{"id":4620,"date":"2025-06-05T11:10:12","date_gmt":"2025-06-05T16:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4620"},"modified":"2026-01-12T13:58:49","modified_gmt":"2026-01-12T18:58:49","slug":"mulheres-que-fazem-acontecer-a-forca-do-trabalho-manual-no-empreendedorismo-acreano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4620","title":{"rendered":"Mulheres que fazem acontecer: a for\u00e7a do trabalho manual no empreendedorismo acreano"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Thaynar Moura<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Elas n\u00e3o apenas produzem: elas plantam, moldam, carregam, vendem e resistem. Em um cen\u00e1rio onde empreender n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma escolha, mas uma forma de sobreviv\u00eancia, mulheres do Acre est\u00e3o transformando o que t\u00eam \u2014 terra, cimento, fruta, mem\u00f3ria \u2014 em renda, autonomia e perman\u00eancia. Muitas fazem isso com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Outras, com apoio da fam\u00edlia. Mas todas compartilham algo em comum: a decis\u00e3o de permanecer criando.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Da colheita ao pote: Lucilene e a trajet\u00f3ria de um doce feito com ra\u00edzes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"586\" height=\"395\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-6.jpg?resize=586%2C395&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4683\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-6.jpg?w=586&amp;ssl=1 586w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-6.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 586px) 100vw, 586px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Thaynar Moura<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Lucilene Nonata, de 58 anos, vive com o marido em um s\u00edtio no interior do Acre. Foi ali que, h\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas, ela decidiu come\u00e7ar a fazer doces com frutas do pr\u00f3prio quintal. \u201cMeus filhos estavam entrando na adolesc\u00eancia e eu queria fazer algo meu, que tamb\u00e9m ajudasse na renda da casa\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha pelo doce n\u00e3o foi aleat\u00f3ria: os pais de Lucilene j\u00e1 faziam compotas com frutas tempor\u00e3s, e o marido, cearense, tamb\u00e9m gostava de preparar receitas simples. \u201cFoi natural.&nbsp;Come\u00e7amos com o que a gente tinha: cupua\u00e7u, mam\u00e3o, banana. O leite vinha do vizinho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"569\" height=\"564\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-1.jpg?resize=569%2C564&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4677\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-1.jpg?w=569&amp;ssl=1 569w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-1.jpg?resize=300%2C297&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-1.jpg?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w\" sizes=\"(max-width: 569px) 100vw, 569px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Arquivo pessoal &nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"253\" height=\"446\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-2.jpg?resize=253%2C446&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4678\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-2.jpg?w=253&amp;ssl=1 253w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-2.jpg?resize=170%2C300&amp;ssl=1 170w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Hoje, mesmo com o pomar envelhecido e parte da mat\u00e9ria-prima comprada de produtores vizinhos, o processo segue artesanal. Tudo \u00e9 feito por Lucilene e o esposo, desde a limpeza at\u00e9 o ponto do doce. A venda acontece em feiras e com\u00e9rcios locais, e o contato com o p\u00fablico \u00e9 parte do valor do produto. \u201cAs pessoas perguntam se \u00e9 a gente mesmo que faz. Criamos la\u00e7os. Muitos viram amigos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A formaliza\u00e7\u00e3o veio com apoio do Sebrae, que orientou desde o registro como MEI at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o dos r\u00f3tulos e da tabela nutricional. \u201cO Sebrae foi nosso primeiro e melhor parceiro. Nos abriu portas e deu acesso a linhas de cr\u00e9dito, cursos e assist\u00eancia t\u00e9cnica\u201d, relata.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"533\" height=\"681\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.jpg?resize=533%2C681&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4621\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.jpg?w=533&amp;ssl=1 533w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.jpg?resize=235%2C300&amp;ssl=1 235w\" sizes=\"(max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Thaynar Moura<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o desafio \u00e9 constante: o alto custo dos insumos e a concorr\u00eancia com produtos industrializados. \u201c\u00c9 dif\u00edcil competir. Nosso estado n\u00e3o \u00e9 rico. Mas a gente vai atravessar essa fase tamb\u00e9m\u201d, afirma Lucilene. E para outras mulheres que pensam em empreender, ela \u00e9 direta: \u201cSomos guerreiras. Se cada dia traz um le\u00e3o, que venham os le\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Concreto, fam\u00edlia e cria\u00e7\u00e3o: a arte que resiste com Elizabete e Maria Eliane<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Elizabete Monteiro tem 25 anos e voltou ao Acre em 2025, depois de concluir a gradua\u00e7\u00e3o em Curitiba. Junto com a m\u00e3e, Maria Eliane, de 61, criou o neg\u00f3cio \u201cArte em Concreto\u201d, voltado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o manual de pe\u00e7as decorativas feitas a partir de cimento, areia, pedrita e moldes reaproveitados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"884\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-3.jpg?resize=740%2C884&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4679\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-3.jpg?w=808&amp;ssl=1 808w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-3.jpg?resize=251%2C300&amp;ssl=1 251w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-3.jpg?resize=768%2C917&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cO gosto pelo artesanal sempre veio da minha m\u00e3e. Quando ela ia passar um tempo comigo, ficava procurando o que fazer com as m\u00e3os\u201d, lembra Elizabete. A dupla come\u00e7ou estudando t\u00e9cnicas no YouTube e fazendo testes em casa, at\u00e9 descobrir formas de agregar valor \u00e0s pe\u00e7as \u2014 como a inclus\u00e3o de plantas e o uso criativo do concreto na decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho \u00e9 familiar. Elizabete e a m\u00e3e cuidam da produ\u00e7\u00e3o. O pai ajuda nas feiras. A irm\u00e3 apoia na divulga\u00e7\u00e3o digital. \u201c\u00c9 algo muito em fam\u00edlia, e cada um colabora do seu jeito\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os maiores desafios, Elizabete destaca o in\u00edcio do processo. \u201c\u00c9 preciso vencer o medo de come\u00e7ar. Mostrar o que voc\u00ea faz e lidar com o marketing exige const\u00e2ncia.\u201dAtualmente, participa da associa\u00e7\u00e3o \u201cElas Fazem Acontecer\u201d, formada por mulheres empreendedoras que organizam feiras e d\u00e3o suporte \u00e0s expositoras. \u201cFaz diferen\u00e7a. A gente se sente parte de algo.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"663\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-4.jpg?resize=640%2C663&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4680\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-4.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-4.jpg?resize=290%2C300&amp;ssl=1 290w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A empresa come\u00e7ou a vender pe\u00e7as h\u00e1 cerca de um m\u00eas, e uma das metas de Elizabete \u00e9 investir mais na divulga\u00e7\u00e3o pelo Instagram. \u201cHoje, se voc\u00ea quer saber de algo de uma loja, j\u00e1 vai direto no Instagram. Quero turbinar as postagens.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o mercado de decora\u00e7\u00e3o artesanal est\u00e1 crescendo. \u201cAs pessoas querem pe\u00e7as com identidade, que sejam \u00fanicas.\u201d E para outras mulheres que sonham empreender: \u201cPersistam. Se voc\u00ea ama o que faz, o retorno vem. Mas \u00e9 preciso estar atenta \u00e0s novidades e criar com prop\u00f3sito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arte, dedica\u00e7\u00e3o e persist\u00eancia: de uma conversa entre amigas ao ateli\u00ea em casa &#8211; o sonho de Adriana&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Balica, 32 anos, \u00e9 propriet\u00e1ria da FazerArt Personalizados, um ateli\u00ea montado na pr\u00f3pria casa, onde ela cuida de tudo: do atendimento \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das artes e \u00e0 embalagem personalizada. \u201cA FazerArt nasceu numa conversa entre amigas, juntando minha paix\u00e3o pelo trabalho manual. Hoje, fa\u00e7o tudo sozinha,\u201d conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adriana, empreender \u00e9 uma jornada que exige aten\u00e7\u00e3o constante. \u201cEmpreender \u00e9 uma tarefa extremamente dif\u00edcil, pois temos que dominar um pouquinho de cada coisa e estar sempre atenta a todos os detalhes. H\u00e1 dias e dias, h\u00e1 altos e baixos, assim como a nossa vida\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4622\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed-1.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Thaynar Moura<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Assim como as outras mulheres desta reportagem, Balica destaca o apoio do Sebrae. \u201cO Sebrae sempre esteve de portas abertas pra ajudar, tirar d\u00favidas, oferecer cursos, palestras e concursos. Sempre que posso, participo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E sobre tecnologia? Ela brinca: \u201cN\u00e3o uso nenhuma tecnologia avan\u00e7ada, eu acho, kkk.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem pensa em empreender, Adriana tem um conselho: \u201cLute! Lute pelos seus sonhos. Deus n\u00e3o coloca sonho no nosso cora\u00e7\u00e3o que a gente n\u00e3o possa alcan\u00e7ar. \u00c9 dif\u00edcil, cansativo, cheio de desafios, mas vale a pena! \u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde termina o produto, come\u00e7a a hist\u00f3ria<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"413\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-5.jpg?resize=740%2C413&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4681\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-5.jpg?w=921&amp;ssl=1 921w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-5.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/empreendedoras-5.jpg?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: DataSebrae (Relat\u00f3rios trimestrais de Empreendedorismo Feminino, 2022\u20132024)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As hist\u00f3rias de Lucilene, Elizabete e Adriana, n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es. Elas representam milhares de mulheres no Brasil e no Acre que vivem daquilo que fazem, cultivam ou aprendem. Os dados mais recentes refor\u00e7am o que as hist\u00f3rias contam: empreender, para muitas mulheres, \u00e9 uma decis\u00e3o moldada pela necessidade, mas sustentada pela criatividade e pelo trabalho di\u00e1rio.&nbsp; Que trabalham com o corpo, com a mem\u00f3ria e com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, o n\u00famero de mulheres \u00e0 frente de neg\u00f3cios oscilou nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Segundo dados do DataSebrae, em 2022, eram <strong>23.564 empreendedoras<\/strong> no estado. Em 2023, esse n\u00famero caiu para <strong>20.453<\/strong>, representando <strong>23,7%<\/strong> do total de donos de neg\u00f3cios. No entanto, em 2024, houve uma leve recupera\u00e7\u00e3o: <strong>21.350 mulheres<\/strong> atuavam como donas de neg\u00f3cio no estado no 4\u00ba trimestre, o que representa&nbsp; <strong>25,1%<\/strong> dos empreendedores locais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"463\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?resize=740%2C463&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4623\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?resize=1024%2C640&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?resize=768%2C480&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?resize=1536%2C960&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/unnamed.png?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: DataSebrae \u2013 Relat\u00f3rios trimestrais 2023\u20132024&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o percentual, frente aos <strong>23,7% registrados no ano anterior<\/strong>, revela uma retomada gradual da presen\u00e7a feminina no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00fameros nacionais, <strong>42% dos empregadores ou trabalhadoras por conta pr\u00f3pria no Brasil<\/strong> s\u00e3o mulheres \u2014 um universo de <strong>10,4 milh\u00f5es<\/strong> de empreendedoras que movimentam a economia com pequenos neg\u00f3cios, muitas vezes constru\u00eddos no quintal, na sala de casa ou em uma feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento na participa\u00e7\u00e3o percentual indica que as mulheres seguem ocupando espa\u00e7o, criando solu\u00e7\u00f5es e sustentando seus neg\u00f3cios com o que t\u00eam &#8211; seja terra, concreto ou papel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas n\u00e3o apenas produzem: elas plantam, moldam, carregam, vendem e resistem. Em um cen\u00e1rio onde empreender n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma escolha, mas uma forma de sobreviv\u00eancia, mulheres do Acre est\u00e3o transformando o que t\u00eam \u2014 terra, cimento, fruta, mem\u00f3ria \u2014 em renda, autonomia e perman\u00eancia. Muitas fazem isso com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Outras, com apoio da fam\u00edlia. Mas todas compartilham algo em comum: a decis\u00e3o de permanecer criando.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4628,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[6,1],"tags":[8,151],"coauthors":[136],"class_list":["post-4620","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-margens","category-ultimas-noticias","tag-destaque","tag-destaque-ufac"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-05-110902.png?fit=836%2C638&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4620"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4620\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4684,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4620\/revisions\/4684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4620"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}