{"id":4316,"date":"2025-03-12T12:02:16","date_gmt":"2025-03-12T17:02:16","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4316"},"modified":"2025-03-26T17:53:04","modified_gmt":"2025-03-26T22:53:04","slug":"ale-alem-da-musica-o-legado-de-um-espaco-de-contracultura-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4316","title":{"rendered":"Al\u00ea al\u00e9m da m\u00fasica: o legado de um espa\u00e7o de contracultura em Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Fernanda Maia e Gabriel Vitorino<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sin\u00f4nimo de liberdade, o rock se tornou uma forma de express\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o para aqueles que n\u00e3o se encaixam nos movimentos dominantes do <em>mainstream<\/em> e nos estilos musicais como sertanejo, pagode, e samba que prevalecem nas festas e marcam o cen\u00e1rio cultural de Rio Branco. Nesse contexto surge a jornada musical de Alessandro Ferreira, um m\u00fasico, advogado e idealista que dedicou parte de sua vida a criar um espa\u00e7o onde a m\u00fasica e a arte pudessem fluir livremente, destacando-se como um exemplo de resist\u00eancia cultural, e essa hist\u00f3ria voc\u00eas v\u00e3o conhecer agora!<\/p>\n\n\n\n<p>Alessandro Ferreira \u00e9 um homem que possui muitas paix\u00f5es, em especial o amor que compartilha pela m\u00e3e, mas, al\u00e9m disso, a paix\u00e3o pela m\u00fasica, que tamb\u00e9m ecoa em sua vida desde cedo como uma melodia. Desde a inf\u00e2ncia, quando ouvia o r\u00e1dio da av\u00f3, ele apreciava bandas como <em>Pink Floyd, Creedence Clearwater Revival<\/em> e as m\u00fasicas brasileiras. Na adolesc\u00eancia, a arte tamb\u00e9m sempre o interessou, e foi a partir de festas da m\u00e3e e discos que recebia de presente que a m\u00fasica foi entrando em seu cotidiano e fazendo parte de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA m\u00fasica entrou na minha vida de v\u00e1rias formas, ela entrou na minha vida pelo r\u00e1dio da minha av\u00f3, na casa dela, quando era crian\u00e7a, pelas festas que os amigos da minha m\u00e3e e do meu pai faziam aqui, pelos discos que a minha m\u00e3e me deu de presente e pelos artistas que ela me apresentou. A m\u00fasica tamb\u00e9m entrou na minha vida pelos amigos e pelos programas de TV que eu assistia, era a m\u00fasica e a arte que sempre me interessou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O rock, em particular, se tornou uma parte de sua identidade e o levou a formar bandas ainda na adolesc\u00eancia. Na \u00e9poca em que a internet e professores de m\u00fasica eram realidades distantes, Alessandro aprendeu a tocar guitarra de ouvido, com a ajuda de amigos e familiares, e foi ali, no in\u00edcio dos anos 90, que come\u00e7ou a realizar ensaios com amigos e adentrar no universo cultural da m\u00fasica, conhecendo e tendo como suas refer\u00eancias o Punk e o Rock.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0.jpeg?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4319\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image0-scaled.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Alessandro Ferreira. Foto: Fernanda Maia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNo momento estava acontecendo no mundo a New Wave, mas antes disso j\u00e1 tinha acontecido o p\u00f3s-punk, antes disso havia acontecido o punk, ent\u00e3o, nessa troca de ideias, a gente foi conhecendo essas coisas, fui conhecendo o Heavy Metal, at\u00e9 que veio Nirvana naquela transi\u00e7\u00e3o do final dos anos 90, per\u00edodo que parece que deu uma explodida no mercado e foi tanta energia que todo mundo ficou sem saber o que fazer\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre leis e solos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria com a carreira musical nem sempre foi f\u00e1cil, Alessandro pensava muito em uma forma de conseguir conciliar a paix\u00e3o pela m\u00fasica com uma carreira est\u00e1vel. Al\u00e9m de cobran\u00e7as que seus pais, e ele mesmo, faziam para as coisas darem certo, as dificuldades da vida muitas vezes fizeram com que ele desistisse da m\u00fasica por certos per\u00edodos de sua vida, mas no final sempre retornava a ela, por encontrar ali o seu porto seguro, assim como encontrava em sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPassei um bom tempo tendo muitos conflitos, larguei v\u00e1rias vezes de tocar e de querer fazer alguma coisa relacionada \u00e0 m\u00fasica, porque por um lado tinha essas cobran\u00e7as, por outro, dificuldades da vida, mas at\u00e9 que chegou um momento que percebi que n\u00e3o dava para eu largar isso, eu percebi que era a \u00fanica coisa que me mantinha vivo. Essa era a \u00fanica coisa que em determinados momentos tinha significado para mim, sempre foi uma luz, isso e minha m\u00e3e, porque sempre achei que tenho que fazer valer os esfor\u00e7os dela, n\u00e3o posso desperdi\u00e7ar tudo o que ela fez por mim.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00ea, al\u00e9m de m\u00fasico, se formou em direito, em Curitiba, se tornou advogado e trabalha atualmente em uma bolsa de servidor p\u00fablico. Ele abra\u00e7a o seu trabalho com gratid\u00e3o por ser uma das coisas que proporcionou a compra de seus instrumentos e deu estabilidade para que conseguisse realizar seus sonhos na carreira musical, e abrir consequentemente o seu primeiro bar e espa\u00e7o cultural em Rio Branco, o Loft.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, no auge de seus 28 anos, Al\u00ea decidiu criar e abrir um espa\u00e7o em que pudesse unir dois de seus grandes amores: o rock e a conviv\u00eancia com outras pessoas, e aquilo que se iniciou com festas dentro de sua casa se tornou o<strong> Loft<\/strong>, um bar que se tornou um marco cultural em Rio Branco, por ser um lugar alternativo \u00e0queles que j\u00e1 existiam na cidade. O Loft n\u00e3o era apenas um bar, era um local para shows, onde artistas independentes e bandas autorais podiam se apresentar livremente, e para pessoas que, como ele, n\u00e3o se identificavam com a cultura dominante e buscavam um lugar para se expressar e se divertir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1.jpeg?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4318\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image1-scaled.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Fernanda Maia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEstava h\u00e1 10 anos trabalhando numa institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica e n\u00e3o acontecia nada na cidade, eu achava que ia morrer aqui e n\u00e3o ia me divertir, n\u00e3o tinha o que fazer, eu n\u00e3o me identificava com samba, n\u00e3o me identificava com pagode, nunca me identifiquei com essa cultura, n\u00e3o \u00e9 que eu n\u00e3o acho legal, mas eu nunca me identifiquei, ent\u00e3o n\u00e3o era uma coisa que me divertia, sempre gostei de rock desde cedo, at\u00e9 que l\u00e1 no final de 2008, comecei a fazer umas festas e passei seis meses fazendo festa para no final eu abrir um bar na minha casa, que chamava Loft. Foi onde comecei, convidei uns amigos para fazer a banda da casa, a gente fazia essa banda da casa e come\u00e7ou a convidar v\u00e1rias outras bandas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Power chords e boas lembran\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante quase uma d\u00e9cada, o Loft foi palco de festas marcantes, que contavam hist\u00f3rias, e realizava shows de bandas locais e at\u00e9 de artistas de fora do estado. Foi um espa\u00e7o que marcou positivamente gera\u00e7\u00f5es de pessoas por muito tempo e deixou um legado de resist\u00eancia cultural em uma cidade onde o rock na \u00e9poca n\u00e3o tinha um espa\u00e7o para ser ouvido pela maior parte da massa popular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs gera\u00e7\u00f5es passam, mas toda cidade legal tem um bar de rock que fica. Aqui em Rio Branco nunca teve, at\u00e9 esse momento, um Loft, aconteceram casos, mas nunca sobreviveram muitos anos. O Loft sobreviveu por uns 9, 10 anos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a problemas com vizinhos, o Loft fechou suas portas anos depois, em um momento em que Alessandro sentiu a necessidade de se reinventar, mas por muitos anos foi sendo lembrado at\u00e9 hoje como um espa\u00e7o onde a m\u00fasica e a arte conviviam de forma aut\u00eantica e onde pessoas podiam se expressar e viver suas hist\u00f3rias da melhor forma. Foi um per\u00edodo na vida de Al\u00ea marcado por muita alegria e gratid\u00e3o, no qual ele p\u00f4de realizar seus sonhos de ter um espa\u00e7o cultural em que podia se encontrar com as m\u00fasicas de que gostava e proporcionar \u00e0s pessoas uma experi\u00eancia de livre express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFiz especial do Jorge Ben Jor, especial do Tim Maia, os Discordantes estiveram aqui, gravaram o v\u00eddeo no Loft, Los Porongas tocaram aqui v\u00e1rias vezes, vieram alguns artistas de fora que \u00e0s vezes tocaram aqui, enfim, era um lugar que tinha tantas pessoas, que at\u00e9 hoje, 17 anos depois, fa\u00e7o festas e as pessoas ainda lembram e querem que eu volte a fazer isso. Foi um uma casa que marcou uma \u00e9poca e marcou as pessoas e come\u00e7ou a criar um ambiente em que o rock podia se manifestar com um espa\u00e7o legal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O rock vem para incomodar!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter encerrado os trabalhos no Loft, a m\u00fasica continuou em sua vida e ele focou em seu pr\u00f3prio processo criativo. Al\u00ea comp\u00f4s e gravou suas pr\u00f3prias m\u00fasicas. O per\u00edodo da pandemia de COVID-19 e outras dificuldades que teve ao longo do caminho serviram como um per\u00edodo de redescoberta. Al\u00e9m disso, aprendeu a tocar teclado e reacendeu sua paix\u00e3o pela cria\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias atuais, inspirado por refer\u00eancias culturais, Alessandro se dedica a criar e produzir suas pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es e continua fazendo da m\u00fasica um dos fios condutores de sua vida. No entanto, em novembro de 2024, o Loft reabriu as suas portas mais uma vez e encontrou novamente gera\u00e7\u00f5es que se encaixam em uma cultura alternativa. Para ele, o espa\u00e7o sempre foi um lugar m\u00e1gico, onde as pessoas podiam se encontrar e ser felizes da forma que bem quisessem, sem se enquadrar nos padr\u00f5es de uma cultura dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse n\u00e3o est\u00e1 em lugar nenhum e, ao mesmo tempo, est\u00e1 indo para algum lugar, \u00e9 n\u00e3o ser nada, \u00e9 poder ser tudo tamb\u00e9m, porque voc\u00ea n\u00e3o sabe o que vai acontecer, voc\u00ea est\u00e1 se aventurando, voc\u00ea est\u00e1 com o estado de esp\u00edrito de aberto, sem saber o que vai encontrar, mas t\u00e1 confiante, t\u00e1 feliz, t\u00e1 animado, o sol t\u00e1 brilhando, o vento est\u00e1 na cara, e eu sinto que esse estado de esp\u00edrito \u00e9 o estado de esp\u00edrito que descreve a energia do Loft. \u00c9 um portal, um lugar muito diferente, sempre permite essas coisas. Para mim, aqui \u00e9 m\u00e1gico.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3.jpeg?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4320\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image3-scaled.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Fernanda Maia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para ele, o rock e lugares como esse s\u00e3o espa\u00e7os de contesta\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia que fogem do comum e unem pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO rock n\u00e3o \u00e9 para estar na moda, o rock \u00e9 do contra, \u00e9 para contestar, \u00e9 para falar sobre o que est\u00e1 errado, sobre o que incomoda. Se d\u00e1 certo em alguma hora, isso faz tanto sucesso que as pessoas gostam, mas n\u00e3o \u00e9 para ele ser sucesso. O rock n\u00e3o \u00e9 mainstream, o rock \u00e9 contracultura, o rock \u00e9 inc\u00f4modo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Alessandro Ferreira n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um m\u00fasico ou advogado, \u00e9 algu\u00e9m que \u00e9 defensor da cultura alternativa, que muitas vezes se torna marginalizada, e um exemplo de como o rock pode transformar vidas e comunidades. Sua trajet\u00f3ria foi marcada pela luta que tem em criar espa\u00e7os onde pessoas e bandas, que n\u00e3o tinham outros lugares possam se expressar, especialmente em uma cidade como Rio Branco, onde existe uma cena dominante no cen\u00e1rio cultural. Al\u00e9m disso, outro de seus maiores desejos \u00e9 construir um trabalho que de alguma forma toque o cora\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m e deixe uma marca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que eu quero \u00e9 concluir um trabalho que eu considere artisticamente consistente, poeticamente interessante, e que toque o cora\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m, que diga alguma coisa para uma pessoa.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fernanda Maia e Gabriel Vitorino Sin\u00f4nimo de liberdade, o rock se tornou uma forma de express\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o para aqueles que n\u00e3o se encaixam nos movimentos dominantes do mainstream e nos estilos musicais como sertanejo, pagode, e samba que prevalecem nas festas e marcam o cen\u00e1rio cultural de Rio Branco. 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