{"id":4361,"date":"2025-03-21T13:24:00","date_gmt":"2025-03-21T18:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4361"},"modified":"2025-03-21T13:28:10","modified_gmt":"2025-03-21T18:28:10","slug":"dia-internacional-contra-a-discriminacao-racial-fazedores-de-cultura-negros-no-acre-relembram-protagonismo-e-resistencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4361","title":{"rendered":"Dia Internacional Contra a Discrimina\u00e7\u00e3o Racial: fazedores de cultura negros no Acre relembram protagonismo e resist\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No 21 de mar\u00e7o relembramos a trajet\u00f3ria de artistas e produtores culturais negros na arte acreana<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Ana Paula Melo e Nat\u00e1lia Lindoso<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), instituiu o dia 21 de mar\u00e7o como o Dia Internacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Racial. Em um estado marcado por contrastes, a heran\u00e7a da cultura negra, muitas vezes invisibilizada, ressurge nas exposi\u00e7\u00f5es culturais que quebram estigmas, desafiando o passado colonial e escrevendo uma nova narrativa sobre o que significa ser uma pessoa negra que faz cultura no Acre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds negro. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), quase 57% da popula\u00e7\u00e3o brasileira se autodeclara preta ou parda. Essa maioria, no entanto, ainda enfrenta dificuldades para ocupar espa\u00e7os e ter reconhecimento em diferentes \u00e1reas, inclusive na cultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura negra est\u00e1 presente na poesia, no teatro, na m\u00fasica e em tantas outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais. No Acre, artistas negros seguem resistindo e transformando a arte em ferramenta de combate ao racismo, de educa\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um reflexo desse movimento s\u00e3o pol\u00edticas p\u00fablicas como o edital &#8220;Mestres da Cultura Popular do Estado do Acre&#8221; realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Elias Mansour (FEM) de 2024, que reconhece e valoriza saberes ancestrais. Das 24 vagas distribu\u00eddas em 12 macrocategorias, duas s\u00e3o destinadas a mestres que atuam em rituais e pr\u00e1ticas religiosas tradicionais, incluindo as de matrizes africanas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa Percep\u00e7\u00f5es sobre racismo no Brasil, da Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria Estrat\u00e9gica (Ipec), mostra que mais da metade dos brasileiros j\u00e1 presenciou um ato de racismo. Ainda de acordo com a pesquisa, 60% dos brasileiros consideram o Brasil um pa\u00eds racista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, artistas e fazedores de cultura negros compartilham suas experi\u00eancias no mercado art\u00edstico, destacando os desafios e as conquistas ao longo de suas trajet\u00f3rias. Em suas falas, eles abordam a import\u00e2ncia de afirmar suas identidades e a luta por maior visibilidade e representatividade no cen\u00e1rio cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relatos\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos nomes atuantes dessa resist\u00eancia \u00e9 o ator, produtor cultural e diretor, Ivan de Castela, de 54 anos, que come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria aos 11 anos de idade. Com d\u00e9cadas de experi\u00eancia, ele relembra que as artes c\u00eanicas no Acre sempre tiveram um forte di\u00e1logo pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO movimento cultural teatral sempre esteve mais \u00e0 frente dessas discuss\u00f5es e reunindo nos seus espet\u00e1culos e atua\u00e7\u00f5es termos, frases, movimentos, espet\u00e1culos inteiros que dialogassem com essa tem\u00e1tica. J\u00e1 participei de v\u00e1rios filmes que dizem respeito \u00e0 luta anti racial\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"746\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=740%2C746&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4362\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=1016%2C1024&amp;ssl=1 1016w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=298%2C300&amp;ssl=1 298w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=768%2C774&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_1160.jpg?w=1159&amp;ssl=1 1159w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Ivan de Castela\/ Reprodu\u00e7\u00e3o redes sociais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O ator acredita que as dificuldades sempre estiveram presentes. Para ele, existe um senso comum que artistas de teatro s\u00e3o \u201cexibidos\u201d, e que podem enfrentar qualquer coisa. Ele relembra uma situa\u00e7\u00e3o de racismo que gerou uma discuss\u00e3o e enfrentamento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm um momento, ap\u00f3s uma apresenta\u00e7\u00e3o na Expoacre, est\u00e1vamos dentro de um carro que iria transportar cada artista do espet\u00e1culo para a sua casa, e uma pessoa disse: \u2018n\u00e3o, tira o neguinho a\u00ed do carro, que a\u00ed cabe o resto\u2019. Como se a minha presen\u00e7a naquele carro, por ser negro, estivesse retirando o lugar do outro branco\u201d, relatou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a poeta marginal, Natidepoesia, a pessoa negra, de modo geral, em todos os \u00e2mbitos da sociedade, sofre com a falta de acesso e compreens\u00e3o. Para ela, essa foi a maior dificuldade como atuante na cultura, de ter acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es, projetos, editais e financiamento que pessoas brancas que fazem arte tamb\u00e9m t\u00eam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO desafio mais marcante foi esse, de aprender que a minha arte tamb\u00e9m era minha fonte de renda e saber se valorizar nesse sentido. Se ver como uma artista negra. Uma pessoa negra que tem o seu valor. Ent\u00e3o, quando eu recebi o meu primeiro cach\u00ea, quando aprovamos o nosso primeiro projeto, isso foi uma quebra de barreira muito importante para que a gente pudesse continuar fazendo. Ent\u00e3o, acho que as dificuldades, elas existem para a cultura no modo geral, mas se era uma pessoa negra, essa dificuldade triplica, quadruplica e assim por diante\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4363\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3e544352-32fb-4b40-b92c-c03284b1f251.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Natidepoesia\/ imagem cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O capoeirista e presidente da Liga Acreana de Capoeira, Mestre Caboquinho, tem mais de 30 anos de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 capoeira e j\u00e1 viajou ao Brasil e v\u00e1rios pa\u00edses para difundir a forma acreana de desenvolver as express\u00f5es. Para ele, n\u00e3o houve situa\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio cultural por ser uma pessoa negra, mas sim por trabalhar com a express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na verdade por ser negro eu nunca passei por nenhuma situa\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 passei por estar trabalhando com a cultura de origem afro-brasileira, que eles chama de &#8216;coisa de negro&#8217;, e tem muito preconceito por ser uma a\u00e7\u00e3o cultural criada por negros aqui no Brasil\u201d, disse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4364\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?w=1706&amp;ssl=1 1706w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/adcc4493-80a7-4ce6-a96b-2ace7fbf3a63-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption>Mestre caboquinho\/ imagem cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Possibilidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ator e produtor cultural, Ivan de Castela, enxerga avan\u00e7os com leis e editais que passaram a exigir cotas para negros, como a Lei Aldir Blanc, a Lei Paulo Gustavo, e o Plano Nacional de Cultura (PNAB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 important\u00edssimo, porque abre, sem d\u00favida alguma, a possibilidade de termos mais projetos, com pessoas pretas, com negros, nos projetos culturais. Independente do tema. O tema pode ser aberto, mas ter a presen\u00e7a desses artistas negros. E isso j\u00e1 tem ajudado demais\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro nome de destaque nesse movimento \u00e9 Natielly Castro, a Natidepoesia. Poeta marginal, arte-educadora, slammer, produtora cultural e grafiteira, Nati \u00e9 fundadora do Slam das Minas Acre e idealizadora da oficina <em>Poesia que Escurece<\/em>, que, desde 2018, j\u00e1 formou mais de mil jovens no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela utiliza o hip hop e a poesia falada como ferramentas para valorizar a identidade negra. Entre suas conquistas, destacam-se o t\u00edtulo de campe\u00e3 nacional do Slam Singulares 2023 e o reconhecimento internacional como finalista do Slam Latines.Para a artista, \u00e9 essencial investir em artistas negros que j\u00e1 produzem e fazem acontecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPoderia ser feito era um investimento mesmo nesses artistas negros que j\u00e1 produzem, que j\u00e1 fazem acontecer e que, de alguma maneira, servem como uma ponte entre essas pessoas que querem ingressar nesse meio art\u00edstico, mas n\u00e3o t\u00eam esse acesso e n\u00e3o conseguem se ver, n\u00e3o conseguem se ver representados. Ent\u00e3o, eu acho que o investimento em a\u00e7\u00f5es, em atividades que s\u00e3o produzidas e executadas por pessoas negras daria mais oportunidade\u201d, disse Natielly.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as perspectivas na carreira, o capoeirista Mestre Caboquinho destacou a import\u00e2ncia da qualifica\u00e7\u00e3o e da perseveran\u00e7a. \u201cPrimeiro, os mesmos devem se qualificar. Conquistar seu espa\u00e7o com seu trabalho e conhecimento. Acredito que todos temos espa\u00e7os.Basta cada um d\u00e1 seu melhor,uma porta fecha mais em seguida outras abrem\u201d, pontuou Caboquinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta por mais visibilidade e espa\u00e7o para artistas negros no Acre passa pelo reconhecimento das ra\u00edzes afro-brasileiras, investimento p\u00fablico e iniciativas que promovam o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), instituiu o dia 21 de mar\u00e7o como o Dia Internacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Racial. Em um estado marcado por contrastes, a heran\u00e7a da cultura negra, muitas vezes invisibilizada, ressurge nas exposi\u00e7\u00f5es culturais que quebram estigmas, desafiando o passado colonial e escrevendo uma nova narrativa sobre o que significa ser uma pessoa negra que faz cultura no Acre. <\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[147,115,8,153],"coauthors":[136],"class_list":["post-4361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-margens","tag-a-catraia","tag-cultura","tag-destaque","tag-discriminacao-racial"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Guia-Turistico-para-o-Acre-Apresentacao-Jackson-Viana-06.03.2025.png?fit=2560%2C1440&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4361"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4367,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361\/revisions\/4367"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4361"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}