{"id":4435,"date":"2025-03-28T13:54:45","date_gmt":"2025-03-28T18:54:45","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4435"},"modified":"2025-03-28T17:32:50","modified_gmt":"2025-03-28T22:32:50","slug":"do-catraieiro-ao-samba-popular-livre-a-trajetoria-do-samba-entre-antigas-e-novas-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4435","title":{"rendered":"Do Catraieiro ao samba popular livre: a trajet\u00f3ria do samba entre antigas e novas gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Emily Correa, Franciele Juli\u00e3o e Mariana Rodrigues<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nascido no in\u00edcio do s\u00e9culo XX nos terreiros e rodas de dan\u00e7a de negros escravizados, o samba se tornou um dos maiores s\u00edmbolos da cultura brasileira, que, ao longo do tempo, se popularizou e se espalhou pelo pa\u00eds. No Acre, as origens do g\u00eanero t\u00eam seu &#8220;abre-alas&#8221; com o acreano Da Costa, um artista negro pioneiro que ajudou a consolidar a presen\u00e7a do samba na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Catraieiro rema, me leva pro lado de l\u00e1&#8221;, \u00e9 um trecho da m\u00fasica &#8220;O Catraieiro&#8221;, de Jofre Barbosa da Costa, mais conhecido como JB Costa, em refer\u00eancia \u00e0s catraias \u2014 barcos de madeira tradicionalmente usados pelos catraieiros do Rio Acre para transportar passageiros e cargas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artista nasceu em Rio Branco e cresceu em um ambiente de forte influ\u00eancia cultural, o que o levou a se apaixonar pelo samba e come\u00e7ar a compor. Trazia em suas letras representa\u00e7\u00f5es da cultura acreana. &#8220;Al\u00e9m de trazer quest\u00f5es regionais, os temas de seus sambas versam sobre o amor, a trai\u00e7\u00e3o e os relacionamentos conflituosos\u201d, explica \u00c9cio Cunha, professor e autor do livro &#8220;JB Costa &#8211; Um sambista negro da Amaz\u00f4nia Acreana&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"396\" height=\"292\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9537.jpg?resize=396%2C292&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4436\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9537.jpg?w=396&amp;ssl=1 396w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9537.jpg?resize=300%2C221&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><figcaption><em>JB Costa inspirou as trajet\u00f3rias de muitos artistas. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1973, o artista entrou para a hist\u00f3ria como o primeiro cantor acreano a gravar um disco. Seu trabalho consolidou um estilo singular que refletia as viv\u00eancias e sentimentos do povo acreano. \u201cSeu pioneirismo \u00e9 frequentemente comparado ao de Donga, respons\u00e1vel pelo primeiro registro de samba no Brasil em 1916. Al\u00e9m de abrirem caminhos para o g\u00eanero em seus respectivos locais, ambos superaram barreiras sociais e raciais, conquistando reconhecimento por meio da m\u00fasica\u201d, comenta Cunha.<\/p>\n\n\n\n<p>O legado de JB Costa foi fundamental para fortalecer o samba no Acre, um movimento que, nos \u00faltimos anos, tem conquistado ainda mais espa\u00e7o. As tradicionais rodas de samba se multiplicaram em Rio Branco, reunindo m\u00fasicos e um p\u00fablico crescente. Seja em bares, pra\u00e7as ou eventos culturais, esses encontros valorizam a m\u00fasica popular e exaltam a tradi\u00e7\u00e3o do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Rio Branco, uma m\u00e9dia semanal de 7 a 8 rodas de samba e pagode s\u00e3o organizadas em estabelecimentos como bares, conveni\u00eancias e clubes. Entre os principais locais est\u00e3o o bar <em>Quintal da Resenha<\/em>, <em>Brasagem<\/em>, a conveni\u00eancia <em>P\u00e3o de Queijo<\/em>, o restaurante <em>Rep\u00fablica Gastrobar<\/em>, o <em>Restaurante Torre Beer<\/em>, o <em>Clube AABB<\/em> e a <em>Casa do Rio<\/em>. Al\u00e9m disso, projetos de sambistas como a <em>Casa de Bamba<\/em> e o <em>Samba do Liguth<\/em> tamb\u00e9m se destacam, assim como eventos mensais e espor\u00e1dicos realizados por cantores de samba e pagode.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Desde a inf\u00e2ncia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para algumas pessoas, as ra\u00edzes do samba fazem parte da inf\u00e2ncia acalorada e nost\u00e1lgica, como \u00e9 o caso do cantor acreano Brunno Damasceno. Idealizador do grupo Roda de Samba, o artista conta que desde crian\u00e7a foi influenciado pela fam\u00edlia a ouvir cantores como Martinho da Vila e Pablo da Viola, permitindo que sua paix\u00e3o pelo ritmo reflita na sua carreira.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu sempre falo, o samba n\u00e3o tem partido, mas ele tem lado. Para mim, o samba n\u00e3o \u00e9 nem um ritmo, \u00e9 um jeito de ser, um jeito de se comportar contra o racismo, contra v\u00e1rias injusti\u00e7as sociais. Acredito que n\u00e3o se deve tocar samba sem entender o que as letras querem dizer, porque \u00e9 importante voc\u00ea passar pra frente essa mensagem que ele sempre carrega. Por isso \u00e9 importante que haja esse crescimento de rodas\u201d, comenta o artista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"916\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9540.jpg?resize=740%2C916&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4437\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9540.jpg?resize=827%2C1024&amp;ssl=1 827w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9540.jpg?resize=242%2C300&amp;ssl=1 242w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9540.jpg?resize=768%2C950&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9540.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Cantor Brunno Damasceno se apresentando na edi\u00e7\u00e3o do Casa de Bamba. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Damasceno, o papel social desse g\u00eanero est\u00e1 ligado ao papel de representa\u00e7\u00e3o, de resist\u00eancia cultural e. principalmente, de conscientiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO samba vem de um lugar considerado exclu\u00eddo. Eu falo que o samba foi gerado na \u00c1frica, mas foi parido no Brasil. Ent\u00e3o ele veio com os escravizados, com a influ\u00eancia dos escravizados, com as tias no Rio de Janeiro, que vieram da Bahia pro Rio, Tia Ciata \u00e9 um exemplo. \u00c9, portanto, na casa delas que come\u00e7am as rodas de samba\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado na Mangabeira e carregando o samba como heran\u00e7a familiar, o sambista Anderson Liguth tamb\u00e9m \u00e9 uma figura de destaque no cen\u00e1rio musical acreano. Crescendo ouvindo o pai instrumentistas e compositor nas rodas de samba desde a inf\u00e2ncia, foi entre as mem\u00f3rias e versinhos, que o Liguth aprimorou sua arte com o tempo e seguiu carreira profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cantor tamb\u00e9m se declara positivo em rela\u00e7\u00e3o ao florescimento do g\u00eanero no Acre, mesmo que ainda oscilante. Para ele, o samba segue a l\u00f3gica do mercado e passa por altos e baixos. &#8220;Como dizia Nelson Sargento: \u2018O samba agoniza, mas n\u00e3o morre.\u2019 Vejo um momento muito favor\u00e1vel na cidade. Os grupos de pagode est\u00e3o ocupando mais espa\u00e7os, permitindo que um p\u00fablico maior prestigie boas rodas de samba\u201d, reitera.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre batuques e ax\u00e9, a influ\u00eancia de antigos e recentes artistas continua ecoando no Acre, mantendo viva a chama do samba. Para Damasceno, essa presen\u00e7a ganha ainda mais for\u00e7a com a chegada de um p\u00fablico mais jovem, que tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelo crescimento das rodas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s melhoramos em termos de mainstream. Das casas de show verem que o samba leva o p\u00fablico. Acho que est\u00e1 crescendo e se diversificando, com certeza. O grande exemplo \u00e9 a Casa de Bamba, um projeto que eu fa\u00e7o todos os meses e est\u00e1 indo uma galera super nova, universit\u00e1ria. Ainda conta com os sambistas da antigas, mas, creio que hoje, 60% \u00e9 um p\u00fablico novo, de jovens que est\u00e3o aprendendo samba, est\u00e3o procurando novos ambientes musical\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Liguth tamb\u00e9m comenta sobre a diversifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, explicando que ele acompanha em medida similar o momento da cena, de modo que quanto mais rodas espalhadas pela cidade e mais cultura do samba sendo oferecida o p\u00fablico cresce exponencialmente e destaca a iniciativa de projetos que incentivem a participa\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o a diversifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es culturais que possam chegar em outros nichos. Um exemplo disso \u00e9 o movimento cultural e social que tive a alegria em ser fundador no ano de 2020, o Samba Popular Livre, em que objetivamos disponibilizar, gratuitamente acesso a rodas de samba em espa\u00e7os p\u00fablicos, isso naturalmente atrai uma camada de p\u00fablico que por ventura n\u00e3o frequenta outros locais, como bares e casas noturnas, por exemplo\u201d, completa o sambista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"420\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/imagem1-3.jpg?resize=700%2C420&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4439\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/imagem1-3.jpg?w=700&amp;ssl=1 700w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/imagem1-3.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/imagem1-3.jpg?resize=590%2C354&amp;ssl=1 590w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/imagem1-3.jpg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption>Com p\u00fablico diversificado, as rodas mant\u00eam viva a chama do samba no estado. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Carolina Ara\u00fajo, frequentadora de rodas de samba, o interesse pelo ritmo vai al\u00e9m da m\u00fasica: \u201cA diversidade e a liberdade que sentimos em uma roda de samba nos permitem ser quem somos, sem julgamentos\u201d, afirma.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do crescimento, ainda h\u00e1 desafios para que o samba se estabele\u00e7a de forma definitiva na cena cultural acreana. Mesmo com o suporte de institui\u00e7\u00f5es culturais como a Funda\u00e7\u00e3o Garibaldi Brasil e Funda\u00e7\u00e3o Elias Mansur, o ritmo encontra barreiras para se desenvolver e artistas encontram entraves para conseguir viabilizar o seu trabalho, tendo muitas vezes que buscar alternativas como eventos colaborativos e apresenta\u00e7\u00f5es em espa\u00e7os privados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe forma global entendo haver uma desvaloriza\u00e7\u00e3o principalmente aos operadores da arte, samba em especial, com o pagamento de cach\u00eas que n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 altura de um trabalho que precisa de prosseguimento, com tudo que envolve uma carreira art\u00edstica necess\u00e1rios para o crescimento, como investimentos financeiros e trabalho de grava\u00e7\u00f5es autoral, um caminho para al\u00e9m das apresenta\u00e7\u00f5es musicais\u201d detalha Liguth.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o sambista, Carolina destaca a import\u00e2ncia de mais espa\u00e7os acess\u00edveis e de iniciativas que incentivem o movimento, como acontece em outras regi\u00f5es do Brasil, citando como exemplo a roda de samba da Pedra do Sal, no Rio de Janeiro, conhecida por sua diversidade e inclus\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Emily Correa, Franciele Juli\u00e3o e Mariana Rodrigues &nbsp;Nascido no in\u00edcio do s\u00e9culo XX nos terreiros e rodas de dan\u00e7a de negros escravizados, o samba se tornou um dos maiores s\u00edmbolos da cultura brasileira, que, ao longo do tempo, se popularizou e se espalhou pelo pa\u00eds. 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