{"id":3992,"date":"2024-04-01T11:00:00","date_gmt":"2024-04-01T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3992"},"modified":"2024-04-01T07:43:06","modified_gmt":"2024-04-01T12:43:06","slug":"cineasta-acreana-vai-dirigir-documentario-sobre-mulheres-no-carcere-intitulado-amor-bandido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3992","title":{"rendered":"Cineasta Acreana vai dirigir document\u00e1rio sobre mulheres no c\u00e1rcere intitulado &#8220;Amor Bandido&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Projeto no seguimento do audiovisual foi apresentado no edital da Lei Paulo Gustavo e a autora aguarda resultado para seguir na sua produ\u00e7\u00e3o <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Enilson Amorim<\/p>\n\n\n\n<p>A cineasta e historiadora acreana Kelen Gleysse Maia dirigir\u00e1 o document\u00e1rio &#8220;Amor Bandido&#8221;, que abordar\u00e1 a hist\u00f3ria de mulheres envolvidas em crimes motivados pela influ\u00eancia de seus companheiros. Segundo a autora, o projeto est\u00e1 em fase inicial, mas as pesquisas para a realiza\u00e7\u00e3o do filme est\u00e3o bem avan\u00e7adas. &#8220;Para voc\u00ea ter uma ideia, o Brasil possui a terceira maior popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do mundo, conforme uma pesquisa nacional realizada em 2022. No Acre, dados oficiais indicam um aumento gradual no n\u00famero de mulheres reclusas, totalizando 231, sendo 193 em Rio Branco, 17 em Cruzeiro do Sul e 21 em Tarauac\u00e1, sem contar aquelas em que est\u00e3o em regime aberto e semiaberto, sob Monitoramento Eletr\u00f4nico Penitenci\u00e1rio&#8221;, comenta a cineasta e pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Kelen Gleysse Maia Andrade acumula experi\u00eancia em pesquisa com grupos silenciados desde seus estudos de hist\u00f3ria at\u00e9 o mestrado em linguagens e identidades pela Universidade Federal do Acre (Ufac). &#8220;J\u00e1 realizei diversos trabalhos com comunidades isoladas em seringais distantes e outros grupos esquecidos pelo Estado. Minhas incurs\u00f5es nas tem\u00e1ticas voltadas para as mulheres come\u00e7aram com meu primeiro trabalho no audiovisual, chamado &#8216;Mulheres Lavandeiras&#8217;, exibido no Segundo FestCineMulher &#8211; edi\u00e7\u00e3o 2022 realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Acreana de Cinema (Asacine). A partir desses trabalhos audiovisuais, surgiu a ideia de realizar o document\u00e1rio &#8216;Amor Bandido&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"984\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Amor-bandido-Kelen-Gleysse.jpeg?resize=740%2C984&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3993\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Amor-bandido-Kelen-Gleysse.jpeg?resize=770%2C1024&amp;ssl=1 770w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Amor-bandido-Kelen-Gleysse.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Amor-bandido-Kelen-Gleysse.jpeg?resize=768%2C1022&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Amor-bandido-Kelen-Gleysse.jpeg?w=962&amp;ssl=1 962w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Cineasta produzir\u00e1 curta que narra as hist\u00f3rias de mulheres encarceradas no Acre. Foto: Cedida<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No roteiro do novo document\u00e1rio, a cineasta pretende denunciar as dificuldades e a neglig\u00eancia do poder p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o a essas mulheres encarceradas, destacando que muitas s\u00e3o esposas, m\u00e3es de fam\u00edlia pobres que foram separadas de seus filhos e enfrentam diversos tipos de preconceitos dentro dos pres\u00eddios. &#8220;S\u00e3o donas de casa que se veem largadas nos pres\u00eddios, frequentemente sem garantias de sa\u00fade, higiene e prote\u00e7\u00e3o, violando seus direitos fundamentais e humanos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A cineasta planeja revelar tamb\u00e9m que essas mulheres, frequentemente sem instru\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e estrutura familiar adequada, s\u00e3o alojadas em pres\u00eddios insalubres, escuros e malcheirosos, sem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de higiene nas celas e com uma alimenta\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. Elas acabam nesses pres\u00eddios por influ\u00eancia de seus companheiros, que, direta ou indiretamente, as levam ao crime devido \u00e0 depend\u00eancia emocional e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio n\u00e3o busca justificar pr\u00e1ticas criminosas, mas sim abrir espa\u00e7o para novas perspectivas, estimulando discuss\u00f5es na sociedade e promovendo a reflex\u00e3o sobre a vulnerabilidade social vivenciada pelas mulheres encarceradas atualmente. Acima de tudo, pretende assegurar que as vozes dessas mulheres n\u00e3o sejam silenciadas. &#8220;Este curta-metragem se compromete a dar voz a elas e influenciar o poder p\u00fablico a adotar uma abordagem mais humanista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 causa das mulheres encarceradas no Acre e no Brasil. E, principalmente, alertar outras mulheres a n\u00e3o entrarem no mundo do tr\u00e1fico e destacar que o crime n\u00e3o compensa&#8221;, conclui a pesquisadora e cineasta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto no seguimento do audiovisual foi apresentado no edital da Lei Paulo Gustavo e a autora aguarda resultado para seguir na sua produ\u00e7\u00e3o Por Enilson Amorim A cineasta e historiadora acreana Kelen Gleysse Maia dirigir\u00e1 o document\u00e1rio &#8220;Amor Bandido&#8221;, que abordar\u00e1 a hist\u00f3ria de mulheres envolvidas em crimes motivados pela influ\u00eancia de seus companheiros. 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