{"id":4455,"date":"2025-04-01T15:00:00","date_gmt":"2025-04-01T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4455"},"modified":"2025-04-01T14:01:25","modified_gmt":"2025-04-01T19:01:25","slug":"geracao-z-um-desafio-para-o-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4455","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o Z: um desafio para o mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Andriw Yago, Jo\u00e3o Marcelo, Pedro Henrique e Wayllo Cardozo*<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A gera\u00e7\u00e3o Z, as pessoas nascidas entre 1990 e 2012, chegam ao mercado de trabalho trazendo mudan\u00e7as em alguns dos padr\u00f5es antes estabelecidos. Os integrantes da gera\u00e7\u00e3o millennial, ou seja, os nascidos entre 1980 e 1990, s\u00e3o os que mais se mostram resistentes a enfrentar os desafios apresentados por esses novos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina Vale,\u00a0 33 anos, psic\u00f3loga e atuante na \u00e1rea de Recursos Humanos durante 12 anos, diz que a gera\u00e7\u00e3o Z enxerga o trabalho como algo passageiro, j\u00e1 a gera\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o, \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o que quer construir uma carreira s\u00f3lida, naquele ambiente que se encontra: \u201cS\u00e3o pessoas que se esfor\u00e7am, t\u00eam iniciativa, comprometimento, desenvolvem perfis e habilidades todos os dias, j\u00e1 a gera\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o\u201d, complementa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No Relat\u00f3rio de Tend\u00eancia de Gest\u00e3o de Pessoas 2025, desenvolvido pelo Ecossistema GPTW e Great People, dentre os participantes, 76% apontaram a gera\u00e7\u00e3o Z como o maior desafio para a gest\u00e3o de pessoas. Segundo a revista Forbes, entre os profissionais da gera\u00e7\u00e3o Z, 58% querem trabalhar de forma h\u00edbrida ou remota e recusariam ofertas de emprego ou promo\u00e7\u00f5es que os fizessem trabalhar presencialmente todos os dias. Al\u00e9m disso, 15% destacam a quest\u00e3o dos processos, planejamento e foco estrat\u00e9gico e desejam ter lideran\u00e7as inspiradoras, tratamento mais humano e reconhecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudante de Jornalismo, Diogo Jos\u00e9, de 19 anos, \u00e9 estagi\u00e1rio h\u00e1 um ano em um site local e diz priorizar em suas escolhas profissionais o ambiente de trabalho: &#8220;O ambiente \u00e9 primordial, pois n\u00e3o vou ficar em um local que eu n\u00e3o tenha os mesmos ideais ou que as pessoas desse ambiente n\u00e3o pensem da mesma forma que eu\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as diferen\u00e7as entre a gera\u00e7\u00e3o millennial e a gera\u00e7\u00e3o Z no ambiente de trabalho, Diogo observa que n\u00e3o h\u00e1 como negar que h\u00e1 uma diferen\u00e7a discrepante. Eles v\u00e3o ser priorizados pois j\u00e1 est\u00e3o contratados na empresa, e por atuarem no mercado h\u00e1 mais tempo eles t\u00eam mais no\u00e7\u00e3o, e quando o estagi\u00e1rio se d\u00e1 bem com essa galera, acaba criando um v\u00ednculo de aprendizado que \u00e9 muito importante:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAtualmente tenho uma rela\u00e7\u00e3o muito boa em meu ambiente de trabalho, e isso \u00e9 gra\u00e7as aos meus supervisores, que s\u00e3o muito comunicativos, perguntam se estou entendendo e se est\u00e3o ajudando, ent\u00e3o toda essa quest\u00e3o do di\u00e1logo me ajuda muito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Camila Holsbach, 36 anos, \u00e9 editora-chefe de um site jornal\u00edstico onde as duas gera\u00e7\u00f5es est\u00e3o em constante intera\u00e7\u00e3o e cita que a rela\u00e7\u00e3o entre ambas vai al\u00e9m das obriga\u00e7\u00f5es do trabalho, j\u00e1 que sempre vai existir a troca de experi\u00eancia de vida entre os millenials e a gera\u00e7\u00e3o Z.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa rela\u00e7\u00e3o com a turma da gera\u00e7\u00e3o z na reda\u00e7\u00e3o \u00e9 bem tranquila. N\u00e3o se limita somente ao trabalho pelo trabalho, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de troca de informa\u00e7\u00f5es e aprendizado, todo mundo ensina e todo mundo aprende, n\u00e3o existe um &#8220;detentor de todo o saber&#8221;. Acredito que a cada gera\u00e7\u00e3o que nasce, nasce tamb\u00e9m a necessidade de mudan\u00e7as e adapta\u00e7\u00f5es. O mundo n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, e n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo que o de hoje daqui a 10 anos &#8220;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>A gestora de RH, Ana Cristina Vale, ressalta que iniciar no mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, porque voc\u00ea vai sair de uma zona de conforto e entrar numa \u00e1rea que de fato exige muito. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 onde voc\u00ea vai criar h\u00e1bitos respons\u00e1veis e conhecer outras pessoas que possam tamb\u00e9m abrir outras portas. Eu acredito que \u00e9 levar a s\u00e9rio at\u00e9 o \u00faltimo dia, para que voc\u00ea saia de l\u00e1 deixando a sua marca, e assim as pessoas sempre ao falar de voc\u00ea v\u00e3o ter a mem\u00f3ria do bom profissional que voc\u00ea foi&#8221;, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Texto produzido na disciplina Fundamentos do Jornalismo sob supervis\u00e3o do professor Wagner Costa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gera\u00e7\u00e3o Z, as pessoas nascidas entre 1990 e 2012, chegam ao mercado de trabalho trazendo mudan\u00e7as em alguns dos padr\u00f5es antes estabelecidos. Os integrantes da gera\u00e7\u00e3o millennial, ou seja, os nascidos entre 1980 e 1990, s\u00e3o os que mais se mostram resistentes a enfrentar os desafios apresentados por esses novos profissionais.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4456,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[8,151,148],"coauthors":[136],"class_list":["post-4455","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-margens","tag-destaque","tag-destaque-ufac","tag-olhares"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/image.jpeg?fit=1600%2C900&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4455","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4455"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4455\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4457,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4455\/revisions\/4457"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4455"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4455"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4455"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4455"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}