{"id":4250,"date":"2025-02-27T11:59:00","date_gmt":"2025-02-27T16:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4250"},"modified":"2025-04-09T20:51:38","modified_gmt":"2025-04-10T01:51:38","slug":"fernanda-no-oscar-noites-alienigenas-em-gramado-como-o-cinema-acreano-se-formou-como-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4250","title":{"rendered":"Fernanda no Oscar, \u201cNoites Alien\u00edgenas\u201d em Gramado: como o cinema acreano se formou como resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A partir da repercuss\u00e3o da presen\u00e7a de \u201cAinda Estou Aqui\u201d no Oscars 2025, vamos nos perguntar: \u201cexistia cinema no Acre durante os per\u00edodos de opress\u00e3o do Acre?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Beatriz Mendon\u00e7a e Victor Manoel<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de uma forma de arte e entretenimento, o cinema \u00e9 uma forma de mem\u00f3ria coletiva de um povo. Um exemplo recente e de destaque, \u00e9 o filme Ainda Estou Aqui, lan\u00e7ado em 2024 e dirigido por Walter Moreira Salles Jr, que ganhou reconhecimento nacional e internacional. O longa-metragem j\u00e1 ganhou diversos pr\u00eamios e j\u00e1 est\u00e1 na corrida do Oscar, concorrendo nas categorias de Melhor Filme Internacional, Melhor Atriz de Drama e at\u00e9 mesmo como Melhor Filme.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"434\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/AINDA-ESTOU-AQUI.jpg?resize=740%2C434&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4252\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/AINDA-ESTOU-AQUI.jpg?resize=1024%2C600&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/AINDA-ESTOU-AQUI.jpg?resize=300%2C176&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/AINDA-ESTOU-AQUI.jpg?resize=768%2C450&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/AINDA-ESTOU-AQUI.jpg?w=1160&amp;ssl=1 1160w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Trecho do filme \u201cAinda Estou Aqui\u201d, dirigido por Walter Salles\/Cr\u00e9ditos: Globo Filmes e Sony Pictures<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ambientado na d\u00e9cada de 70, a trama \u00e9 baseada no livro hom\u00f4nimo de Marcelo Rubens Paiva que conta a hist\u00f3ria real de sua fam\u00edlia quando seu pai, Rubens Paiva, engenheiro e ex-deputado, foi sequestrado e morto pela ditadura militar brasileira. O filme \u00e9 protagonizado por Eunice Paiva, advogada e esposa de Rubens, que tamb\u00e9m chegou a ser presa e perseguida pelos militares, e teve que continuar cuidando de sua fam\u00edlia sozinha e buscar respostas para o desaparecimento de seu marido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Toda repercuss\u00e3o trouxe de volta discuss\u00f5es como a import\u00e2ncia de reconhecer os atos de repress\u00e3o feitos pelo governo militar e de a\u00e7\u00f5es, como a Comiss\u00e3o da Verdade, que trouxe respostas para as fam\u00edlias de desaparecidos da \u00e9poca. Olhar para o passado \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de aprender com os erros para eles n\u00e3o serem repetidos no futuro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"359\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/JOVENS-DA-ECAJA.jpg?resize=740%2C359&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4253\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/JOVENS-DA-ECAJA.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/JOVENS-DA-ECAJA.jpg?resize=300%2C146&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/JOVENS-DA-ECAJA.jpg?resize=768%2C373&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Jovens da ECAJA\/Cr\u00e9ditos: A Gazeta do Acre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa hist\u00f3ria se passa entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, grandes centros urbanos brasileiros, mas hist\u00f3rias de opress\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o provindas desse per\u00edodo hist\u00f3rico se multiplicam por todas as partes do pa\u00eds. No Acre, o poder do governo militar tamb\u00e9m afetou a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cinematogr\u00e1fica de grupos locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO cinema acreano, por assim dizer, o cinema que nasce no Acre, tem sua certid\u00e3o de nascimento registrada na ata de funda\u00e7\u00e3o de 1972, per\u00edodo que coincide com o auge do regime militar, durante o governo M\u00e9dici, um dos momentos mais repressivos da ditadura\u201d <\/em>explica o professor Professor de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Acre (Ufac), H\u00e9lio Moreira da Costa Junior. <em>\u201cNo Acre, o cinema sofreu uma censura indireta. O caso mais emblem\u00e1tico foi o do filme Fracassou Meu Casamento, que foi apreendido pela Pol\u00edcia Federal por n\u00e3o possuir certificado de censura\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Tempo e o Vento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1a-camera-do-cinema-acreano-uma-super-8mm-da-marca-Yashica_-atualmente-de-propriedade-de-Antonio-Evangelista-Tonivan.png?resize=738%2C526&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4254\" width=\"738\" height=\"526\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1a-camera-do-cinema-acreano-uma-super-8mm-da-marca-Yashica_-atualmente-de-propriedade-de-Antonio-Evangelista-Tonivan.png?w=662&amp;ssl=1 662w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1a-camera-do-cinema-acreano-uma-super-8mm-da-marca-Yashica_-atualmente-de-propriedade-de-Antonio-Evangelista-Tonivan.png?resize=300%2C214&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 738px) 100vw, 738px\" \/><figcaption>Foto: 1\u00aa c\u00e2mera do cinema acreano, uma super 8mm da marca \u201cYashica\u201d; atualmente de propriedade de Antonio Evangelista (Tonivan)\/Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o\/H\u00e9lio Moreira da Costa Junior<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o golpe militar de 1964, o novo governo militar do Acre buscou estimular a vinda de empres\u00e1rios para a regi\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. O plano era implantar grandes fazendas de cria\u00e7\u00e3o de gado, ou seja, uma pecuariza\u00e7\u00e3o da cultura. Para isso, os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa passaram a carregar uma um forte discurso de divulga\u00e7\u00e3o do estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos subsequentes, a chegada dos chamados \u201cpaulistas\u201d ou \u201csulistas\u201d, trouxe um cen\u00e1rio de conflitos na regi\u00e3o, principalmente, por posse de terras e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Al\u00e9m disso, as exibi\u00e7\u00f5es de filmes aconteciam de maneira fortuita e discreta, sempre sob vigil\u00e2ncia, devido ao receio de apreens\u00f5es pela Pol\u00edcia Federal. A totalidade dos filmes produzidos localmente n\u00e3o possu\u00eda certificado de censura, o que dificultava a sua exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-de-divulgacao-do-filme-A-Luta-em-Busca-do-Amor.png?resize=737%2C591&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4256\" width=\"737\" height=\"591\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-de-divulgacao-do-filme-A-Luta-em-Busca-do-Amor.png?w=552&amp;ssl=1 552w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-de-divulgacao-do-filme-A-Luta-em-Busca-do-Amor.png?resize=300%2C241&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 737px) 100vw, 737px\" \/><figcaption>Foto: Foto de divulga\u00e7\u00e3o do filme \u201cA Luta em Busca do Amor\u201d\/Cr\u00e9ditos: Adalberto Queiroz\/Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um grupo de jovens que se reuniam por grupos da Igreja Cat\u00f3lica, viam a realidade das lutas e embates que a popula\u00e7\u00e3o sofria, e por isso, queriam mostrar a situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o atrav\u00e9s do cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Moreira disserta sobre:<em> \u201cApesar disso, alguns filmes eram anunciados nos jornais, especialmente na coluna de Chico Pop. Produ\u00e7\u00f5es como A Rozinha A\u00ed do Sert\u00e3o, Fracassou Meu Casamento e A Luta em Busca do Amor chegaram a ser divulgadas. No entanto, as exibi\u00e7\u00f5es aconteciam principalmente em escolas, sempre com algu\u00e9m de vigia na entrada, atento \u00e0 poss\u00edvel chegada surpresa da Pol\u00edcia Federal\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo inicialmente era composto por quatro jovens: Ant\u00f4nio Evangelista de Ara\u00fajo, Raimundo Ferreira, Ozenira Brito e Jo\u00e3o Batista de Assun\u00e7\u00e3o Marques, que no seu tempo livre, come\u00e7aram a criar novelas radiof\u00f4nicas. J\u00e1 em 1973, eles criaram efetivamente o Grupo ECAJA FILMES, que significa Est\u00fadio Cinematogr\u00e1fico Amador de Jovens Acreanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PACHAMAMA.jpg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4257\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PACHAMAMA.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PACHAMAMA.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PACHAMAMA.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PACHAMAMA.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Plateia comparecendo \u00e0 noite de abertura do Festival de Cinema Pachamama, em dezembro de 2024\/Cr\u00e9ditos: Hannah Lydia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar da paix\u00e3o pela arte, os jovens enfrentavam dificuldades, j\u00e1 que tinham poucos recursos financeiros e produzir cinema no Acre n\u00e3o era barato. Um empecilho era tamb\u00e9m a pr\u00f3pria censura da ditadura, que chegou a apreender o primeiro filme produzido por eles. Em entrevista ao historiador para a disserta\u00e7\u00e3o&nbsp; \u201c<em>Acre (anos) de Cinema\u201d: uma hist\u00f3ria quadro-a-quadro de jovens cineastas acreanos (1972-1982)<\/em>\u201d, Jo\u00e3o Batista relatou o ocorrido:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Ent\u00e3o fizemos o filme. A\u00ed fomos exibir em Brasil\u00e9ia, no dia 03 de julho de 1973, era anivers\u00e1rio de Brasil\u00e9ia. [&#8230;] Quando chegamos l\u00e1, a\u00ed exibimos o filme e muita gente, a cidade toda tava assistindo. Era coisa de cinco, seis mil pessoas. Quer dizer colocamos uma tela bem alta em cima de uma mesa, colocamos o banco l\u00e1 [&#8230;] a\u00ed toda a popula\u00e7\u00e3o assistindo foi uma maravilha [&#8230;] da\u00ed outro dia pegamos o carro de volta e a Pol\u00edcia Federal fez uma abordagem na estrada e perguntou de quem era o filme e tudo. N\u00f3s dissemos, \u2018o filme \u00e9 nosso. \u2013 cad\u00ea o certificado de censura?- Cad\u00ea o registro n\u00e3o sei do qu\u00ea? \u2013 Cad\u00ea isso?- Cad\u00ea aquilo?\u2019 N\u00e3o tinha nada. O resultado: prenderam o filme que ficou dez anos no Departamento de Pol\u00edcia Federal preso<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um Deserto Particular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como explicado pelo historiador, n\u00e3o houve uma censura direta que impedisse a realiza\u00e7\u00e3o dos filmes, mas um clima de censura que limitava a exibi\u00e7\u00e3o. O \u00fanico filme que foi alvo direto da repress\u00e3o foi \u201cFracassou Meu Casamento\u201d, o primeiro filme do ECAJA. Ap\u00f3s esse epis\u00f3dio, os membros passaram a ser mais cautelosos com suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cOutros grupos de cinema no estado tamb\u00e9m adotaram precau\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao que era exibido, embora festivais de cinema fossem promovidos pelo Sesc. Assim, a censura ao cinema no Acre foi mais indireta do que expl\u00edcita. No entanto, em outras formas de express\u00e3o art\u00edstica, como o teatro, a repress\u00e3o foi mais severa. As pe\u00e7as teatrais, por exemplo, precisavam ser submetidas previamente \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o dos censores antes de serem autorizadas para exibi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o cinema, por ser uma produ\u00e7\u00e3o mais amadora e sem um sistema formal de distribui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sofria o mesmo n\u00edvel de vigil\u00e2ncia direta sobre sua produ\u00e7\u00e3o\u201d, exemplifica Moreira.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NOITES-ALIENIGENAS.png?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4258\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NOITES-ALIENIGENAS.png?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NOITES-ALIENIGENAS.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NOITES-ALIENIGENAS.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NOITES-ALIENIGENAS.png?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Trecho do filme \u201cNoites Alien\u00edgenas\u201d, dirigido por S\u00e9rgio de Carvalho\/Cr\u00e9ditos: Saci Filmes e Vitrine Filmes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O professor finaliza reafirmando que, por meio de cineastas como S\u00e9rgio de Carvalho &#8211; que em 2022, recebeu 5 pr\u00eamios no Festival de Gramado pelo filme &#8220;Noites Alien\u00edgenas&#8221; -, Silvio Margarido, Rose Farias e tantos outros que est\u00e3o produzindo gra\u00e7as a leis de incentivo cultural como a Paulo Gustavo, o cinema acreano continua acontecendo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO cinema, ele \u00e9 uma mem\u00f3ria. \u00c9 uma das formas de mem\u00f3ria afetiva, essa mem\u00f3ria visual\u201d, finaliza.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa hist\u00f3ria se passa entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, grandes centros urbanos brasileiros, mas hist\u00f3rias de opress\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o provindas desse per\u00edodo hist\u00f3rico se multiplicam por todas as partes do pa\u00eds. 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