{"id":4728,"date":"2025-08-07T12:49:23","date_gmt":"2025-08-07T17:49:23","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4728"},"modified":"2025-08-08T10:37:48","modified_gmt":"2025-08-08T15:37:48","slug":"onde-estao-os-politicos-negros-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4728","title":{"rendered":"Onde est\u00e3o os pol\u00edticos negros no Acre?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Beatriz Mendon\u00e7a e Victor Manoel<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o Brasil vive um regime democr\u00e1tico representativo. Isso significa que o povo escolhe seus representantes por meio do voto, e estes, por sua vez, s\u00e3o respons\u00e1veis por tomar decis\u00f5es em nome da popula\u00e7\u00e3o. Partindo desse princ\u00edpio, seria esperado que os pol\u00edticos eleitos refletissem, em alguma medida, a composi\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, incluindo fatores como ra\u00e7a e cor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ao observarmos o cen\u00e1rio pol\u00edtico do Acre, especialmente em sua capital, Rio Branco, percebemos que essa representatividade ainda est\u00e1 longe de se concretizar. A pergunta que se imp\u00f5e \u00e9: <strong>onde est\u00e3o os pol\u00edticos negros do Acre? <\/strong>Essa promessa da democracia ainda est\u00e1 distante da viv\u00eancia de grande parte da popula\u00e7\u00e3o negra. A ex-secret\u00e1ria municipal de Igualdade Racial de Rio Branco, L\u00facia Ribeiro, comenta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInfelizmente, mesmo com a exist\u00eancia de uma lei eleitoral que estabelece cotas, ainda enfrentamos muitos obst\u00e1culos. A chamada pol\u00edtica de cotas determina que nenhum sexo pode compor mais de 70% ou menos de 30% das candidaturas. Essa regra ficou conhecida como &#8220;cota feminina&#8221;, mas, na verdade, ela se refere \u00e0 proporcionalidade de g\u00eanero nas candidaturas \u2014 n\u00e3o necessariamente \u00e0 garantia de eleitas [&#8230;] Esse \u00e9 um dos pontos que considero fundamentais para entendermos por que n\u00e3o temos uma representatividade que reflita a composi\u00e7\u00e3o da sociedade&#8221;, cita.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6323.png?resize=640%2C480&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4730\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6323.png?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6323.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Coronel Ulysses do Uni\u00e3o Brasil. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 73,5% da popula\u00e7\u00e3o acreana se declara parda e 6,8% se declara preta. Juntos, pretos e pardos \u2014 a popula\u00e7\u00e3o negra, conforme classifica\u00e7\u00e3o do IBGE \u2014 somam 80,3% dos habitantes do estado. No entanto, essa maioria demogr\u00e1fica n\u00e3o se reflete nas urnas nem nas composi\u00e7\u00f5es das casas legislativas da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lucia Ribeiro, o Tribunal Superior Eleitoral come\u00e7ou a registrar a autodeclara\u00e7\u00e3o de candidatos e candidatas a partir de 2014. Naquele ano, foram identificadas 281 pessoas autodeclaradas negras. Em 2018, esse n\u00famero subiu para 305. J\u00e1 em 2022, tivemos 376 candidatos e candidatas que se autodeclararam pardos, e 315 que se autodeclararam pretos. Destes, 61 foram eleitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutro fator importante \u00e9 que muitas dessas pessoas n\u00e3o fazem parte de fam\u00edlias tradicionais da pol\u00edtica. Um exemplo \u00e9 a deputada J\u00e9ssica Sales, que vem de uma fam\u00edlia pol\u00edtica: a m\u00e3e \u00e9 deputada estadual, o pai j\u00e1 foi deputado e prefeito de Cruzeiro do Sul. Essa trajet\u00f3ria familiar contribui para a inser\u00e7\u00e3o dela na pol\u00edtica. E, por fim, h\u00e1 a quest\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o social entre o candidato e o eleitor. Quando n\u00e3o h\u00e1 essa conex\u00e3o, a campanha perde for\u00e7a e visibilidade\u201d, questiona a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caminho sem volta<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es para a C\u00e2mara de Vereadores de Rio Branco, apenas um vereador autodeclarado preto foi eleito nas duas \u00faltimas disputas: Jo\u00e3o Paulo Silva (PODE), em 2024. J\u00e1 no cen\u00e1rio estadual e federal, a presen\u00e7a de pretos tamb\u00e9m \u00e9 m\u00ednima. Em 2022, apenas um deputado federal preto foi eleito (Coronel Ulysses, do Uni\u00e3o Brasil) e apenas um deputado estadual (Edvaldo Magalh\u00e3es, do PCdoB), pegando como base, os dados dos votos apenas da capital acreana. Isso demonstra uma sub-representa\u00e7\u00e3o evidente, especialmente dos pretos, mesmo entre os grupos que se autodeclaram negros.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"444\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?resize=740%2C444&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4732\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?resize=768%2C461&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6325.png?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jo\u00e3o Paulo Silva do PODE. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ribeiro refor\u00e7a a gravidade da invisibilidade pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o preta, especialmente das mulheres:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInfelizmente, as pessoas ainda n\u00e3o fazem a associa\u00e7\u00e3o direta do voto com a identidade do candidato. Raramente algu\u00e9m diz: \u2018Vou votar nesse candidato porque ele \u00e9 preto, pardo ou negro e vai defender essa causa no parlamento\u2019, ou \u2018Vou votar nessa mulher porque, como mulher, ela vai representar os interesses das mulheres na sociedade\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante quando falamos em barreiras \u00e9 a viol\u00eancia pol\u00edtica e a viol\u00eancia de g\u00eanero. Essa viol\u00eancia ocorre tanto durante a campanha, no momento em que a candidatura \u00e9 colocada, quanto durante a gest\u00e3o de um mandato ou em cargos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo pesquisas, na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o houve 542 casos de viol\u00eancia pol\u00edtica e eleitoral, com 497 v\u00edtimas, incluindo tentativas de assassinato. Tivemos, por exemplo, o caso de uma vereadora no munic\u00edpio de Bujari, que enfrentou intimida\u00e7\u00f5es e constrangimentos, uma situa\u00e7\u00e3o bastante comum que desestimula muitas mulheres e pessoas negras a se colocarem como candidatas, reflete Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos candidatos pardos, houve um crescimento nas elei\u00e7\u00f5es municipais. Em 2020, dos 17 vereadores eleitos, 9 eram pardos (52,94%); j\u00e1 em 2024, dos 21 eleitos, 14 se declararam pardos (66,67%). Ainda assim, esse percentual est\u00e1 abaixo da presen\u00e7a dos pardos na popula\u00e7\u00e3o geral. Para os cargos de deputado estadual em 2022, 58,33% dos eleitos foram pardos. J\u00e1 para deputado federal, os pardos representam apenas 37,5% dos eleitos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6324.png?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4733\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6324.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_6324.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Edvaldo Magalh\u00e3es, do PCdoB. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cAs pessoas eleitas que se autodeclararam negras n\u00e3o foram eleitas por serem negras. Primeiro, porque acredito que essas pessoas n\u00e3o se autodeclararam pretas ou pardas apenas para preencher cotas. Mas o ponto principal \u00e9 que essas pessoas n\u00e3o se elegeram com base em uma consci\u00eancia racial, em um letramento racial ou em um projeto de mandato voltado \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial e ao enfrentamento do racismo. Por que eu digo isso? Porque essas pessoas, em sua maioria, n\u00e3o exercem seus mandatos com foco nessa pauta\u201d, descreve Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Necessidade de mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando todos os cargos legislativos citados (vereadores, deputados estaduais e federais) eleitos entre 2020 e 2024 em Rio Branco, a representa\u00e7\u00e3o negra chega a cerca de 61,43% \u2014 n\u00famero ainda inferior aos 80,3% da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, dentro desse grupo, os pretos seguem sendo drasticamente minoria, evidenciando que a desigualdade \u00e9 ainda mais acentuada dentro da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de votos v\u00e1lidos para candidatos pretos quase dobrou, de 4,8% em 2020 para 8,1% em 2024. Embora Jo\u00e3o Paulo Silva tenha sido eleito, o n\u00famero \u00e9 pouco comparado ao tamanho da demanda pol\u00edtica. Para L\u00facia Ribeiro, mudar esse cen\u00e1rio exige mais do que ajustes partid\u00e1rios. \u00c9 preciso reconhecer a pol\u00edtica como territ\u00f3rio hist\u00f3rico de exclus\u00e3o e agir de forma estrat\u00e9gica e coletiva para inverter essa l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das pessoas eleitas n\u00e3o t\u00eam uma preocupa\u00e7\u00e3o maior com o empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o negra, com essa situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o em que o racismo estrutural coloca a popula\u00e7\u00e3o negra: no subemprego, no desemprego, na economia informal. A maioria das m\u00e3es negras est\u00e1 em programas de transfer\u00eancia de renda, cita a entrevistada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4734\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/aleac2023-1.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Foto: Juan Diaz\/ContilNet<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A quest\u00e3o ambiental tamb\u00e9m. Quando h\u00e1 as alaga\u00e7\u00f5es, a popula\u00e7\u00e3o negra mora pr\u00f3ximo aos igarap\u00e9s, \u00e0s fontes d&#8217;\u00e1gua, aos cursos d&#8217;\u00e1gua e s\u00e3o as primeiras a serem alcan\u00e7adas. S\u00e3o levadas para o Parque de Exposi\u00e7\u00e3o. Durante esse momento de secura que estamos vivendo agora, a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 a que fica sem \u00e1gua, que n\u00e3o tem infraestrutura, que sofre os agravos das consequ\u00eancias dessas quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio garantir a aplica\u00e7\u00e3o real do fundo partid\u00e1rio e dos tempos de televis\u00e3o e r\u00e1dio para as candidaturas negras. \u00c9 fundamental que os partidos, sejam de direita, de esquerda ou de centro, comecem a se organizar e a tratar essa pauta com mais seriedade. Que n\u00e3o continuem descumprindo a lei e depois indo ao Congresso pedir anistia, como vimos acontecer agora, em 2025. V\u00e1rios partidos, federa\u00e7\u00f5es e coliga\u00e7\u00f5es n\u00e3o cumpriram a cota estabelecida, e eles mesmos criaram uma lei para se anistiar do descumprimento de uma norma que eles pr\u00f3prios aprovaram\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/g.co\/gemini\/share\/a57526bd9bf0\">Confira mais detalhes das estat\u00edsticas levantadas aqui.<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise dos pol\u00edticos autodeclarados negros em Rio Branco nas elei\u00e7\u00f5es desta d\u00e9cada<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4729,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[27,147,8,151,47],"coauthors":[136],"class_list":["post-4728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque-2","tag-a-catraia","tag-destaque","tag-destaque-ufac","tag-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Design-sem-nome.jpg?fit=1920%2C1080&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4728"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4746,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4728\/revisions\/4746"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4728"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}