \u00e9 comum em toda a Amaz\u00f4nia, podendo ser encontrados relatos parecidos em outras capitais como Bel\u00e9m e Manaus. Al\u00e9m disso, apesar da cobra ser semelhante ao animal comum da natureza, ela possui outras propriedades; poderes que v\u00e3o muito al\u00e9m do que humanos e animais podem ter.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia tem uma rela\u00e7\u00e3o muito diferente com a natureza, por princ\u00edpio, todos os seres vivos da floresta s\u00e3o, em parte, encantados. Enfim, \u00e9 uma s\u00e9rie de encantes, como a gente chama por aqui.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"332\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-2.jpeg?resize=600%2C332&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5399\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-2.jpeg?w=600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50-2.jpeg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Porto da Gameleira: Rua 17 de Novembro &#8211; Rio Branco, AC [1949]. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Acervo IBGE<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde Rio Branco nasceu e a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Essa mesma regi\u00e3o onde mora a Cobra-Grande foi o ber\u00e7o urbano da cidade. A Gameleira marcou o ponto escolhido para a forma\u00e7\u00e3o do Seringal Volta da Empresa, depois Vila Rio Branco e, por fim, cidade de Rio Branco, fundada em 28 de dezembro de 1882. Ali surgiram a primeira rua, os primeiros com\u00e9rcios, os combates da Revolu\u00e7\u00e3o Acreana, a primeira constru\u00e7\u00e3o religiosa da cidade, a capela de Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. \u201cFoi constru\u00edda pelos pr\u00f3prios moradores, por quem estava ali na beira do rio. N\u00e3o tinha prefeitura, n\u00e3o tinha padre fixo, n\u00e3o tinha nada estruturado. Era a pr\u00f3pria comunidade que ergueu\u201d, explica. Para o historiador, as constru\u00e7\u00f5es da \u00e9poca serviam como um s\u00edmbolo de resist\u00eancia e presen\u00e7a: \u201cAquilo era um marco. Uma afirma\u00e7\u00e3o de que havia uma comunidade ali. Antes de virar cidade, j\u00e1 tinha gente dizendo: \u2018tem vida aqui\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com registros hist\u00f3ricos da Diocese de Rio Branco, a estrutura\u00e7\u00e3o religiosa da regi\u00e3o teve um marco decisivo em 1920, com a cria\u00e7\u00e3o da Prelazia de S\u00e3o Peregrino Laziosi. Desmembrada da Diocese de Manaus sob orienta\u00e7\u00e3o do Papa, com a organiza\u00e7\u00e3o de Dom Pr\u00f3spero M. Bernardi e \u00e0 Ordem dos Servos de Maria. O trabalho pastoral come\u00e7ou com o bispo e tr\u00eas religiosos, nas bacias dos rios Purus e Acre e as quatro par\u00f3quias j\u00e1 existentes desde 1910: S\u00e3o Sebasti\u00e3o de Xapuri, Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Nova Empreza (Rio Branco), Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Sena Madureira e S\u00e3o Sebasti\u00e3o de Vila Antimary.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria da Par\u00f3quia Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, Regina Monte afirma que a igreja foi originalmente constru\u00edda como capela e com mais de cem anos, segundo texto de Dom Joaquim. Ela conta ter ouvido sobre a Cobra-Grande desde crian\u00e7a e que se trata de uma hist\u00f3ria antiga: \u201cEssa lenda \u00e9 do tempo que eu era crian\u00e7a. Eu j\u00e1 tenho uns 50 anos.\u201d A vers\u00e3o que conhece diz que a cobra \u201cmora embaixo da par\u00f3quia\u201d, com a cabe\u00e7a sob a igreja e o corpo se estendendo at\u00e9 a Gameleira. Para Regina, a hist\u00f3ria \u00e9 conhecida entre os moradores da regi\u00e3o, embora seja, diz ela, \u201cuma lenda mesmo, n\u00e9? Quem imagina um tro\u00e7o desse?\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ser acreano<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Marcos o acreano tem perfil muito rico do &#8220;ser acreano&#8221;, misturando caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas, hist\u00f3ricas e culturais. Segundo ele, a identidade do povo \u00e9 moldada por uma resist\u00eancia \u201cbem humorada\u201d e uma conex\u00e3o profunda com o ambiente ao seu redor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O acreano, culturalmente falando, tem uma caracter\u00edstica bastante interessante. O acreano \u00e9 ir\u00f4nico por natureza. Tudo aqui vira mangofa, vira piada. Enfim, mas essa ironia caracter\u00edstica, ironia fina, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fazer gra\u00e7a. \u00c9 uma maneira tamb\u00e9m de exercer a cr\u00edtica pol\u00edtica e social&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o com o m\u00edstico \u00e9 marcada por uma dualidade. Ele observa que, embora o povo local frequentemente utilize a ironia e o deboche ao narrar lendas de encantamento, esse comportamento n\u00e3o deve ser confundido com ceticismo. Pelo contr\u00e1rio: a ironia funciona como uma camada cultural que protege uma cren\u00e7a profunda, ainda muito viva e arraigada, especialmente nas comunidades do interior do estado. Para ele, o acreano &#8220;brinca&#8221; com a hist\u00f3ria da Cobra-Grande justamente por conviver com ela de forma t\u00e3o pr\u00f3xima e verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O imagin\u00e1rio coletivo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O psiquiatra sui\u00e7o Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Anal\u00edtica, apresenta o conceito de inconsciente coletivo, experi\u00eancias transmitidas de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cultura. Esse inconsciente coletivo cont\u00e9m arqu\u00e9tipos, que s\u00e3o imagens, s\u00edmbolos e padr\u00f5es de comportamento que aparecem em mitos, sonhos, religi\u00f5es, e at\u00e9 nas produ\u00e7\u00f5es culturais modernas, os arqu\u00e9tipos n\u00e3o s\u00e3o aprendidos, s\u00e3o herdados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Jung defendia que compreender o inconsciente coletivo \u00e9 essencial para o processo da cria\u00e7\u00e3o de uma identidade pessoal. O neuropsic\u00f3logo Carlos Souza, aponta que a Cobra-Grande t\u00eam um objetivo social, dar direcionamento para as pessoas que escutam, seja ter cautela ou se coragem.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cobra Grande faz parte do imagin\u00e1rio amaz\u00f4nico e vai sendo transmitida de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. \u201cEnt\u00e3o se for observar, voc\u00ea pega esse imagin\u00e1rio popular de toda a regi\u00e3o amaz\u00f4nica, de todos os ribeirinhos, e isso vai para as escolas e vai tomando uma propor\u00e7\u00e3o inimagin\u00e1vel\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5397\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.51.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Par\u00f3quia Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, bairro Quize &#8211; Segundo Distrito. Foto: Ranelly Pinheiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O fio da meada<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o das narrativas amaz\u00f4nicas vai muito al\u00e9m do folclore. \u00c9 manter o que Marcos Vinicius chama de &#8220;fio da meada&#8221;, o elemento que define a trajet\u00f3ria de uma sociedade forjada no isolamento da floresta. O historiador defende que o repert\u00f3rio cultural dos mais velhos \u00e9 essencial para que as novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o percam o sentido de pertencimento diante do fluxo constante das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, &#8220;essas hist\u00f3rias explicam quem n\u00f3s somos, qual o caminho que n\u00f3s passamos para chegar at\u00e9 aqui, e que nos diferencia de todo o resto&#8221; . \u00c9 essa mem\u00f3ria, afinal, que transforma um simples acidente geogr\u00e1fico ou uma \u00e1rvore centen\u00e1ria em um poderoso marco de identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, perpetuar as lendas \u00e9 um ato de resist\u00eancia contra a homogeneiza\u00e7\u00e3o cultural. O professor pontua que o acreano precisa compreender sua pr\u00f3pria geografia e seus s\u00edmbolos, lembrando que o rio que corta a capital possui significados que n\u00e3o existem em outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das primeiras igrejas erguidas no Acre, a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o guarda mem\u00f3rias do<br \/>\nciclo da borracha e hist\u00f3rias que resistem ao tempo.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":5396,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[53,50,1],"tags":[147,40,115,8],"coauthors":[136],"class_list":["post-5395","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-travessias","category-ultimas-noticias","tag-a-catraia","tag-acre","tag-cultura","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-13.31.50.jpeg?fit=1600%2C1200&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5395"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5395\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5405,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5395\/revisions\/5405"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5395"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=5395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}