{"id":4279,"date":"2025-03-06T12:01:14","date_gmt":"2025-03-06T17:01:14","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4279"},"modified":"2025-03-06T13:42:45","modified_gmt":"2025-03-06T18:42:45","slug":"mes-da-mulher-relembra-a-visibilidade-de-mulheres-fazedoras-de-cultura-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4279","title":{"rendered":"M\u00eas da Mulher: fazedoras de cultura no Acre ainda lutam por visibilidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em mar\u00e7o, buscamos refletir sobre quem s\u00e3o as mulheres que fazem a arte acontecer no estado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Ana Paula e Nat\u00e1lia Lindoso<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da literatura\u00a0 \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de curta-metragem, composi\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas autorais e cria\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de dan\u00e7a que traz a cultura regional no despertar do corpo, as mulheres est\u00e3o fortemente engajadas nas atividades e no fazer cultural no Acre. Neste m\u00eas dedicado a elas, buscamos refletir sobre as lutas e conquistas das mulheres nos espa\u00e7os\u00a0 culturais acreanos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres na sociedade s\u00e3o evidenciadas em diversos espa\u00e7os. Apesar de representarem 52% da popula\u00e7\u00e3o no Brasil, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), realizada em 2022, demonstrou que as mulheres recebiam cerca de 17% a menos que os homens, revelando uma disparidade salarial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na cultura, as mulheres representam 43,7% de assalariados do setor, com sal\u00e1rios inferiores em diversas fun\u00e7\u00f5es, de acordo com dados da pesquisa do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es e Indicadores Culturais (SIIC), de 2022. Apesar do quadro ainda desolador, \u00e9 poss\u00edvel ver um futuro esperan\u00e7oso no meio, os editais de incentivo e fomento \u00e0 cultura s\u00e3o ferramentas de mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura Elias Mansour (FEM), demonstrou que os incentivos mais recentes mostram o impacto positivo das mulheres na cultura do estado. No edital Arte e Patrim\u00f4nio 001\/2024, 21 mulheres foram selecionadas para receber recursos, com outras 12 alcan\u00e7ando a pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima. O fomento \u00e0 cultura tamb\u00e9m se faz presente em outras iniciativas, como o edital Mestres da Cultura, com dez mulheres contempladas, e o edital Povos Origin\u00e1rios, que contou com 16 mulheres entre os contemplados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rias de Mulheres&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A professora de biologia e designer de moda, Denise Arruda, participou de projetos culturais envolvendo a produ\u00e7\u00e3o de figurinos, com \u00eanfase na moda sustent\u00e1vel e na valoriza\u00e7\u00e3o da costura, al\u00e9m de ter participado de obras de cinema e teatro. Um de seus feitos mais recentes foi a dire\u00e7\u00e3o do curta-metragem \u201cMinha M\u00e3e Mentiu\u201d, que retrata as viv\u00eancias de m\u00e3es acreanas a partir da hist\u00f3ria da m\u00e3e de Denise. Para ela, a escolha pelo cinema foi impulsionada pela paix\u00e3o pela express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"582\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Denise.jpeg?resize=740%2C582&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4282\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Denise.jpeg?resize=1024%2C806&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Denise.jpeg?resize=300%2C236&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Denise.jpeg?resize=768%2C605&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Denise.jpeg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Denise Arruda dirigiu o curta-metragem \u201cMinha M\u00e3e Mentiu\u201d\/Imagem: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cPara mim, o teatro \u00e9 uma forma poderosa de comunicar ideias, emo\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es sobre a vida. A arte tem a capacidade de provocar mudan\u00e7as e despertar o pensamento cr\u00edtico, e eu me sinto realizada ao poder contribuir para isso atrav\u00e9s das minhas produ\u00e7\u00f5es\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Denise Arruda, a cultura acreana \u00e9 uma forte fonte de inspira\u00e7\u00e3o em seus trabalhos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm minhas produ\u00e7\u00f5es, como o curta-metragem &#8220;Minha M\u00e3e Mentiu&#8221;, busco refletir as nuances e as hist\u00f3rias que fazem parte da nossa identidade local. Al\u00e9m disso, em desfiles e feiras, sempre incorporo elementos da cultura regional, valorizando nossas tradi\u00e7\u00f5es e promovendo a riqueza do Acre\u201d contou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A artista Roberta Marisa \u00e9 escritora e ilustradora, fazendo arte desde a adolesc\u00eancia, ela come\u00e7ou no teatro, se interessou pela literatura da terra atrav\u00e9s da dramaturgia e fez performances com v\u00e1rios poemas de outros autores. Nas artes, ela come\u00e7ou a pintar sem pretens\u00f5es, presenteando amigos, at\u00e9 come\u00e7ar a circular suas ilustra\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"923\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marisa.jpeg?resize=740%2C923&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marisa.jpeg?resize=821%2C1024&amp;ssl=1 821w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marisa.jpeg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marisa.jpeg?resize=768%2C958&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marisa.jpeg?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Imagem: reprodu\u00e7\u00e3o\/redes sociais<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cFui me aprofundando mais at\u00e9 criar uma exposi\u00e7\u00e3o sobre os rios numa imers\u00e3o que fiz ao Croa, chamada Rios Invis\u00edveis, e com ela ganhei meu primeiro pr\u00eamio de artes visuais do Banco da Amaz\u00f4nia, e n\u00e3o parei. At\u00e9 hoje ilustro meus livros e de outros artistas\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cantora e compositora Kelen Mendes iniciou sua caminhada art\u00edstica desde cedo. Atrelada ao senso de comunidade e ao contexto em que viveu, ela come\u00e7ou a cantar e se reconhecer ainda na d\u00e9cada de 90, mesmo per\u00edodo em que iniciou sua carreira acad\u00eamica na Universidade Federal do Acre (Ufac).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4284\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Kelen.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Imagem: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cAos 19 anos, eu entrei na faculdade e a\u00ed na UFAC eu comecei, fiz parte de um grupo chamado Grupo Curi\u00f3, que era um grupo com v\u00e1rias pessoas tocando viol\u00e3o e cantando m\u00fasica popular brasileira. E depois eu cantei num barzinho que ficava no Tucum\u00e3, eu sa\u00eda da faculdade pra cantar nesse bar. E da\u00ed eu comecei, n\u00e3o parei mais\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMultiartista\u201d, \u00e9 como se define a produtora cultural e dan\u00e7arina Camila Cabe\u00e7a. Natural do Par\u00e1, formada em artes c\u00eanicas pela Ufac, e professora de Teatro, a artista \u00e9 respons\u00e1vel por criar um m\u00e9todo de dan\u00e7a que envolve o Carimb\u00f3 e a cultura acreana. Para ela, a vinda para o Acre foi fundamental no seu processo como multiartista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"491\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila.jpeg?resize=740%2C491&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4285\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila.jpeg?resize=1024%2C680&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila.jpeg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila.jpeg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila.jpeg?w=1079&amp;ssl=1 1079w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Imagem: cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o, quando eu crio um m\u00e9todo, quando eu crio um espet\u00e1culo, quando eu crio um festival, isso \u00e9 fruto de ter vindo sim para o Acre. E o Acre \u00e9 fundamental para esse meu grande boom de vinda para c\u00e1, foi o Acre que transformou essa minha vontade de ser e estar na cultura, ser artista\u201d, explicou Camila Cabe\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafios em comum<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o cultural no Acre tem um papel fundamental na identidade do estado e na valoriza\u00e7\u00e3o de suas express\u00f5es art\u00edsticas. Entretanto, as mulheres que atuam nesse cen\u00e1rio enfrentam desafios que v\u00e3o desde a invisibiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 dificuldades estruturais para expandirem seus trabalhos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escritora Roberta Marisa destaca a marginaliza\u00e7\u00e3o e a subestima\u00e7\u00e3o das mulheres no meio art\u00edstico e liter\u00e1rio. Para ela, essas barreiras dificultam o crescimento da produ\u00e7\u00e3o cultural regional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnfrentamos desafios mais intensos, somos muitas vezes inferiorizadas, subestimadas at\u00e9 marginalizadas nesse mercado e acredito que isso dificulta muito o aumento da produ\u00e7\u00e3o regional\u201d, disse a escritora.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a artista Denise tem uma percep\u00e7\u00e3o diferente e v\u00ea o Acre como um ambiente de apoio para as mulheres nas artes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFelizmente, n\u00e3o enfrentei preconceitos por ser mulher em minha trajet\u00f3ria. Sinto que, no Acre, h\u00e1 um ambiente de apoio e incentivo para as mulheres que atuam nas artes. Isso \u00e9 fundamental para que possamos continuar a desenvolver nossos projetos e expressar nossas vozes\u201d, pontuou Denise.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do incentivo local citado por Denise, a circula\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica ainda \u00e9 um grande obst\u00e1culo. A cantora Kelen destaca que o isolamento geogr\u00e1fico do Acre limita a difus\u00e3o da cultura para outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor ser mais mulheres at\u00e9 facilita um pouco. Por\u00e9m, no Acre, n\u00f3s temos uma sequela marcada pela exclus\u00e3o atrav\u00e9s da falta de circula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos circular com os nossos shows, porque as passagens a\u00e9reas s\u00e3o car\u00edssimas, a liga\u00e7\u00e3o terrestre n\u00e3o \u00e9 real, principalmente na pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia, na pr\u00f3pria regi\u00e3o norte\u201d, afirmou a cantora.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das dificuldades log\u00edsticas, h\u00e1 tamb\u00e9m desafios relacionados \u00e0 postura e ao posicionamento das mulheres na cultura. Para a dan\u00e7arina Camila Cabe\u00e7a, mulheres que se imp\u00f5em e expressam suas opini\u00f5es enfrentam resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer uma mulher de posicionamento \u00e9 ser uma mulher de posicionamento, \u00e9 ser uma mulher que nem todo mundo vai se agradar, que mulheres que se posicionam normalmente n\u00e3o agradam as outras, os outros, principalmente o patriarcado\u201d, disse Camila Cabe\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perspectivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades ainda presentes, as mulheres fazedoras de cultura mant\u00eam uma vis\u00e3o otimista sobre o futuro. Kelen Mendes destaca que, embora o mercado ainda represente um desafio, a presen\u00e7a feminina \u00e9 cada vez mais necess\u00e1ria e que \u00e9 necess\u00e1rio ser otimista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil ainda para as mulheres, mas eu acredito que a tend\u00eancia \u00e9 mais mulheres estarem lutando por seu lugar no mercado, ou, tirando a parte da luta, se efetivar no mercado onde \u00e9 necess\u00e1rio a participa\u00e7\u00e3o das mulheres tamb\u00e9m. N\u00e3o podemos ficar sempre \u00e0 margem. Ent\u00e3o, eu preciso ser otimista\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Camila Cabe\u00e7a os avan\u00e7os j\u00e1 conquistados e o papel das pol\u00edticas p\u00fablicas na transforma\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio cultural s\u00e3o importantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a pol\u00edtica p\u00fablica nacional, a gente consegue melhorar e vislumbrar um futuro de amplitude dessa cultura, dessa pol\u00edtica. O Gilberto Gil tem uma fala muito importante, \u2018que a cultura n\u00e3o tem que ser ordin\u00e1ria, ela \u00e9 extraordin\u00e1ria\u2019. Ela \u00e9 ordin\u00e1ria igual a feij\u00e3o com arroz. O dia que a gente entender que o mesmo valor tem que ter para a cultura, que a pessoa consome cultura tal como ela consome arroz com feij\u00e3o, tudo vai mudar\u201d, destacou.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o, buscamos refletir sobre quem s\u00e3o as mulheres que fazem a arte acontecer no estado Por Ana Paula e Nat\u00e1lia Lindoso Da literatura\u00a0 \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de curta-metragem, composi\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas autorais e cria\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de dan\u00e7a que traz a cultura regional no despertar do corpo, as mulheres est\u00e3o fortemente engajadas nas atividades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":4280,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[8],"coauthors":[136],"class_list":["post-4279","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-margens","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-Camila-oficina.jpeg?fit=1600%2C1066&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4279"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4279\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4290,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4279\/revisions\/4290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4280"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4279"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=4279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}