{"id":4176,"date":"2025-02-18T12:00:00","date_gmt":"2025-02-18T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4176"},"modified":"2025-02-27T08:52:41","modified_gmt":"2025-02-27T13:52:41","slug":"uma-vida-entre-fitas-cassetes-e-dvds","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=4176","title":{"rendered":"Uma vida entre fitas cassetes e DVDs"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Tonivan carrega a paix\u00e3o pelo cinema h\u00e1 mais de 50 anos. Pioneiro, trabalhou em filmes como \u201c<\/em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=d5TMzWf1GRU\"><em>Rosinha, a rainha do sert\u00e3o<\/em><\/a><em>\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Amanda Silva e Francisca Samiele<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rodeado por fitas cassetes e DVDs, no sil\u00eancio da Filmoteca Acreana, Ant\u00f4nio Evangelista, mais conhecido como Tonivan, relembra uma trajet\u00f3ria que se confunde com a hist\u00f3ria do cinema no Acre.&nbsp; Uma paix\u00e3o que teve in\u00edcio na adolesc\u00eancia quando come\u00e7ou a ler as revistas da m\u00e3e e fez dele ator, produtor e diretor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seu entusiasmo cresceu ainda mais ao fazer visitas \u00e0 R\u00e1dio Difusora Acreana, em 1970, pois gostava de acompanhar de perto tudo o que acontecia nos bastidores onde viu, pela primeira vez, um rolo de grava\u00e7\u00e3o de \u00e1udio. \u201cEu ficava impressionado com aquilo\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomes como Adalberto Queiroz e Jo\u00e3o Batista, o Teixeirinha do Acre, tornaram-se parceiros. Al\u00e9m da paix\u00e3o pela s\u00e9tima arte, dividiram com ele o rolo de grava\u00e7\u00e3o de alguns dos primeiros filmes gravados no estado. \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=d5TMzWf1GRU\">Rosinha, a rainha do sert\u00e3o<\/a>\u201d (1974) chegou a ser apresentado no 11\u00ba Festival do Cinema Brasileiro, evento realizado em Bras\u00edlia. A obra se destacou em grandes jornais como Correio Braziliense e Folha de S\u00e3o Paulo, chegando inclusive a Londres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, a esta\u00e7\u00e3o de R\u00e1dio Difusora j\u00e1 transmitia as novelas radiof\u00f4nicas. Os enredos eram hist\u00f3rias enviadas pelos ouvintes e, com isso, eram criados os personagens e todo o roteiro. Tonivan, entonando a voz no \u201cestilo radialista\u201d, envolta de nostalgia, recorda como eram feitos os pedidos: \u201cHist\u00f3rias amigas, hist\u00f3rias pungentes extra\u00eddas da vida real. Se voc\u00ea tem algum problema, nos escreva contando a sua hist\u00f3ria, n\u00f3s a <a href=\"https:\/\/www.dicio.com.br\/radiofonizaremos\/\">radiofonizamos<\/a> e enviaremos nossas palavras amigas. Hoje, vamos atender a ouvinte que nos escreveu a sua hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As radionovelas deixavam Ant\u00f4nio Evangelista encantado. Naquele momento, decidiu que era aquilo que queria para sua vida. Insistiu at\u00e9 seu pai lhe comprar um gravador port\u00e1til de rolo que encontrou \u00e0 venda. \u201cEra quase o mesmo da r\u00e1dio, s\u00f3 que era menor\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o demorou muito para surgir a primeira oportunidade. A R\u00e1dio Difusora estava precisando de ator para as radionovelas,\u00a0 Tonivan assumiu a vaga, dando in\u00edcio \u00e0 carreira de ator, mas em determinado momento foi informado que as radionovelas iam parar, o respons\u00e1vel pelas hist\u00f3rias viajaria. Desde ent\u00e3o, tentou gravar a pr\u00f3pria novela, mas a falta de estrutura e equipamentos adequados frustrou o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4180\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-2.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Ant\u00f4nio Evangelista. Foto: Amanda Silva \/Francisca Samiele<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O in\u00edcio do cinema e seus desafios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tonivan enfrentou muitos desafios pessoais. Al\u00e9m da ditadura, o pai n\u00e3o o apoiava sobre a ideia de investir no cinema. Tentava desencoraj\u00e1-lo ao afirmar que cinema n\u00e3o dava futuro. O sonho do pai era que o filho assumisse os neg\u00f3cios da fam\u00edlia. Mas sua m\u00e3e, que acreditava que poderia dar certo, o incentivava a continuar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos encontros em sua casa onde o grupo se juntava para os ensaios das radionovelas, Teixeirinha chega e lhe d\u00e1 uma boa not\u00edcia: \u201crapaz, n\u00f3s dever\u00edamos fazer cinema no Acre\u201d. Surpreso, ele achou ser mais uma das brincadeiras do amigo, mas quando se deu conta que falava s\u00e9rio, disse incr\u00e9dulo: \u201conde \u00e9 que n\u00f3s vamos fazer cinema no Acre?\u201d, querendo dizer que em um estado com pouca estrutura n\u00e3o teria essa possibilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Teixerinha continuou: \u201cfui na Joalheria Medeiros e descobri uma filmadora super 8 mil\u00edmetros, ele nos empresta desde que a gente v\u00e1 comprar os filmes virgens l\u00e1\u201d. A partir da\u00ed os primeiros filmes come\u00e7aram a surgir.<\/p>\n\n\n\n<p>O amigo, empolgado, logo escreveu a primeira hist\u00f3ria que levou o nome de \u201cFracassou Meu Casamento\u201d, em 1972. Tonivan atuou como coadjuvante, mas conta que o primeiro filme n\u00e3o deu muito certo, mas a experi\u00eancia serviu para aprender a fazer filmagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, por conta da ditadura, o primeiro filme e o projetor foram apreendidos pela Pol\u00edcia Federal, \u00e0 \u00e9poca era preciso ter uma empresa registrada com CNPJ e licenciamento. \u201cA gente tinha um cuidado, muito cuidado de n\u00e3o falar nada que ofendesse a ditadura\u201d, recorda. Mas o ocorrido foi inevit\u00e1vel.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 1973, os jovens amadores fundaram oficialmente o ECAJA- Est\u00fadio Cinematogr\u00e1fico Amador de Jovens Acreanos, a primeira equipe de produ\u00e7\u00e3o audiovisual do estado. O segundo filme, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=d5TMzWf1GRU\">Rosinha, a rainha do sert\u00e3o<\/a>\u201d (1974), foi filmado com uma c\u00e2mera de 8 mil\u00edmetros. A produ\u00e7\u00e3o foi bem-sucedida e passou a ser reproduzida nos munic\u00edpios pr\u00f3ximos a Rio Branco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros filmes foram produzidos pelo grupo e, ao ser indagado sobre seu filme favorito, sorrindo, diz que \u00e9 &#8220;Uma realidade em conflito\u201d, \u00a0lan\u00e7ado em 1979. A obra conta a hist\u00f3ria de um acreano \u2018p\u00e9 no ch\u00e3o\u2019 que acerta na loteria e investe no pr\u00f3prio estado. Ele justifica seu favoritismo pois al\u00e9m de diretor e gal\u00e3, no enredo declarava seu desejo de desenvolvimento para o Acre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4182\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Foto-3.jpeg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Amanda Silva \/Francisca Samiele<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O cinema nos munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A televis\u00e3o ainda n\u00e3o havia chegado ao Acre, mas Tonivan e seu grupo passaram a levar \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=d5TMzWf1GRU\">Rosinha, a rainha do sert\u00e3o<\/a>\u201d ao interior e fazer a alegria das comunidades, pois isso o cinema era algo, \u00e0 \u00e9poca, inacess\u00edvel \u00e0s fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, eles pr\u00f3prios saiam de porta em porta convidando as pessoas para assistirem. Ap\u00f3s um tempo, j\u00e1 com certa fama, quando o grupo chegava nas cidades era recebido como celebridades. Quando eramos vistos chegando nos lugares as pessoas j\u00e1 gritavam: \u201cei, tem cinema hoje?\u201d. Quando a resposta era positiva os pr\u00f3prios cidad\u00e3os passavam nas casas chamando todo mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>As proje\u00e7\u00f5es improvisadas eram feitas na Escola Franklin Roosevelt, no munic\u00edpio de Pl\u00e1cido de Castro, aos s\u00e1bados e domingos. Eram duas proje\u00e7\u00f5es por dia, dependendo do filme, porque lotava e a sala era pequena. O valor do ingresso era algo simb\u00f3lico. Ele menciona que sempre se sentiu realizado em ver a alegria das pessoas ao ter acesso a algo t\u00e3o importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo dia, durante uma das sess\u00f5es, Adalberto grita: \u201cPara! Para! Para! cancela tudo, a Pol\u00edcia Federal! Passa tudo pela janela para eles n\u00e3o verem!\u2019\u2019. Com medo de uma nova apreens\u00e3o, todas \u00e0s vezes que tinha cinema algu\u00e9m ficava observando se a viatura da pol\u00edcia se aproximava. E ficou assim at\u00e9 o regime militar acabar, pois n\u00e3o eram permitidas reuni\u00f5es sem autoriza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando acabou a ditadura, Geraldo Mesquita, ent\u00e3o governador do Acre, deu oportunidade ao cinema. Em mar\u00e7o de 1983 foi oficializada a Filmoteca Acreana, localizada no pr\u00e9dio da Biblioteca P\u00fablica e onde desde a cria\u00e7\u00e3o Ant\u00f4nio Evangelista trabalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretor do local, diz que n\u00e3o consegue se ver longe do cinema, uma paix\u00e3o que faz seu cora\u00e7\u00e3o bater mais forte. A Filmoteca se tornou seu pal\u00e1cio. Ele confessa que j\u00e1 recusou uma proposta de emprego e que hoje poderia estar formado em Direito, mas fala com orgulho que n\u00e3o se arrepende.<\/p>\n\n\n\n<p>Tonivan ainda nutre o sonho de revelar todo o potencial do Acre por meio de uma obra totalmente local. \u201cEu queria fazer um filme para mostrar que a gente tem condi\u00e7\u00f5es de fazer um filme, n\u00e3o \u00e9?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repress\u00e3o pol\u00edtica e as barreiras pessoais, sua contribui\u00e7\u00e3o para o cinema acreano foi significativa, at\u00e9 mesmo para a forma\u00e7\u00e3o da identidade cultural local. Ant\u00f4nio Evangelista diz a seguinte frase: \u201cA cultura prepara para um mundo melhor, e o Acre come\u00e7ou a mudar tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tonivan carrega a paix\u00e3o pelo cinema h\u00e1 mais de 50 anos. 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