{"id":4408,"date":"2025-03-26T15:00:00","date_gmt":"2025-03-26T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4408"},"modified":"2025-03-25T15:27:34","modified_gmt":"2025-03-25T20:27:34","slug":"papo-reto-projeto-e-aliado-no-combate-a-violencia-racial-e-de-genero-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4408","title":{"rendered":"Papo Reto: projeto \u00e9 aliado no combate \u00e0 viol\u00eancia racial e de g\u00eanero em Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Algle\u00edsia Veloso, Felipe Souza e Maria de F\u00e1tima<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio cada vez mais urgente, projetos educacionais que abordam a viol\u00eancia contra a mulher t\u00eam se mostrado essenciais nas escolas p\u00fablicas, especialmente entre os jovens do g\u00eanero masculino.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Rio Branco, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) idealizou o projeto \u201cPapo Reto: combatendo a viol\u00eancia contra mulheres e meninas negras\u201d. Lan\u00e7ado em agosto de 2024, a a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma alternativa para tentar reduzir os \u00edndices de viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o negra feminina, por meio da realiza\u00e7\u00e3o de rodas de conversa e oficinas sobre g\u00eanero nas escolas da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira institui\u00e7\u00e3o de ensino que recebeu o projeto foi a escola Professora Ester Maia de Oliveira, no bairro Cidade do Povo, no dia 17 de setembro do ano passado. Al\u00e9m dela, outros 23 col\u00e9gios estaduais localizados na capital do estado foram contemplados com o \u2018Papo Reto\u2019. At\u00e9 o m\u00eas de mar\u00e7o, 13 escolas j\u00e1 receberam as palestras.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a respons\u00e1vel pelo projeto, Silv\u00e2nia Silva, as escolas foram escolhidas a partir de dados da Secretaria de Estado de Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (Sejusp) e s\u00e3o em \u00e1reas com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica na capital.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto surgiu da necessidade de trabalhar o combate ao racismo dentro das escolas e a discuss\u00e3o de g\u00eanero. Selecionamos os col\u00e9gios em cima de dados da seguran\u00e7a p\u00fablica, que ficam em \u00e1reas que mais recebiam den\u00fancias do 190\u201d, destacou Silvania.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"554\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?resize=740%2C554&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4411\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?resize=1024%2C766&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?resize=300%2C224&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?resize=1536%2C1149&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.05.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Projeot Papo Reto \u00e9 aliado no combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Foto: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Recep\u00e7\u00e3o nas escolas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recep\u00e7\u00e3o nas escolas foi positiva, segundo a organiza\u00e7\u00e3o do projeto. A psic\u00f3loga da Semulher, Paula Luana Braga, destacou que, apesar de ser focado para os meninos, as mulheres s\u00e3o as que mais aproveitam as explica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o corrente sucesso da a\u00e7\u00e3o, a Secretaria da Mulher pretende expandir o n\u00famero de escolas e levar o projeto para outras regi\u00f5es da capital. \u201cInfelizmente, as mulheres e meninas negras s\u00e3o as mais atingidas com a viol\u00eancia. Por isso, a longo prazo, a nossa expectativa, enquanto Secretaria, \u00e9 continuar com o projeto, trabalhar a conscientiza\u00e7\u00e3o e, futuramente, abrir portas para novos projetos e pol\u00edticas voltadas \u00e0 tem\u00e1tica\u201d, contou a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.04.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4412\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.04.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.04.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.04.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-20-at-22.53.04.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Paula Luana Braga \u00e9 psic\u00f3loga da Semulher. Foto: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia contra a mulher em Rio Branco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Acre (MPAC), nos meses de janeiro e fevereiro de 2025 foram registrados 469 casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica na capital. Vale ressaltar que esta a\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada ao preconceito de g\u00eanero, pois no contexto dom\u00e9stico essa viol\u00eancia se manifesta em diversas formas, como agress\u00f5es f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, sexuais e at\u00e9 financeiras, refletindo o controle e o abuso do poder sobre as mulheres dentro de suas pr\u00f3prias casas.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPAC exerce um papel na tentativa de coibir pr\u00e1ticas abusivas contra pessoas do g\u00eanero feminino. Por isso, todos os meses as informa\u00e7\u00f5es criminais s\u00e3o coletadas e um levantamento \u00e9 feito para mostrar a realidade do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a promotora de Justi\u00e7a e atuante do Observat\u00f3rio de G\u00eanero (OBSGenero) do Minist\u00e9rio P\u00fablico, Patr\u00edcia R\u00eago, os \u00edndices de feminic\u00eddio v\u00eam diminuindo em todo o estado, com uma redu\u00e7\u00e3o de mais de 40% entre 2023 e 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero no Estado do Acre deve permanecer firme e incans\u00e1vel. Temos motivos para criar esperan\u00e7a, pois estamos em uma curva descendente. Quando olhamos para as estat\u00edsticas, entre 2018 e 2024, observamos uma redu\u00e7\u00e3o de 43% no n\u00famero de feminic\u00eddios, ou seja, tivemos uma queda adicional de 20% s\u00f3 de 2023 para 2024\u201d, observou Patr\u00edcia R\u00eago.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Algle\u00edsia Veloso, Felipe Souza e Maria de F\u00e1tima Em um cen\u00e1rio cada vez mais urgente, projetos educacionais que abordam a viol\u00eancia contra a mulher t\u00eam se mostrado essenciais nas escolas p\u00fablicas, especialmente entre os jovens do g\u00eanero masculino. 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