{"id":4940,"date":"2025-10-08T12:00:00","date_gmt":"2025-10-08T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4940"},"modified":"2025-10-07T13:14:21","modified_gmt":"2025-10-07T18:14:21","slug":"mulheres-tatuadoras-no-acre-e-as-historias-eternizadas-na-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4940","title":{"rendered":"Mulheres tatuadoras no Acre e as hist\u00f3rias eternizadas na pele"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Luanna Lins e Inayme Lobo<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desde muito antes de se tornar moda, a tatuagem j\u00e1 carregava significado em diferentes culturas. Entre povos ind\u00edgenas, marcar a pele \u00e9 rito de passagem, pertencimento. Em alguns pa\u00edses da \u00c1sia, at\u00e9 hoje, ela ainda \u00e9 envolta em restri\u00e7\u00f5es. E, quando a tatuagem moderna se espalhou, foi quase sempre dominada por homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar quando algumas mulheres decidiram romper essa barreira. Entre as maiores inspira\u00e7\u00f5es est\u00e3o Maud Wagner, artista circense considerada a primeira tatuadora dos Estados Unidos, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, e Jessie Knight, que se destacou na Inglaterra a partir de 1921.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o mercado da tatuagem veio ganhar visibilidade a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, tamb\u00e9m marcado pela predomin\u00e2ncia masculina. Nomes como Re Martelli \u2013 reconhecida como uma das primeiras tatuadoras do pa\u00eds \u2013 abriram caminho, tornando-se refer\u00eancia para outras que vieram a conquistar esse espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Rio Branco, no Acre, esse processo j\u00e1 marca a cena local, com cada vez mais mulheres assumindo as m\u00e1quinas, os est\u00fadios e o protagonismo. Tr\u00eas delas, em especial, fazem parte dessa nova gera\u00e7\u00e3o de tatuadoras: Ana Beatriz Tavares (20 anos), Gabriella Le\u00e3o (21 anos), e Thayla Isla (26 anos). Cada uma com sua trajet\u00f3ria, mas unidas pela certeza de que a tatuagem \u00e9 mais do que um desenho na pele, \u00e9 identidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Experimentar, arriscar, confiar<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ana Tavares ainda era adolescente quando decidiu que a tatuagem seria sua profiss\u00e3o. No terceiro ano do ensino m\u00e9dio, ganhou um <em>kit<\/em> de tatuagem do pai e come\u00e7ou a improvisar peles artificiais para treinar em casa. \u201cEu chamei alguns colegas da minha turma pra poder fazer os primeiros treinos. A\u00ed teve uma pessoa que aceitou e a partir disso eu comecei a tatuar\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"397.4849316165722\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/021dfcee-401e-4705-98e0-78bfe787f426\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aos 20 anos, Ana j\u00e1 possui um extenso portf\u00f3lio e vem conquistando cada vez mais clientes. Foto: Inayme Lobo\/A Catraia<\/p>\n\n\n\n<p>NoO come\u00e7o foi autodidata. Sem cursos presenciais dispon\u00edveis em Rio Branco, recorreu \u00e0 internet. \u201cPesquisei cursos na internet, comecei a fazer, estudava por l\u00e1. At\u00e9 o ano passado, quando participei de um <em>workshop<\/em> aqui na cidade, com um profissional da \u00e1rea. Ent\u00e3o, a maior parte eu aprendi sozinha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ela trabalha principalmente com o <em>fine line<\/em> e o <em>blackwork<\/em>, mas tamb\u00e9m defende as tatuagens coloridas, mesmo com pouca procura. \u201cMuitas pessoas pensam que a cor n\u00e3o vai ficar t\u00e3o legal depois que cicatrizar, talvez por conta do tom da pele. Mas isso \u00e9 mito. As tatuagens coloridas t\u00eam contraste diferente, mas n\u00e3o deixam de ter a mesma qualidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que diferencia seu trabalho, segundo ela, \u00e9 o incentivo ao autoral. \u201cNormalmente, quem vem comigo, traz tatuagens j\u00e1 prontas, com refer\u00eancias da internet. Mas eu sempre indico fazer uma coisa diferente, que vai ser s\u00f3 pra pessoa, que ningu\u00e9m vai poder copiar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"381\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/cf60ef43-389a-40a5-a907-9e461a829d94\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Tavares trabalha principalmente com os estilos fine line e o blackwork. Foto: cedida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda este ano, Ana abriu seu primeiro est\u00fadio pr\u00f3prio, ap\u00f3s um per\u00edodo tatuando em casa e em um est\u00fadio colaborativo. Para ela, o maior desafio n\u00e3o vem necessariamente do fato de ser mulher, mas da competitividade no meio. \u201cAcredito que haja ainda uma rivalidade entre os tatuadores daqui. A ideia \u00e9 que \u00e9 um lugar pequeno, ent\u00e3o o p\u00fablico \u00e9 pouco e se divide.\u201d Ao mesmo tempo, ela reconhece que ser mulher influencia nas clientes que conquistou. \u201cEu confio muito no meu trabalho. Sei que d\u00e1 certo porque tamb\u00e9m recebo muitas outras mulheres que querem tatuar comigo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>No coletivo, ningu\u00e9m tatua sozinha<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria de Gabriella Le\u00e3o (Gab Tattoo) tem um tom quase prof\u00e9tico. \u201cNa escola, eu falava, de forma muito despretensiosa: \u201cah, eu vou virar tatuadora mesmo\u201d. Eu n\u00e3o sabia de nada, n\u00e3o tinha ido atr\u00e1s de nada. E eu sempre falava isso, sabe? De uma forma espont\u00e2nea. Manifestei literalmente tudo\u201d, conta, rindo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"401\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/73b674dd-9c21-478a-8c71-16ee91247df6\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Gabriella encontrou na coletividade dos est\u00fadios um espa\u00e7o para crescer. Foto: cedida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foram os amigos que abriram a porta definitiva. Ela j\u00e1 desenhava desde crian\u00e7a, influenciada pela irm\u00e3 mais velha, mas foi ao conhecer Gabriel (Amaterasu), hoje colega de est\u00fadio, que ganhou o empurr\u00e3o inicial. \u201cEle me deu dicas de m\u00e1quina, de material, de onde comprar tudo isso. Foi o pontap\u00e9 que eu tava precisando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de um m\u00eas treinando sozinha em peles artificiais, Gabriella conseguiu uma vaga de aprendiz. E ali entendeu que a viv\u00eancia valia mais do que qualquer curso. \u201cApesar de eu estar consumindo muito conte\u00fado, vendo cursos gratuitos na internet, o que de fato me fez aprender foi estar ali cercada de profissionais, sempre ter o tatuador ao lado para auxiliar. Isso realmente me ajudou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, com um ano e sete meses de carreira, j\u00e1 passou por tr\u00eas est\u00fadios, todos colaborativos. \u201cEu sempre gostei muito, porque d\u00e1 pra ter uma troca de conhecimento e experi\u00eancia constante. A gente t\u00e1 sempre aprendendo e, consequentemente, evoluindo juntos. Eu gosto muito dessa ideia de trabalhar em equipe\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"452\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/f75d8281-7fdf-4315-a291-f154aec9acd8\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Conhecida por Gab Tattoo, a tatuadora se destaca pelo estilo irreverente. Foto: cedida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a estilos, Gabriella n\u00e3o se limita, mas tem dois favoritos: o <em>old school<\/em> e o <em>black work<\/em>. \u201cPra mim s\u00e3o tatuagens que n\u00e3o t\u00eam erro. Tanto no quesito resultado quanto na aplica\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito satisfat\u00f3rio fazer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser mulher, para ela, tamb\u00e9m faz diferen\u00e7a na clientela. \u201cRecebo muita tatuagem mais delicada, mesmo meu nicho n\u00e3o sendo focado nisso. Principalmente vindo de outras mulheres, em regi\u00f5es mais \u00edntimas. Acredito que, por eu ser mulher, elas se sentem mais confort\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse meio, Gabriella conta que j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es em que sua capacidade foi colocada em d\u00favida apenas por ser mulher. \u201cEu j\u00e1 passei por situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, como n\u00e3o ter voz dentro de um est\u00fadio, duvidarem da minha capacidade sem conhecerem meu trabalho&#8230; Mas nunca deixei isso me abalar. Felizmente, o cen\u00e1rio da tatuagem t\u00e1 mudando. Cada dia que passa v\u00e3oai surgindo mais mulheres tatuando por aqui. Eu fico feliz demais!\u201d, resume a tatuadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre a tradi\u00e7\u00e3o e a reinven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Thayla Isla (La Isla Tattoo) tinha 22 anos quando tatuou a pr\u00f3pria pele pela primeira vez. Foi em 2021, experi\u00eancia que abriu um caminho inesperado. \u201cDesde sempre eu tive gosto por desenhar e pintar. Era um momento pessoal, no qual eu me ocupava e me encontrava. Em 2021, fiz minha primeira tatuagem e, a partir dali, passei a conhecer mais profundamente essa arte e a desenvolver uma paix\u00e3o por esse universo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"407\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/dc3697be-8ede-4411-b02c-a7ecfb78370b\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Isla atua em est\u00fadio pr\u00f3prio, com clientela diversificada. Foto: cedida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O empurr\u00e3o veio do colega Lean Costa, artista pl\u00e1stico e tatuador, que se tornou tamb\u00e9m mentor. \u201cEle me inspirou, me orientou e me deu todo o suporte necess\u00e1rio para seguir nessa caminhada que hoje \u00e9 a minha vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Autodidata, Isla se consolidou no <em>old school<\/em> e no tradicional americano, al\u00e9m de se destacar com <em>flash tattoos<\/em> em eventos. \u201cMeu p\u00fablico hoje \u00e9 bastante variado: atendo desde jovens at\u00e9 pessoas mais velhas, tanto homens quanto mulheres. Muitos clientes j\u00e1 chegam com o desenho pronto, mas sempre ofere\u00e7o minha opini\u00e3o profissional para sugerir ajustes ou melhorias desde que o cliente esteja de acordo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"355\" src=\"blob:https:\/\/acatraia.ufac.br\/e22b45c8-1568-4a93-9589-0c33127dcbbc\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A tatuadora \u00e9 especialista em old school e tradicional americano. Foto: cedida<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Ana e Gabriella, tamb\u00e9m come\u00e7ou de forma improvisada. \u201cAs primeiras tatuagens foram feitas na casa de amigos, onde eu adaptava o espa\u00e7o para trabalhar. Aos poucos, fui reunindo recursos para comprar os m\u00f3veis e montar meu pr\u00f3prio est\u00fadio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado local, Isla afirma ter encontrado acolhimento. \u201cNo ramo da tatuagem no Acre, acredito que o espa\u00e7o \u00e9 aberto para todos. Eu, particularmente, nunca enfrentei rejei\u00e7\u00e3o ou cancelamento por ser mulher, pelo contr\u00e1rio, sempre recebi incentivo dos colegas e tamb\u00e9m muita procura de outras mulheres\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um espa\u00e7o que n\u00e3o para de crescer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das diferen\u00e7as de trajet\u00f3rias, as tr\u00eas tatuadoras compartilham pontos em comum. Todas vieram do desenho, todas aprenderam de forma autodidata e todas enfrentaram o desafio de conquistar credibilidade em um mercado majoritariamente masculino. Entre elas, h\u00e1 uma certeza: o n\u00famero de mulheres tatuando est\u00e1 crescendo. No Acre, os est\u00fadios de tatuagem n\u00e3o s\u00e3o mais apenas territ\u00f3rio masculino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na experi\u00eancia delas, muitas clientes relatam que se sentem mais \u00e0 vontade ao tatuar com mulheres, sobretudo em sess\u00f5es que exigem expor partes do corpo. Mas o crescimento dessa procura n\u00e3o se explica apenas pelo conforto e acolhimento: ele tamb\u00e9m reflete a qualidade do trabalho de Ana, Gabriella, Isla, e tantas outras tatuadoras que consolidaram estilos pr\u00f3prios e conquistaram reconhecimento por meio de t\u00e9cnica e experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, quem procura uma tatuagem possui diferentes motiva\u00e7\u00f5es. H\u00e1 quem busque a est\u00e9tica, um desenho que harmonize com o corpo. Outros enxergam mais significado: homenagens, lembran\u00e7as, momentos especiais. E h\u00e1 tamb\u00e9m quem veja na tatuagem uma forma de express\u00e3o, identidade ou simplesmente de eternizar na pele aquilo que lhe representa. Seja qual for a raz\u00e3o, cada tatuagem \u00e9 \u00fanica \u2013 assim como as hist\u00f3rias de quem as faz e de quem as recebe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Rio Branco, no Acre, esse processo j\u00e1 marca a cena local, com cada vez mais mulheres assumindo as m\u00e1quinas, os est\u00fadios e o protagonismo. <\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[27,40,8,151,47],"coauthors":[136],"class_list":["post-4940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque-2","tag-acre","tag-destaque","tag-destaque-ufac","tag-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-Tela-2025-10-06-as-18.06.50.png?fit=1190%2C674&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4940"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4948,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4940\/revisions\/4948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4940"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}