{"id":4543,"date":"2025-05-27T19:40:29","date_gmt":"2025-05-28T00:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4543"},"modified":"2025-05-27T21:21:58","modified_gmt":"2025-05-28T02:21:58","slug":"do-papel-as-telas-a-transicao-do-impresso-acreano-para-jornalismo-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4543","title":{"rendered":"Do papel \u00e0s telas: a transi\u00e7\u00e3o do jornal impresso acreano para o digital"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 0.05pt 8.45pt 0pt 5pt;\"><strong><i>Por Ana Luiza Pedroza, \u00c1drya Miranda, Daniel de Paula e Wellington Vidal<\/i><\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 0.05pt 8.45pt 0pt 5pt;\"><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 0.05pt 8.45pt 0pt 5pt;\">O jornal impresso, s\u00edmbolo hist\u00f3rico e cultural no Acre, come\u00e7a a se despedir lentamente do cotidiano da popula\u00e7\u00e3o. A era digital assume o protagonismo, apostando em novos formatos de levar acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, no entanto, sem apagar o legado constru\u00eddo pelo impresso na hist\u00f3ria acreana.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 0.05pt 8.45pt 0pt 5pt;\">Apesar dos esfor\u00e7os para reinventar o jornalismo local, a transi\u00e7\u00e3o do impresso para o digital trouxe grandes desafios. No Acre, essa movimenta\u00e7\u00e3o ocorreu de forma tardia, mas com a contribui\u00e7\u00e3o de jornalistas que se desdobram diariamente para acompanhar as mudan\u00e7as no modo de noticiar, mantendo o compromisso social com a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 0pt 7.55pt 0pt 5pt;\">Entre os obst\u00e1culos, a pandemia de Covid-19 foi um dos que aceleraram o decl\u00ednio dos jornais impressos em todo o pa\u00eds, e no Acre n\u00e3o foi diferente. O A Gazeta, um dos ve\u00edculos mais populares do estado, foi diretamente impactado.<\/p>\n<div id=\"attachment_4544\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4544\" class=\"size-medium wp-image-4544\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C264&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C264&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-1.jpg?w=512&amp;ssl=1 512w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-4544\" class=\"wp-caption-text\">Rotativa, m\u00e1quina utilizada na impress\u00e3o dos jornais A Gazeta. Foto: \u00c1drya Miranda<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Fundado em 1985, sob dire\u00e7\u00e3o de Silvio Martinello e Elson Martins, o jornal se destacou pelo jornalismo investigativo e de cunho social, sendo pioneiro em projetos editoriais gr\u00e1ficos com diagrama\u00e7\u00e3o no impresso acreano. Foi por meio de suas p\u00e1ginas que os acreanos acompanharam coberturas hist\u00f3ricas, como o assassinato do sindicalista Chico Mendes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Em 1998, tornou-se o primeiro jornal a circular em cores no estado, com at\u00e9 3.500 exemplares vendidos em dias movimentados, segundo Silvio. Apesar das inova\u00e7\u00f5es com o jornal impresso, o ve\u00edculo enfrentou as adapta\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas do s\u00e9culo 21. O portal online, criado ainda nessa fase, tinha estrutura simples, servindo apenas para replicar, de forma reduzida, as not\u00edcias do jornal f\u00edsico.<\/p>\n<div id=\"attachment_4550\" style=\"width: 522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4550\" class=\"wp-image-4550 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed.jpg?resize=512%2C339&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed.jpg?w=512&amp;ssl=1 512w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><p id=\"caption-attachment-4550\" class=\"wp-caption-text\">\u00c0 esquerda, Ma\u00edra Martinello; ao fundo, Paula Martinello; e \u00e0 direita, Silvio Martinello. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">A edi\u00e7\u00e3o impressa teve o seu fim em 2021, ap\u00f3s uma expressiva queda nas vendas. Paula Martinello, jornalista do A Gazeta do Acre, relata que a migra\u00e7\u00e3o definitiva para o digital foi desafiadora e impulsionada pela pandemia. \u201cFoi um processo muito gradativo, porque o trabalho online n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 muita concorr\u00eancia, \u00e9 um outro tipo de p\u00fablico e perfil de consumo da not\u00edcia\u201d, comenta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Para os jornalistas do A Gazeta, hoje, A Gazeta do Acre, o desafio n\u00e3o foi apenas adaptar-se ao ambiente online, mas reinventar a rotina de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica sem abrir m\u00e3o da credibilidade constru\u00edda. Segundo Ma\u00edra Martinello, foram necess\u00e1rias estrat\u00e9gias para garantir a sobreviv\u00eancia e a relev\u00e2ncia no meio digital, que exige mais agilidade, versatilidade e presen\u00e7a em todas as plataformas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">\u201cA gente foi entrando nesse mundo online, digital. Claro que tem pontos positivos, como o custo mais baixo, a praticidade e a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Mas a era digital exige muito mais do jornalista, que hoje precisa escrever, gravar v\u00eddeo, \u00e1udio, editar, usar v\u00e1rias ferramentas ao mesmo tempo\u201d, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">A transi\u00e7\u00e3o da not\u00edcia do impresso para o ambiente digital, embora tenha sido impactante para todo o campo jornal\u00edstico, foi recebida de maneira diferente por cada ve\u00edculo, conforme suas particularidades. Outro nome importante da imprensa acreana, como o jornal O Rio Branco, tamb\u00e9m enfrentou esses momentos de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_4554\" style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4554\" class=\"wp-image-4554 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-3.jpg?resize=274%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-3.jpg?resize=274%2C300&amp;ssl=1 274w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-3.jpg?w=467&amp;ssl=1 467w\" sizes=\"(max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><p id=\"caption-attachment-4554\" class=\"wp-caption-text\">Portal de not\u00edcias oriobranco.net. Foto: \u00c1drya Miranda<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Mendes tamb\u00e9m refor\u00e7a a necessidade dos jornalistas manterem seu compromisso social, mesmo diante das mudan\u00e7as impostas pela era digital. &#8220;Se voc\u00eas forem jornalistas e pretenderem ser respons\u00e1veis, n\u00e3o esperem que a not\u00edcia chegue at\u00e9 voc\u00eas. Voc\u00eas t\u00eam que ir atr\u00e1s da not\u00edcia&#8221;, conclui.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Essa transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 percebida por leitores que acompanharam de perto o auge das edi\u00e7\u00f5es impressas no Acre. \u201cPorque o jornal \u00e9 um documento, ent\u00e3o ele vai ficar ali para sempre\u201d, comenta o jornalista e leitor ass\u00edduo Gleilson Miranda, de 55 anos, ao destacar que o jornal impresso carrega um valor que vai al\u00e9m da not\u00edcia do dia, mas tamb\u00e9m a documenta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Segundo ele, com o jornal impresso era poss\u00edvel encontrar experi\u00eancias afetivas, que marcavam seu momento de leitura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">\u201cO jornal \u00e9 impresso, tem esse charme, tem essa coisa de voc\u00ea sentar, tomar um caf\u00e9 e folhear as p\u00e1ginas, lendo as principais not\u00edcias. Isso era muito bom para a \u00e9poca. Hoje voc\u00ea tem essa not\u00edcia mais r\u00e1pida. Not\u00edcia que chega muito r\u00e1pido\u201d, afirmou Gleilson, ao relembrar as sensa\u00e7\u00f5es que os impressos lhe proporcionaram.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">A transi\u00e7\u00e3o dos jornais impressos para os portais digitais no Acre marca uma mudan\u00e7a profunda no modo de fazer e consumir jornalismo. Conhecer a hist\u00f3ria da imprensa local, com a contribui\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es do A Gazeta e O Rio Branco, \u00e9 essencial para entender o papel que esses ve\u00edculos tiveram na forma\u00e7\u00e3o da identidade e da mem\u00f3ria do estado.<\/p>\n<div id=\"attachment_4558\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4558\" class=\"size-medium wp-image-4558\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-4.jpg?resize=300%2C218&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-4.jpg?resize=300%2C218&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/unnamed-4.jpg?w=512&amp;ssl=1 512w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-4558\" class=\"wp-caption-text\">Edi\u00e7\u00e3o impressa O Rio Branco. Foto: Arquivo Espa\u00e7o Cultural Palhukas<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.7999999999999998; margin: 4pt 16.3pt 0pt 5pt;\">Para Narciso Mendes, atual propriet\u00e1rio da TV Rio Branco, o impresso no Acre carrega o legado de muitas figuras marcantes da hist\u00f3ria local. No entanto, a migra\u00e7\u00e3o do jornal impresso O Rio Branco para o meio online n\u00e3o teve o mesmo peso como teve para os demais ve\u00edculos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Luiza Pedroza, \u00c1drya Miranda, Daniel de Paula e Wellington Vidal \u00a0 O jornal impresso, s\u00edmbolo hist\u00f3rico e cultural no Acre, come\u00e7a a se despedir lentamente do cotidiano da popula\u00e7\u00e3o. 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