{"id":3814,"date":"2024-02-16T12:00:00","date_gmt":"2024-02-16T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3814"},"modified":"2024-02-16T11:49:41","modified_gmt":"2024-02-16T16:49:41","slug":"produtores-musicais-um-novo-movimento-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3814","title":{"rendered":"Produtores musicais: um novo movimento cultural"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Distante dos t\u00edpicos g\u00eaneros musicais presentes na cultura acreana, a produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica local mostra ind\u00edcios para o experimental e se aproxima de novos g\u00eaneros.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Matheus Miranda e Kenno Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a m\u00fasica chegar ao seu formato final, h\u00e1 uma engenharia de produ\u00e7\u00e3o: os processos de mixagem, edi\u00e7\u00e3o, recria\u00e7\u00e3o e tratamentos sonoros s\u00e3o realizados pelo produtor musical, respons\u00e1vel pela montagem t\u00e9cnica. No Acre, a produ\u00e7\u00e3o musical segue um movimento que alimenta a cultura do estado, com ritmos amplamente consumidos pelos jovens, como o Hip Hop, Trap, Techno, Funk e Pop.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ser produtor, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, existem outros m\u00e9todos, como vias alternativas. Seja um desejo estimulado pela fam\u00edlia e amigos ou um <em>hobbie <\/em>que vai se desenvolvendo na vida e esse foi o caso do jovem Fitzgerald Leite de Oliveira, 27 anos, produtor musical e acreano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"722\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_2197.jpg?resize=740%2C722&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3819\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_2197.jpg?w=750&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_2197.jpg?resize=300%2C293&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Atuando profissionalmente como produtor musical desde 2020, Fitz, como \u00e9 conhecido, \u00e9 um artista e produtor que desde muito novo vivia em meio \u00e0 m\u00fasica, fazendo covers para a Internet e cantando em bares, al\u00e9m de compor suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. Foto: Cedida.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em parceria com amigos, lan\u00e7ou duas faixas autorais a partir de 2019, ano em que come\u00e7ou sua dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica. Desde ent\u00e3o, seus projetos est\u00e3o voltados para os g\u00eaneros Trap e Hip Hop.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esses dois primeiros projetos, produzidos com pessoas daqui do Estado, me impulsionaram e abriram a minha mente para a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o. Vi que mesmo com poucos recursos, havia essa possibilidade&#8221;, diz Fitz, que conta com mais de 20 projetos publicados e um montante de 51,2 mil <em>streams, <\/em>somente no Spotify.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante de Hist\u00f3ria Pedro Souza Mesquita, 19 anos, \u00e9 outro jovem produtor musical do Acre que teve o maior contato com o setor no in\u00edcio do per\u00edodo pand\u00eamico da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">. \u201cNesse meio-tempo eu conheci minha melhor amiga, que me apresentou v\u00e1rios nichos de estilos musicais, e eu acabei come\u00e7ando a escutar muitas m\u00fasicas diferentes. E foi a\u00ed que comecei a entender como uma m\u00fasica era formada\u201d, explica ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?resize=640%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3818\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?resize=640%2C1024&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?resize=188%2C300&amp;ssl=1 188w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?resize=768%2C1229&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?resize=960%2C1536&amp;ssl=1 960w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-2.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Com projetos em andamento, o produtor Pedro Mesquita abra\u00e7a um novo movimento da m\u00fasica eletr\u00f4nica, onde a distor\u00e7\u00e3o dos sons faz parte da est\u00e9tica sonora. Foto: Cedida.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pedro Mesquita relata o seu primeiro momento com a produ\u00e7\u00e3o musical e diz que ficou fascinado pela malha t\u00e9cnica que h\u00e1 em uma m\u00fasica. Somente ap\u00f3s se atentar aos processos criativos dos materiais que consumia, viu a possibilidade de atua\u00e7\u00e3o. Era o que ele precisava experienciar, segundo o estudante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cProcurava muitos v\u00eddeos na internet, testava os instrumentos virtuais, os efeitos sonoros, sozinho. Eu ia experimentando tudo. Daqui a pouco, vai fazer quatro anos que produzo m\u00fasica sozinho em casa pelo meu tablet, celular, notebook.\u201d, explica o produtor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o jovem conta com oito faixas autorais publicadas na sua conta do SoundCloud. Com muitas refer\u00eancias do Pop e Trance (vertente europeia da m\u00fasica eletr\u00f4nica), destaca ainda as suas tr\u00eas maiores refer\u00eancias na ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, a colombiana Arca, a islandesa Bj\u00f6rk e a escocesa SOPHIE. Ambas produtoras musicais que partem do segmento experimental moderno da m\u00fasica eletr\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome.png?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3817\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>A produtora SOPHIE \u00e9&nbsp; citada como refer\u00eancia de Pedro Mesquita. Vanguardista do movimento musical Hyperpop, ela foi uma das respons\u00e1veis por reformular a est\u00e9tica sonora da m\u00fasica pop e eletr\u00f4nica.&nbsp;Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Internet.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diogo Jos\u00e9 de Souza Santos, 17 anos, \u00e9 outro produtor rio-branquense que come\u00e7ou usando aplicativos de produ\u00e7\u00e3o musical no celular, inicialmente como brincadeira, igual a muitos profissionais iniciaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMinha fam\u00edlia sempre teve uma liga\u00e7\u00e3o muito forte com m\u00fasica, minha m\u00e3e \u00e9 cantora, meu irm\u00e3o instrumentista. Com isso, baixei um aplicativo de produ\u00e7\u00e3o musical e comecei brincar com os instrumentos, sempre tendo como inspira\u00e7\u00e3o artistas experimentais que saiam da linha de produ\u00e7\u00e3o musical convencional\u201d, comenta Diogo Santos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-1.png?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3816\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-1.png?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-1.png?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-1.png?w=1025&amp;ssl=1 1025w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Com uma produ\u00e7\u00e3o que mescla instrumentos \u201corg\u00e2nicos\u201d com sons sintetizados, Diogo Jos\u00e9 se inspira em nomes conhecidos do cen\u00e1rio experimental da m\u00fasica brasileira e internacional.&nbsp; Foto: Cedida.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm quest\u00e3o de artistas nacionais, gosto muito da Let\u00edcia Novaes (Letrux) e Kiko Dunicci, a banda Boogarins e produtores de funk como D. Silvestre e DJ Brunin XM. J\u00e1 em \u00e2mbito internacional tenho como refer\u00eancia principalmente Bj\u00f6rk e outros artistas como SOPHIE, M83, Aphex Twin, Tame Impala\u201d, diz o produtor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Luz verde para um novo cen\u00e1rio musical local&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pesquisa realizada pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica (IFPI), em 2021, o Brasil foi o pa\u00eds latino com o maior mercado musical, e um dos mais robustos do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica movimenta a economia, gera empregos e modula a cultura aos encaixes geracionais de cada tempo e lugar e \u00e9 constantemente conciliada atrav\u00e9s de diferentes linhas est\u00e9ticas de express\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o humana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu consumo rompe as barreiras do ouvir e propicia novas experi\u00eancias coletivas al\u00e9m de possibilitar oportunidades de um futuro diferente para aqueles que buscam um aprofundamento t\u00e9cnico e profissional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a facilidade promovida pelas plataformas de <em>streaming<\/em>, \u00e9 poss\u00edvel o encontro de arsenais de projetos musicais concentrados em plataformas como o SoundCloud e Spotify, que s\u00e3o redes sociais que possibilitam a fuga das burocracias geridas pelas grandes gravadoras. Basta&nbsp; que os artistas disponibilizem os seus projetos sonoros para que os ouvintes possam consumi-los.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os produtores Fitz e Pedro relatam que as maiores dificuldades est\u00e3o centradas no alto valor dos produtos e na falta de estruturas setoriais da ind\u00fastria musical na totalidade, no estado. Os equipamentos, por vezes, possuem valores de compra inacess\u00edveis e, por isso, fazer m\u00fasica no Acre \u00e9 caro e dif\u00edcil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOutro problema muito importante \u00e9 a falta de distribuidoras de m\u00fasica e DAWs gratuitas (DAW &#8211; Digital Audio Workstation &#8211; \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho de \u00e1udio digital). A distribuidora tem a fun\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar suas m\u00fasicas em todas as plataformas de <em>streaming<\/em>, enquanto as DAWs s\u00e3o as plataformas usadas para criar e produzir m\u00fasicas\u201d, diz Pedro Mesquita.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"470\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?resize=740%2C470&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3815\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?resize=1024%2C650&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?resize=768%2C488&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?resize=1536%2C975&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Design-sem-nome-3.png?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>A plataforma de streaming Soundcloud \u00e9 um espa\u00e7o onde artistas independentes divulgam o seu trabalho devido a facilidade e gratuidade da ferramenta.&nbsp;Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Internet<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao fazer um balan\u00e7o geral, Fitzgerald se mostra esperan\u00e7oso, para ele, a cena musical no Acre \u00e9 ampla e conta com artistas acima da m\u00e9dia, s\u00e3o muitos cantores, produtores e DJs diversos compondo esse movimento, capaz de girar a economia. \u201cN\u00e3o falta muito para uma gravadora, selo e marcas olharem para gente. Claro que oportunidades precisam ser criadas\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O acreano de 27 anos fala sobre a insurg\u00eancia de novos produtores, pois sempre acaba conhecendo um novo artista em Rio Branco e comenta sobre o efervescente p\u00fablico que h\u00e1 na cidade, al\u00e9m de pontuar o movimento migrat\u00f3rio dos artistas locais para as grandes cidades do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muita coisa n\u00e3o chega aqui porque aqui \u00e9 o Acre, (&#8230;) geralmente quando elas [gravadoras] assinam com os artistas daqui, o artista precisa ir morar numa \u201ccidade-eixo\u201d, onde tudo acontece&#8221;. E acrescenta:, &#8220;Aqui de fato tem muita gente que valoriza, j\u00e1 pude ver o quanto a rapaziada tinha car\u00eancia, o quanto \u00e9 especial fazer parte. Aqui tem um apre\u00e7o por essa cultura, tem um p\u00fablico para fomentar&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ser perguntado sobre a cena local, Fitz retoma alguns nomes de produtores acreanos que est\u00e3o compondo esse movimento: GR Beats, Victor Young e Offgui. Por\u00e9m, al\u00e9m desses mencionados, h\u00e1 tamb\u00e9m os artistas TBIG, Sara, Real MD, Off Cl\u00e3, GrBeat\u2019z, Thug Dog, Antheos, HANNA, Black Mago, Duda Modesto ocupando coletivamente esse espa\u00e7o,n\u00e3o esquecendo o grupo musical acreano Os Descordantes, respons\u00e1veis pelos \u00e1lbuns \u2018<em>Espera a Chuva Passar\u2019<\/em>(2014) e \u2018<em>Quietude\u2019<\/em>(2017).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhecer para n\u00e3o esquecer&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por anos a MPB, Rock e Forr\u00f3 estavam \u00e0 frente das produ\u00e7\u00f5es musicais urbanas e nos seringais do Acre, mas a chegada da nova gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos e produtores s\u00f3 tem a engrandecer a m\u00fasica regional, uma vez que a presen\u00e7a desses novos artistas fortalece a forma\u00e7\u00e3o temporal e hist\u00f3rica de uma cultura essencialmente acreana, assim como foi nos tempos de Jo\u00e3o Donato e Ti\u00e3o Natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lista de nomes interessantes no cen\u00e1rio musical acreano \u00e9 longa. Desde artistas emergentes, como Duda Modesto e a banda Excomungado, at\u00e9 os mais consolidados, como a banda Os Descordantes. H\u00e1 um papel fundamental do p\u00fablico em conhecer tanto a velha guarda como os novos membros, e \u00e9 preciso consumir com mais impacto aquilo que se produz no Acre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Distante dos t\u00edpicos g\u00eaneros musicais presentes na cultura acreana, a produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica local mostra ind\u00edcios para o experimental e se aproxima de novos g\u00eaneros.&nbsp; Por Matheus Miranda e Kenno Oliveira Para a m\u00fasica chegar ao seu formato final, h\u00e1 uma engenharia de produ\u00e7\u00e3o: os processos de mixagem, edi\u00e7\u00e3o, recria\u00e7\u00e3o e tratamentos sonoros s\u00e3o realizados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":3819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[5,1],"tags":[8],"coauthors":[136],"class_list":["post-3814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-afluentes","category-ultimas-noticias","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/IMG_2197.jpg?fit=750%2C732&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3814"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3814\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3822,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3814\/revisions\/3822"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3814"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=3814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}