{"id":3841,"date":"2024-02-21T11:00:00","date_gmt":"2024-02-21T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3841"},"modified":"2024-02-21T17:30:01","modified_gmt":"2024-02-21T22:30:01","slug":"integracao-dos-povos-originarios-na-midia-e-instrumento-de-luta-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3841","title":{"rendered":"Integra\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios na m\u00eddia \u00e9 instrumento de luta e resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Forma\u00e7\u00e3o para juventude dos povos origin\u00e1rios acreanos em projeto da Ufac alia luta por direitos com visibilidade na m\u00eddia&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Sarah Helena e T\u00e1cila Matos<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das narrativas que circulam hoje sobre a hist\u00f3ria dos povos origin\u00e1rios \u00e9 contada ainda atrav\u00e9s do ponto de vista colonizador, ou seja, n\u00e3o partem do olhar ind\u00edgena. Desta forma, estere\u00f3tipos e viol\u00eancias s\u00e3o passadas \u00e0 frente, sem que uma reflex\u00e3o seja feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraponto, a comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena vem se fortalecendo cada vez mais nos \u00faltimos anos, dentro de m\u00eddias como a r\u00e1dio, cinema, internet, redes sociais e imprensa, a fim de transformar essa realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O acreano Tarisson Nawa, pertencente ao povo Nawa, do Vale do Juru\u00e1, jornalista da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e doutorando em Antropologia Social, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que apenas com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 o estado passa a reconhecer as formas de governo ind\u00edgena e, a partir da\u00ed, surgem v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es representando seus povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o nascimento e estrutura\u00e7\u00e3o dessas organiza\u00e7\u00f5es, bem como o maior acesso a tecnologias digitais a partir dos anos 2000, o jornalista diz que a comunica\u00e7\u00e3o se tornou uma \u00e1rea chave de atua\u00e7\u00e3o dos povos para reconhecimento de direitos.\u201cE a\u00ed voc\u00ea vai ter alguns setores de comunica\u00e7\u00e3o sendo formados dentro dessas organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas para fortalecer e amplificar as vozes dos povos ind\u00edgenas pelos pr\u00f3prios povos ind\u00edgenas\u201d acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m afirma que a inclus\u00e3o no sistema de cotas foi fundamental para a entrada dos povos origin\u00e1rios no ensino superior e a comunica\u00e7\u00e3o se beneficiou com isso. Mas ainda \u00e9 pouco, visto que existem, segundo ele, apenas cerca de 30 ind\u00edgenas jornalistas formados no Brasil inteiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como ind\u00edgena jornalista, Nawa expressa seu desejo de que os povos origin\u00e1rios deixem de ser apenas personagens das not\u00edcias e passem a ser os autores e fontes especializadas nas mais diversas \u00e1reas de profiss\u00e3o e que a partir dessa presen\u00e7a, as representa\u00e7\u00f5es negativas na m\u00eddia se transformem em positivas. \u201cO que a gente v\u00ea hoje, \u00e9 uma atua\u00e7\u00e3o muito forte dos comunicadores ind\u00edgenas para tentar superar essa defici\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o enfrentada pelos povos ind\u00edgenas do ponto de vista profissional t\u00e9cnico\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cA comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena ganhou o mundo&#8221; <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Rasu Inu Bake Huni Kui, professor e doutorando no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Linguagem Identidade (PPGLI), acrescenta que \u201ccome\u00e7ou l\u00e1 com os jesu\u00edtas, depois veio os antrop\u00f3logos, mission\u00e1rios, soci\u00f3logos e v\u00e1rias outros pesquisadores, e entraram nas comunidades e come\u00e7aram a escrever sobre os povos ind\u00edgenas. Nessa \u00e9poca poucos ind\u00edgenas falavam o portugu\u00eas (&#8230;) E o pesquisador acabava entendendo do jeito dele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do contexto hist\u00f3rico de invisibilidade e estereotipa\u00e7\u00e3o dos povos nativos nas m\u00eddias tradicionais, os comunicadores j\u00e1 reconhecem os avan\u00e7os por eles alcan\u00e7ados e o in\u00edcio de uma mudan\u00e7a maior neste cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos do projeto de extens\u00e3o da Ufac, Comunicadores Ind\u00edgenas, mant\u00eam uma vis\u00e3o otimista da trajet\u00f3ria dos direitos e integra\u00e7\u00e3o na m\u00eddia. Morador da Terra ind\u00edgena Nukini, no munic\u00edpio de M\u00e2ncio Lima, Unhepa Nukini afirma que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que a comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena ganhou o mundo. Se voc\u00ea reparar, o Instagram, Facebook, tudo tem ind\u00edgena trabalhando na comunica\u00e7\u00e3o\u201d. Samsara Nukini concorda: \u201choje o que eu vejo \u00e9 que n\u00f3s somos uma pot\u00eancia mesmo, n\u00f3s todos, n\u00e3o s\u00f3 os povos ind\u00edgenas, mas quem protege a Floresta Amaz\u00f4nica, quem \u00e9 em prol desse grande verde do nosso Brasil\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do projeto, professora Juliana Lofego, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac), pontua a centralidade do projeto: \u201cOs ind\u00edgenas s\u00e3o pouco representados na m\u00eddia tradicional, ent\u00e3o, \u00e9 um fortalecimento para a visibilidade fazerem comunica\u00e7\u00e3o a partir das vozes deles. Para terem essa consci\u00eancia de que a voz deles \u00e9 importante e que eles podem fazer a pr\u00f3pria m\u00eddia\u201d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto prop\u00f5e uma s\u00e9rie de atividades formativas no \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o digital, a fim de fortalecer a juventude ind\u00edgena, mais inclinada e ligada \u00e0s tecnologias, para que possam usar diferentes plataformas como apoio nas lutas por direitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o de Comunicadores Ind\u00edgenas no Acre<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos a Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Ind\u00edgena do Acre (CPI-Acre) tomou a iniciativa de fortalecer o cen\u00e1rio da comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no estado. O projeto Curso Comunicadores Ind\u00edgenas teve in\u00edcio em 2021, com idealiza\u00e7\u00e3o de Vera Olinda e Leilane Marinho, respectivamente, coordenadora e assessora de imprensa da CPI-Acre, e da professora Juliana Lofego, que oficializou o projeto de extens\u00e3o na Ufac em 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades come\u00e7aram em dezembro de 2021, em meio a pandemia, com aulas b\u00e1sicas de no\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o. A cada ano, o projeto adicionava novas oficinas, para desenvolver habilidades de redes sociais, fotografia, edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos, etc<\/p>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa Oficina de Comunicadores Ind\u00edgenas (2023) contou com a participa\u00e7\u00e3o de 13 ind\u00edgenas dos povos Manchineri, Huni Ku\u0129, Yawanaw\u00e1, Nukini e Puyanawa, das Terras Ind\u00edgenas: Rio Greg\u00f3rio, Mamoadate, Kaxinaw\u00e1 do Alto Rio Jord\u00e3o, Poyanawa, Nukini e Kaxinaw\u00e1 da Praia do Carapan\u00e3 e contou com a colabora\u00e7\u00e3o da produtora paraense Na Cuia na assessoria \u00e0s redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, realizada em setembro de 2023, teve como objetivo a montagem de dois produtos: o Podcast Vozes da Floresta e a cria\u00e7\u00e3o da Rede de Comunicadores Ind\u00edgenas do Acre. O primeiro, com  narra\u00e7\u00e3o e trilha sonora feitas pelos pr\u00f3prios alunos, est\u00e1 dispon\u00edvel no Spotify e a Rede teve defini\u00e7\u00e3o de diretrizes e confec\u00e7\u00e3o de perfil nas redes sociais disponibilizado na plataforma Instagram (links ao final). Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m promoveu a mostra de audiovisuais ind\u00edgenas do Acre, o \u201cCinedebate: vozes da floresta\u201d, no bloco de Jornalismo da Ufac.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uhnepa Nukini foi um dos primeiros a participar do projeto, desde o ano de 2021, hoje ele j\u00e1 auxilia os mais novos, enquanto continua no desenvolvimento das ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o. Ele fala que alguns, no in\u00edcio, eram t\u00edmidos, mas ao longo do tempo isso mudou. \u201cA gente foi trabalhando isso (a timidez) aos poucos e os meninos t\u00e3o se soltando, a gente v\u00ea isso, cada dia evoluindo mais dentro deles. E eles t\u00e3o querendo trabalhar com comunica\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 bonito (&#8230;). A gente v\u00ea isso nas apresenta\u00e7\u00f5es, no andamento dos trabalhos, no esfor\u00e7o de sair de territ\u00f3rios, que gasta quase dois dias pra chegar num munic\u00edpio e depois pegar carro, avi\u00e3o, pra chegar em Rio Branco, deixando fam\u00edlias l\u00e1\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220.jpg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3844\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0220-scaled.jpg?w=2220&amp;ssl=1 2220w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Alunos participando da Oficina na Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Ind\u00edgena do Acre. Foto: Sarah Helena<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>CPI- Acre tamb\u00e9m tem papel de estimular jovens ind\u00edgenas nas lutas pol\u00edticas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A jovem comunicadora, Samsara Nukini, da Aldeia Pan\u00e3, Terra Ind\u00edgena Nukini, chegou \u00e0 CPI-Acre em maio de 2023. Al\u00e9m dos ensinamentos sobre comunica\u00e7\u00e3o e tecnologia, ela relata que somente ap\u00f3s ingressar \u00e9 que tomou conhecimento de quest\u00f5es pol\u00edticas importantes como a tese do Marco Temporal, a\u00e7\u00e3o que tramitou no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) e que diz respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es para demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas. A partir disso, Samsara Nukini viu a import\u00e2ncia das manifesta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pelas redes sociais, j\u00e1 que nem todos poderiam reivindicar os direitos presencialmente em Bras\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto est\u00e1 se expandindo para al\u00e9m do planejado. \u201cA gente volta pro territ\u00f3rio, leva as informa\u00e7\u00f5es, e vai l\u00e1 e trabalha. Hoje tem a possibilidade de criar coletivos, hoje j\u00e1 tem o coletivo da aldeia da Messiany, que \u00e9 Huni Kuin, ela tem o coletivo das mulheres e partiu desse projeto da comunica\u00e7\u00e3o. Hoje, dentro do territ\u00f3rio Nukini, a gente t\u00e1 dando andamento na cria\u00e7\u00e3o do projeto de comunica\u00e7\u00e3o da Saga Produ\u00e7\u00e3o Territ\u00f3rio. \u00c9 um grupo que a gente t\u00e1 fazendo de juventude, s\u00e3o 16 participantes. Hoje \u00e9 metade homem, metade mulher [&#8230;]\u201d, conta o aluno Uhnepa Nikini.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projeto proporciona troca de conhecimentos entre ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, \u201c\u00c9 um momento de sair da nossa bolha\u201d, diz colaboradora do projeto<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A estudante do curso de Jornalismo da Ufac e colaboradora do projeto, Ludymila Maia, afirma que sua experi\u00eancia com os comunicadores ind\u00edgenas lhe proporcionou esclarecimento, possibilitando que enxergasse outras realidades: \u201c\u00e9 um momento de sair da nossa bolha\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela refor\u00e7a o quanto a rotina de trabalho e estudos na cidade nos prende a nossa pr\u00f3pria narrativa e impede de olhar al\u00e9m, de enxergar as dores e causas daqueles que vivem uma realidade diferente. Al\u00e9m disso, ainda critica a sociedade, que tende a \u201colhar com maus olhos uma coisa que eles nem entendem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre isso, a professora Lofego afirma&nbsp; sempre ter cuidado com a escuta, de tentar entender quais s\u00e3o as demandas e as experi\u00eancias dos diferentes povos, para enfim, trazer um conte\u00fado para ser aplicado nas atividades do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quest\u00e3o, ela tem como inspira\u00e7\u00e3o a CPI-Acre, j\u00e1 com 40 anos de experi\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, com forma\u00e7\u00e3o de professores e agentes agroflorestais, bem como no trabalho chamado de \u201cexperi\u00eancia de autoria\u201d, incentiva publica\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas, pesquisas, relat\u00f3rios e audiovisuais ind\u00edgenas, com valoriza\u00e7\u00e3o da l\u00ednguas maternas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"562\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0379.jpg?resize=740%2C562&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3843\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0379.jpg?w=750&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_0379.jpg?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Cine-debate com o antrop\u00f3logo Terri Aquino e a turma dos comunicadores ind\u00edgenas. Foto: Ila Verus<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O conjunto das oficinas de comunica\u00e7\u00e3o apresentou aos jovens ind\u00edgenas participantes outras formas de resistir, de lutar e fazer incid\u00eancia pol\u00edtica, mostrando ao mundo sua cultura, suas causas e o cotidiano de seus territ\u00f3rios, atrav\u00e9s da internet, redes sociais e m\u00eddias digitais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m apresentou aos bolsistas, colaboradores e professores, novas perspectivas e oportunidades de expandir seus horizontes e tamb\u00e9m aprender com seus alunos. Como disse a professora Juliana Lofego: \u201c \u00e9 um aprendizado pra gente tamb\u00e9m, de entender que eles v\u00eaem uma comunica\u00e7\u00e3o muito mais conectada com a natureza, e que a gente, enquanto cidad\u00e3o urbano, se descolou disso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem comunicadora Samsara Nukini reflete sobre a import\u00e2ncia do projeto, \u201cpra mim foi ajudar a proteger o meu territ\u00f3rio, ajudar como lideran\u00e7a, como usar a tecnologia, como usar um aparelho celular, como usar redes sociais em prol do meu territ\u00f3rio, em prol da ajuda dos povos ind\u00edgenas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/02bb8b8a-7318-445d-a213-99baf4e566ba.jpg?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3842\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/02bb8b8a-7318-445d-a213-99baf4e566ba.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/02bb8b8a-7318-445d-a213-99baf4e566ba.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/02bb8b8a-7318-445d-a213-99baf4e566ba.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><em>Foto: Ila Verus<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Redes Sociais ind\u00edgenas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Rede de Comunicadores Ind\u00edgenas do Acre- @comunicadoresindigenasdoac Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Ind\u00edgenas do Acre- @proindigenasacre&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coletivo dos Estudantes Ind\u00edgenas da Ufac- @ceiufac&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira- @coiabamazonia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Forma\u00e7\u00e3o para juventude dos povos origin\u00e1rios acreanos em projeto da Ufac alia luta por direitos com visibilidade na m\u00eddia&nbsp; Por Sarah Helena e T\u00e1cila Matos A maior parte das narrativas que circulam hoje sobre a hist\u00f3ria dos povos origin\u00e1rios \u00e9 contada ainda atrav\u00e9s do ponto de vista colonizador, ou seja, n\u00e3o partem do olhar ind\u00edgena. 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