{"id":3858,"date":"2024-02-22T12:41:48","date_gmt":"2024-02-22T17:41:48","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3858"},"modified":"2024-02-22T16:43:28","modified_gmt":"2024-02-22T21:43:28","slug":"mulheres-jornalistas-superam-dificuldades-e-levantam-questoes-importantes-para-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3858","title":{"rendered":"Mulheres jornalistas superam dificuldades e levantam quest\u00f5es importantes para a sociedade"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo<em> (<\/em>Abraji) mostrou que em 2021 49% das mulheres jornalistas sofreram ataques de g\u00eanero sendo desqualificadas com ofensas e xingamentos. No meio digital, o n\u00famero sobe para 56,76%. Em uma \u00e1rea historicamente dominada por vozes masculinas, apesar das dificuldades as mulheres est\u00e3o se destacando cada vez em maior n\u00famero e trazendo \u00e0 luz tem\u00e1ticas importantes para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Juliana Lof\u00eago, professora do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre, diz que a presen\u00e7a das mulheres est\u00e1 influenciando na cobertura de quest\u00f5es sociais, culturais e pol\u00edticas. Para Lof\u00eago, elas t\u00eam desempenhado um papel significativo em destacar quest\u00f5es de viol\u00eancia contra mulheres e ass\u00e9dio, garantindo que essas problem\u00e1ticas n\u00e3o sejam esquecidas ou minimizadas pela m\u00eddia. \u201cCom o avan\u00e7o do movimento feminista e as mudan\u00e7as sociais, as mulheres jornalistas t\u00eam sido influenciadas a trazer \u00e0 tona essas quest\u00f5es, mesmo que isso n\u00e3o tenha sido comum no in\u00edcio de suas carreiras\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Consuela Ara\u00fajo \u00e9 jornalista formada pela Ufac e atua na \u00e1rea de assessoria de imprensa, ela relata que como jornalista mulher enfrentou estere\u00f3tipos de g\u00eanero e discrimina\u00e7\u00e3o ao longo da carreira, principalmente fora do jornalismo. J\u00e1 no telejornalismo, outro campo onde atuou,&nbsp; diz ter sido bem acolhida por colegas e pela comunidade, entretanto considera que a busca pela igualdade de oportunidades continua sendo uma luta constante. Ara\u00fajo aconselha as futuras profissionais a buscarem aprimoramento, construir uma rede de contatos s\u00f3lida e manter a paix\u00e3o pela verdade e pela narrativa honesta. \u201cAcreditar na import\u00e2ncia do jornalismo local \u00e9 essencial para contribuir significativamente para a sociedade acreana\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Servidora concursada do Estado, a jornalista Andreia Nobre relata que um grande desafio que enfrentou na carreira profissional foi quando se tornou m\u00e3e, pois teve que conciliar a maternidade e o trabalho. Ela acredita que esse seja um desafio para as mulheres em qualquer carreira e tamb\u00e9m para as que trabalham no setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das contribui\u00e7\u00f5es significativas das mulheres para abordar agendas importantes a serem discutidas na sociedade, a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a sua capacidade profissional ainda \u00e9 uma realidade. Ana Paula Melo, estudante do terceiro per\u00edodo do curso de Jornalismo, trabalha como estagi\u00e1ria no jornal Cidade Alerta, ela diz que percebeu que h\u00e1 um preconceito dentro da universidade pelo fato de ser uma mulher estudante de Jornalismo. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 vi algumas pessoas torcerem a cara num tom de desconfian\u00e7a quando falo que fa\u00e7o Jornalismo. Alguns j\u00e1 dizem que somos compradas, e, \u00e0s vezes, por ser mulher, dizem que ao inv\u00e9s de buscar informa\u00e7\u00f5es, buscamos fofoca. Em rodinha de amigos, embora ainda seja estagi\u00e1ria, j\u00e1 fui questionada se algum pol\u00edtico me paga para fazer mat\u00e9ria sobre ele. Ser\u00e1 se eu n\u00e3o tenho capacidade para escrever sobre pol\u00edtica? S\u00e3o reflex\u00f5es que sempre me questiono, afinal, ser mulher \u00e9 ter a sua capacidade sempre questionada\u201d. Ela acredita que o maior desafio \u00e9 alcan\u00e7ar credibilidade equivalente a dos homens e enfatiza a import\u00e2ncia de inserir mais mulheres em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>Texto produzido pelos acad\u00eamicos<\/em><em> <\/em><em>Ana Caroline Santiago, Adriely Gurgel, Maria Eduarda Melo, Rian Pablo de Oliveira e J\u00falia Andrade.&nbsp;A produ\u00e7\u00e3o faz parte da disciplina Fundamentos do Jornalismo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) mostrou que em 2021 49% das mulheres jornalistas sofreram ataques de g\u00eanero sendo desqualificadas com ofensas e xingamentos. No meio digital, o n\u00famero sobe para 56,76%. Em uma \u00e1rea historicamente dominada por vozes masculinas, apesar das dificuldades as mulheres est\u00e3o se destacando cada vez em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":3859,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3,1],"tags":[8],"coauthors":[136],"class_list":["post-3858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","category-ultimas-noticias","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-3.jpeg?fit=789%2C925&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3858"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3864,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3858\/revisions\/3864"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3858"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=3858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}