{"id":4826,"date":"2025-09-01T12:00:31","date_gmt":"2025-09-01T17:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4826"},"modified":"2025-09-01T12:00:34","modified_gmt":"2025-09-01T17:00:34","slug":"rio-acre-em-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4826","title":{"rendered":"Rio Acre em crise"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Maria Ni\u00e9lia Magalh\u00e3es, S\u00e9rgio Corr\u00eaia e Gabriela Queiroz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a uma das piores secas dos \u00faltimos anos, o Rio Acre atingiu nesta semana a marca de 1,48 metro, segundo dados do site <em>De Olho no Rio<\/em>. O n\u00edvel est\u00e1 apenas 25 cent\u00edmetros acima da menor cota j\u00e1 registrada na hist\u00f3ria, de 1,23 metro em 2024. Al\u00e9m disso, o consumo de \u00e1gua em Rio Branco continua acima do recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o que agrava ainda mais os impactos da estiagem sobre o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com relat\u00f3rio da Unesco, cada pessoa deveria consumir, em m\u00e9dia, 110 litros de \u00e1gua por dia. Enquanto isso,segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e organiza\u00e7\u00f5es internacionais, varia entre 150 e 200 litros por dia. Na capital do estado, a realidade \u00e9 bem diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com produ\u00e7\u00e3o suficiente para abastecer toda a popula\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio opera em regime de rod\u00edzio devido ao uso excessivo, perdas no sistema e desperd\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"413\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/unnamed-1.png?resize=740%2C413&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4828\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/unnamed-1.png?resize=1024%2C572&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/unnamed-1.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/unnamed-1.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/unnamed-1.png?w=1472&amp;ssl=1 1472w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>N\u00edvel do Rio Acre \u00e9 cr\u00edtico. Foto: De Olho no Rio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor-t\u00e9cnico do Servi\u00e7o de \u00c1gua e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Ant\u00f4nio Lima, considerando esse par\u00e2metro e a popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 364 mil habitantes em Rio Branco, a produ\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para suprir a demanda di\u00e1ria seria de 72.800 metros c\u00fabicos. No entanto, a produ\u00e7\u00e3o atual \u00e9 muito superior: s\u00e3o cerca de 138.240 metros c\u00fabicos por dia, o que representa 1.600 litros por segundo, .<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>No bairro Calafate, Humberto Barboza, 51 anos, convive h\u00e1 15 anos com a incerteza do abastecimento: &#8220;quando cheguei aqui, a falta d&#8217;\u00e1gua era t\u00e3o comum que os mais antigos j\u00e1 nem reclamavam mais&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua casa, tr\u00eas caixas d&#8217;\u00e1gua tentam garantir o abastecimento para sua fam\u00edlia, de tr\u00eas pessoas. \u201cA gente aprendeu a se virar, mas tem per\u00edodos que fica dif\u00edcil mesmo com as caixas\u201d, relata Humberto, que j\u00e1 pensou em perfurar um po\u00e7o artesiano. \u201cFiz or\u00e7amento, mas \u00e9 muito caro. Aqui no Calafate teria que cavar mais de 50 metros para achar \u00e1gua, e o custo passa dos R$15 mil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Consciente da escassez, Barboza adotou h\u00e1bitos r\u00edgidos de economia como nunca lavar a cal\u00e7ada com mangueira, s\u00f3 com balde. \u201c\u00c1gua para mim \u00e9 coisa s\u00e9ria, n\u00e3o d\u00e1 para desperdi\u00e7ar. Se tiv\u00e9ssemos reservat\u00f3rios, como grandes lagos na cidade, ningu\u00e9m passaria necessidade&#8221;, conta<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"394\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Abastecimento-de-agua-fica-deficiente.webp?resize=740%2C394&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4824\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Abastecimento-de-agua-fica-deficiente.webp?w=940&amp;ssl=1 940w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Abastecimento-de-agua-fica-deficiente.webp?resize=300%2C160&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Abastecimento-de-agua-fica-deficiente.webp?resize=768%2C409&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Devido escassez, popula\u00e7\u00e3o precisa se conscientizar. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p> Apesar da capacidade de produ\u00e7\u00e3o, o fornecimento cont\u00ednuo n\u00e3o \u00e9 garantido para toda a popula\u00e7\u00e3o. O motivo, est\u00e1 nas perdas operacionais, desperd\u00edcio e\u00a0 uso indiscriminado da \u00e1gua. \u201cMesmo com essa produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atender 100% dos habitantes, e por isso atuamos com sistema de rod\u00edzio em algumas localidades\u201d, afirma o diretor do Saerb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"516\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua-.jpeg?resize=740%2C516&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4823\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua-.jpeg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua-.jpeg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Desperd\u00edcio de \u00e1gua \u00e9 muito frequente. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Medidas contra o desperd\u00edcio<\/h2>\n\n\n\n<p>Para enfrentar esse cen\u00e1rio, o Saerb vem implementando a\u00e7\u00f5es como a resolu\u00e7\u00e3o aprovada pela Ag\u00eancia Reguladora do Estado do Acre (Ageac), que determinou o uso obrigat\u00f3rio de boias nas caixas d\u2019\u00e1gua a partir de agosto de 2025. Outra medida \u00e9 o recadastramento de usu\u00e1rios, que visa adequar tarifas conforme o tipo de consumo e volume real utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos uma Lei Municipal desde 2005 que autoriza o corte no fornecimento ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de multa por desperd\u00edcio&#8221;, explica Ant\u00f4nio Lima, diretor do Saerb. E complementa: &#8220;Paralelamente, estamos priorizando a agiliza\u00e7\u00e3o das manuten\u00e7\u00f5es em adutoras e redes de distribui\u00e7\u00e3o para reduzir as perdas t\u00e9cnicas no sistema.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"702\" height=\"862\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image.png?resize=702%2C862&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4827\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image.png?w=702&amp;ssl=1 702w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image.png?resize=244%2C300&amp;ssl=1 244w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Divulga\u00e7\u00e3o\/Saerb<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma campanha educativa tamb\u00e9m est\u00e1 em andamento. Em novembro, ser\u00e1 lan\u00e7ada a a\u00e7\u00e3o Agente 00CAT \u2013 Zero Gato D\u2019\u00c1gua, para estimular den\u00fancias de desperd\u00edcios e irregularidades no uso da \u00e1gua. O canal de atendimento via WhatsApp (68 3212-7438) est\u00e1 ativo para receber essas notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alerta da Defesa Civil<\/h2>\n\n\n\n<p>O Rio Acre \u00e9 a principal fonte de abastecimento de Rio Branco e est\u00e1 enfrentando uma crise h\u00eddrica severa. Para o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cl\u00e1udio Falc\u00e3o, o momento exige responsabilidade coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe n\u00e3o mudarmos nossos h\u00e1bitos, teremos consequ\u00eancias ainda mais graves nos pr\u00f3ximos anos\u201d, alerta. Segundo ele, existe a previs\u00e3o de uma cota zero do Rio Acre at\u00e9 2032, caso o desmatamento continue avan\u00e7ando nas margens do rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"414\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua3.jpeg?resize=740%2C414&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4821\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua3.jpeg?w=900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua3.jpeg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua3.jpeg?resize=768%2C430&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Coronel Cl\u00e1udio Falc\u00e3o. Foto: Maria Ni\u00e9lia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em termos cient\u00edficos, a &#8220;cota zero&#8221; \u00e9 o n\u00edvel m\u00ednimo de um rio em que a capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua se torna invi\u00e1vel para consumo, abastecimento e navega\u00e7\u00e3o. Isso significa que a altura da l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua est\u00e1 t\u00e3o baixa que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel retirar \u00e1gua de forma segura e eficiente para uso humano, animal ou industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>O coronel explica que cerca de 40% das margens do rio j\u00e1 foram desmatadas. Isso impede a reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no per\u00edodo chuvoso e potencializa as secas severas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Rio Acre est\u00e1 em constante forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica. Pequenas represas n\u00e3o resolvem. Precisamos de reservat\u00f3rios grandes, com planejamento a longo prazo. Mas isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com vontade pol\u00edtica e o engajamento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reservat\u00f3rios de emerg\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as propostas em estudo pela Defesa Civil, Prefeitura e Saerb est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de grandes represas para armazenar a \u00e1gua captada nas cheias. A ideia \u00e9 criar reservat\u00f3rios com cerca de 700 hectares de l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua, que garantiriam o abastecimento da capital durante os per\u00edodos cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, uma fam\u00edlia de quatro pessoas consome, em m\u00e9dia, 23 mil litros por m\u00eas. \u00c9 mais que o dobro do necess\u00e1rio\u201d, alerta Falc\u00e3o. Al\u00e9m do consumo exagerado, pr\u00e1ticas como queima de lixo agravam ainda mais os impactos da seca.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defesa Civil tamb\u00e9m observa que os extremos clim\u00e1ticos se intensificam. A aus\u00eancia de fen\u00f4menos como La Ni\u00f1a ou El Ni\u00f1o causou chuvas inesperadas em abril. A partir de agosto, especialistas temem que o El Ni\u00f1o volte a ganhar for\u00e7a, elevando o risco de enchentes em dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO baixo n\u00edvel atual do rio \u00e9 um pren\u00fancio de cheias futuras. Precisamos estar preparados para ambos os extremos\u201d, adverte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saerb vem implantando medidas para enfrentar os momentos mais cr\u00edticos da estiagem. Foto: Mariana Moreira<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[40,8,159,47],"coauthors":[136],"class_list":["post-4826","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-acre","tag-destaque","tag-rio-acre","tag-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/agua2.jpeg?fit=900%2C528&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4826"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4830,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4826\/revisions\/4830"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4826"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}